Mostrar mensagens com a etiqueta Gente Especial. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gente Especial. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, maio 25, 2020

Fernando Barão: um Amigo e um Verdadeiro Renascentista da Cultura Almadense

Partiu hoje um dos meus melhores amigos de Almada.

Não sei o que dizer... embora tenha escrito muitas coisas sobre Ele, em livros, jornais, boletins e... até aqui no "Casario".

Em 2016 comecei por aqui uma pequena série (nove textos), a que intitulei "As Gentes da Minha Terra". Não foi por acaso que ele foi o primeiro. Embora já tenham passado mais quatro anos, o texto permanece actual e foi escrito no dia que o Fernando fez 92 anos... vou republicá-lo, com pequenas alterações.

«Não poderia escolher melhor para este começo, que um grande amigo, que faz hoje a bonita idade de noventa e dois anos, com uma lucidez e alegria de viver, invejáveis.
Falo de Fernando Barão, um verdadeiro Renascentista da Cultura Almadense.
É reconhecido com todo o mérito como um dos grandes associativistas de Almada (ajudou a fundar três colectividades, Clube de Campismo do Concelho de Almada, SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada e O Farol, Associação de Cidadania de Cacilhas e ocupou o cargo máximo (presidente da Mesa da Assembleia Geral) na Sociedade Filarmónica Incrível Almadense, Ginásio Clube do Sul, Bombeiros Voluntários de Cacilhas, SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada e O Farol, Associação de Cidadania de Cacilhas. Foi provedor da Santa Casa da Misericórdia de Almada durante 12 anos.
Mas mais que os cargos, importante foi o trabalho que desenvolveu. Sempre que havia uma actividade cultural nas suas colectividades de recreio ou de desporto, tinha dedo do Fernando...
E depois temos ainda as suas capacidades pessoais, que o transformaram num excelente contador de histórias (orais e escritas... é autor de mais de uma dezena de livros sobre o Concelho de Almada, de prosa e poesia). Foi um grande apaixonado pela fotografia a preto e branco, tendo sido premiado em vários salões, nos anos cinquenta e sessenta do século passado.
Mas ele gosta de tudo o que é cultura. Adora música (foi coralista...), cinema (que pena teve de nunca ter conseguido ajudar a criar um cine-clube em Almada...), teatro (escreveu vários quadros alegres para peças carnavalescas...) e todas as outras Artes.
A par deste currículo impressionante, não podemos deixar de destacar a sua qualidade humana, que suplanta todos estes talentos, pois Fernando Barão sempre fez (e faz) do seu dia-a-dia um hino à amizade e à fraternidade.»

A Fotografia de Gena Sousa que publico com este texto é uma fotografia especial. Foi tirada no dia do lançamento do livro que fizemos em conjunto sobre Cacilhas ("Cacilhas - A Pesca, a Gastronomia e as Tradições Populares"). O Fernando dá um autógrafo na minha companhia e do meu filho, que já tem 22 anos...

domingo, fevereiro 02, 2020

A Última Aquisição...

Eis a última aquisição da "galeria" a céu aberto do Ginjal...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

sexta-feira, janeiro 31, 2020

A Rua Capitão Leitão e a República em Almada


A Chamada Almada Velha continua fiel a Primeira República, mantendo os mesmos nomes que ofereceu às suas ruas, praças e travessas, depois do 4 de Outubro (Almada voltou a antecipar-se, tal como tinha feito na Revolução Liberal...).

Se o Capitão Leitão (a rua principal, a antiga Rua Direita...), ainda veio do 31 de Janeiro de 1891, Elias Garcia, Henriques Nogueira, Heliodoro Salgado, Rodrigues Freitas, José Fontana, Latino Coelho, vieram com o fim da Monarquia, ocupar as principais artérias da Vila de então.

E a minha Incrível fica logo no começo da Rua Capitão Leitão.

