Nasceu como um espaço de opinião, informação e divulgação de tudo aquilo que vivia ou sobrevivia nas proximidades do Ginjal e do Tejo, mas foi alargando os horizontes...
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quinta-feira, maio 14, 2020
terça-feira, maio 12, 2020
As Chuvas de Maio e a "Rua 26"...
Quando chove, custa menos ficar em casa.
Já lá vai o tempo que nos divertíamos a pisar poças de água (até a minha já está suficientemente crescida, para não me obrigar a esconder o sorriso... quando não resistia à tentação de passar por dentro de um "pequeno lago" de água).
Embora eu na minha meninice, além de meter o "pé na poça", também adorasse ficar na janela da sala da velha casa da "rua 26" (pois é, as ruas do bairro da minha infância eram numeradas, queriam lá saber de pessoas...), a a ver a chuva a cair e as pessoas a passarem, a fazerem uma ginástica enorme para fugir das poças de lama, num tempo em que o alcatrão ainda não chegara ao bairro, nos finais dos anos sessenta do século passado...
Ainda continuo a gostar de olhar para a janela, embora na minha rua (quase escondida), passem muito menos pessoas que na "rua do meio" (sim, além dos carteiros, ninguém lhe chamava "rua 26"...).
(Óleo de Denis Ichitovkin)
sexta-feira, abril 24, 2020
"Cravos Caídos"
Em 2014 fiz uma exposição individual de fotografia ilustrada, com Cravos (sempre presentes), algum Tejo e também algum Ginjal. Chamei-lhe "Cravos da Liberdade - Fotografias com Palavras".
Todos os que passaram em Abril pelo "Espaço Doces da Mimi", em Almada, puderam vê-la...
Cravos Caídos
CRAVOS CAÍDOS
na praia que foi de pobres e vagabundos
quase sempre abandonados e esquecidos
em todas as "guerras dos mundos"...
CRAVOS CAÍDOS
na praia que foi das lavadeiras
que presas aos seus trabalhos doridos
passaram por ali as vidas inteiras.
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
quinta-feira, abril 23, 2020
Uma Cidade, um Livro, um Amigo...
Morava em Almada há meses, sem qualquer referência familiar, associativa ou cultural, nesta cidade. Era um quase perfeito "anónimo".
Claro que não vim morar para esta Cidade, apenas porque sim. Tinha feito 25 anos e queria "fixar-me", ter o meu canto. Os meus pais, mesmo à distância de cem quilómetros, apoiaram-me de imediato.
Por razões profissionais a Margem Sul era uma boa opção, mas não podia ficar muito longe da Capital... Sabia que não queria ir viver para a Cruz de Pau ou para o Miratejo, por exemplo. Depois de ter visto duas ou três casas, levaram-me pela primeira vez à Quinta da Alegria. Gostei logo do lugar, daquela encosta virada para o Rio (nem pensei nos inconvenientes da Lisnave, que ficava em frente...).
Depois, já no interior do apartamento, que ainda estava em construção, fiquei maravilhado com a vista da janela da sala e pensei: "que bom, tanto Tejo..."
Havia ainda outra vantagem, a pé, estava a dez, doze minutos do cais de Cacilhas, com a travessia do Rio, a vinte de Lisboa. E por aqui fiquei, há já trinta e três anos...
As palavras são assim, queria falar de um livro e de um amigo e onde já vou (e até me devo estar a repetir, mas isso é o que menos interessa)...
Pois, queria dizer eu de que... meses depois, andava eu a "vagabundear" no interior da Barateira - a mais espaçosa loja de livros usados que conheci -, quando descobri os "Desportistas Almadenses" (primeiro volume), uma obra que me chamou logo atenção, porque o desporto sempre fizera parte da minha vida, e na época, também profissionalmente.
Longe estava eu de pensar que seis anos depois, entrevistaria o autor da obra (para o "Record"), e ganharia um amigo, dos melhores que conheci pela vida fora: Henrique Mota, que fará em Setembro cem anos.
Por hoje ser o Dia do Livro, não posso esquecer que, depois de crescido, foram os jornais e os livros que me ofereceram mais amigos pela vida fora...
quinta-feira, março 05, 2020
O Dia de Aniversário da SCALA
Hoje é a data oficial da fundação da SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada, criada no ano de 1994, por 15 homens ligados à cultura e ao associativismo Almadense.
Uma boa parte deles foram (e são) bons amigos, aprendi muito com eles, sobre a história de Almada, mas também sobre a natureza humana. E não esqueço que foram eles que me abriram as portas do Associativismo, que era uma marca única da nossa Terra.
