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sábado, março 25, 2017

A Vitória dos Chupistas e dos Oportunistas...


Continuo convencido que uma sociedade como esta em que vivemos, que se alimenta preferencialmente do compadrio, da mediocridade, da esperteza, e até da injustiça, acabará, mais tarde ou mais cedo, por ficar atolhada na porcaria que vai deixando atrás de si. 

Só que até isso acontecer, muita gente será prejudicada, ferida na sua dignidade, confundida pelos valores que acha certos, e pelos outros, que vigoram...

Tenho conversas intermináveis com alguns amigos sobre este "mundo", cada vez mais de pernas para o ar. É por isso que acrescento que só fiquei indignado com o político holandês que diz que gastamos o nosso dinheiro em vinho e mulheres, por não apontar o dedo aos seus colegas políticos do sul, porque são eles que ganham dinheiro suficiente para beber vinhos caros e seduzir mulheres com preço, e nunca o seu povo.

Apesar de ter sido infeliz e injusto, compreendo-o perfeitamente. Não podemos andar a viver eternamente acima das nossas possibilidades, a gastar o que não temos. E para ser rigoroso, também sei que é quase impossível os países com mais dificuldades conseguirem estabilizar ou crescerem com dívidas tão elevadas.  A renegociação das dívidas é fundamental.

As conversas são mesmo como as cerejas, onde eu já vou... e o que queria era falar da realidade associativa almadense, que acaba por ir um pouco ao encontro das palavras do "holandês"...

Eu por exemplo, tenho muito orgulho de pertencer a duas colectividades almadenses que continuam a sua caminhada, com grande dignidade, sem nunca terem estado reféns de qualquer poder, político ou económico, ao longo das suas histórias - uma longa de 168 anos outra mais curta de apenas 23 anos.

E ao contrário do Carlos, nem fico demasiado  incomodado por serem muitas vezes penalizadas por fazerem uma gestão cuidadosa, por conseguirem promover a cultura sem grandes custos, ao mesmo tempo que apresentam as suas contas aos seus associados, sem dívidas.

Digo isto porque normalmente quem gasta mais do que tem, acaba por sair beneficiado em relação a quem cumpre, com os apoios dados pelas autarquias, com a velha desculpa de que é preciso evitar a todo o custo a possível "falência"... E o mais grave, é que não se vê ninguém ser chamado à responsabilidade, mesmo pelos associados, como responsável por gestões danosas.

É por isso que por muito que se fale em justiça, igualdade de oportunidades e etcétra, na sociedade actual os "chupistas" e os oportunistas acabam sempre a ganhar...

domingo, julho 10, 2016

Um Patriotismo Calculista

Notei que nos últimos dias da semana finda se multiplicaram as bandeiras penduradas nas janelas nas ruas de Almada.

Talvez muito boa gente só tenha acreditado que era possível ganhar, depois da passagem à final... 

Até porque Fernando Santos é muito pior "vendedor de banha da cobra" que Scolari.

E claro que Portugal pode ganhar. Os jogadores e o treinador já se percebeu que querem ser Campeões Europeus. Se o árbitro conseguir fazer uma arbitragem normal também tornará tudo mais fácil... 

Não sei se os franceses também têm bandeiras nas janelas, sei apenas que se acham muito bons. Ou seja o seu excesso de confiança também acaba por jogar a nosso favor. Esperemos que sim.

Sei que no nosso país se passa de besta a bestial e de bestial a besta em segundos, é por isso normal todo o patriotismo calculista que nos cerca... Mas penso que esta passagem por França, tem tudo para correr bem.

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, agosto 27, 2015

O Turismo quase Arqueológico


O Ginjal é mesmo um pólo de turismo. Os restaurantes "Atira-te ao Rio" e o "Ponto Final" são a delícia de milhares de turistas que escolhem o nosso país para passear à descoberta do que não há lá pelas suas terras.

Como tenho escrito invariavelmente por aqui, o Tejo é o melhor chamariz desta gente que também gosta da proximidade das ruínas e do ar abandonado, algo que encontram com mais facilidade em Portugal, Itália e Grécia, que nos seus países "politicamente correctos", cheios de regras (que nos têm impingido com demasiada facilidade) e hipocrisias.

Só estranho que não haja mais gente a molhar os pés (e até um pouco mais...) na Praia das Lavadeiras, que banha estes dois lugares de boas comidas e vistas. A água até já começa a ser transparente...

quarta-feira, agosto 26, 2015

Um dos "Hotéis" Sem Estrelas na Nossa Banda


Não deixa de ser curioso que os novos "nómadas" que fogem da guerra e arriscam a vida para chegar ao Velho Continente, quando são entrevistados para a televisão, sonham com a Suécia e com a Alemanha, nunca com Portugal...

Eles conhecem o mundo e sabem o que querem e o que não querem. Sabem quais são os países de primeira, de segunda e de terceira na Europa.