E hoje festeja-se a primeira grande tentativa de derrubar o "antigo regime", que mesmo derrotada, foi menos tímida no Porto.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

terça-feira, janeiro 21, 2020

Os 90 Anos do Chico


Francisco Gonçalves, um dos melhores actores amadores de Almada e da nossa Incrível Almadense, festeja hoje o seu nonagésimo aniversário.

Para nós, mais chegados ele é o Chico, mas o mais importante de tudo, é ele ser das melhores pessoas que conheço.

Apesar de ter entrado no clube restrito dos "noventa", continua a conservar no olhar, uma limpidez rara, que não só afasta todas as "nuvens" que nos cercam, como é capaz de descobrir o melhor que existe dentro de cada um de nós.

quinta-feira, janeiro 02, 2020

A Quase "Imortalidade" do Fernando...


Um dos meus melhores amigos de Almada faz hoje a bonita idade de 96 anos.

Felizmente, não se tem notado muito os anos a passarem por ele. Os únicos problemas que o acabam por limitar, são a perda de visão - que já não lhe permite fazer duas das coisas que mais gostava: ler e escrever - e a artrose nos joelhos, que lhe limita um pouco os movimentos. 

Continua com uma lucidez invejável e com a sua bonomia de sempre (tem sempre duas ou três anedotas novas "guardadas no bolso", para os amigos...). É sempre um prazer estar na sua companhia.

Às vezes sinto que ele "já não tem idade", que atingiu quase a "imortalidade". Sei que isto pode parecer estranho, mas as pessoas que conviveram com Manoel de Oliveira, devem perceber o que eu quero dizer.

Parabéns, Fernando.

(Fotografia de Luís Eme - Verdizela)

terça-feira, dezembro 17, 2019

Fernando Lemos e Romeu Correia

Fernando Lemos, fotógrafo, artista plástico, poeta e desenhador gráfico, deixou-nos hoje, com 93 anos, em São Paulo, a sua Cidade adoptiva. 

Vivia há mais de sessenta anos no Brasil, para onde partiu nos anos 1950, porque não quis ser, mais uma vitima da ditadura salazarista.


A sua fotografia foi descoberta há poucos anos no nosso país, porque entre 1949 e 1952 foi fotografando os amigos, com alguma originalidade. Amigos esses ligados às artes e letras. Um deles foi o escritor almadense, Romeu Correia. 

No ano do centenário do seu nascimento escrevi um "poema-legenda", de uma das fotos que Fernando Lemos lhe tirou e que publico (a fotografia e o poema) com a devida vénia aos dois artistas...

As Tuas Mãos

As tuas mãos que escrevem
as tuas mãos que esgrimem
as tuas mãos que abraçam
as tuas mãos que contam...

São um bem precioso.

São explicação
são aventura
são trabalho,
são ternura...

As tuas mãos são a tua vida.


(Fotografias de Luís Eme - Lisboa)

sábado, novembro 16, 2019

Emoção, Música e História...

O lançamento do livro, "Pais Fundadores, da Sociedade Filarmónica União Artística Piedense e do Teatro Garrett (1889 - 2019)", da autoria de António Neves Policarpo, foi um excelente momento cultural, com emoção, música (de um jovem pianista e da Banda da SFUAP) e história.

Há três intervenções que merecem um destaque especial. A de Mário Araújo, o actual presidente da Mesa da Assembleia Geral da Sociedade, que se prepara para deixar de ser dirigente da SFUAP (46 anos depois...), e disse muito do que lhe ia na alma, sem conseguir esconder a emoção. O autor, António Policarpo, que falou do muito que descobriu durante o seu trabalho de investigação, ao mesmo tempo que nos levava de viagem pelo século XIX, desde a Revolução Liberal  ao fim de século, destacando a fundação da SFUAP, sem se esquecer de focar o crescimento industrial da Cova da Piedade. Augusto Flor, o apresentador da obra, completou com grande mestria a intervenção do autor, realçando a importância histórica deste ensaio histórico, até por abrir novos caminhos para investigações futuras (a nova data da fundação da Incrível Almadense, foi um dos dados mais pertinentes, oferecidos à plateia, numerosa e atenta, que marcou presença no edifício polivalente da SFUAP).

