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quarta-feira, julho 01, 2020

"Lista Negra" no Associativismo Almadense?

É muito triste quando quem ocupa o poder, acabe por seguir os mesmos métodos, que antes criticava (e com razão), de quem governava.

Desde que o PS  conquistou a Câmara de Almada, que trata a generalidade das Colectividades Almadenses como um "alvo a abater", associando-as à  CDU, ou para sermos mais claros, ao PCP.

Esta é a forma mais eficaz de "destruir" este tecido colectivo, já de si enfraquecido pelo modelo de sociedade em que vivemos (cada vez menos solidária e com menos princípios colectivos...), cortando de uma forma quase radical com os subsídios que eram atribuídos, como se todas as associações fossem "subsídio-dependentes" e não funcionassem como uma mais valia para as populações onde estão inseridas,  oferecendo cultura, desporto e recreio, a quem não tem dinheiro para frequentar "escolinhas de futebol", ginásios ou escolas de música e de dança, entre outras actividades.

Estou a vontade para escrever isto, porque antes era contra a "política associativa" da CDU, por ser pouco criteriosa nos apoios que oferecia. Ou seja, apoiava com mais facilidade quem lhe era próximo politicamente, que quem realmente fazia um trabalho associativo exemplar.

É sobretudo por isso que lamento que o PS, que antes criticava esta "política de favorecimento", agora acabe por fazer o mesmo, vendo "fantasmas comunistas" em tudo o que lhes cheire a associativismo.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

domingo, junho 28, 2020

Dinheiro Deitado fora na Fonte da Telha?


A notícia de ontem do semanário "Expresso" não indica nada de bom para o nosso Concelho, graças à "febre" momentânea de se aproveitar a "pandemia" para se fazer obra pública, seja na transformação de cruzamentos em rotundas e também o contrário, nas estradas de Almada, seja na requalificação das praias do Sul da Costa de Caparica.

A Fonte da Telha era o foco principal da notícia assinada por Carla Tomás, pois as obras efectuadas (o pavimento betuminoso e o asfaltamento colocados há semana e meia, podem ter de ser retirados...), foram realizadas sem que fosse pedido qualquer parecer à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, pois trata-se de uma área que pertence à Reserva Ecológica Nacional (REN).

Apesar do poder local e nacional pertencerem à mesma "família", a notícia diz que se se verificar que a obra executava não respeita os termos legais o Município de Almada será intimado a repor a situação inicial. 

A presidente, Inês Medeiros remeteu-se ao silêncio. O que é compreensível. Mas muito mal irá Almada, se se verificar que o investimento feito (mais de 800 mil euros segundo a notícia) poderá ser "deitado fora", ainda por cima num período de grande indefinição e dificuldades para todos nós.

Não deixa de ser estranho saber tudo isto por um jornal e não pela oposição local...

(Fotografia de Luís Eme - Fonte da Telha)

quarta-feira, fevereiro 26, 2020

A Devolução de Subsídios ao Município


A minha primeira impressão sobre a exigência de devolução de subsídios atribuídos a Colectividades almadenses pelo Município, era de que se tratava de uma medida correcta (as verbas não foram utilizadas para o fim a que foram pedidas).

Mas depois de fazer uma análise mais profunda, fiquei com bastantes dúvidas se este era o procedimento que fazia mais sentido, ainda por cima de alguém que já demonstrou, mais que uma vez, que não tem grande respeito pelo passado e pelo presente do Movimento Associativo Popular.

Sei de pelo menos cinco casos de Colectividades que, ou já devolveram, ou vão ter de devolver verbas que lhes foram atribuídas (acredito que deverão existir mais...). E também sei que em alguns casos estas verbas só foram "desviadas" do objectivo para a qual tinham sido concedidas, por uma mera questão de sobrevivência destas colectividades.

Colectividades que se sentem cada vez mais "órfãs", de quem as apoiava (o que acontecia durante a governação da CDU...) e agora parece estar mais apostado na sua extinção, que na sua sobrevivência...

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)

quarta-feira, fevereiro 19, 2020

«Saem os amigos dos outros, entram os amigos destes.»

Finalmente consegui que alguém me esclarecesse a "má prática comum" em todos os partidos e em todos os governos (locais e nacionais), de alterar tudo o que existe e se faz (mesmo o bem feito...), e que tantos milhões dá de prejuízo ao país e a todos nós...

