Não é bem um "boneco", é mais um relato, ou com mais precisão, a publicidade a um amor "inflamado"...
Nasceu como um espaço de opinião, informação e divulgação de tudo aquilo que vivia ou sobrevivia nas proximidades do Ginjal e do Tejo, mas foi alargando os horizontes...
quarta-feira, janeiro 26, 2011
domingo, janeiro 23, 2011
A Última Taberna de Cacilhas
A "Taberna Mateus", situada na rua Comandante António Feio, é a última taberna existente em Cacilhas. Tem resistido ao tempo com grande teimosia, não se transformando em café, como aconteceu com tantas outras tascas.
Pelo menos desde os anos quarenta que esta casa é explorada como taberna, ou seja, há uns setenta anos. A primeira dona conhecida era a Mery, figura popular da localidade ribeirinha. Nesse tempo também servia comidas, hoje limita-se a oferecer alguns petiscos aos seus clientes habituais, além do bom vinho e também água pé, como está afixado na porta...
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sábado, janeiro 22, 2011
Ainda Vamos a Tempo
Apesar das sondagens, sei que ainda vamos a tempo de "expulsar" o senhor Silva do prédio cor de rosa de Belém.
Claro que para que isso aconteça é preciso votar.
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quinta-feira, janeiro 20, 2011
Ignorância, ou Outra Coisa Qualquer...
O Projecto Farol tornou público um inquérito sobre a Realidade Portuguesa, que demonstra várias coisas. A primeira e mais simplista, ignorância. Ignorância de quem perguntou e de quem respondeu.
Digo isto pelos 46% de pessoas que disseram que hoje se vive pior (e até muito pior) que antes de Abril de 1974.
Basta pensarmos nas condições de vida da população de então (a oferta no campo da saúde, educação, habitação, saneamento, água, luz, etc) para percebermos a "memória curta" da gente escolhida (bem escolhida, diga-se...) para responder ao inquérito.
Talvez o Eduardo tenha razão, há sempre a possibilidade das mil e duas pessoas ouvidas serem da Quinta da Marinha e de outros lugares, "passadistas"...
Quem nasceu depois de Abril, pode esclarecer o assunto com os pais e avós, perguntando-lhes como se vivia em 1973, 1974, sem ser necessário recuar mais tempo...
domingo, janeiro 16, 2011
O Largo de Cacilhas ao Fim da Manhã
sábado, janeiro 15, 2011
sexta-feira, janeiro 14, 2011
Nunca lhes Seremos Gratos
Ontem um amigo, "Capitão de Abril", teve a gentileza de me oferecer os três DVD's dos concertos comemorativos realizados pela "Associação 25 de Abril" em 2008, 2009 e 2010: "Vozes de Abril"; "Vozes que Abril Abriu" e "República de Abril"; com o apoio da RTP.
Pode ainda ser cedo para se fazer a história da Revolução de Abril, mas nunca é tarde para lhes agradecer o que fizeram pelo povo português.
Eu não esqueço a divida de gratidão que temos para com todos estes homens, que se uniram e fizeram a "Revolução dos Cravos" em 1974, libertando o país de uma longa agonia de 48 anos de ditadura.
Generosos e desapegados do poder, logo que lhes foi possível entregaram os destinos do país à sociedade civil, com a realização das primeiras eleições livres para o Parlamento, para as Autarquias e para a presidência da República, em 1976.
Apesar da sua generosidade e do seu valor como militares, foram quase todos preteridos nas promoções, por nunca terem prescindido dos seus valores e ideais. Contam-se pelos dedos de uma mão os "Capitães de Abril" que atingiram o posto de general.
É por isso que nunca lhes seremos gratos. A maioria de nós por não pudermos. A minoria que tem tomado conta do poder nos últimos trinta e quatro anos, por não conhecer a palavra gratidão, e claro, por olhar demasiado para o umbigo e para as suas contas bancárias, com os resultados que todos sabemos e sentimos...
Todos aqueles que estiverem interessados em obter esta colecção de DVD's memorável, devem dirigir-se à sede da Associação 25 de Abril, na rua da Misericórdia, nº 95, no Bairro Alto.
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domingo, janeiro 09, 2011
Continuação
Esta continuação ficou a dever-se à nossa entrada na "Almada Velha", com novas memórias.
