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quinta-feira, abril 11, 2019

«O que é isso de 'rabos de palha'?»


Pois é, a sabedoria popular tem muito que se lhe diga. Nem parece que foi criada quase em oposição aos "eruditos" dos tempos passados...

A minha filha com catorze anos, perguntou-me o que era isso dos 'rabos de palha' (ela pergunta-me muita coisa, que eu tenho a mania que ela já devia saber...  esqueço-me de que não passou uma boa parte das férias grandes da infância, na aldeia, na casa dos avós, tal como eu e o meu irmão. Esta passagem pelos campos foi decisiva para o enriquecimento do meu vocabulário, sem que me apercebesse...).

Comecei por dizer que os rabos de palha deixam sempre rasto por onde passam... Depois fui mais longe e disse, que às vezes falamos de coisas, como se não tivéssemos nada a ver com elas, mas há sempre alguém que nos lembra que não é bem assim. Somos traídos pela memória mais vezes do que devíamos.

Acabei por lhe dar um exemplo prático, de Cavaco Silva (que como diz o meu amigo Gui, é a "virgem mais puta de Portugal"...), que sempre que tem uma oportunidade destila os seus "ódios de estimação", esquecido dos seus "pecadilhos" enquanto governante e político. Mas basta perceber que ele é o homem que garante a pés juntos, que nunca foi político, quando foi dez anos primeiro-ministro e outros dez presidente da República (sem somar o seu tempo como ministro das Finanças...).

Pois foi, afinal nos seus governos também havia primos, tios, e até esposas de ministros...

domingo, maio 11, 2014

Cansado de Remar Contra a Maré


Há uma forte probabilidade de ontem ter sido o último colóquio cultural que organizámos em Almada.

Quando pensamos em organizar qualquer evento cultural, temos como principal objectivo, chegar às pessoas. Sem pretendermos descobrir a "pólvora", queremos sobretudo levantar questões, despertar atenções e aprender algo de novo (o que acontece quase sempre).

Sabemos que estamos a atravessar uns tempos difíceis, que cada vez falamos menos uns com os outros, mas temos de nos conseguir libertar desta teia. Não devemos ter medo de ter opinião, muito menos de pensar pela nossa cabeça.

O que é mais chato nestas organizações, é convidarmos pessoas interessantes, com um bom discurso  e boas ideias (como foram o caso do Eduardo Raposo e do Francisco Palma) e contarmos com a presença de pouco mais de uma dezena de pessoas na assistência...

sexta-feira, junho 07, 2013

Tudo Pode Ser Cultura


Ontem realizou-se mais uma "Tertúlia do Dragão", organizada pela SCALA.

Para a gente da cultura o título poderia não ser o mais apetecível, "Alimentação para Séc. XXI". 
Mero engano, pois foi uma excelente tertúlia, graças à capacidade de comunicação da  nossa convidada, Ana Paula Marum, médica, que, através de uma linguagem bastante acessível, conseguiu transmitir-nos uma série de dados estatísticos (assustadores...) sobre os efeitos das alterações dos hábitos alimentares no nosso país, especialmente nas camadas mais jovens da nossa população.

Houve uma interacção  muito boa entre todos, não só pelas questões que foram levantadas pela assitência, mas também através  do preenchimento de um pequeno inquérito, que depois foi descodificado e analisado pela dra. Ana Paula, para satisfação de todos os presentes, que mais uma vez perceberam que tudo pode ser Cultura.

O óleo é de Ernesto Arrisueno.

segunda-feira, maio 20, 2013

Uma Viagem Diferente pelo Coração de Almada Velha


O Museu da Cidade, através da Ângela  da Ana e da Margarida, resolveu comemorar o Dia Internacional dos Museus, de uma forma diferente, com um passeio pela chamada Almada Velha, guiado por quem ali cresceu e viveu.

Só posso acrescentar que foi uma excelente ideia convidar alguns "sábios" almadenses, que substituíram muito bem qualquer historiador local, guiando-nos pela Rua Direita da Vila de Almada (e ruas próximas) dos anos trinta, quarenta e cinquenta, com entusiasmo e saudade.

Acabámos por ficar todos a ganhar, pois à medida que íamos avançando, ficávamos a conhecer a localização exacta de algumas lojas que já não existem, assim como o nome dos seus donos e também dos lugares onde moraram pessoas importantes de Almada, como  foi o caso dos professores Alberto de Araújo e Adelaide Coutinho.

Tudo isto graças às "memórias de elefante" de Francisco Gonçalves, Orlando Laranjeiro,  José Luís Tavares e Fernando Moura.

Fico à espera da próxima visita. E até dou uma "pista": uma "viagem" ao Caramujo, guiada por alguns antigos operários das fábricas de cortiça e e de farinha, seria pela certa, memorável.

quinta-feira, maio 17, 2012

Os 40 Anos do Centro de Arqueologia de Almada


O Centro de Arqueologia de Almada está a comemorar o seu 40º aniversario.

Ao longo das últimas quatro décadas esta Associação tem prestado um serviço extraordinário na preservação patrimonial e também no campo educativo, literário e arqueológico, especialmente nos Concelhos de Almada e Seixal. 