A melhor maneira de controlarem as coisas e de fazerem o que mais lhes interessa (o bem público como sabemos nunca é uma das suas primeiras prioridades), é virarem tudo de pernas para o ar e iniciarem novos processos de governação.

Só com novos processos de governação é possível criarem-se novos departamentos, novas chefias, novas assessorarias e oferecer boas oportunidades de negócio aos "amigos e familiares".

Ou seja, como muito bem me disse, alguém que conhece os partidos, por dentro e por fora: «Saem os amigos dos outros, entram os amigos destes.»

Só me posso queixar da minha ingenuidade, porque nunca tinha olhado para esta questão desta maneira.

E isto explica muita coisa que se tem passado em Almada nos últimos dois anos...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

sábado, janeiro 18, 2020

Só Podia ser uma Coisa Assim...


Como passei ali mesmo ao lado, resolvi dar um pulito ao Cristo-Rei e ver as vistas.

Não fiquei muito surpreso ao descobrir o "destino" dado ao barracão construído nas traseiras do monumento, que me fez fazer um comentário por aqui, graças ao péssimo gosto estético, da pessoa, ou pessoas, que terão tido a infeliz ideia.

Mas outros valores se levantam e nada melhor para o negócio, que uma loja central, à vista de todos os que olham para a figura quase gigante do Cristo-Rei, mesmo quando ele está de costas...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quarta-feira, dezembro 04, 2019

Natal Almadense com Cheiro a Lisboa...

O Natal almadense volta a ter um cheiro a Lisboa, tal como aconteceu no ano passado, com a realização de vários espectáculos que, provavelmente, vão encher a tenda de circo, montada no parque urbano do centro da cidade.

Não tenho nada contra as visitas de Pedro Abrunhosa, Miguel Esteves Cardoso, Gregório Duvivier, Aldina Duarte, Miguel Araújo ou Ana Bola, entre outros comediantes e músicos, que vão tentar animar Almada.

Mas como morador e contribuinte cá do burgo, ficava mais satisfeito se pelo menos 10 por cento da despesa que o Município irá fazer com toda esta animação, fosse gasto com as bandas filarmónicas do Concelho e com os seus grupos corais ou de música popular...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quarta-feira, novembro 27, 2019

A Estranha Fixação do "Fisco" por Almada...


Sei que a governação da CDU em Almada, de mais de 40 anos, está longe de estar isenta de erros.  Falei de muitos deles por aqui. Talvez os mais graves fossem o hábito perdido, de olhar para o lado e escutar os outros, assim como o compadrio, contrariando a ideologia do próprio partido.

Isso não invalida que ache estranha a fixação do "fisco" pela gestão do Município de Almada (do último mandato). Ainda para mais, quando sabemos que uma boa parte dos Municípios do nosso país continua refém das dívidas contraídas ao longo dos anos, algo que nunca aconteceu por aqui.

Fico com a sensação de que há a tentativa de transformar Joaquim Judas - que apenas presidiu o Município num mandato -, no "bode espiatório" de todos os problemas que existiram na governação de mais de quatro décadas da CDU (e alguns até foram resolvidos por ele)...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quarta-feira, outubro 09, 2019

A "Lavandaria do Idoso" Está Fechada há Dois Anos


Não consigo perceber porque razão a "Lavandaria do Idoso" está fechada há dois anos. A minha primeira preocupação não vai para as instalações fechadas e para as máquinas  sem qualquer uso, vai sim para os seus utentes, gente com alguma idade, carenciada e com problemas de mobilidade, que se viu privada de um serviço, que era um grande apoio para as suas vidas.

Sei que esta lavandaria nasceu no seio da Câmara em 1993, através do pelouro da Acção Social e que era gerida pela ACAI (Associação Concelhia de Apoio ao Idoso). Embora não tenha em meu poder todos os dados, informaram-me que é mais uma vitima dos "cortes cegos" que o Município Socialista fez no movimento associativo almadense...

