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domingo, maio 17, 2020

Hoje Comemora-se o Centenário do Ginásio Clube do Sul


O Ginásio Clube do Sul faz hoje a bonita idade de 100 anos, pois foi fundado no dia 17 de Maio de 1920, em Cacilhas.

Foram seus fundadores Armando "Arrôbas", Carlos Durão, Hernâni Jorge da Silva, Joaquim Miranda, José de Oliveira Gendre, Ramon Bayó, Vital Garrido Moreira, Wenceslau Francisco da Silva, entre outros (também no Ginásio, não há certezas em relação ao nome de todos os seus fundadores...).

O facto de ter nascido nas margens do Tejo foi aproveitado da melhor maneira, para se tornar num clube com uma vocação diferente das outros colectividades desportivas do Concelho, privilegiando a prática de desportos náuticos (natação, remo e vela). Mas o seu nome diz quase tudo. Ginásio é ginástica. E o Ginásio Clube do Sul desde muito cedo que teve classes de ginástica... Claro que por pressão dos associados, teve de ter também a sua equipa de futebol (modalidade que por ser o grande "sorvedouro" das verbas do clube acabou extinta em 22 de Agosto de 1967...).

Mas desde a sua fundação, que a grande marca do Ginásio Clube do Sul, foi sempre o seu ecletismo. Durante a sua já longa vida teve secções de: andebol, atletismo, basquetebol, bilhar, boxe, ciclismo, damas, ginástica, halterofilismo, judo, karaté, kick boxing, natação, pólo aquático, râguebi, remo, ténis de mesa, vela, voleibol, xadrez (e é provável que me possa ter escapado mais alguma disciplina desportiva...).

Teve também um grupo cénico, que fazia a alegria dos cacilhenses, especialmente no carnaval.

Felizmente duas das suas grandes figuras históricas,  os meus amigos Henrique Mota e Fernando Barão, depois de  terem sido atletas e dirigentes  de grande qualidade (o Henrique também foi treinador...), tornaram-se também nos historiadores do clube, pois são os autores da obra, "Ginásio Clube do Sul, 75 anos de Glória", publicada em 1995, que nos oferece o que de mais importante se passou nos primeiros 75 anos de vida do Ginásio do Sul e de Cacilhas. 

Foi também graças a eles que comecei a gostar do Ginásio...

(Fotografia de Álvaro Costa)

domingo, janeiro 05, 2020

O Centenário de Henrique Mota


Este ano que agora começa, é o ano em que se comemora o centenário do nascimento de Henrique Mota, o grande historiador do desporto almadense e  um dos melhores amigos que conheci em Almada.

Foi por estas duas razões que resolvi criar um blogue sobre a sua história de vida, para que pelo menos neste ano de 2020, o Henrique possa ser recordado, pelo muito que deu a este Concelho, que adoptou como seu.

domingo, novembro 25, 2012

Guilherme Espírito Santo (1919 - 2012)


Guilherme Espírito Santo deixou-nos hoje, com noventa e três anos de idade.

Foi um dos grandes desportistas do nosso país, desde os anos trinta aos anos cinquenta do século passado. Além de extraordinário avançado do Benfica e da selecção, também foi um atleta ímpar,  tendo sido recordista nacional de salto em comprimento, salto em altura e triplo-salto, durante largos anos.

Guilherme viveu os últimos anos da sua vida em Cacilhas.  

Tantas vezes que nos cruzámos, quer na praça Gil Vicente, quer na avenida 25 de Abril, onde viveu... onde me oferecia sempre o seu sorriso inesquecível e algumas palavras agradáveis, de circunstancia, que o definiam como "gente boa".  

Tratava-o por senhor Guilherme, desde que me fora apresentado pelo escritor Henrique Mota,  nosso amigo comum, ainda na primeira metade dos anos noventa do século passado.

Além de ter sido premiado com a "Águia de Ouro" pelo Benfica, também recebeu o prémio "Fair-play" do Comité Olimpico Português, para premiar o seu comportamento exemplar dentro e fora das quatro linhas, e claro, nas pistas de atletismo.

quinta-feira, setembro 09, 2010

Henrique Mota, Escritor

Henrique Mota, apesar de ter nascido em Mafra, a 10 de Setembro de 1920, sempre se sentiu, orgulhosamente, cidadão de Almada. Facto comprovado pela temática de toda a sua obra literária, evocativa das terras e gentes da Outra Banda.
Veio para Cacilhas com apenas nove anos de idade e, ao longo de setenta e dois anos vividos no concelho, teve um papel preponderante como cidadão e homem de letras, ao ponto de se tornar uma das figuras mais carismáticas e prestigiadas do meio desportivo e cultural almadense. Prestígio que foi ampliado ao ultrapassar as fronteiras de Almada, após a publicação do seu primeiro livro.
Iniciou-se no jornalismo no final da década de trinta do século passado na “Gazeta do Sul”. Assim que apareceu o “Jornal de Almada”, em 1955, começou a colaborar com várias rubricas, algumas das quais biográficas, que seriam a principal fonte dos seus livros, como é referido neste ensaio. Em 1994 fez ainda parte de um pequeno núcleo de almadenses que sentia a necessidade de criar um novo jornal no concelho, mais abrangente e também mais pluralista. Estamos a falar de “O Almadense”, cuja sétima série ainda sairia para a rua, embora por ponto tempo. O aparecimento de um empresário local fez com que o projecto fugisse da génese inicial e ditasse o seu afastamento, assim como do grupo de amigos.

