Não me parece que exista o homem novo, que a "Visão" publicita.
Há sim um país que se transformou há trinta e quatro anos, com uma revolução que mudou tudo (e ainda bem), abriu mentalidades, aproximou mais a mulher do homem. Quem nasceu em liberdade é de facto um homem novo.Mas não tem necessariamente que se depilar ou tratar das rugas. Quanto aos perfumes, sempre existiram. Nem sequer conheço pessoas que tenham prazer em cheirar mal. Lembro-me de o meu pai trazer perfumes de Espanha, antes de Abril, além dos caramelos, da laranjada e da bonbazine...
Há sim um negócio crescente de beleza, incentivado por uns gajos amaricados que têm alergia a pelos e que não gostam de rugas, que já foram "metrossexuais" e não sei o que serão amanhã...
Eu? Gosto dos meus pelos e das minhas rugas, tal como começo a gostar dos cabelos brancos que vão aparecendo. Claro que tenho a vantagem de não trabalhar num lugar onde é obrigatório usar terno e gravata, em que o cartão de crédito também tem umas despesas no "spa"...
Que bom que é sentir-me um homem "velho".