Recupero as palavras de uma reportagem do "Diário de Notícias" de Abril de 2010, em que exemplifica o papel da ACAI junto da população: «Em Almada a Associação Concelhia de Apoio ao Idoso (ACAI) lava, seca e passa a ferro milhares de quilos de roupa de cerca de um milhar de idosos carenciados. "O grosso das pessoas que nos aparecem aqui são carenciadas, têm dificuldade em pagar e por isso mesmo, pagam consoante as suas reformas", explicou Amável André, membro da ACAI.»

Até posso acreditar que o seu encerramento se tenha ficado a dever à questões que envolviam a sua gestão. O que já não aceito é que ninguém se tenha preocupado em reabri-la, num curto espaço de tempo.

É uma vergonha terem passado dois anos e ninguém, de direito, se ter preocupado com o serviço que deixou de ser prestado aos seus utentes (e com as máquinas, que estão sem funcionar, e com toda a certeza sem qualquer tipo de manutenção...). Ou seja, deixou-se de prestar um serviço à população, ao mesmo tempo que se está a "deitar fora" um investimento feito com o dinheiro de todos nós.

É uma situação demasiado triste e absurda, para que faça mais comentários.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

terça-feira, outubro 01, 2019

Os 171 Anos da Incrível Almadense


A Sociedade Filarmónica Incrível Almadense comemora hoje o seu 171.º aniversário.

Infelizmente não existem grandes motivos para sorrir, com toda a indefinição que rodeia a sede - a renda que já se está a pagar, é incomportável para a realidade actual da Colectividade -, também ela centenária (a Incrível instalou-se naquele edifício pouco tempo depois da instauração da República no nosso país).

Apesar de pertencer ao seu Conselho Consultivo, não posso deixar de registar, que cada vez tenho mais dificuldades em perceber a passividade da direcção da Incrível...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, junho 29, 2019

"Salvos" pela Largueza do Tejo...


A largueza do Tejo poupa-nos da visão catastrófica da quase "invasão" turística e capitalista (sim é o dinheiro que faz com que circulem tantos "monstros gigantes", que navegam por aí e deixam a sua pegada por onde quer que passam), que se faz pelos grandes portos do Mundo.

As imagens que o Malomil divulgou sobre Veneza não precisam de mais palavras...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, maio 16, 2019

A Cidade da Água de Almada...

A famosa "Cidade da Água é uma história já com vinte anos...

«O Estado comprometeu-se a criar o devido enquadramento legal que permitisse ao Fundo avançar com uma intervenção urbanística na Margueira. mas tal nunca aconteceu. Apesar dessa lacuna em 1999 e em 2001 ficaram célebres os “projectos” apresentados e denominados “Manhattan de Cacilhas” dos arquitectos Manuel Graça Dias  e Egas José Vieira e a Torre biónica, de Javier Pioz e Rosa Cervera, entre outras variações mediáticas.»

(notícia de Cristina Vargas do “Diário de Notícias”, de 19 de Dezembro de 2002)

«Foi apresentado esta terça-feira em Almada aquele que é considerado o maior projeto de requalificação urbana do país desde a Expo 98.
Nos antigos terrenos da Lisnave vai nascer a Cidade da Água, para onde está prevista a construção de casas, comércio, serviços, espaços culturais, uma marina, um terminal fluvial, um novo hotel, um museu e um centro de congressos.»

                                     (notícia de Ana Sanlez, do “Diário de Notícias” de 14 de Maio de 2019)

É verdade, já passaram vinte anos, desde o primeiro projecto, as famosas torres da nova "Manhattan de Cacilhas", ou seja, o nascimento da "Cidade da Água" já é um renascimento...

(Fotografia der Luís Eme)

sexta-feira, maio 10, 2019

O Poder Local nunca Olhou o Associativismo Almadense com "Olhos de Ver"...

A minha "coabitação" de 25 anos no Movimento Associativo Almadense, faz com que possa dizer, sem pestanejar, que o Poder Local nunca olhou o Associativismo Popular com "olhos de ver".

No longo reinado da CDU (e do vereador António Matos...) foi sempre mais fácil distribuir "caixas de peixe" que "canas de pesca" (contrariando o velho ditado chinês...) a uma boa parte de Colectividades do Concelho. 