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)

quarta-feira, novembro 06, 2019

66 Belos Cartazes...

Descobri por acaso (ao passar pela Oficina de Cultura), na tarde de domingo, a bela exposição de José Manuel Castanheira, "Sessenta e Seis Cartazes", que nos leva de viagem pela sua história criativa, entre o cenógrafo e desenhador gráfico (uma boa parte dos bonitos cartazes são de peças e festivais de teatro...).

É uma exposição que merece a nossa visita, pela sua qualidade. E hoje, às 21 horas, há a possibilidade de se conversar com o autor, o José Manuel Castanheira.

Embora não tenha recebido nenhum convite para a inauguração da exposição (25 de Outubro), recebi um, ainda a tempo de assistir à "conversa".  O que não deixa de ser curioso, se antes no tempo dos "convites pelo correio" que chegavam fora de horas, a desculpa era o carteiro... agora deve ser da "avaria" nos e-mails...

segunda-feira, agosto 12, 2019

A Praia das Lavadeiras com Meninas...

Neste Agosto coberto de incertezas climáticas, gostei de ver algumas meninas a brincar na Praia das Lavadeiras, coração do Ginjal (junto aos famosos restaurantes "Atira-te ao Rio" e "Ponto Final")...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, maio 18, 2019

Um Quase Vilhena no Ginjal

Uma das coisas mais curiosas da "arte de rua" do Ginjal é o seu prazo de validade.

De tempos a tempos muda-se de cenário (presumo que isso aconteça sem se dar qualquer cavaco aos "artistas" substituídos nas paredes...), umas vezes para melhor, outras para pior, acompanhando os ciclos da vida.

Reparo que nos últimos tempos apareceu pelo Ginjal um tal "latino 89", que dá alguns ares do grande José Vilhena...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, abril 10, 2019

A Diferença entre Gente Conhecida e Desconhecida...


Agora que ando a fazer a primeira pesquisa sobre pessoas, para duplicar aquele que foi o meu primeiro livro sobre história de Almada, a diferença que existe entre retratar "conhecidos" e "desconhecidos" torna-se mais visível (nesse final dos anos 1990, as pessoas que biografei eram quase todos desconhecidos e gente que já tinha partido... ou seja, os "ajustes de contas" que tive de travar foi com os familiares).

Agora não. Uma boa parte da gente nova que quero biografar, são conhecidos, alguns mesmo amigos. Mesmo que os vivos já sejam poucos, sinto que há uma responsabilidade maior. O conhecimento é sempre assim, oferece-nos mais saber, mas também mais dúvidas, mais incertezas...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, fevereiro 25, 2019

Uma Rua para o Zé Pedro em Almada


Disseram-me que o Zé Pedro, o saudoso líder dos "Xutos e Pontapés", vai ter uma Rua em Almada.

Provavelmente estavam à espera que criticasse esta decisão camarária, só que eu gostei da ideia... 

E vou mais longe, acho que se trata de uma bonita homenagem, a alguém que foi mais almadense, que a maior parte dos vultos que têm nomes de ruas no nosso concelho.

A banda mais emblemática de rock do nosso país é de vários lugares, e um deles, é Almada. E não o digo apenas porque o Tim e o João Cabeleira são "filhos da terra".

Digo-o porque durante anos os "Xutos" ensaiaram no centro de Almada, numa garagem que fica próxima do quartel dos Bombeiros Voluntários de Almada, que visitei mais que uma vez.

