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sábado, agosto 22, 2020

As Dores da Idade...


Quando a mãe se queixou das dores de cabeça e culpou as "mudanças de tempo" (cada vez mais repentinas...), a minha filha sorriu, como se se tratasse de uma "invenção", ou de uma "desculpa".

Quando se tem dezasseis anos, duvida-se de tudo, também por o corpo suportar quase tudo... É cedo demais para sentir as dores físicas da idade, sentem-se mais as emocionais...

(Fotografia de Luís Eme - Porto Covo)

quarta-feira, março 20, 2019

O Velho Hábito de "Atirar Areia para os Olhos" dos Outros...

O "Encontro do Movimento Associativo Almadense" foi de tal forma livre, que houve quem usasse a palavra para defender o indefensável. Falamos de um autarca do PS, presidente da União de Juntas da Charneca de Caparica e Sobreda, que até quis usar palavras caras, dizendo que os problemas do Associativismo são endógenos e não exógenos (internos e não externos...), tentado salvar a face do Município, como se o Encontro tivesse como único objectivo atacar a Câmara Municipal de Almada.

Os problemas internos que existem na generalidade das colectividades (e são vários...) foram quase sempre provocados por factores externos a estas, ou seja, pelas próprias mudanças da sociedade onde estamos inseridos, que se foi tornando, de ano para ano, mais egoísta e individualista, colidindo frontalmente com os princípios do Associativismo.

Não há nenhum modelo Associativo do século XIX, XX ou XXI. Há assim adaptações sócio-económicas, sócio-culturais e sócio-desportivas, que se fazem (ou devem fazer...) naturalmente ao longo dos anos. 

Neste caso em particular, se há alguém que está a abrir "trincheiras" (palavra de Pedro Matias...), é o Município, que nem sequer se dá ao trabalho de ouvir os dirigentes associativos do concelho de Almada.

É muito fácil falar na "urgência" de trazer os jovens e as mulheres para o Movimento Associativo, para desviar as atenções.  Difícil é alterar o rumo actual da sociedade, cada vez mais desigual, e que trata os jovens como se fossem cidadãos de segunda, apesar das suas qualificações, oferecendo-lhes na generalidade dos casos, trabalho precário e mal pago...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, setembro 16, 2009

Comerciantes de Almada na Rua

Soube hoje, numa loja de Almada, que está agendada para amanhã uma manifestação dos comerciantes, em frente aos Paços do Concelho.

Sinceramente, penso que é a altura ideal para este tipo de manifestações. É a altura ideal para a população confrontar todos os governantes sem espírito de "pagadores de promessas". Porque as eleições estão à porta...
A CDU local queixa-se que há aproveitamentos da oposição em relação a este descontentamento. E queixa-se bem. Só se a oposição fosse composta por "anjinhos" é que não aproveitava todo este mau estar que reina no comércio citadino.
A realidade é esta: as alterações do trânsito roubaram ainda mais gente à cidade. Infelizmente, as pessoas são cada vez mais "reféns" do automóvel, e como não têm lugar para estacionar no centro de Almada, fogem e fazem as compras no "Almada Fórum".
Não devemos, nem pudemos, continuar a "esconder o sol pela peneira". A Cidade está cada vez mais vazia de pessoas. A maior parte dos habitantes da cidade têm mais de sessenta anos. A cidade tem de se abrir aos jovens, tem de criar condições para a sua fixação, só assim terá futuro.
A não ser que os governantes queiram ser "donos" de uma "cidade fantasma"...
Adenda: A manifestação é na Avenida Nuno Álvares Pereira, junto aos edifícios do Município, às 10 horas da manhã.

terça-feira, agosto 04, 2009

Os Palhaços e o Comércio

Há formas de protesto e de publicidade com alguma originalidade, como é o caso do conhecido pronto a vestir, "Venâncio", no coração de Almada.
Os "manequins palhaços" não estão sós na rua, têm a companhia de um texto de Charlie Chaplin.
Compreendo o desespero de quem tem uma casa de comércio aberta e sente que já nem sequer trabalha para aquecer...
Mas as causas dos seus problemas são mais antigas que as alterações de trânsito ou a passagem do Metro.
Claro que só se fizeram sentir com a abertura do centro comercial "Almada Fórum", quando a maioria dos habitantes do concelho, que vivem nos subúrbios, deixaram de sentir necessidade de se deslocarem ao centro da cidade para fazerem compras. Alguns mais teimosos ainda continuaram a vir ver as "vistas" a Almada. Só se renderam com as obras do Metro e as dificuldades de se circular no eixo principal da cidade.
Mas o verdadeiro problema é que no centro de Almada, quase que só vivem pessoas idosas, reformadas e sem poder de compra e paciência para andar às compras nas lojas locais.
Se os jovens almadenses nos últimos vinte anos tivessem tido a oportunidade de permanecer na sua cidade, com habitações a preços mais acessíveis, a realidade seria diferente...
Infelizmente, à boa maneira portuguesa só nos lembramos de "Santa Bárbara" quando chove...
Mas é óbvio que se tem de fazer alguma coisa, apesar dos cartazes bonitos de propaganda do Município, espalhados pela cidade, não há cidade com futuro sem vida e sem jovens à sua volta.

quarta-feira, junho 24, 2009

O Bairrismo Saiu à Rua

Com as Marchas Populares de Almada sai também à rua um bairrismo que me soa sempre a desconhecido nesta grande "urbe", que é a Cidade onde vivo.