Foi por tudo isso que aceitei  com grande satisfação o convite para participar no "Encontro sobre o Património de Almada e Seixal", que decorrerá nos dias 19 e 20 de Maio, na Sede da Junta de Freguesia do Feijó, Almada.  

O programa promete, pois conta com a participação de vários estudiosos locais: Luís Barros (Grutas de S. Paulo: O IV e II Milénios em Almada); Maria Inês Raimundo e Vanessa Dias (Al-madan no Contexto da Ocupação Islâmica da Margem Sul); Rui Mendes (Três Sítios e Quintas Históricas entre Corroios e Amora); Vitor Manuel Reis (Pelos Caminhos do Cruzeiro de Vale de Rosal); Carlos Barradas Leal (Trafaria, a História da Formação de uma Identidade); Francisco Silva (Breve História da Costa de Caparica); Rui Caetano (Memórias da Caparica pela Pena de Bulhão Pato); Elisabete Curtinhal (Património Naval do Seixal);  Museu da Cidade de Almada (Memórias do Cinema em Almada); Elisabete Gonçalves (Educação Patrimonial em Almada - O Papel do CAA). A minha comunicação será sobre, "A Indústria Vinícola em Cacilhas nos Séculos XIX e XX". 

sexta-feira, abril 16, 2010

Abril Águas Quase Mil

Como choveu muito neste Inverno, pensava que era desta que o ditado ficava a descansar, à espera do próximo ano. Pensava...
A chuva veio com força nestes últimos dias, até trouxe uma pouco habitual "tromba de água" ao Tejo, que fez estragos por onde passou e foi notícia, como mini-tornado...
Lá voltaram as poças de água, até uma lata abandonada, ficou quase transformada em espelho de água...

sexta-feira, março 05, 2010

Livros Reciclados

De vez em quando há alguém que descobre a pólvora (já meio inerte... pudera com este tempo), e transforma em notícia algo que é encarado com normalidade pelas editoras e até algumas autarquias.

Muito sinceramente, acho que as editoras têm toda a legitimidade de destruirem os livros que editaram, desde que tenham informado os autores das obras e lhes tenham pago os respectivos direitos (o que parece que nem sempre acontece, pelas queixas que se vão ouvindo por aí...).
E o que se deve dizer da prática de algumas autarquias, que aceitam dádivas de livros, para depois deitar fora o que não lhes interessa?...
Para quem é viciado em livros, como eu, qualquer das práticas, tem muito que se lhe diga...
Talvez seja preciso criar um verdadeiro "Clube dos Amigos do Livro", para sensibilizar as editoras e autarquias, guardando estas sobras e destribuir por aí, por quem ainda gosta de ler uma boa história e nem sempre tenha dinheiro para distribuir pelas livrarias...

O óleo "Fuga" é de Isabel de Sá.

quarta-feira, maio 14, 2008

O País Cheio de Gente Vestida do Avesso...

Este título é de um conto-crónica, que escrevi e coloquei na gaveta, junto de dezenas de primos, que estão sempre a espreitar, mal ela se abre...

Vou tentar resumi-lo, sem vestir demasiado as personagens, claro...
É mais um retrato deste nosso país, cheio de gente triste, que não gosta do que faz e que, geralmente, gosta de se vingar em quem lhe aparece à frente no balcão, tornando-lhes a vida ainda um pouco mais difícil, nas filas enormes que crescem nas conservatórias, nas finanças, nos centros de saúde, nos centros de emprego, etc.
Foi por isso que o narrador ficou deliciado ao olhar a funcionária, quase invisível, que caminhava com grande leveza, quase sem tocar no chão e sem incomodar a leitura dos utentes, demasiado ocupados para repararem nela, no interior da biblioteca municipal.
O tal tipo que se arma em narrador, cada vez mais um buscador de diferenças, reparou em quase tudo: no seu cabelo apanhado, nos seus óculos, na sua roupa discreta, mas sobretudo, na maneira como ela agarrava os livros, aliás abraçava...
Era por isso, que sempre que precisava de uma informação qualquer da biblioteca, dirigia-se a ela no balcão. Sabia que a senhora era capaz de ir quase ao fim do mundo, para lhe satisfazer o pedido. E não era pelos seus lindos olhos, era apenas porque gostava de ajudar os outros...
É tão raro encontrar alguém assim, sem estar com a roupa do avesso, e com a cara ao contrário, neste país em que quase toda a gente finge ignorar o verdadeiro significado de serviço público...

O guache é de Manuel Cargaleiro, "sem título", de 1968.

sexta-feira, março 07, 2008

Só Sei Que Quase Nada Sei...

Os dias vão passando, a um ritmo cada vez mais avassalador...

Acho que não devia, mas cada vez tenho mais dúvidas, sobre quase tudo.
Até quando escrevo, consulto cada vez mais o dicionário.
Apesar de tudo, gosto da sensação de não saber tantas coisas. Porquê? Porque faz com que continue a querer aprender e a descobrir coisas novas, por muito simples que sejam.
Por exemplo, não me lembro de as grades da cerveja Sagres terem sido de madeira...