(Fotografia de Alexandre Nobre)

quarta-feira, fevereiro 13, 2019

O Livro como Obra de Arte


No sábado à tarde fui à Casa da Cerca assistir a uma conferência bastante educativa, com Ana João Romana, que nos falou da "Lenda de São Julião Hospitaleiro" (que desconhecia...) e que também inspirou Amadeo de Souza-Cardoso, que fez um quase desconhecido Livro com Obras de Arte, inspirado na lenda, escrita por Flaubert (que copia integralmente e ilustra...), em 1912, quando ainda estava em Paris.

Não fazia ideia que no século XVIII William Blacke publicara um minúsculo livro  (mais pequeno que o A5...) com a sua arte, ou seja, os seus poemas e as suas pinturas (inspiradas nas suas palavras). Algo que seria complementado quase um século depois por William Morris, um dos grandes pioneiros do design moderno... 

Foi muito bom ouvir a Ana João, que com uma linguagem simples, ofereceu às pessoas que a rodeavam (quis que a conversa fosse quase em mesa redonda...), mais conhecimento sobre essa coisa bonita, que é o livro como obra de arte.

Gostei de aparecer e de aprender mais um pouco sobre estas coisas do mundo das artes, que complementam a exposição "O Futuro do Passado", patente na sala principal de exposições da Casa da Cerca.

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, janeiro 27, 2019

Somos Poucos, Mas Bons...

Ontem fui um dos "guias" em mais uma visita ao espaço museológico da Incrível Almadense, organizada em conjunto com o Centro de Interpretação de Almada Velha.

Apesar de se poder dizer que o grupo era pequeno, o interesse e curiosidade manifestados pela história de já mais de 170 anos, da Incrível, fez com que todos os minutos passados no coração da Colectividade mais antiga de Almada, valessem a pena...

Aliás, há muito tempo que sei, que nós que gostamos destas coisas da cultura, "somos poucos, mas bons"...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, novembro 15, 2018

Encontro de Leitores de Saramago


A Biblioteca José Saramago, no Feijó,  Almada, homenageia o seu patrono com um fim de semana cheio de actividades, no "3º Encontro Ibérico de Leitores de Saramago".

sábado, novembro 10, 2018

Professor Silva Marques, um Grande Mestre e Pedagogo de Almada


O professor António Silva Marques, grande mestre e pedagogo, que teve uma influencia decisiva na implantação do desporto escolar em Almada, na sua Emídio Navarro, deixou-nos na quarta-feira.

Além de professor memorável (daqueles que recordamos para a vida toda...), era um homem das culturas e de tudo o que contribuísse para o enriquecimento do ser humano, como pudemos testemunhar através de um convívio extremamente rico, no sempre vivo Movimento Associativo Almadense.

E como gostava muito de Almada, a Terra que o adoptou, até lhe dedicou um pequeno livro de quadras...

quinta-feira, novembro 08, 2018

A Exposição do 40.º Aniversário do Núcleo do Laranjeiro


Visitei hoje a exposição comemorativa do 40.º Aniversário do Núcleo Desportivo Juvenil do Laranjeiro, patente no edifício-sede da Junta de Freguesia do Feijó e Laranjeiro.

É uma bela homenagem ao melhor clube de atletismo do concelho de Almada, que têm formado autênticos campeões, com mais de uma dezena de recordistas nacionais, em vários escalões. E claro, os cinco atletas que formou e que se tornaram internacionais no escalão máximo: Carlos Silva,  Arnaldo Abrantes e Sílvia Cruz (estes três foram atletas olímpicos), Dário Manso e Carla Tavares.


Nesta jornada de festa é importante não esquecer todos os treinadores e dirigentes que tanto deram de si ao longo destes 40 anos, que têm no Armindo o melhor exemplo.

(Fotografias de Luís Eme)

domingo, outubro 14, 2018

Rui Madeira deu Espectáculo na Lisnave

Se houve alguém que deu espectáculo na  pista improvisada da Lisnave, durante o dia de ontem, foi Rui Madeira, um dos grandes pilotos da história do automobilismo almadense.

(Fotografia de Luís Eme)