Henrique Mota foi autor de oito obras literárias: "Desportistas Almadenses - I Volume" (1975); "Desportistas Almadenses - II Volume" (1984); "Contos Desportivos" (1985); "Desportistas Almadenses - III Volume" (1993); Ginásio Clube do Sul - 75 Anos de Glória" (1995); "Personalidades Cacilhenses" (1997); "Memorando" (1999); "Desportistas Almadenses" - IV Volume" (2004).

quarta-feira, setembro 08, 2010

Henrique Mota, Dirigente

Henrique Mota estreou-se como dirigente no Ginásio Clube do Sul como presidente da Direcção, em 1949, com apenas 28 anos, sendo ainda hoje o presidente mais jovem da história da colectividade cacilhense.
De 1949 a 1983 exerceu vários cargos directivos, sendo de 1976 a 1983, presidente da Mesa de Assembleia Geral do Ginásio.
Ao longo de todos estes anos fez parte de diversas comissões, das quais salientamos a do Bingo e do Pavilhão Polidesportivo, que se tornaram realidade nos anos oitenta e noventa e foram um marco no crescimento do clube, que sempre teve no ecletismo a sua principal bandeira.
Em 1994 foi um dos quinze fundadores da SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada, sendo o seu primeiro presidente da Mesa da Assembleia Geral e um dos elementos mais influentes no seu crescimento dos primeiros anos.
O seu fervor e paixão pelo Ginásio do Sul seriam recompensados com a atribuição do diploma de “Sócio de Mérito” em 1989, do “Prémio Prestígio Ginasista” e do diploma de “Sócio Honorário”, ambos em 1992.
A cidade de Almada também lhe prestou a justa homenagem em 1994, atribuindo-lhe a “Medalha de Ouro de Mérito e Dedicação”.
Por iniciativa da SCALA, no começo do Outono de 2001, os serviços de toponímica do Município de Almada foram consultados para que fosse estudada a possibilidade de se atribuir uma artéria no concelho a Henrique Mota.
Com a construção de uma nova urbanização, no local onde nasceu a maior zona comercial de Almada, onde está situado o “Almada Fórum”, foram atribuídas ruas a Henrique Mota, Francisco Bastos, Sérgio Malpique e a António Calado (ainda entre nós na altura), não fossem eles grandes atletas e grandes companheiros, para felicidade dos seus familiares e amigos.
Em 2005, na comemoração do 85º aniversário, o Ginásio Clube do Sul, homenageou Henrique Mota e outros associados relevantes, atribuindo o seu nome ao Salão Nobre do Pavilhão Polidesportivo.

segunda-feira, setembro 06, 2010

Henrique Mota, Atleta

Henrique Mota iniciou-se na prática desportiva durante a adolescência, naquela que seria sempre a sua modalidade rainha, o Atletismo.
Estreou-se em 1937 com a camisola do Lisboa Ginásio Clube, num torneio popular organizado pelo jornal “Os Sports”. Nesse mesmo ano mudou-se para os “Unidos de Cacilhas”, clube da localidade ribeirinha onde residia, sendo a sua principal figura, juntamente com Alfredo Abrunhosa, Henrique nas provas de velocidade prolongada e Alfredo nas de velocidade pura.
Ambos deram nas vistas e no ano seguinte transferiram-se para o C.F, “Os Belenenses, o clube do seu coração, a par do Ginásio Clube do Sul. Henrique manteve-se no “Belém” até 1941, tendo viajado pouco tempo depois viajou para os Açores onde cumpriu parte do serviço militar. Durante a sua permanência na ilha de São Miguel, Henrique continuou a dar nas vistas, ao ponto de ser notícia na imprensa local, pois fizera a melhor marca nacional na prova de 80 metros, que não seria homologada por a competição não ser oficial…
Este excelente resultado acabou por ser reproduzido nos jornais desportivos de então e quando Henrique regressou ao continente foi convidado para ingressar no Benfica, clube que lhe ofereceu o fato para o seu casamento.
Infelizmente teve uma passagem curta pelo clube da Luz, devido a uma lesão no joelho que o obrigou a abandonar as pistas precocemente, com apenas 24 anos…


Nota: Esta semana publico partes da biografia que escrevi para o livro, "Henrique Mota, Atleta, Treinador, Dirigente e Escritor Almadense", que será apresentado no dia 10 de Setembro, em Almada, na Sala Pablo Neruda do Fórum Romeu Correia, às 21.30 horas.