Nunca houve qualquer preocupação em premiar quem trabalhava como devia ser, distante de uma postura associativa subsidiodependente. Ou seja, em vez de terem uma postura coerente e justa, passaram o tempo a "apagar fogos" e a alimentar velhos vícios (como se a "mama da teta da vaca do poder" desse sempre leite...) ao mesmo tempo que faziam concorrência desleal com muitas Colectividades (sem qualquer possibilidade de ombrear no quer que seja, com o poderio de um Município...), substituindo-as na sua função e ligação às comunidades.

Infelizmente o PS consegue fazer ainda pior, neste já mais de ano e meio que leva de mandato (sim, já não há espaço para desculpas...). Por um lado finge-se de "morto", por outro, faz de conta que o Movimento Associativo não existe, desrespeitando o passado e o presente das Colectividades e dos dirigentes voluntários, que apenas se movem pelo amor aos seus clubes.

Estou completamente à vontade para falar, porque as minhas colectividades (Incrível e SCALA) sempre trabalharam para o bem comum sem estar à espera de subsídios. Mas não existem milagres, e quem trabalha em prole da população almadense, tem de ser apoiado. 

Às vezes fico com a sensação que os governantes não percebem (acho que não querem é perceber...) que não estão a gerir o seu próprio dinheiro, mas sim o dinheiro de todos nós. Dinheiro esse que deve reverter para o bem comum de todos os cidadãos do Concelho e não para meros interesses pessoais...

(Fotografia de Luís Eme - que poderia ter como legenda: "basta termos o Cristo-Rei de costas voltadas para Almada"...)

quinta-feira, maio 09, 2019

A Incrível Almadense na SIC Notícias


Há dois dias a SIC Notícias transmitiu uma pequena notícia sobre a questão das rendas da sede social da Incrível Almadense, focando o seu aumento (100 vezes o valor antigo...). Ouviu a Incrível, o proprietário e também o Município de Almada.

O mais curioso da reportagem acaba por ser a resposta do Município, que afirmou não poder ajudar a Incrível (nem ter interesse...), por que se tratava de um edifício privado e apenas de serviços. De seguida acrescentou que as salas de espectáculos da Incrível serão classificadas como imóveis de interesse público, pela sua dimensão histórica.

A ajuda que a Incrível pediu ao Município em relação à sede social foi o levantamento das plantas do Cine-Incrível, por que também existe  um litígio com o senhorio sobre as áreas do edifício, pois há alguns espaços da Incrível que ele acha que são seus.

É no mínimo estranho que o Município não tenha verbas para ajudar a transformar o Salão de Festas da Incrível (aqui sim, houve um pedido de apoio monetário...) numa sala com condições para ser alugada, para qualquer tipo de espectáculo, mas que afirme que este será classificado como imóvel de interesse público.

O que a Incrível quer, é que um espaço que é seu, possa gerar receitas para ajudar a gerir o dia a dia da Colectividade, seja ele, ou não, de interesse público (que já o é, para todos os Incríveis, sem precisar de qualquer intervenção estatal...).

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, abril 30, 2019

O Mundo é que Está ao Contrário...

Quando o Luís Bayó Veiga deixou ontem o comentário de que a fotografia do Cine-Incrível e do começo da Rua Capitão Leitão estava ao contrário, pensei logo em repeti-la, porque se há alguma coisa que está ao contrário em toda esta história, não será a fotografia, com toda a certeza.

A fotografia foi tirada a um dos vidros dos Paços do Concelho, cujo reflexo produz esse efeito.

Aliás, ela já foi colocada assim, como uma metáfora deste tempo, em que o "poder do dinheiro", provoca a "cegueira" a tanta gente...

Neste caso em particular, acaba por ser isso que está em causa, pois o "vil metal" é colocado acima de todas as coisas.

A Incrível nunca colocou em causa a lei ou o senhorio. Foi este senhor que entrou nas nossas instalações (são nossas enquanto pagarmos renda...), sem tentar sequer dialogar ou tentar chegar a um consenso, sobre o que lhe pertencia e o que era propriedade da Incrível (muito menos sobre um valor de renda que fosse justo para ambas as partes...). 

E o mais grave, é que nem se dignou a respeitar os 170 anos de história da Incrível Almadense, algo que sempre foi feito pelo seu pai...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, abril 29, 2019

A Incrível Precisa de Almada!

Ontem realizou-se mais uma Assembleia Geral Extraordinária da Incrível Almadense, infelizmente com pouca participação dos seus associados.

