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quinta-feira, julho 30, 2020

Detesto Portas Fechadas "Apenas porque Sim"...

Continuo a não perceber o porquê do encerramento do "Museu da Música Filarmónica"  por parte do Município (não fixei a data, mas já deve ter sido há mais de um ano...), em Almada, até porque as suas instalações, novas, não voltaram a ter qualquer outra utilidade.

Isto lembra-me sempre o que fizeram na minha Cidade Natal ao "Cine-Teatro Pinheiro Chagas" (foi todo esventrado por dentro, para que não se fizesse cultura, cinema, teatro ou outra coisa, mas deixaram o mono  - a estrutura exterior - anos e anos, de pé, sem qualquer utilidade)...

Há gente com muitos complexos sobre algumas culturas, diferentes das que tanto gostam... 

Em Almada há ainda outra questão: será que o "fantasma comunista" também está por detrás da falta de apoio que é dado às bandas filarmónicas centenárias, assim como no desprezo pela sua história?

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

segunda-feira, julho 27, 2020

A Ignorância Atrevida dos Políticos


Percebe-se que os políticos (e provavelmente todos aqueles que não sentem curiosidade em aprender coisas novas...) demonstram cada vez mais ignorância sobre os vários saberes. Descobrimos isso graças à sua obsessão por microfones e câmaras de televisão. Tanto querem falar que, facilmente sai asneira...

O que eles aprendem com facilidade, são as frases feitas que colam aos discursos, sem tão pouco se importarem muito com o seu "distanciamento" da realidade local.

Onde noto mais a sua "pobreza pouco franciscana", é quando "chocam de frente" com a história dos lugares que governam. Limitam-se a debitar uma série de lugares comuns, com algumas lendas bonitas e fantasiosas à mistura, que, felizmente, graças ao trabalho de vários historiadores, têm sido afastadas da história "real".

(Fotografia de Luís Eme - Costa de Caparica)

terça-feira, junho 30, 2020

As Mentiras e as Meias-Verdades de um Presidente de Junta

O presidente da União de Juntas da Charneca de Caparica e da Sobreda teve uma intervenção na última Assembleia Municipal, em que não só deturpou a história do Movimento Associativo, como teceu uma série de mentiras e meias-verdades sobre as Colectividades e os Associativistas Almadenses. 

Nós já sabíamos que havia a ideia nas hostes socialistas de que todo o movimento associativo de Almada era comunista. Agora tivemos a confirmação, através da intervenção de um seu militante e dirigente local.

Só que todas as generalizações são perigosas. E neste caso também são ofensivas, pois pelo conhecimento que temos (que é muito maior que o do senhor Pedro Matias...), como historiador e sobretudo como dirigente, não temos dúvidas de mais de 60 % das colectividades do Concelho são dirigidas por pessoas - cujo voluntarismo e sentido ético e democrático, devem ser sempre realçados - que não têm qualquer vínculo à CDU.

Pelo que, quando ele afirma:

«Eu nasci em Almada e conheço muito bem o Movimento Associativo em Almada, melhor que o vereador António Matos, muito melhor. Todos sabemos que a última trincheira da CDU é o Movimento Associativo. Foi capturado por alguns dirigentes da CDU actualmente, que manipulam todas as colectividades e alguns sócios, numa estratégia de conseguir passar a ideia negativa, e errada, daquilo que é o investimento do Município.»

Está a falsear a realidade e a branquear a actuação do Município, que não só não apoia - ou apoia pouco -, como ainda tem pedido a restituição de apoios monetários dados pela gestão anterior a várias colectividades (por este investimento ter sido canalizado para outras áreas).

E depois dirigiu-se ao Presidente da Assembleia Municipal:

«O 25 de Abril ainda não chegou ao Movimento Associativo. As direcções das centenárias sabe onde são feitas? São feitas dentro da sede do PCP. Esta é a verdade. E todos sabem disso! Isto é público! Isto é público!»

