Nasceu como um espaço de opinião, informação e divulgação de tudo aquilo que vivia ou sobrevivia nas proximidades do Ginjal e do Tejo, mas foi alargando os horizontes...
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quinta-feira, maio 14, 2020
terça-feira, maio 12, 2020
As Chuvas de Maio e a "Rua 26"...
Quando chove, custa menos ficar em casa.
Já lá vai o tempo que nos divertíamos a pisar poças de água (até a minha já está suficientemente crescida, para não me obrigar a esconder o sorriso... quando não resistia à tentação de passar por dentro de um "pequeno lago" de água).
Embora eu na minha meninice, além de meter o "pé na poça", também adorasse ficar na janela da sala da velha casa da "rua 26" (pois é, as ruas do bairro da minha infância eram numeradas, queriam lá saber de pessoas...), a a ver a chuva a cair e as pessoas a passarem, a fazerem uma ginástica enorme para fugir das poças de lama, num tempo em que o alcatrão ainda não chegara ao bairro, nos finais dos anos sessenta do século passado...
Ainda continuo a gostar de olhar para a janela, embora na minha rua (quase escondida), passem muito menos pessoas que na "rua do meio" (sim, além dos carteiros, ninguém lhe chamava "rua 26"...).
(Óleo de Denis Ichitovkin)
sábado, novembro 30, 2019
Fugir da Chuva e do Ginjal...
Estes tempos quase de Inverno, começam a afastar as pessoas do Ginjal.
Os turistas começam a contar-se pelos dedos, as esplanadas dos dois restaurantes "resistentes" experimentam o vazio...
Os residentes do Olho de Boi, os pescadores, os poetas e os fotógrafos de quase todas as horas, voltam a ser donos do Cais do Ginjal...
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
terça-feira, setembro 24, 2019
O Comércio no Largo de Cacilhas
Há meia-dúzia de dias quando saía do cacilheiro, vi mais bancas de venda que o costume, logo ali rente ao cais, quando as pessoas aceleram o passo para apanharem os transportes que as levam de volta a casa.
A diversidade de venda de produtos (frutas, legumes, queijos, roupas, malas...) fez com que pensasse pela primeira vez, na possibilidade de se criar um "mercadito de venda", com mais espaço para os vendedores e consumidores, ali naquele mesmo sítio...
(Fotografia de Luís Eme)
sexta-feira, agosto 30, 2019
O Ginjal Quase no Fim de Agosto...
Pois é...
Deixou de ser novidade.
No Ginjal deixou de haver estações altas ou baixas...
Há sempre gente para trás e para a frente.
Há reservas feitas nos dois restaurantes com meses de antecedência.
Toda a gente quer fotografar, o Rio, a Ponte, o Paredão, as Ruínas...
Os mais pacientes até ficam à espera do pôr do Sol...
Os mais pacientes até ficam à espera do pôr do Sol...
(Fotografia de Luís Eme)
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quarta-feira, maio 29, 2019
Uma Oficina Mais "Efémera" para os Almadenses...
Almada está a mudar, há já uns tempos, não para melhor, para outra coisa qualquer (tenho escrito por aqui sobre algum do "surrealismo" socialista...), que ainda não é completamente palpável, mas que é, no mínimo, estranho.
Agora foi a vez da Oficina de Cultura deixar o "fato de ganga azul" e vestir algo mais acetinado...
Oficina que está actualmente a receber a exposição individual de Beatriz Cunha, "Relicários Efémeros", que teve direito a catálogo e tudo (viva o luxo desta Oficina nova...).
Na apresentação do catálogo somos informados da mudança: [...] "Sempre aberta para receber em exposições colectivas os criadores almadenses, a Oficina de Cultura abalança-se agora, no ano em que completa 25 anos nestas instalações no centro da cidade de Almada, a acolher uma exposição individual, perseguindo deste modo uma prática que pretende incutir um espírito inovador na sua programação. "[...]
O primeiro comentário que faço é este: «Que bom que é inovar, ignorando os artistas almadenses!»
Acho mesmo uma vergonha, que as três melhores galerias de arte de Almada, estejam praticamente vedadas aos artistas do concelho (Casa da Cerca, Galeria Municipal e agora, pelos vistos, a Oficina de Cultura...).
E estranho o silêncio das Colectividades Culturais do Concelho de Almada, e sobretudo, dos seus artistas...
(Fotografia de Luís Eme)
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quarta-feira, maio 22, 2019
Tudo Igual, quase Três anos Depois...
Escrevi pela primeira vez sobre este atentado ao património cacilhense em Agosto de 2016.
Voltei a escrever sobre o assunto em Dezembro de 2016.
Mas a 22 de Maio de 2019, está tudo na mesma, como a lesma... Talvez os turistas até pensem que aquelas pinturas fazem parte da escultura...
É uma falta de respeito, de quem de direito, ao autor da obra e a todos os cacilhenses.
Talvez estejam à espera das próximas eleições autárquicas, ou então acham que assim o monumento fica mais giro...