Dos que já partiram, não esqueço o Arménio Reis, o Henrique Mota e o Victor Aparício. Dos que ainda cá estão, é bom ainda puder trocar dois dedos de conversa com o Fernando Barão, o Diamantino Lourenço e o Abrantes Raposo.
Apesar da SCALA de hoje já não ser a Sociedade que fundaram, têm todos motivos de sobra para estarem orgulhosos, pelo muito que fizeram pela Cultura Almadense.
(Desenho da autoria de Any Ana, outra grande Amiga que conheci graças à SCALA e que já não está entre nós...)
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quinta-feira, outubro 24, 2019
A História da Trafaria e um "Fenómeno Pouco Natural"
Nestes últimos tempos o "Casario" tem sido visitado por milhares de pessoas, graças a um texto que publiquei sobre a Trafaria, depois de ter lido "O Perfil do Marquês de Pombal de Camilo Castelo Branco.
O texto teve como título "Madrugada Negra na Trafaria" e foi publicado a 24 de Janeiro de 2008, que transcrevo integralmente:
«Na madrugada de 24 de Janeiro de 1777, Trafaria foi vitima de uma acção cobarde e miserável, de duas figuras cimeiras do poder de então, o Marquês Pombal e o intendente Pina Manique.
Tudo teve início quando o governo do Marquês resolveu fazer um recrutamento, rápido e obrigatório, para fazer frente à ameaça de invasão, espanhola, provocando a fuga de muitos jovens, que se refugiaram na Trafaria, com a protecção da povoado de pescadores, de cerca de 5000 habitantes.
A forma de castigo escolhida pelo homem que governava o país, foi queimar, pescadores e fugitivos, numa grande fogueira, como exemplo para o país.
O intendente Pina Manique foi o chefe operacional desta vingança monstruosa. Na calada da noite atravessou o Tejo, juntamente com trezentos soldados, para de seguida fazer um cerco ao aldeamento de casas de madeira, cobertas por colmo. Depois deu ordens para os soldados acenderem os archotes e começarem a incendiar as casas, que em poucos minutos, envolveram toda a área em chamas e fumo, semeando o pânico entre as gentes da Trafaria, que corriam para todos os lados, quase sem roupa no corpo, muitas transportando crianças ao colo e velhos às costas...
A chacina não foi completa porque alguns soldados, compadecidos com a aflicção dos habitantes da aldeia, transgrediram as ordens de Pina Manique e deixaram algumas clareiras abertas, para que pudessem escapar...
A povoação, essa ficou reduzida a cinzas...
Este foi um dos actos mais bárbaros da governação do Marquês de Pombal, ao qual não tem sido dado grande relevo, pelos nossos historiadores.»
Nota: Sei que tem havido alguma polémica sobre o assunto no "Facebook", que não visito nem uso, porque houve alguém que republicou o que escrevi aqui no "Casario" (algo que poderão fazer sempre que quiserem, desde que não se esqueçam de citar a "fonte").
Escrevi este texto porque depois de ler o livro de Camilo, fiquei impressionado sobre o que fora relatado, que desconhecia, pelo menos com todos aqueles contornos e gravidade.
Claro que admito que Camilo poderia não gostar muito do Marquês de Pombal e terá "carregado na caneta" a falar deste assunto. Mas factos são factos... Em relação ao número de habitantes (5.000), que à primeira vista poderá parecer exagerado, poderiam estar contabilizados todos os habitantes da Caparica, que envolvia o Monte de Caparica, a Costa de Caparica e a Trafaria.
(Fotografia de Luís Eme - Trafaria)
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sexta-feira, outubro 18, 2019
Benfica Visita o Cova da Piedade para a Taça
O Benfica visita logo, ao começo da noite, o Desportivo da Cova da Piedade, actualmente a equipa mais representativa do concelho no "desporto-rei", num dos jogos da Taça de Portugal.
A fotografia que publico (com pouca qualidade e de autor desconhecido), é de 1972, mais concretamente, de 23 de Abril de 1972, quando o Benfica também visitou o Cova da Piedade para a Taça de Portugal, e venceu por 6-3.
Nesta fotografia com os jogadores das duas equipas vêeem-se entre outros, Rui Jordão - que nos deixou hoje e foi um dos grandes avançados do nosso futebol -, Eusébio, Artur, Humberto Coelho, Tony, Nené e Jaime Graça. Não consigo identificar nenhum jogador do Cova da Piedade (embora o último jogador de pé, ao lado do Artur, pareça o meu vizinho Castro, que era defesa do Desportivo nessa época...).