A lei por mais injusta que seja, é soberana. E a Incrível Almadense não é mais nem menos que as dezenas (provavelmente centenas...) de Colectividades lisboetas - algumas também centenárias - que foram desalojadas dos seus espaços graças à famosa "lei cristas", que protege de forma obscena os proprietários, em prejuízo dos inquilinos.

Foi por essa razão que a Incrível teve de pagar 13 mil euros na semana passada (as rendas atrasadas da sua sede desde Agosto de 2018, acrescidas de 20% do seu valor, exigidas pelo senhorio...), ainda que este valor tenha sido calculado sobre áreas que são pertença da Incrível Almadense (algo que terá de ser resolvido em tribunal...).

Neste período bastante complicado para a Colectividade mais antiga de Almada, não podemos deixar de registar a "ausência" do Município (nem sequer se dignou a responder aos vários pedidos de audiência com a vereadora do respectivo pelouro, apesar do apoio prometido. Salientamos que o apoio pedido não foi monetário, mas sim técnico...).

A Incrível Almadense está neste momento a lutar sozinha nesta "batalha", pelo que é imperioso que Almada acorde perante este problema, e seja solidária, com a Colectividade que mais contribuiu para o seu desenvolvimento cultural, sendo a grande pioneira do teatro, do cinema, da música e da literatura do Concelho.

Não temos dúvidas, que sem o trabalho desenvolvido ao longo de 170 anos, pela Incrível (e por outras colectividades, como por exemplo a SFUAP e a Academia), Almada não seria o que é hoje, tanto na qualidade como na oferta cultural.

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, março 30, 2019

A Incrível, Dividida Entre o Realismo e o Romantismo...


Ontem realizou-se a Assembleia Geral (ordinária) da apresentação do Relatório e Contas e também a Assembleia Geral (extraordinária) para se debater as questões relativas ao aumento de renda pedido pelo senhorio, do edifício da sede social, com a presença de cerca de quatro dezenas de associados.

A segunda assembleia acabou por ter uma importância complementar, por tudo o que estava em causa. Esteve presente a advogada da Incrível que, juntamente com a presidente da direcção da Incrível, fizeram um ponto de situação e esclareceram todas as  dúvidas dos sócios.

A Assembleia acabou por ficar marcada por duas correntes de opinião, um pouco divergentes. De um lado o realismo da direcção, de alguns dirigentes e associados (perante a incapacidade financeira da Colectividade para suportar o aumento da renda...) e o romantismo de alguns dirigentes e associados (que não querem perder o espaço que é sede social da Incrível há mais de 100 anos...), que continuam a não aceitar que a famosa "lei cristas" possa fazer toda a diferença, prejudicando instituições e pessoas, um pouco por todo o lado.

A grande decisão da noite acabou por ser a decisão de se avançar com uma providência cautelar, para evitar qualquer acção de despejo, que possa ser accionada pelo senhorio. E também foi decidido marcar uma nova Assembleia, onde se possa contar com a presença de mais associados, para que seja possível ir mais longe e chegar a mais gente.

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, março 14, 2019

Encontro do Associativismo Almadense


Se há alguém que tem razão de queixa do actual executivo camarário de Almada são as Colectividades Populares, de cultura, de desporto e de recreio, almadenses.

Uma fonte fidedigna  disse-nos que em 2018, houve mais de 200 pedidos de apoio que não foram atendidos e que nem sequer mereceram qualquer resposta ou justificação válida por parte do Município.

A realidade diz-nos que o Movimento Associativo, apesar das dificuldades de sobrevivência (cada vez maiores...), ainda continua a substituir o Estado, na formação desportiva e cultural da maior dos portugueses, que continuam a encontrar nas Colectividades o seu espaço primordial de convívio e de desenvolvimento físico e intelectual. 

Pelo que faz todo o sentido que o Associativismo seja apoiado (o que não é sinónimo de se ser "subsídiodependente"...), pelo Poder Local.

E faz ainda mais sentido que as Colectividades Almadenses se encontrem, para debater os problemas que mais as afligem, e colocam mesmo em causa, a sua sobrevivência no futuro próximo.