(Fotografia de Luís Eme)
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terça-feira, abril 30, 2019
O Mundo é que Está ao Contrário...
Quando o Luís Bayó Veiga deixou ontem o comentário de que a fotografia do Cine-Incrível e do começo da Rua Capitão Leitão estava ao contrário, pensei logo em repeti-la, porque se há alguma coisa que está ao contrário em toda esta história, não será a fotografia, com toda a certeza.
A fotografia foi tirada a um dos vidros dos Paços do Concelho, cujo reflexo produz esse efeito.
Aliás, ela já foi colocada assim, como uma metáfora deste tempo, em que o "poder do dinheiro", provoca a "cegueira" a tanta gente...
Neste caso em particular, acaba por ser isso que está em causa, pois o "vil metal" é colocado acima de todas as coisas.
A Incrível nunca colocou em causa a lei ou o senhorio. Foi este senhor que entrou nas nossas instalações (são nossas enquanto pagarmos renda...), sem tentar sequer dialogar ou tentar chegar a um consenso, sobre o que lhe pertencia e o que era propriedade da Incrível (muito menos sobre um valor de renda que fosse justo para ambas as partes...).
E o mais grave, é que nem se dignou a respeitar os 170 anos de história da Incrível Almadense, algo que sempre foi feito pelo seu pai...
(Fotografia de Luís Eme)
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domingo, março 10, 2019
A Aposta (oficial) na Transformação de Almada em "Cidade Satélite" de Lisboa
A entrevista de hoje da presidente do Município de Almada, Inês Medeiros, à revista "Visão", acaba por ser positiva, pelo menos para mim.
Já tinha notado (e escrito...) que há a tentativa de "roubar" a identidade local do Concelho de Almada - e até a própria história -, fingindo não perceber que os almadenses não se envergonham do seu passado, das suas raízes operárias e associativas.
Claro que acho muito bem que se aproveitem as potencialidades da nossa localização geográfica, do "boom" do turismo, mas sem termos de ser, necessariamente, uma "Mini Lisboa".
Será que não podemos fazer todo esse aproveitamento e continuarmos a ser Almada?
Quando a presidente diz: «Quando chegamos de cacilheiro a Cacilhas, pomos os pés em terra e deixamos de ver Lisboa. Há uma espécie de muro, de muralha de aço [risos]. Não faz sentido sermos o município da resistência. Os próprios almadenses sentiam um desfasamento entre as potencialidades de Almada e a realidade. Tem de haver outra dinâmica.» Também sorrio.
Acho alguma graça a esta caracterização (muito perto da fabulação...). Talvez por nunca ter encontrado nenhum muro, muito menos uma muralha no Largo.
Encontro sim, um largo feio e pouco agradável para quem chega, sim (desde sempre...), embora perceba que a maior parte das pessoas que chegam do cacilheiro são habitantes da Margem Sul (esquecendo as horas mortas...) que querem apanhar os autocarros e o metro, para chegarem o mais rapidamente a casa... Ou seja, afastar os transportes do Largo, será um problema para toda aquela gente...
Mas basta andar uns metros em direcção ao Farol e apreciar o Tejo que chega a Lisboa (há bancos e tudo para nos sentarmos...).
Acho alguma graça a esta caracterização (muito perto da fabulação...). Talvez por nunca ter encontrado nenhum muro, muito menos uma muralha no Largo.
Encontro sim, um largo feio e pouco agradável para quem chega, sim (desde sempre...), embora perceba que a maior parte das pessoas que chegam do cacilheiro são habitantes da Margem Sul (esquecendo as horas mortas...) que querem apanhar os autocarros e o metro, para chegarem o mais rapidamente a casa... Ou seja, afastar os transportes do Largo, será um problema para toda aquela gente...
Mas basta andar uns metros em direcção ao Farol e apreciar o Tejo que chega a Lisboa (há bancos e tudo para nos sentarmos...).
Há uma outra frase, que diz muito da presidente: «Almada tem de sair do estado de bela adormecida e acordar para todo um fervilhar que existe na Área Metropolitana de Lisboa, assumindo a sua centralidade, tendo um espaço público mais qualificado, sendo um município de referência a nível universitário e criando um conjunto com a capital. Somos dois municípios que se olham nos olhos. Encaramo-nos de frente.»
No meu olhar, descubro uma lisboeta estrangeirada, apostada (são suas as palavras...) em criar um conjunto com a Capital. Isso explica em parte a aposta de tantos lisboetas em lugares-chave da Autarquia, em detrimento de almadenses. E explica também algum cosmopolitismo, que tem pouco a ver com a realidade do Concelho.
Acredito que a presidente ainda vai perceber que as coisas não mudam apenas por "decreto", ou porque achamos que estamos certos e os outros estão todos errados...
(Fotografia de Luís Eme - o Largo de Cacilhas, sem qualquer muro ou muralha, o Tejo está logo ali, a dizer-nos olá...)