Embora seja benfiquista, não ficava muito chateado se houvesse "taça", como ontem em Alverca, e o Desportivo derrotasse o Campeão Nacional...
quarta-feira, outubro 16, 2019
quinta-feira, abril 25, 2019
Abril é Sobretudo Liberdade
De alguma forma é o que vejo, quando olho para este desenho de Mártio, que ele me enviou, com o desejo de um feliz dia da Liberdade.
Porque a Liberdade é sermos nós próprios, não termos medo de pensar, de escrever, de falar, de desenhar...
É, Abril para mim, é sobretudo a Liberdade, esse bem tão precioso, que nem sempre valorizamos.
segunda-feira, janeiro 21, 2019
Atentado ao Património Cultural Almadense
A Incrível Almadense, está mesmo em risco de ter de sair do prédio onde está instalada a sua sede social, porque os senhorios pedem uma renda de um valor absurdo (850 euros), para um simples andar, num prédio com mais de 120 anos.
O mais curioso de toda a história, é que a Incrível está ali há 118 anos. E o senhorio não gastou um tostão nas várias obras necessárias, para que o edifício permanecesse habitável (foram milhares e milhares de euros pagos pela Incrível...), pelo menos nos últimos 70 anos.
Poderão fazer uma leitura mais completa no Largo da Memória, onde também escrevi sobre este atentado ao Património Cultural Almadense.
Espero que Almada não fique em silêncio, que as suas forças vivas tomem uma posição, não esqueçam a história e os valores culturais e associativos, que a Incrível Almadense defende há já mais de 170 anos.
(Fotografia de Luís Eme)
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sábado, novembro 10, 2018
Professor Silva Marques, um Grande Mestre e Pedagogo de Almada
O professor António Silva Marques, grande mestre e pedagogo, que teve uma influencia decisiva na implantação do desporto escolar em Almada, na sua Emídio Navarro, deixou-nos na quarta-feira.
Além de professor memorável (daqueles que recordamos para a vida toda...), era um homem das culturas e de tudo o que contribuísse para o enriquecimento do ser humano, como pudemos testemunhar através de um convívio extremamente rico, no sempre vivo Movimento Associativo Almadense.
E como gostava muito de Almada, a Terra que o adoptou, até lhe dedicou um pequeno livro de quadras...
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domingo, outubro 21, 2018
Os "Resistentes" de 2018
Embora não tenham sofrido as agruras dos "resistentes" de 1872 e de 1894, que dizem muito do carácter e da dignidade da Incrível Almadense, os músicos da banda da Colectividade mais antiga de Almada, também lutam para honrar a sua história e para arranjar um lugar no futuro para ela.
De manhã deram música a todos os que apareceram no Largo Gabriel Pedro e à tarde honraram os pergaminhos incríveis no tradicional encontro de bandas (já é XVI...) com as Sociedades Musical Aljustrelense (que grande banda!, jovem, mas de grande qualidade) e Filarmónica Alverquense, no Salão de Festas da Incrível, que continua a ser a "Catedral do Associativismo Almadense".
(Fotografia de Luís Eme)
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segunda-feira, outubro 08, 2018
"A Vitória de Saramago" (texto de 1998)
«Foi com grande alegria que vimos José Saramago deixar o hall
de entrada da sala, destinada aos eternos perdedores do Prémio Nobel da
Literatura, com a serenidade que o caracteriza, depois de ser “Levantado do
Chão” pela Real Academia Sueca da Língua.
O país voltou a sorrir de satisfação – e com a Expo 98 ainda
tão perto na nossa memória... --, ao ponto de transformar a vitória de
Saramago, num êxito de todos os portugueses. Foram erguidas bandeiras de Norte
a Sul, levando bem alto “Todos os Nomes” deste escritor, digno herdeiro de
Camões, Eça, Camilo, Pessoa, Aquilino e Torga.
A Escandinávia dobrara pela primeira vez a coluna à língua
portuguesa. Depois de um longo “Ensaio Sobre a Cegueira”, acabou por reparar
uma injustiça quase do tamanho deste
século!...
Embora Saramago seja um caso à parte, se fizermos uma
“Viagem a Portugal”, encontramos uma mão cheia de poetas e ficcionistas que
também poderiam ter sido inscritos nos “Apontamentos” da Academia Sueca.
Quando dizemos que ele é um caso à parte, estamos a
basear-nos num estranho casamento das
Letras com Números que nos prova que Saramago é o escritor português vivo, mais
conhecido e lido no mundo inteiro.