É mais uma mentira descarada! Fui vice-presidente cultural da Incrível Almadense - a Colectividade Rainha de Almada - durante dois mandatos (entre 2011 e 2014) e tanto eu como o presidente da direcção e a maioria dos meus companheiros de direcção, não tínhamos qualquer ligação ao Partido Comunista. E a direcção foi feita por nós, sócios da Incrível, na Incrível. E o mesmo se passa com a generalidade das Colectividades do Concelho.

Antes tinha aproveitado o seu  tempo de antena para insultar a inteligência da generalidade dos almadenses, com um falso retrato de Almada:

«Senhora Presidente, Almada é uma cidade-mártir, como Berlim, como Praga. Sabe porquê? Tivemos 48 anos de fascismo, uma ditadura feroz que não nos deixava crescer e a seguir 41 anos de comunismo. 89 anos de tirania! A senhora é a primeira Presidente da Câmara que trouxe a liberdade a esta Terra.»

Almada é sem qualquer dúvida uma Cidade de Abril e uma Cidade de Liberdade (e já o era antes de 1974, no seio das suas Colectividades e continuou a ser até hoje...).

Onde ele conseguiu dizer alguma verdade (com várias mentiras pelo meio...), foi quando falou do papel do vereador António Matos durante a sua passagem de 27 anos pelos pelouros da Cultura, Desporto e Associativismo do Município. O "miserabilismo" crescente do Associativismo Almadense deve-se a vários erros, de quem pensou mais em controlar que, em libertar e ajudar a crescer, sem promover  as condições necessárias para que se fizesse a transição para os novos tempos que se avizinhavam, com apoios concretos ao seu desenvolvimento, sem se limitar a distribuir "esmolas" pelas Colectividades.

Mas uma meia-verdade, misturada com tantas mentiras ditas, é muito pouco, para quem exerce um cargo com estas responsabilidades...

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)

sábado, maio 30, 2020

O Centenário do Liberdade Futebol Clube


Foi na quarta-feira,  dia 28 de Maio de 2020, que o Liberdade Futebol Clube, um clube popular fundado na Mutela (entre Almada e a Cova da Piedade) fez 100 anos.

Esta semana foi ainda mais atípica que as outras, foi por isso que me esqueci de felicitar este clube, nesta data tão especial...

Fiquei satisfeito, por saber à posteriori, que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, visitou o Clube, que agora está transformado em centro de acolhimento dos sem abrigo do Concelho de Almada.

Também lhe "lavaram a cara" (uma operação de cosmética, rápida e merecida...) e deram-lhe uma cor nas paredes da Sede.

E o mais importante. Parabéns Liberdade!

(Fotografia de Luís Eme - Mutela)

segunda-feira, maio 25, 2020

Fernando Barão: um Amigo e um Verdadeiro Renascentista da Cultura Almadense

Partiu hoje um dos meus melhores amigos de Almada.

Não sei o que dizer... embora tenha escrito muitas coisas sobre Ele, em livros, jornais, boletins e... até aqui no "Casario".

Em 2016 comecei por aqui uma pequena série (nove textos), a que intitulei "As Gentes da Minha Terra". Não foi por acaso que ele foi o primeiro. Embora já tenham passado mais quatro anos, o texto permanece actual e foi escrito no dia que o Fernando fez 92 anos... vou republicá-lo, com pequenas alterações.