Quem nos apareceu na "Boca do Vento" foi o Arménio Reis, um excelente aguarelista, que pintou magistralmente a Lisboa castiça de Alfama, entre tantos outros recantos.
O meu companheiro de viagem recordou-se de estar na esplanada do miradouro com o Arménio e outros amigos e avistar a casa do pintor. Casa que não conseguia agora identificar, praticamente do mesmo lugar.
Expliquei-lhe onde ficava e acabámos por passar à porta (que ainda mantêm o azul...), do Arménio, cuja bonomia permanece inesquecível e que já nos deixou há catorze anos...
Depois veio à baila a nossa Incrivel Almadense, que já conta com mais de 162 anos de vida e é a Catedral do Associativismo Almadense.
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Memórias no Ginjal com Veleiros no Tejo
Hoje tive a companhia de um amigo durante o passeio matinal pelo Ginjal, com regresso pela Almada Velha.
Fomos andando e conversando, "pintando" vários quadros de memória, sobre como era a vida naquele lugar. Além das várias pessoas que foram aparecendo, também surgiram pequenas e grandes coisas, como por exemplo os fardos de gelo que escorregavam das "passadeiras" da fábrica do "Grémio" para o porão dos bacalhoeiros ancorados, preparados para partir para a "Terra Nova".
A manhã estava agradável, a maré baixa, ao ponto das praias terem decidido regressado ao Ginjal.
Já no Olho de Boi fomos surpreendidos por mais de uma dezena de veleiros que ensaiavam corridas no meio do Tejo.
(continua)
sábado, janeiro 08, 2011
«"Cavaquistão", em Almada não!»
Este meu título parece quase um chavão político, daqueles que se gritam em comícios.
A intenção não é bem essa.
É apenas uma constatação. Não conheço uma única pessoa das minhas relações pessoais que vá votar no "candidato" Cavaco Silva (não me lembro de os candidatos à presidência da República se tratarem assim noutras eleições, talvez tenha andado distraído, mas até tem a sua graça...).
Claro que sei que moro numa cidade especial, que é governada pela CDU desde 1976.
Por outro lado, também devo confessar que sempre desconfiei das sondagens. E das que dão como certa vitórias à primeira volta, nem sequer vale a pena falar.
Esta minha aversão à "criatura" nem se prende com as histórias do BPN, mas sim de ainda ter bem presentes alguns sinais da arrogância do senhor que nunca se engana, e que agora ainda é "duplamente" mais honesto que os outros...
Foi por isso que escolhi este boneco do Rui, dos seus tempos na "Visão", onde ele está muito bem rodeado, na Margem Sul do Tejo...
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quarta-feira, janeiro 05, 2011
Bonecos do Ginjal (2)
Penso que estas iniciais são a "marca" de um artista qualquer, que usa as paredes como tela.
Digo isto porque elas aparecem noutros lugares, com outras tonalidades...
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segunda-feira, janeiro 03, 2011
Bonecos do Ginjal (1)
Estive quase tentado a colocar "Arte do Ginjal", mas como reconheço que uma boa parte destas pinturas são mais de "guerra" que Arte, fiquei-me pelos bonecos...
Fazem parte de um levantamento ligeiro que fiz das muitas "pinceladas" que dão alguma vida ao Ginjal.
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domingo, janeiro 02, 2011
Reforço de Placas no Ginjal
O final de ano foi aproveitado para afixar mais placas de "perigo", para afugentar os turistas, que mesmo assim preferem aproveitar a beleza do Tejo e enfrentar as frases proibitivas de peito aberto, tal como eu.
Espero que as placas não sejam mais um prenúncio de um novo adiamento nas obras, com um atraso de pelo menos uns vinte anos...
sábado, janeiro 01, 2011
O Primeiro Passeio à Beira-Tejo
Mesmo quando me deito tarde, acordo quase sempre cedo.
E como já tinha previsto para o primeiro dia do ano, um passeio pelo Ginjal antes do almoço, lá fui eu.
Durante mais de uma hora andei a passear calmamente, pelos mesmos sítios de sempre, na companhia de algumas gaivotas e de meia-dúzia de pessoas que também aproveitaram a manhã para dar um passeio rente ao Tejo.