A sua obra literária é um manancial de estórias sobre a
nossa História, “Deste Mundo e do Outro”, não sendo por isso de estranhar que
alimente algumas polémicas. E quando se fala de coerência – uma palavra usada
para dignificar Saramago e todos os seus camaradas que se mantém fiéis ao
comunismo --, devemos fazer uma vénia ao Município de Mafra que continua a
defender que “O Memorial do Convento” ofende o bom nome dos seus habitantes; e
ao Papa, que ao folhear “O Evangelho
Segundo Jesus Cristo”, continua a perguntar a Deus com um olhar triste e
angélico, “Que farei Com este Livro?”, por manterem vivas as suas opiniões
divergentes em relação ao escritor.
Mesmo sabendo que
este não é o melhor momento para
falarmos da nossa taxa de analfabetismo, não devemos esconder a nossa
triste realidade usando o Nobel da Literatura como peneira.
Saramago sentiria, “Provavelmente Alegria”, se usássemos o
seu Prémio para sensibilizar os portugueses a visitarem o campo aberto das
letras, mostrando-lhes o poder da luz “Poética dos Cinco Sentidos” que nos
ilumina nas nossas viagens deliciosas pelo interior dos livros.
E se nos fosse permitido sonhar, gostaríamos que o Nobel
produzisse o mesmo êxito na Literatura que as medalhas milagrosas de Carlos
Lopes e Rosa Mota obtiveram no Atletismo, fomentando de uma forma avassaladora
a leitura nas escolas e nos lares portugueses, arrebatando toda “A Bagagem do
Viajante” de Lanzarote e de outros grandes escritores.»
(texto da minha autoria publicado no boletim "O SCALA", nº 8, Inverno de 1998, de homenagem ao nosso Prémio Nobel da Literatura - fotografia de autor desconhecido)
quinta-feira, maio 17, 2018
Romeu Correia, entre dedicatórias & aproximações
Um dos poemas do caderno, "romeu correia, entre dedicatórias & aproximasções", é a "visita guiada", num percurso familiar ao "Casario":
visita
guiada
a visita começou em
Cacilhas
a bonita terra dos
“orelhudos”
e de tantas outras
maravilhas
que não davam espaço a
sisudos
com a tua arte de contador
de histórias
falaste do Arrobas, do Elias
Garcia
e de tanta gente de
felizes memórias
utilizando alguns pós
de fantasia
depois vieram os
lugares mágicos
que não trouxeram
apenas encanto
focaste os
acontecimentos trágicos
salvos por um ou outro
“santo”
quando abriste a porta
dos restaurantes
sentimos o aroma das
belas caldeiradas
convocaste mais
personagens apaixonantes
que na tua voz se
tornaram encantadas
depois caminhámos em
direcção ao “Rio-Mar”
era ali que começava e
acabava o Ginjal
com tantas aventuras
para contar
e quase sem darmos por
isso,
estávamos no Ponto
Final
Luís [Alves] Milheiro
segunda-feira, abril 23, 2018
Para os Muitos Escritores Esquecidos (com excelentes livros carregados de pó...)
Porque hoje se comemoram os livros, recordo um escritor "esquecido", Manuel da Fonseca, um grande contador de histórias, que tive o prazer de conhecer na bonita baía do Seixal... A minha homenagem para ele e por todos os grandes escritores que escreveram livros memoráveis, que ganham pó nas bibliotecas e que gostavam muito de ter leitores...
(para o Manuel da Fonseca)
Pequeno Retrato
Mesmo no Tempo de Solidão
Nunca ficaste
parado,
andaste sempre por
aí,
disseste tantas
vezes, não,
Com a cumplicidade
da Rosa dos Ventos.
Solidário com a
vida sofrida e dura
Das mulheres e
homens da Seara de Vento,
Escreveste
palavras sem qualquer candura.
Sofreste com a
injustiça e desigualdade
Sentiste a dor e a
fome da tua gente,
O Fogo e as Cinzas que sombrearam a Planície.
Felizmente,
contaste todas estas histórias na Cidade.
Mesmo no Tempo de Solidão
Não desististe de
nada
Nem mesmo de ser
um Anjo no Trapézio,
Em Santiago,
Lisboa ou Almada.
Nunca perdeste o
sorriso de gaiato,
Nem a vontade de
ir à Aldeia Nova
Ou a Cerromaior, visitar as tabernas,
Onde escutavas a
sabedoria do povo
Que te aquecia a
alma e o coração,
Com um copo de
vinho quente e novo.