«Não poderia escolher melhor para este começo, que um grande amigo, que faz hoje a bonita idade de noventa e dois anos, com uma lucidez e alegria de viver, invejáveis.
Falo de Fernando Barão, um verdadeiro Renascentista da Cultura Almadense.
É reconhecido com todo o mérito como um dos grandes associativistas de Almada (ajudou a fundar três colectividades, Clube de Campismo do Concelho de Almada, SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada e O Farol, Associação de Cidadania de Cacilhas e ocupou o cargo máximo (presidente da Mesa da Assembleia Geral) na Sociedade Filarmónica Incrível Almadense, Ginásio Clube do Sul, Bombeiros Voluntários de Cacilhas, SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada e O Farol, Associação de Cidadania de Cacilhas. Foi provedor da Santa Casa da Misericórdia de Almada durante 12 anos.
Mas mais que os cargos, importante foi o trabalho que desenvolveu. Sempre que havia uma actividade cultural nas suas colectividades de recreio ou de desporto, tinha dedo do Fernando...
E depois temos ainda as suas capacidades pessoais, que o transformaram num excelente contador de histórias (orais e escritas... é autor de mais de uma dezena de livros sobre o Concelho de Almada, de prosa e poesia). Foi um grande apaixonado pela fotografia a preto e branco, tendo sido premiado em vários salões, nos anos cinquenta e sessenta do século passado.
Mas ele gosta de tudo o que é cultura. Adora música (foi coralista...), cinema (que pena teve de nunca ter conseguido ajudar a criar um cine-clube em Almada...), teatro (escreveu vários quadros alegres para peças carnavalescas...) e todas as outras Artes.
A par deste currículo impressionante, não podemos deixar de destacar a sua qualidade humana, que suplanta todos estes talentos, pois Fernando Barão sempre fez (e faz) do seu dia-a-dia um hino à amizade e à fraternidade.»

A Fotografia de Gena Sousa que publico com este texto é uma fotografia especial. Foi tirada no dia do lançamento do livro que fizemos em conjunto sobre Cacilhas ("Cacilhas - A Pesca, a Gastronomia e as Tradições Populares"). O Fernando dá um autógrafo na minha companhia e do meu filho, que já tem 22 anos...

domingo, maio 17, 2020

Hoje Comemora-se o Centenário do Ginásio Clube do Sul


O Ginásio Clube do Sul faz hoje a bonita idade de 100 anos, pois foi fundado no dia 17 de Maio de 1920, em Cacilhas.

Foram seus fundadores Armando "Arrôbas", Carlos Durão, Hernâni Jorge da Silva, Joaquim Miranda, José de Oliveira Gendre, Ramon Bayó, Vital Garrido Moreira, Wenceslau Francisco da Silva, entre outros (também no Ginásio, não há certezas em relação ao nome de todos os seus fundadores...).

O facto de ter nascido nas margens do Tejo foi aproveitado da melhor maneira, para se tornar num clube com uma vocação diferente das outros colectividades desportivas do Concelho, privilegiando a prática de desportos náuticos (natação, remo e vela). Mas o seu nome diz quase tudo. Ginásio é ginástica. E o Ginásio Clube do Sul desde muito cedo que teve classes de ginástica... Claro que por pressão dos associados, teve de ter também a sua equipa de futebol (modalidade que por ser o grande "sorvedouro" das verbas do clube acabou extinta em 22 de Agosto de 1967...).

Mas desde a sua fundação, que a grande marca do Ginásio Clube do Sul, foi sempre o seu ecletismo. Durante a sua já longa vida teve secções de: andebol, atletismo, basquetebol, bilhar, boxe, ciclismo, damas, ginástica, halterofilismo, judo, karaté, kick boxing, natação, pólo aquático, râguebi, remo, ténis de mesa, vela, voleibol, xadrez (e é provável que me possa ter escapado mais alguma disciplina desportiva...).

Teve também um grupo cénico, que fazia a alegria dos cacilhenses, especialmente no carnaval.

Felizmente duas das suas grandes figuras históricas,  os meus amigos Henrique Mota e Fernando Barão, depois de  terem sido atletas e dirigentes  de grande qualidade (o Henrique também foi treinador...), tornaram-se também nos historiadores do clube, pois são os autores da obra, "Ginásio Clube do Sul, 75 anos de Glória", publicada em 1995, que nos oferece o que de mais importante se passou nos primeiros 75 anos de vida do Ginásio do Sul e de Cacilhas. 

Foi também graças a eles que comecei a gostar do Ginásio...

(Fotografia de Álvaro Costa)

quarta-feira, abril 22, 2020

O (bom) Acolhimento do Liberdade


O Liberdade Futebol Clube, que fica na Mutela, comemora no próximo mês (28 de Maio) o seu primeiro centenário.

Descobri há dias que o seu pavilhão polidesportivo está a ser utilizado como espaço de acolhimento de pessoas sem abrigo do Concelho, numa parceria com o Município de Almada.