Pescadores, curiosamente apenas encontrei um, rente à Fonte da Pipa.
Também assisti a um tráfego marítimo pouco habitual para um feriado importante, como é o primeiro dia do ano, até fui espectador de uma quase "corrida" de navios vermelhos...
sexta-feira, dezembro 31, 2010
É Mais que Tempo do Ginjal

Se pudesse, exigia que 2011 fosse o ano de se pagarem as promessas feitas ano após ano ao Ginjal (repetidas em todas as eleições).
É cedo, ainda nem chegou o primeiro dia de Janeiro, por isso ainda temos espaço para acreditar na requalificação de toda a zona ribeirinha de Cacilhas.
Ofereço-vos este belo óleo de Alfredo Keil, do Ginjal, que foi capa do meu último livro sobre esta bonita terra, onde vivo, há já mais de 23 anos...
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domingo, dezembro 26, 2010
Cacilhas com Sol e Frio
O largo de Cacilhas hoje estava bastante luminoso, tal como Lisboa, no lado de lá, apesar do tempo dançar com o vento uma "valsa gelada", interminável. O movimento limitava-se aos transportes. Aparentemente havia mais autocarros e eléctricos que pessoas, com tão pouca vontade de fazer companhia ao vento e "dançar" nas ruas...
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quinta-feira, dezembro 23, 2010
Natal à Beira Rio

NATAL À BEIRA-RIO
É o braço do abeto a bater na vidraça?
E o ponteiro pequeno a caminho da meta!
Cala-te, vento velho! É o Natal que passa,
A trazer-me da água a infância ressurrecta.
Da casa onde nasci via-se perto o rio.
Tão novos os meus Pais, tão novos no passado!
E o Menino nascia a bordo de um navio
Que ficava, no cais, à noite iluminado...
Ó noite de Natal, que travo a maresia!
Depois fui não sei quem que se perdeu na terra.
E quanto mais na terra a terra me envolvia
E quanto mais na terra fazia o norte de quem erra.
Vem tu, Poesia, vem, agora conduzir-me
À beira desse cais onde Jesus nascia...
Serei dos que afinal, errando em terra firme,
Precisam de Jesus, de Mar, ou de Poesia?
David Mourão-Ferreira
É o braço do abeto a bater na vidraça?
E o ponteiro pequeno a caminho da meta!
Cala-te, vento velho! É o Natal que passa,
A trazer-me da água a infância ressurrecta.
Da casa onde nasci via-se perto o rio.
Tão novos os meus Pais, tão novos no passado!
E o Menino nascia a bordo de um navio
Que ficava, no cais, à noite iluminado...
Ó noite de Natal, que travo a maresia!
Depois fui não sei quem que se perdeu na terra.
E quanto mais na terra a terra me envolvia
E quanto mais na terra fazia o norte de quem erra.
Vem tu, Poesia, vem, agora conduzir-me
À beira desse cais onde Jesus nascia...
Serei dos que afinal, errando em terra firme,
Precisam de Jesus, de Mar, ou de Poesia?
David Mourão-Ferreira
A bonita fotografia é da Luisa, que tem um blogue estupendo, "Beira-Tejo".
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segunda-feira, dezembro 20, 2010
O Inverno no Ginjal
O Inverno paira no Ginjal.
Esconde o sol com nuvens cinzentas, daquelas que estão prontas para lavar o paredão e fazer pequenas piscinas dentro das casas sem telhado.
Não é coisa de menos.
Amanhã é vinte e um, é costume os dias ficarem mais frios neste final de Dezembro.
Frio que permanece em Janeiro.
Claro que o Sol é demasiado vadio para se submeter a "histórias de estações", e vai aparecer, muitas vezes.
Não é por acaso que o Tejo é mais bonito que o Sena ou o Tamisa...
sábado, dezembro 18, 2010
A Estrada Branca do Rio
Há quem tenha dúvidas que o Tejo também tem caminhos, é por isso que vos mostro esta quase estrada branca, aberta pela passagem de uma das barcas que dão cor, vida e até imaginação, ao melhor rio do mundo.
Esta foto foi tirada no interior do cacilheiro que fazia a inesquecível viagem-cruzeiro, entre Cacilhas e Belém, com o atractivo de passar por baixo da ponte que já foi de Salazar e agora é de Abril...