Mesmo no Tempo de Solidão
Que bom, Manuel,
Teres dito sempre,
que não!
Luís [Alves] Milheiro
(Fotografia de Luís Eme)
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quarta-feira, novembro 22, 2017
domingo, setembro 10, 2017
Henrique Mota, um Amigo Inteiro
Hoje acordei a pensar em dois amigos, dos melhores que se podem ter pela vida fora.
O mais curioso é que um deles faz anos hoje, o Henrique Mota, o biógrafo e o historiador dos desportistas almadenses (escreveu uma obra ímpar a nível nacional, de quatro excelentes volumes, sobre os grandes "Desportistas Almadenses"). São já 97, e de certeza que terá muito boa gente a abraçá-lo nesse lugar misterioso, que espera por todos nós.
Poderia escrever, escrever, escrever, sobre o que ele foi. Mas acho que fui muito feliz num pequeno poema que escrevi e lhe dediquei, pois está lá muito do que ele representou para mim:
Amigo Inteiro
Foste tanta coisa,
atleta, treinador
dirigente e
historiador
Correste e venceste,
tanta corrida da vida
sempre de cabeça
erguida
Mas o que sempre
foste
foi um amigo inteiro
e o melhor
companheiro.
É por tudo isto
que te recordo com
ternura
e sei que o teu bom exemplo
perdura.
Luís [Alves] Milheiro
terça-feira, agosto 08, 2017
A Ilusão da Igualdade e os "Maluquinhos" de Almada...
Fiz algumas contas de cabeça e descobri que já vivo há trinta anos e alguns meses em Almada.
Embora nos primeiros anos esta cidade tenha sido essencialmente um "dormitório". Os amigos, os filmes e os amores moravam no lado de lá do rio...
Só no final de 1990 é que se dá uma pequena aproximação à Almada e à sua história (graças a Romeu Correia...).
Mas antes já tinha reparado em alguns pormenores que faziam de Almada uma cidade diferente de outras que conhecia (como a Cidade onde cresci e vivi toda a adolescência...). As pessoas eram mais iguais que noutros lados e não procuravam esconder as suas "feridas". Foi por isso que nos primeiros tempos tive a sensação que havia mais "maluquinhos" em Almada que noutras terras. Mais tarde percebi que o que acontecia era que uma boa parte dos seus habitantes não fechavam em casa os seus familiares com deficiências. Aceitavam-nos e passeavam com eles, e outros já crescidos, calmos e com mais autonomia, até andavam pelas ruas sozinhos...
Trinta anos depois já não noto todas essas diferenças nem descubro tantos "maluquinhos" nas ruas. Às vezes penso que as pessoas se aburguesaram e copiaram os hábitos sociais de outras terras, deixando esta Cidade mais desigual.
Mas talvez sejam apenas os meus olhos. Podem estar a ficar mais baços e já não conseguem ver a "cidade nua" à janela...
Mas talvez sejam apenas os meus olhos. Podem estar a ficar mais baços e já não conseguem ver a "cidade nua" à janela...
(Óleo de David Mcclure)
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quarta-feira, março 29, 2017
Os 90 anos do Mestre Manuel Cargaleiro
Não escrevi nada na altura, mas sei que estou sempre a tempo de falar sobre o Mestre Manuel Cargaleiro, que fez 90 anos há alguns dias e foi agraciado pelo Estado Português e também pelo Município de Castelo Branco.
Almada, a terra onde cresceu e se fez homem e artista, não deu qualquer sinal de gratidão por este artista plástico de renome mundial, que até fez parte do executivo do Município de Almada nos anos 1950, antes de se radicar em Paris...
Felizmente o seu mural junto à fonte de um dos jardins da cidade, continua a resistir ao vandalismo (este tem ficado apenas nas margens).
(Fotografia de Luís Eme)
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segunda-feira, fevereiro 13, 2017
A "Semana do Amor" em Almada
O Museu da Cidade de Almada organiza de 13 a 19 de Fevereiro, a "Semana do Amor", com uma série de actividades, alusivas ao tema, em que se procura fazer uma viagem no tempo, através dos afectos e das memórias dos lugares mais emblemáticos da Almada, com o apoio do movimento associativo almadense.
Além de ser um dos participantes da exposição de fotografia, "Olhares com Amor", patente na sede da SCALA, também escrevi um poema e algumas quadras "amorosas".
Durante esta semana além de colocar as minhas fotografias que fazem parte da exposição, também publicarei as quadras aqui no "Casario"...
(Fotografia de Luís Eme)
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