Embora esta não seja a forma sonhada pelos seus associados e dirigentes, para o Liberdade Futebol Clube comemorar os seus cem anos de vida, talvez seja a mais solidária...

(Fotografia de Luís Eme - Mutela)

terça-feira, abril 21, 2020

Brincar ao "Ontem e ao Hoje", na Mutela...

Muito graças ao sempre histórico e apelativo, blogue "Almada Virtual Museum",  de Rui Granadeiro, especialmente ao seu último texto, alusivo à Mutela e ao livro "Memórias da Minha Rua", de Cecília do Carmo Alves, resolvi pegar numa "fotografia tripla" publicada e perceber o que mudou (muito pouco diga-se de passagem...), através do meu olhar fotográfico...


A primeira fotografia exigiu um pouco mais de atenção, para descobrir a "casa do portão", por já não ter os seus pisos superiores...


As outras foram mais fáceis. A do Beco está mais próxima, devido aos carros estacionados...


Esta última fotografia está mais aberta, mas dá para ver que é o mesmo prédio (obrigado Rui!)... E tirando a cor, pouca coisa mudou na Mutela.

(Fotografias de Luís Eme - Mutela)

quinta-feira, março 05, 2020

O Dia de Aniversário da SCALA


Hoje é a data oficial da fundação da SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada, criada no ano de 1994, por 15 homens ligados à cultura e ao associativismo Almadense.

Uma boa parte deles foram (e são) bons amigos, aprendi muito com eles, sobre a história de Almada, mas também sobre a natureza humana. E não esqueço que foram eles que me abriram as portas do Associativismo, que era uma marca única da nossa Terra.

Dos que já partiram, não esqueço o Arménio Reis, o Henrique Mota e o Victor Aparício. Dos que ainda cá estão, é bom ainda puder trocar dois dedos de conversa com o Fernando Barão, o Diamantino Lourenço e o Abrantes Raposo.

Apesar da SCALA de hoje já não ser a Sociedade que fundaram, têm todos motivos de sobra para estarem orgulhosos, pelo muito que fizeram pela Cultura Almadense.

(Desenho da autoria de Any Ana, outra grande Amiga que conheci graças à SCALA e que já não está entre nós...) 

quarta-feira, fevereiro 12, 2020

A Aposta na "Destruição" Continua (de quase tudo o que mexe)...

Pior que ter a sensação de que "não se passa nada", que as pessoas que governam Almada ainda não sabem muito bem o que fazer com a Cultura e o Associativismo, quase dois anos e meio de terem chegado ao poder, é falar com alguém que "está lá dentro" e ficar a saber que ela, a andar para trás para a frente nos vários "corredores do poder", tem sensações "ainda mais sinistras".

Pois é, parece que ainda se está na fase da "destruição"... Ainda se anda a destruir tudo o que se puder, para depois então, se construir algo de novo, por cima dos cacos...

Apesar de saber que facilmente se destrói o trabalho de anos (o bom e o mau...), não sei se o "resultado final" terá alguma coisa a ver com Almada e com os verdadeiros almadenses, que nunca se envergonharam da sua "sub-urbanidade"...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)

sexta-feira, janeiro 31, 2020

A Rua Capitão Leitão e a República em Almada


A Chamada Almada Velha continua fiel a Primeira República, mantendo os mesmos nomes que ofereceu às suas ruas, praças e travessas, depois do 4 de Outubro (Almada voltou a antecipar-se, tal como tinha feito na Revolução Liberal...).

Se o Capitão Leitão (a rua principal, a antiga Rua Direita...), ainda veio do 31 de Janeiro de 1891, Elias Garcia, Henriques Nogueira, Heliodoro Salgado, Rodrigues Freitas, José Fontana, Latino Coelho, vieram com o fim da Monarquia, ocupar as principais artérias da Vila de então.

E a minha Incrível fica logo no começo da Rua Capitão Leitão.