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quarta-feira, dezembro 15, 2010
A Falar lá se Vamos Entendendo...
Houve alguém que durante o fim de semana resolveu transformar este banco numa lixeira.
E assim ficou até hoje. Ontem tirei a fotografia com lixo e nevoeiro, a pensar enviá-la a alguém com peso governativo...
Hoje pela manhã, quando fui levar o meu filho à escola, na viagem de regresso, encontrei uma "brigada de limpeza" do Município, composta por duas senhoras. Fiz-me um pouco de parvo e perguntei-lhes se a zona do polidesportivo também lhes pertencia, disseram-me que sim. Informei-as então que um dos bancos estava cheio de lixo. Uma delas disse que já sabia, mas que ainda não tinham conseguido chegar lá...
Achei estranho este "não chegar lá", por estar a uns duzentos metros delas.
Mas a meio da tarde (quando tirei a segunda fotografia), verifiquei que afinal tinham conseguido "chegar lá"...
Claro que a culpa é da malta que ainda não sabe viver em comunidade e faz lixo até em lugares para nos sentarmos...
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terça-feira, dezembro 14, 2010
Quando o Dia Tem 25 Horas...
Nunca percebi porque razão Almada não tem um bom semanário concelhio, tal como tantas cidades portuguesas, muito mais pequenas que este nosso burgo, como é por exemplo as Caldas da Rainha, que possui um dos melhores jornais regionais que conheço, a "Gazeta das Caldas".
Hoje temos dois gratuítos, que fazem uma coisa ligeiramente diferente de jornalismo.
Um exemplo claro do que digo é esta notícia publicada no "Notícias de Almada", de 26 de Novembro de 2010, em que além de acrescentarem uma hora ao dia (25 horas), conseguiram deixar de fora o mais importante, o local onde o acontecimento se iria realizar (e a hora certa claro)...
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sábado, dezembro 11, 2010
Votar em Branco
Desde que fiz dezoito anos, tenho votado sempre. Claro que por vezes voto em branco, por não me identificar com nenhum partido ou candidato.
Hoje no café, não sei porquê, veio à baila as eleições e os votos. Quando disse que votava em branco, um companheiro de tertúlia disse: «pensas tu.»
Fiquei um pouco incrédulo e depois ele explicou-me o perigo dos votos em branco a quando da contagem dos votos, da facilidade que podem receber uma cruz e passarem a votos de uma qualquer força política, graças aos dedos hábeis de alguém.
Ele sabia do que estava a falar, além de ser militante de um partido, fez várias vezes parte de mesas de voto em eleições.
Senti-me mesmo "anjinho".
Talvez nunca mais vote em branco, talvez tenha de anular o voto, quando quiser votar em "ninguém"...
Explicação dos pássaros: Mesmo em democracia, Salazar continua a dar lições, com as suas célebres "chapeladas".
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quinta-feira, dezembro 09, 2010
O Tigre do Ginjal
domingo, dezembro 05, 2010
«Isto também é nosso!»
Disse esta frase, «isto também é nosso», a uma funcionária zelosa, de um equipamento municipal, também ela esquecida de que os seus verdadeiros "patrões" somos nós.
Claro que a maior parte dos governantes não pensa nem age assim, além de gestores, também se acham os "donos da quinta".
Esta frase tanto serve para o governo central como para os locais.
Quem está no poder só se lembra do "povo" quando é hora de pagar ou de votar.
E que conta choruda nos espera...
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sábado, dezembro 04, 2010
Só Falta Nevar...
A temperatura da manhã de hoje é inferior a cinco graus, pela certa.
Rente ao Tejo o frio ainda se sente de uma forma mais cortante, quando nos toca no rosto.
Tejo que é o maior obstáculo à queda de neve, em ambas as margens do rio, para tristeza dos meus filhos, que continuam a sonhar com uma Almada pintada de branco...
terça-feira, novembro 30, 2010
O Melhor Miradouro de Almada
Não, não é o Ginjal.
O melhor miradouro de Almada é o jardim da Casa da Cerca, onde está sitiado o Museu de Arte Contemporânea da Cidade.
O conjunto é a mais valiosa "jóia da coroa" de Almada e o seu melhor cartão de visita (para mim, claro...).