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sexta-feira, janeiro 18, 2019
"Na Margem, uma história de rock"
O Museu da Cidade (de Almada...) inaugurou na noite de sábado passado a exposição, "Na Margem, uma história de rock", que faz a viagem deste género musical desde o começo dos anos sessenta do século passado até à actualidade.
Passei por lá hoje de manhã e gostei do que vi, como de costume (parabéns "Meninas"...).
E vou mais longe, esta exposição deveria ser visitada pela maioria dos almadenses que gostam de música, de história e de estórias...
Fiquei também a saber que o António Manuel Ribeiro, que tocou na noite da inauguração da exposição com os seus UHF, disse algo de muito honroso para a "minha Incrível": «A Incrível Almadense foi mais importante do que o Rendez Vous. Eu sei do que falo. eu estava lá.»
(Fotografia de Luís Eme)
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sexta-feira, novembro 23, 2018
quarta-feira, outubro 24, 2018
A Ingratidão é o Pão Nosso de Cada Dia do Associativismo...
No associativismo a simplicidade e o sentido colectivo, por vezes são entendidos como defeitos. Poderia dar dezenas de exemplos. Mas apenas falo de dois amigos (o Carlos e o Diamantino), com quem tenho realizado muito trabalho associativo, e nunca foram homenageados como mereciam.
O mais grave é me lembrei disso porque um deles está com problemas de saúde (que espero que se resolvam com brevidade...) e o outro está com quase noventa anos...
O mais caricato é o que normalmente acontece. Ao longo de mais de vinte anos de prática de associativismo, reparo que muitas vezes são os próprios homenageados que se metem a jeito (alguns até quase que exigem...), para que se realizem as ditas festas.
E é por isso que, cada vez tenho menos dúvidas de que a simplicidade e humildade, são quase defeitos neste nosso país, cada vez mais cheio de "pavões", que a única coisa que fazem de válido é encher o peito de ar e dizer umas "larachas", para quem os ouve...
(Fotografia de Luís Eme)
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segunda-feira, outubro 01, 2018
As Pausas...
As pausas que fazemos, aqui e ali, de algumas coisas da vida, podem ser voluntárias ou involuntárias...
Sim, podemos ser nós a fecharmos portas atrás de nós, mas também podem ser os outros a fechar portas, antes de termos oportunidade de entrarmos...
Mas como em tudo na vida, é no aproveitar que está o ganho.
Sim, uma das coisas que as "pausas" têm de bom, é obrigarem-nos a reflectir, a pensar, não só nos porquês, mas também em coisas mais importantes, que estão algures dentro num poema-canção, "o que faço aqui"... e também "de quem me esqueci"...
(Fotografia de Luís Eme)
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sexta-feira, setembro 28, 2018
O Portugal Manso...
As povos são que são. Nós portugueses, somos seguramente, pouco dados a aventuras e sobressaltos. E tenho muita dificuldade em culpar o Salazar por isso.
Normalmente gostamos do conforto, preferimos sempre não sermos incomodados. Acreditamos que há sempre alguém que faz barulho e luta por nós na rua.
Gritamos muito, mas é em casa e nos cafés, no convívio com os amigos. E agora também fazemos "revoluções" nas redes sociais.
Quando chega a hora de agir, tentamos sempre escapar. Somos capazes de inventar mil desculpas para não termos de fazer alguma coisa, para não lutarmos pela mudança.
Embora tenha falado na primeira pessoa do plural, felizmente não faço parte do Portugal destes portugueses.
Talvez a culpa seja do "sangue gitano", que ainda corria nas veias do meu pai...
(Fotografia de Luís Eme)
terça-feira, setembro 18, 2018
O Ginjal com Barcas e Gentes ao Fim da Tarde...
Toda a gente quer ganhar dinheiro com os turistas.
Esta é a explicação óbvia para o encontro com tantas barcas a passearem Tejo abaixo, Tejo acima, povoadas de gente, cada vez mais rendida aos encantos do melhor rio do mundo...
E é também por isso que a gente de fora continua a encher as esplanadas e os passeios rente às duas Margens.
(Fotografia de Luís Eme)
sexta-feira, setembro 14, 2018
domingo, setembro 02, 2018
sexta-feira, agosto 17, 2018
domingo, maio 06, 2018
Incêndio nos Antigos Armazéns em Ruinas...
Como todos sabemos, a maldade humana revela-se nas pequenas e grandes coisas.
Foi dessa forma que parte dos antigos armazéns e casas de habitação dos operários da Teotónio Pereira, no Ginjal, já em ruínas, foram alvo de um incêndio, que fez com que agora só fiquem a restar apenas as paredes, de cimento e pedra...
(Fotografia de Luís Eme)
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sexta-feira, abril 20, 2018
Uma Bela Surpresa no Ginjal...
Hoje, antes do almoço, descobri um grupo de alunos da Capital (e as suas professoras...) a pintar o Tejo, no espaço ajardinado rente ao elevador da Boca do Vento, na fronteira entre o Ginjal e a Fonte da Pipa.
Foi uma bela surpresa. E como eles estavam animados e inspirados pela beleza da paisagem...
(Fotografia de Luís Eme)
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