E hoje festeja-se a primeira grande tentativa de derrubar o "antigo regime", que mesmo derrotada, foi menos tímida no Porto.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

domingo, janeiro 05, 2020

O Centenário de Henrique Mota


Este ano que agora começa, é o ano em que se comemora o centenário do nascimento de Henrique Mota, o grande historiador do desporto almadense e  um dos melhores amigos que conheci em Almada.

Foi por estas duas razões que resolvi criar um blogue sobre a sua história de vida, para que pelo menos neste ano de 2020, o Henrique possa ser recordado, pelo muito que deu a este Concelho, que adoptou como seu.

quinta-feira, janeiro 02, 2020

A Quase "Imortalidade" do Fernando...


Um dos meus melhores amigos de Almada faz hoje a bonita idade de 96 anos.

Felizmente, não se tem notado muito os anos a passarem por ele. Os únicos problemas que o acabam por limitar, são a perda de visão - que já não lhe permite fazer duas das coisas que mais gostava: ler e escrever - e a artrose nos joelhos, que lhe limita um pouco os movimentos. 

Continua com uma lucidez invejável e com a sua bonomia de sempre (tem sempre duas ou três anedotas novas "guardadas no bolso", para os amigos...). É sempre um prazer estar na sua companhia.

Às vezes sinto que ele "já não tem idade", que atingiu quase a "imortalidade". Sei que isto pode parecer estranho, mas as pessoas que conviveram com Manoel de Oliveira, devem perceber o que eu quero dizer.

Parabéns, Fernando.

(Fotografia de Luís Eme - Verdizela)

sexta-feira, dezembro 06, 2019

UHF na Academia


A banda de rock/pop mais emblemática de Almada - e uma das mais do País - vai estar na noite de sábado na Academia Almadense.

Apesar da história de que "os santos da casa não fazem milagres", com toda a certeza que os UHF terão uma boa recepção da Cidade e do Concelho a que pertencem e a quem dão música, da boa, há mais de quatro décadas...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

sábado, novembro 16, 2019

Emoção, Música e História...

O lançamento do livro, "Pais Fundadores, da Sociedade Filarmónica União Artística Piedense e do Teatro Garrett (1889 - 2019)", da autoria de António Neves Policarpo, foi um excelente momento cultural, com emoção, música (de um jovem pianista e da Banda da SFUAP) e história.

Há três intervenções que merecem um destaque especial. A de Mário Araújo, o actual presidente da Mesa da Assembleia Geral da Sociedade, que se prepara para deixar de ser dirigente da SFUAP (46 anos depois...), e disse muito do que lhe ia na alma, sem conseguir esconder a emoção. O autor, António Policarpo, que falou do muito que descobriu durante o seu trabalho de investigação, ao mesmo tempo que nos levava de viagem pelo século XIX, desde a Revolução Liberal  ao fim de século, destacando a fundação da SFUAP, sem se esquecer de focar o crescimento industrial da Cova da Piedade. Augusto Flor, o apresentador da obra, completou com grande mestria a intervenção do autor, realçando a importância histórica deste ensaio histórico, até por abrir novos caminhos para investigações futuras (a nova data da fundação da Incrível Almadense, foi um dos dados mais pertinentes, oferecidos à plateia, numerosa e atenta, que marcou presença no edifício polivalente da SFUAP).

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)

sexta-feira, novembro 15, 2019

O Livro da História da SFUAP

No dia 16 de Novembro (amanhã), às 16 horas, será apresentado no ginásio da Sociedade Piedense,  o livro, "Pais Fundadores da SFUAP e do Teatro Garrett", da autoria do escritor almadense, António Neves Policarpo.

É mais uma obra que irá enriquecer a já rica história do Concelho de Almada e das suas Colectividades ( que tanta importância tiveram, no desenvolvimento social e cultural desta nossa Outra Banda).

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)

domingo, outubro 27, 2019

Domingo Incrível


Passei a tarde de domingo no Salão de Festas da Incrível Almadense, a assistir à sessão solene da Colectividade Rainha de Almada.

A sessão teve início com a actuação da sua banda filarmónica, que mantém a qualidade de sempre.