O miradouro é de tal forma altaneiro, que nos oferece a vista de toda a Margem Norte de Lisboa.
Talvez tenha sido por isso que o touro de metal tenha deixado o seu lugar habitual no jardim e se tenha instalado ali bem à beira do muro, para ver o Cristo-Rei, a Ponte 25 de Abril, a Torre de Belém, e claro, o Mar, quando deixa de ser Tejo e passa a ser Atlântico...
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sábado, novembro 27, 2010
Almada Minha
"Almada Minha" é sobretudo um testemunho de amor, de José Luís Tavares, pela Vila, e depois cidade,onde cresceu e se fez homem.
Estou a falar de uma das grandes figuras do Associativismo Local, tendo presidido as direcções da Incrível Almadense, Ginásio Clube do Sul, SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada e Núcleo de Árbitros de Futebol de Almada e Seixal (é ainda um dos fundadores das duas últimas colectividades).
No seu subtítulo, "Lembranças de uma Almada que conheci como pequena Vila, a partir do ano de 1942", o autor explica muito bem o conteúdo da obra, um excelente roteiro pelos lugares mais importantes da cidade, quase sempre acompanhado pela componente humana e profusamente ilustrado com 50 imagens.
quarta-feira, novembro 24, 2010
Uma Cidade de Luto
Senti a de greve geral logo pela manhã, quando levei os meus filhos à escola e ambas se encontravam encerradas.
O mais estranho foi não encontrar o movimento habitual na rua, menos pessoas, menos carros, e provavelmente, também muito menos transportes públicos.
Estou a escrever isto e a ouvir na televisão a ministra do Trabalho, com as justificações do costume, a querer virar a realidade de pernas para o ar.
Mas gostava que o dia de greve geral fosse mais vivo, que as pessoas circulassem na rua, que dessem mais mostras do seu descontentamento em relação aos maus governantes que temos e tivemos, pelo menos desde 1986, data da entrada na Comunidade Europeia.
Gostava que Almada não parecesse estar de luto.
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segunda-feira, novembro 22, 2010
Pequenas Coisas que me Fazem Ver Mais Longe
Critico como sou, disse logo que era cedo demais para a "coisa" e que poderiam ter esperado pelo menos pelo primeiro de Dezembro. Sim, com o dinheiro poupado nas iluminações de Natal em onze dias, era possível fazer centenas (milhares, mais por aí...) de cabazes de Natal, que poderiam ser oferecidos, criteriosamente, às famílias mais desfavorecidas do Concelho.
Levei como resposta, «mas é tão giro, não sejas estraga prazeres. Além disso nota-se que há muito menos exuberância nas luzes.»
Calei-me e percebi que o povo também se alimenta destas luzes (e também do fogo de artificio do fim de ano, que para mim é um desperdício de dinheiro, mas eu sou um antiquado...). O povo e os "eleitos", claro. Eles não querem que "nos falte nada", neste e noutros natais...
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sábado, novembro 20, 2010
Ginjal, o Reino das Placas "Proibitivas"...
Irrita-me a existência de tantas placas, povoadas de "perigos de morte", nas imediações do Ginjal.
Começa logo no início, depois vai-se arrastando ao longo do casario em ruínas (embora estas placas já passem despercebidas, corroídas pelo tempo quase salgado...). Subir ou descer as escadinhas que nos levam à Boca do Vento, nem pensar...
E agora chegaram ao cais do Olho de Boi, onde ainda há pouco tempo estavam ancorados cargueiros de pequena e média dimensão. Parece que está para cair...
Sei que é muito mais fácil colocar placas que fazer "obras" (e sobretudo mais económico), ao mesmo tempo que se passa a "bola" para quem gosta de se deliciar com os passeios à beira rio. Se levarmos com algum "calhau", a culpa foi da nossa teimosia...
Irrita-me a existência das placas, porque me irrita tudo aquilo que é postiço...
Pelo menos ainda não existem fiscais nem multas no Ginjal, os "legisladores" deixam a decisão "perigosa" de arriscarmos a vida, apenas com a nossa consciência...
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sexta-feira, novembro 19, 2010
«A Vida Está Boa Para os Bois e Para as Vacas»
O Américo sempre gostou de dizer que a vida está boa é para os bois e para as vacas, especialmente em tempo de "crises".