E o que não querem mesmo é ficar num dos muitos "hotéis" sem estrelas, que abundam no nosso país.

Este que ficou na fotografia fica na Cova da Piedade, rente às velhas fábricas do Caramujo...

terça-feira, agosto 18, 2015

A Solidão de Lisboa em Agosto


Estamos tantas vezes sós, no meio de uma multidão...

Senti isso no meio desta Lisboa cheia de gente garrida, com pele quase vermelha, que adoram tudo o que é português, até as pessoas simpáticas (menos os portugueses que não gostam de trabalhar e que lhe aparecem nas reportagens "manipuladas" das televisões dos seus países...) que lhes respondem em inglês - por muito manhoso que seja - ou por gestos a praticamente todas as suas questões.

Acho que começam aí as diferenças. Ai de nós se desatarmos a fazer perguntas em português em Paris ou Londres (os hipotéticos portugueses que nos podem responder na nossa língua mãe, só estão dentro das anedotas, a não ser que lhes pisemos os calos e eles soltem um sonoro, "foda-se", cabrão de merda, vai pisar outro!", identificando-se automaticamente). Levamos sobretudo com narizes empinados, ar enfastiado, e claro, a língua deles, ao seu ritmo, por vezes perto do incompreensível...

Mas eu nem era para escrever sobre estas visões de um Agosto que se quer prolongar pelo ano inteiro, graças aos guias que dizem que Lisboa é o melhor destino turístico da Europa. Queria escrever sobre o café ausente dos amigos que escolhem Agosto para escaparem à "solidão" da Cidade...

sábado, outubro 13, 2012

Que se Lixe a Troika


A Cultura vai sair à rua, pois é cada vez mais o parente pobre deste país, a ficar demasiado bafiento.

Se puderem passem pela Praça de Espanha. 

terça-feira, abril 21, 2009

Conversas de Café (18)

- Percebes a razão de as pessoas não gostarem de votar para as eleições europeias?
- Percebo. E há mais que uma...
- Sim?
- Sim. Mas não me apetece fazer desenhos...
- Está bem. Mas vais votar?
- Vou. Voto sempre, por mim, pelo meu pai e pelos meus avós. Mesmo que vote em branco.
- Eu não.
- Porquê?
- Porque não me apetece alimentar esta Europa dos ricos, que nos deixa cada vez mais pobres.
- Ao não votares, continuas a alimentá-la, e da pior maneira, elegendo os protectores dos ricos do bloco central.
- Não me interessa. Além disso acho uma obscenidade o que ganham. E os portugueses agora vão ganhar ainda mais...
- Vão ganhar o mesmo que os outros. Para as mesmas funções salários iguais.
- Então porque é que ganhamos menos que na maior parte dos países europeus, fazendo as mesmas funções?
- Boa pergunta para se fazer ao senhor José Manuel Barroso...
- Podes querer...

segunda-feira, junho 30, 2008

E Viva Espanha!

Não foi por nos terem vingado, ao derrotarem a Alemanha, que fiquei feliz, por ver a Espanha sagrar-se campeã europeia. Foi sim, por serem a selecção que jogou melhor futebol durante o europeu (só a Holanda conseguiu rivalizar com os espanhóis...).

Continuo a pensar que o futebol não é essa coisa científica, que alguns "palradores" espalham pela televisão, é sim um desporto de muita intuição, e sobretudo de inteligência técnica, onde devia estar na primeira linha o aproveitamento exaustivo das características e do talento dos jogadores.
Não tenho dúvidas que se Scolari fosse um treinador inteligente tinha explorado um sistema de jogo próximo do de Aragonés, com a bola jogada rente à relva, com trocas de passes da defesa ao ataque, até ao remate à baliza, sem os habituais balões, que vão direito aos guarda-redes ou aos defesas adversários, quase sempre gigantes.
Claro que o treino deste sistema dá mais trabalho que treinar o "mata-mata"...
A selecção espanhola provou que os jogadores não se medem aos palmos, até os seus dois centrais, Puyol e Marchena, eram de estatura mediana, e nunca causaram grandes calafrios a Casillas...
Na final de ontem, os "gigantes" alemães, foram metidos no bolso. No período mais quente do jogo, ainda tentaram inventar, e até influenciar o árbitro, mas Inesta, Xavi, Torres e companhia, só queriam ser campeões europeus de futebol e não de confusões...
É muito importante percebermos no decorrer dos jogos, que os jogadores jogam nas posições onde dão mais rendimento. Coisa que nunca sucedeu com Cristiano Ronaldo, o caso mais gritante de sub-rendimento da nossa selecção, sistematicamente "asfixiado" e "preso" pelo sistema de jogo, extremamente conservador, de Scolari.
Por tudo isto, e pelo amor ao bom futebol, viva Espanha!