Depois foi tempo de discursos e entrega de prendas, para depois se entregarem emblemas de prata (fui um dos contemplados...), de ouro e de diamante (pela primeira vez foram premiados os 75 anos de associado, com a entrega de três emblemas a três Incríveis históricos...).

Foi aquilo que se pode chamar, um Domingo Incrível.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quinta-feira, outubro 24, 2019

A História da Trafaria e um "Fenómeno Pouco Natural"


Nestes últimos tempos o "Casario" tem sido visitado por milhares de pessoas, graças a um texto que publiquei sobre a Trafaria, depois de ter lido "O Perfil do Marquês de Pombal de Camilo Castelo Branco.

O texto teve como título "Madrugada Negra na Trafaria" e foi publicado a 24 de Janeiro de 2008, que transcrevo integralmente:

«Na madrugada de 24 de Janeiro de 1777, Trafaria foi vitima de uma acção cobarde e miserável, de duas figuras cimeiras do poder de então, o Marquês Pombal e o intendente Pina Manique.
Tudo teve início quando o governo do Marquês resolveu fazer um recrutamento, rápido e obrigatório, para fazer frente à ameaça de invasão, espanhola, provocando a fuga de muitos jovens, que se refugiaram na Trafaria, com a protecção da povoado de pescadores, de cerca de 5000 habitantes.
A forma de castigo escolhida pelo homem que governava o país, foi queimar, pescadores e fugitivos, numa grande fogueira, como exemplo para o país.
O intendente Pina Manique foi o chefe operacional desta vingança monstruosa. Na calada da noite atravessou o Tejo, juntamente com trezentos soldados, para de seguida fazer um cerco ao aldeamento de casas de madeira, cobertas por colmo. Depois deu ordens para os soldados acenderem os archotes e começarem a incendiar as casas, que em poucos minutos, envolveram toda a área em chamas e fumo, semeando o pânico entre as gentes da Trafaria, que corriam para todos os lados, quase sem roupa no corpo, muitas transportando crianças ao colo e velhos às costas...
A chacina não foi completa porque alguns soldados, compadecidos com a aflicção dos habitantes da aldeia, transgrediram as ordens de Pina Manique e deixaram algumas clareiras abertas, para que pudessem escapar...
A povoação, essa ficou reduzida a cinzas...
Este foi um dos actos mais bárbaros da governação do Marquês de Pombal, ao qual não tem sido dado grande relevo, pelos nossos historiadores.»

Nota: Sei que tem havido alguma polémica sobre o assunto no "Facebook", que não visito nem uso, porque houve alguém que republicou o que escrevi aqui no "Casario" (algo que poderão fazer sempre que quiserem, desde que não se esqueçam de citar a "fonte"). 
Escrevi este texto porque depois de ler o livro de Camilo, fiquei impressionado sobre o que fora relatado, que desconhecia, pelo menos com todos aqueles contornos e gravidade.
Claro que admito que Camilo poderia não gostar muito do Marquês de Pombal e terá "carregado na caneta" a falar deste assunto. Mas factos são factos... Em relação ao número de habitantes (5.000), que à primeira vista poderá parecer exagerado, poderiam estar contabilizados todos os habitantes da Caparica, que envolvia o Monte de Caparica, a Costa de Caparica e a Trafaria.

(Fotografia de Luís Eme - Trafaria)

segunda-feira, outubro 21, 2019

Manuel Lima: a Excelência da Ciência para Todos


O professor Manuel Lima apresentou no sábado, em Corroios mais um livro da sua autoria ("À Descoberta dos Fósseis em Portugal"), onde volta a demonstrar a sua grande capacidade intelectual, como pedagogo, escritor e observador, sempre atento a tudo o que está relacionado com as ciências da natureza.

À qualidade literária a que Manuel Lima já nos habituou - com uma linguagem cientifica acessível a todos -, juntam-se as centenas de fotografias que ilustram a obra, também da sua autoria, que é do melhor que já se fez nesta área, no nosso país.

É uma maravilha este "À Descoberta dos Fósseis em Portugal".