Claro que não fala destes pobres animais, mas sim dos "arregimentados" dos partidos (todos sem excepção, em Almada por exemplo, o séquito é da CDU...), que vivem e gozam à grande, e para variar, à nossa custa, claro.
Manuel Pina foi brilhante, mais uma vez...
O óleo é de Robert Duncan.
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terça-feira, novembro 16, 2010
Espelho de Água de Paula Varona
domingo, novembro 14, 2010
Ainda o Ginjal de Paula Varona
Tentei retratar o local pintado pela Paula Varona, mas a manhã estava com demasiadas nuvens, próprias desta época outonal.
Por outro lado a criatividade artística pode sempre oferecer-nos uma "ficção" mais bonita que a realidade, seja com a caneta ou com o pincel. Neste caso a pintora espanhola resolveu alindar" (e fez muito bem) o armazém abandonado do Clube Náutico local...
O curioso da manhã de hoje é que me cruzei com os pescadores do costume e com bastantes fotógrafos, em busca da beleza do Ginjal...
sexta-feira, novembro 12, 2010
O Ginjal de Paula Varona
Graças a José do Carmo Francisco, conheci a obra de Paula Varona, artista plástica de Málaga, que se enamorou pela Capital e pintou alguns dos seus lugares mais pitorescos, com o Tejo muito presente, e surpresa das surpresas, o Ginjal.
Nesta imagem surgem em primeiro plano os armazéns onde esteve sediado o Clube Náutico de Almada, vendo-se ao fundo os edifícios dos restaurantes "Atira-te ao Rio" e "Ponto Final", e ainda, na parte superior, a Casa da Cerca.
Sabe sempre bem receber provas de amizade como esta. Obrigado José do Carmo Francisco.
quarta-feira, novembro 10, 2010
"Todo Corazón"
Não sei se terá sido mesmo alguém hispânico que deixou esta mensagem de amor, pintada numa das várias caixas ferrugentas que fazem parte do roteiro turístico do Ginjal (esta próxima da Fonte da Pipa).
Pode ser, ou não, uma mensagem dúbia. Provavelmente é uma dedicatória para alguém especial, mesmo que não tenha ficado registado qualquer nome. Claro que no campo das proabilidades também pode ser uma prova de amor àquele lugar, tão calmo e aprazível...
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domingo, novembro 07, 2010
Na Hora Matutina
Tenho andado ocupado a organizar um pequeno "espólio" de papeis que me veio parar às mãos, onde tenho encontrado algumas coisas saborosas, como este recorte do suplemento "Letras e Artes" do desaparecido "Diário Popular, onde se mistura um bonito desenho de Celeste Costa (que não faço ideia quem seja, mas desenha muito bem...), com algumas palavras de Álvaro de Campos do poema "Saudades de Lisboa", da sua "Poesia".
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quarta-feira, novembro 03, 2010
A Cor do Dinheiro
Não pude deixar de ouvir a conversa entre quatro comerciantes locais, com lojas próximas, numa das ruas centrais de Almada, onde passa o "metro", um dos culpados da sua desgraça...
Agora que se aproximava o Natal, preparavam mais uma "sindicância" ao Município, em busca de dinheiro, diziam eles, para serem recompensados do prejuízo diário.
Senti-me chocado pela falta de vergonha desta gente. Em vez de se unirem e colocarem ideias em cima da mesa, para combaterem a "crise", pensando em algo que pudesse animar as ruas e trazer pessoas às lojas, não. Querem é mamar na "teta" do poder, como se estivesse aí a solução de todos os problemas...
O mais grave é que esta é a história do nosso país, mesmo os Mellos, os Espiritos Santos e os Champalimauds, nunca tiveram qualquer pejo em vir ver o que é que "caía" do Estado, apesar de "nadarem" em dinheiro...
O óleo é de Natasha Villone.
domingo, outubro 31, 2010
Náufragos Dão à Costa
quinta-feira, outubro 28, 2010
Mais Vestígios...
Enquanto as coisas não caem de velhas, no Ginjal, ainda é possível fazer registos de placas e de velhas informações.