Esqueço-me que Freguesias como a Trafaria, a Costa de Caparica, a Sobreda, ainda alimentam alguma tradição e o desejo latente da "vitória" no concurso...

E a juventude continua a imperar, felizmente, entre os marchantes...

domingo, julho 06, 2008

A Juventude das Marchas

Na sexta-feira e no sábado à noite, voltei a assistir à apresentação das Marchas Populares de Almada, no pavilhão do Feijó.

O espectáculo do pavilhão é sempre de melhor qualidade, que na avenida, por razões óbvias. O apoio do público é mais sentido e isso aumenta, e de que maneira, a motivação dos marchantes.
É gratificante ver que a qualidade de todos os grupos participantes, tem melhorado a olhos vistos. Se há menos apoio monetário da Autarquia, valoriza ainda mais o trabalho de todas estas pessoas, que se entregam de alma e coração às Marchas.
Mas o aspecto que me parece mais relevante e pertinente, é o facto de a maior parte dos elementos das marchas, serem bastante jovens, cujas idades devem variar entre os 15 e os 22 anos.
Apeteceu-me perguntar a todos aqueles rapazes e raparigas, porque razão estavam ali, qual era o principal factor de motivação para participarem nas Marchas Populares...

sábado, junho 07, 2008

A Piscina de Ocasião

Ontem ao passar pelo Jardim Alberto de Araújo, rente à Igreja Nova de Almada, encontrei um pequeno grupo de rapazes a brincar dentro da fonte. Tinham aproveitado a chegada do calor, para abrir a "época balnear" por aqueles lados...
Como trazia a máquina, não resisti e fixei o momento.
Embora estas cenas podem ter algo de censurável, por aquele lugar ser um espaço colectivo público de lazer e não de banhos, ainda para mais em roupa interior, sorri com o à vontade dos jovens, que deveriam andar entre os nove e os onze anos, e que, provavelmente, nem sempre encontram uma "piscina" disponível para as suas brincadeiras com cheiro a Verão...

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Bater com a Porta 65

Este governo consegue bater tudo e todos, em demagogia e propaganda, com os seus projectos pomposos, cheios de alíneas e mentiras.
Podia falar dos apelos à maternidade, com promessas e incentivos diminutos para aumentar a tão desejada taxa de natalidade (será mesmo?...), que esbarram com o fecho de algumas maternidades no interior, que são o maior incentivo ao adiamento dos nascimentos nos nossos lares. Mas não, prefiro falar da "Porta 65"...
Porta essa que está a ser fechada a um número significativo de jovens, porque apesar da publicidade enganosa socrática, percebe-se que o objectivo desta lei, é evitar custos (para variar...), reduzindo o número de pessoas em começo de vida activa, que têm direito a este incentivo.
Este governo e estes governantes começam a não ter classificação possível.
Talvez precisem de ficar a falar sozinhos, num futuro próximo, talvez tenhamos de votar todos em branco, como ficcionou Saramago...
Podia ter escolhido um desenho de Rafael Bordalo Pinheiro, que seria actual, mas não quis ir tão longe, fiquei-me pelo Rui, em 1989, nos tempos do "Jornal"...

domingo, agosto 19, 2007

A Mesma Geração, Caminhos Diferentes


Devo desde já avisar, que não me sinto, de maneira nenhuma, um bota de elástico.
Mas faz-me muita confusão os caminhos diferentes, trilhados pelas gerações que têm hoje idades compreendidas entre os dezasseis e os vinte e seis anos, no nosso dia a dia.
Felizmente encontramos muitos jovens, empenhados na defesa e protecção do ambiente, através da participação activa em movimentos cívicos que promovem várias acções de sensibilização junto da população.
E outros ainda, voluntários, numa série de iniciativas de cariz social, auxiliando as camadas mais frágeis da nossa sociedade, como os sem abrigo e os idosos.
Guardei para o fim a parte menos agradável... que acredito ser uma minoria: os jovens que se entretêm a destruir, quase tudo o que lhes aparece à frente, sejam espaços públicos ou privados. Pintam, vandalizam, roubam, aquilo que faz parte do património colectivo e que devia ser preservado por todos.
Quando me questiono, o que será que divide estes jovens, que apesar de pertencerem à mesma faixa etária, têm comportamentos tão diferentes?
Não consigo responder...

Este texto tem a companhia de um acrílico de Fernanda Neves.