A Associação das Colectividades do Concelho de Almada, sensível a todas estas questões, promove no próximo sábado, às 15 horas, no pavilhão da SFUAP, Cova da Piedade o "Encontro do Movimento Associativo Almadense", com um tema bastante abrangente:  "Almada, uma atitude colectiva, viva e com futuro, que caminho?"

Pensamos que esta é a altura certa para as Colectividades e os seus dirigentes se encontrarem e discutirem de uma forma aberta e honesta, os seus verdadeiros problemas, e se possível, encontrarem o tal caminho, tão necessário...

sexta-feira, fevereiro 08, 2019

As "Danças Políticas" da Dança em Almada...

A notícia da criação da Casa da Dança de Almada, em Cacilhas, num primeiro olhar, pareceu-me quase uma "brincadeira", por saber que já existe há bastantes anos na Cidade, a Companhia de Dança de Almada.

Mas vamos lá transcrever a notícia que li no "JN":

"A Companhia Paulo Ribeiro - Associação Cultural receberá 120 mil euros para a concretização, dinamização e programação deste projecto, a instalar no Ponto de Encontro, em Cacilhas", indica, em comunicado, o Município do distrito de Setúbal. Segundo a mesma fonte, a Casa da Dança de Almada será uma estrutura centrada na dança contemporânea, com dois objectivos principais: "garantir uma oferta de qualidade ao nível da programação de espectáculos de dança contemporânea e promover o ensino das diferentes modalidades de dança contemporânea e, sobretudo, junto da população mais jovem de lançar novos horizontes e de resgatar talentos."

Este episódio faz com que comece a acreditar que os "boatos" que ouço por aí têm alguma razão de ser, e que possa haver mesmo uma "guerra surda", socialista, que quer acabar com o que entende serem os "feudos comunistas" associativos e culturais.

Como sempre me manifestei contra o "compadrio" que existia entre a CDU e algumas associações, no passado, não posso aceitar, de maneira nenhuma, que também se façam "perseguições políticas", no presente...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, novembro 23, 2018

Uma Mensagem de Parede e a "Sexta Feira Preta"...

Não posso dizer que seja coisa que me incomode, ver tanta gente atrás da "sexta feira preta".

Só espero é que não tenham comprado muito "gato por lebre".

Mas os anarquistas "pintores de parede", têm razão. Capitalismo é "guerra", nem que seja às nossas carteiras...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, outubro 06, 2018

Os 170 Anos da Incrível Almadense, um Colosso Associativo e Cultural

A Sociedade Filarmónica Incrível Almadense comemora o seu 170.º aniversário durante todo este mês de Outubro, com dezenas de iniciativas culturais e recreativas.

A Colectividade possui uma história inigualável no panorama associativo português, tendo conseguido resistir de uma forma verdadeiramente "incrível" (os seus padrinhos sabiam o porquê de lhe oferecerem este nome...) a todas as contrariedades que foi forçada a enfrentar nos séculos XIX, XX e XXI.

E este século XXI, talvez seja o mais complicado de gerir, porque o associativismo já não é o que era, pela própria evolução da própria sociedade, e também pela forma como tem sido desprezado pelos poderes políticos (local e nacional) e económicos.

A Incrível embora se mantenha bastante activa, tem poucas receitas próprias e prepara-se para enfrentar uma "batalha jurídica", comum a muitas outras associações e a muitos portugueses, porque os novos senhorios (herdeiros) querem aumentar a renda da Sede para valores "impossíveis". 

Sede que é ocupada pela Incrível há mais de cem anos. E não menos importante, durante esta longa permanência na rua Capitão Leitão, todas as obras de beneficiação neste espaço foram realizadas e pagas pela Incrível Almadense (nos últimos anos com o apoio do Município...),  Algumas obras foram de tal forma avultadas (substituição do telhado, das portas e janelas, reforço das paredes, pinturas, etc), que até houve uma espécie de compromisso de cavalheiros, dos anteriores senhorios, de não aumentarem a renda à Instituição mais antiga de Almada.

Mas como "já não existem cavalheiros", todos os Incríveis sabem que a coisa poderá ficar complicada, se não existir bom senso e o apoio efectivo do Poder Local Almadense, para enfrentar mais este "obstáculo"...

É por tudo isto que hoje à tarde lá estarei no Salão de Festas da Incrível, para assistir a mais uma sessão solene.

(Fotografia de Luís Eme)