Neste caso particular, o "28", não é autocarro que eu apanhava para Belém, no começo da década de oitenta, é a entrada da "copenave", uma cooperativa que abastecia os bacalhoeiros de tudo o que era necessário, para as suas viagens pelos mares da "Terra Nova", durante seis longos meses...
quarta-feira, outubro 27, 2010
Vestígios da SNAPB no Ginjal
Esta fotografia oferece-nos um bom exemplo dos vestígios industriais que ainda encontramos no Ginjal.
Este era um dos cais de embarque e desembarque da Sociedade Nacional de Armadores da Pesca do Bacalhau (SNAPB), que ocupou uma parte significativa do Ginjal, do final dos anos trinta até à década de setenta do século passado.
quinta-feira, outubro 21, 2010
"O Efeito Saramago"
Quem disse que os homens não falam de amor?
O último "post" deu que falar e de que maneira, ao ponto de ter vindo para a mesa, o agora chamado, "efeito saramago".
Afinal parece que todas as idades são boas para as pessoas se apaixonarem, mesmo depois dos cinquenta ou sessenta.
Os homens então são óptimos a "apaixonarem-se" por mulheres com metade da idade. E elas também, a apaixonarem-se por alguém com o dobro da idade. As mulheres dizem sempre que gostam da maturidade, do charme dos cabelos brancos. Nunca falam da flacidez do corpo nem da "carteira cheia", que é sempre o principal conforto para se viver "apaixonadamente" a tal vida quase de sonho, onde não pode faltar um casarão, um bom carro e um cartão de crédito quase ilimitado...
É mesmo assim, o "luxo" de casar de novo com uma "menina", com idade para ser nossa filha, tem o seu preço...
O mais curioso, foi quase todos sentirmos (mesmo que fosse a brincar...) alguma inveja de quem pode explorar ao máximo o tal "efeito saramago" e experimentar o "amor" com alguém com a "juventude" que já era...
O óleo é de Sally Storch.
quarta-feira, outubro 20, 2010
Definições Indefinidas...
«Ela é tudo aquilo que eu nunca quis.»
Desabafo de um amigo que explica em parte a inquietude, a surpresa, a incompreensão e a diferença que nos é oferecida pelo "amor-paixão".
Por muitas voltas que demos, a realidade é sempre diferente do sonho...
Na foto Sophie Marceau.
quarta-feira, outubro 13, 2010
Encontro no Cacilheiro
Encontrei no cacilheiro o mestre Eduardo Gageiro, que em boa hora veio até junto ao Tejo, à procura de inspiração para os seus "bonecos".
Conversámos um pouco, antes de ele aproveitar a viagem para cirandar de janela em janela, no interior da barca. Ainda me disse que há muito tempo que não atravessava o rio, e que andava em busca de imagens para um segundo volume do seu excelente trabalho, "Lisboa no Cais da Memória", desta vez com fotografias de 1975 a 2010.
Além das saudades do Tejo, das gaivotas e dos cacilheiros, disse-me que também queria saber quem eram as pessoas que hoje atravessam o rio.
Pois, olhando para o seu trabalho, percebe-se que o Eduardo Gageiro, gosta imenso de explorar a componente humana nas suas fotografias...
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domingo, outubro 10, 2010
Intensamente
Se há algo difícil de explicar, é a poesia, toda, inclusive a da vida.
Sensibilidades, gostos, leituras e olhares diferentes, fazem toda a diferença...
Na quinta-feira foi lançado um caderninho de poemas da autoria de Anyana e Alberto Afonso, do qual escolhi uma parte de um poema de Alberto Afonso, que fala disso:
[...]
Como explicar a quem não o sinta,
A quem não o veja com o nosso olhar...
E possa sentir
O cheiro da maresia ou
A alegria das crianças esbracejando
Nas águas límpidas do rio,
Que nos transporta à nossa infância,
A lugares já desaparecidos
Que fervilhavam de humanidade e labuta,
Que só em sonho se conseguem vislumbrar!
[...]
Pois, há coisas que não se explicam, sentem-se...
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Poesia
terça-feira, outubro 05, 2010
Afonso Costa em Cacilhas
É provavelmente a personagem da 1ª República mais odiada, principalmente pelos sectores mais conservadores da nossa sociedade, mas não deixa de ser a que considero mais importante.
Claro que Afonso Costa cometeu vários erros, o principal terá sido a perseguição que fez à igreja, tendo sido o principal obreiro da "Lei da Separação do Estado e das Igrejas", na nova constituição de 1911. Também é criticado pela entrada de Portugal na Grande Guerra, mas esta foi uma posição inevitável, se não o tivéssemos feito, teríamos ficado com as colónias à mercê dos alemães, sem a protecção dos aliados.
Antes da implantação da República foi um dos deputados que mais se bateu contra os gastos da Casa Real, que recebia "adiantamentos" avultados, que não se coadunavam com as dificuldades económicas que o país atravessava. Este "atrevimento" valeu-lhe inclusive a "expulsão" do parlamento.
Excelente advogado e professor universitário (doutorou-se com a tese, "A Igreja e a Questão Social, em 1895), tinha ideias demasiado avançadas para o seu tempo.
Foi ministro da Justiça, presidente do Ministério e ministro das Finanças, onde realizou um bom trabalho, que só não resistiu à crise europeia provocada pela Grande Guerra, que fragilizou o velho continente, com maior incidência nos países mais fracos, como era o nosso caso (tal como sucede nos nossos dias...).
Anti-salazarista, Afonso Costa acabou por falecer em 1937, no exílio, em Paris.
Na imagem podemos ver Afonso Costa a chegar a Cacilhas em 1911, onde veio agradecer o apoio popular dos almadenses ao ideário Republicano.
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segunda-feira, outubro 04, 2010
Vivas à República em Almada

Almada faz jus à sua situação geográfica, na Margem Esquerda do Tejo e sempre que pode antecipa-se às revoluções, foi assim a 23 de Junho de 1833 e também a 4 de Outubro de 1910. E se recuarmos mais algum tempo, em 1580 também vendeu cara a derrota aos espanhóis...
Voltando ao 4 de Outubro, de há exactamente cem anos, a presença de dois dirigentes republicanos e a acção dos agentes políticos locais, com realce para Bartolomeu Constantino, sapateiro de profissão e ainda mais revolucionário que os próprios republicanos, graças ao seu ideário, próximo do socialismo e do anarquismo, fizeram com que Almada se tornasse republicana, antes do tempo.
Bartolomeu Constantino tinha qualidade oratórias invulgares e foram as suas palavras, junto das fábricas, que conseguiram trazer para a rua cerca de oito mil operários, que percorreram as principais artérias de Almada, com vivas à República, e claro, com outros "mimos" muito menos agradáveis, em relação ao Rei, à Monarquia e à própria Igreja.
O cortejo revolucionário só parou em frente aos Paços do Concelho, ocupados pacificamente e onde se ergueu a Bandeira do Centro Republicano Capitão Leitão e se fizeram discursos inflamados pelas principais figuras da revolta.
O Castelo de Almada também foi ocupado, com a cumplicidade da guarnição, que viu ser içada a Bandeira do Centro Republicano Elias Garcia.
E mais uma vez se fez história em Almada, antes do tempo...
A ilustração mostra-nos Bartolomeu Constantino, que Romeu Correia apelidou de "Idealista sem Mácula" e cujo falecimento em 1916 foi um acontecimento nacional, com a presença de mais de vinte mil pessoas, tendo sido erguidas no Cemitério dos Prazeres oito tribunas para que usassem da palavra todos os oradores inscritos para lhe prestarem homenagem. O cortejo fúnebre contou ainda com a presença de três bandas filarmónicas: a Academia Verdi, de Lisboa e a S.F.U.A. Piedense e a Academia Almadense, de Almada.
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sábado, outubro 02, 2010
Biografia de Oliveira Feijão
Hoje, às 16 horas, vou apresentar o livro, "Oliveira Feijão, Cacilhense Ilustre", da autoria do escritor almadense, Victor Aparício.
O lançamento será feito no Centro Municipal de Turismo, em Cacilhas.
Estou a falar da biografia de um dos médicos e professores mais importantes do final do século XIX, tendo inclusive sido deputado às cortes, no princípio do século XX.
Oliveira Feijão além de todo este seu percurso, tem a particularidade de ter nascido na Margueira, em Cacilhas.
A obra é editada pela Junta de Freguesia Local, com o apoio da SCALA.
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