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quinta-feira, fevereiro 06, 2020

A "Lindeza" dos Projectos de Papel...


O projecto da transformação da baixa lisboeta do Município, que quer afastar os carros da Baixa e Avenida da Liberdade, não só é bonito como me parece bem mais saudável (zonas de emissões reduzidas de CO2...). Só existe um problema, os transportes públicos...

Não se pode afastar milhares de carros (fala-se em 40 mil por ano...) do centro da cidade, sem a oferta adequada de transportes públicos...

Espero que esta "revolução" seja mais bem sucedida que o que foi feito em Almada há mais de uma década (com a introdução do metro de superficie), que também apostava (antes de tempo) numa "cidade sem carros".

A "montanha acabou por parir mesmo apenas um rato" (o metro...), porque mais de metade das medidas implementadas foram tendo um recuo progressivo, ao longo dos anos. 

Quem olha hoje para Almada, percebe que ela continua cheia de carros, por tudo o que é sitio, e nem acredita que há mais de uma década, o Município, além de conseguir afastar os carros, também afastou as pessoas da Cidade (só com as reclamações dos habitantes e dos comerciantes, é que o bom senso foi voltando à cidade)...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

sexta-feira, abril 17, 2015

Ver Passar os "Eléctricos"


Na minha paragem do "metro" há um grupo de homens da terceira idade que se junta por ali, sentados, a ver passar as composições do comboio (que também é eléctrico para uns tantos...).

Não sei do que falam, talvez das pessoas que entram e saem pelas portas automáticas, da outra cidade desaparecida, que tinha ali a chamada "fonte luminosa"... ou até de futebol ou mulheres, de preferência mais roliças que eles...

quarta-feira, setembro 29, 2010

Mas Vale Tarde que Nunca

Um ano e muitos meses depois do fim das obras do Metro de Superfície, o bom senso voltou a prevalecer e estão a colocar abrigos nas paragens da TST.

É bom constar que, mesmo que seja a "conta gotas", alguns erros de palmatória (como este, nunca consegui perceber porque razão os utentes dos autocarros tinham de estar nas paragens à chuva e ao vento) têm sido corrigidos...

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Há Qualquer Coisa Que me Escapa...

Não consigo entender a lógica dos horários do Metro de Superfície de Almada.

Ora passam composições separadas por menos de um minuto, ou tem de se esperar, treze, catorze minutos pela próxima.
Outro aspecto curioso, é o número de composições que circulam durante o dia, "reservadas", sem fazer qualquer paragem, obrigando sim, os carros e as pessoas a esperarem pela mudança do sinal, criando filas de carros e entupindo a praça Gil Vicente (é a que me é próxima, a que uso como exemplo, embora isto suceda em todas as rotundas onde circula o Metro...).
Ou não devemos estar em crise para os lados do "metro", ou há alguma coisa que me escapa...

quinta-feira, novembro 06, 2008

«Isto está Porreiro Pá!»

Nunca assisti em "directo" a tanta incompetência, como nas obras para o Metro de Superfície de Almada.

Á boa maneira portuguesa, dizem-me que todas as obras do Estado são assim. É possível. Mas não deixa de ser a negação do tal país que nos tentam vender, em quase todas as notícias, mais moderno, mais capaz e mais rigoroso.
São as obras do "nacional-porreirismo", onde ninguém fiscaliza ninguém e os trabalhadores a soldo das incontáveis sub-empreitadas, fazem o que todos observamos diariamente. Assentam os mosaicos sem qualquer esquadria ou nível; colocam a calçada cheia de lombas e de espaços entre pedras; abrem valas e esquecem-se sempre dos fios ou tubos de qualquer coisa; remendam as estradas e os passeios sem qualquer sentido estético, etc.
Talvez seja este o, «porreiro pá!», do primeiro-ministro.
Responsáveis? Ocorre-me imediatamente a empresa que ganhou o concurso para a realização das obras, essa mesmo, a Mota e Engil, do senhor Coelho, que deve estar cheio de cartolas lá em casa.
Entretanto fico sentado na plateia, a ver se a Autarquia, quando receber a "Nova Almada", vai fazer ou não ondas...

quarta-feira, março 05, 2008

Basta de Agressões e Falta de Respeito!

Não queria escrever mais sobre as obras do "metro", mas é impossível passar ao lado de tanta "agressão" diária aos peões almadenses.

Hoje de manhã, descobri que, pura e simplesmente, tinham eliminado a passadeira provisória onde costumo passar com o meu filho, quando o levo à escola. A única solução que nos restou foi atravessar a estrada, mesmo no meio da rotunda, com a compreensão habitual dos condutores, que até aceleram, para que fiquemos quietinhos no nosso canto.
E nem vou falar dos buracos, que têm provocado tantas quedas, especialmente nas pessoas mais idosas (algumas tem sido mortais, conheço pelo menos três casos de pessoas idosas, que depois de hospitalizadas, acabaram por falecer, devido às lesões sofridas na cabeça, devido aos vários objectos perigosos que são deixados nos carreiros, sem qualquer segurança...).
Gostava que fosse feito um estudo independente (e divulgado, claro), sobre o desleixo com que é tratada a segurança, quer dos trabalhadores, quer dos transeuntes, em Almada.
Lastimo ainda mais o silêncio do Município, que continua a afirmar-se humanista e solidário para com os almadenses, sempre que lhe dá jeito...

sexta-feira, janeiro 04, 2008

As Bicicletas Vão Continuar na Garagem


As obras e o próprio planeamento do Metro têm sido alvo de muitas criticas. Infelizmente, grande parte delas fazem todo o sentido.
Um dos aspectos que me merece um maior reparo, é a ausência de ciclovias no coração da cidade, principalmente, quando se o utiliza o Metro com "arma", para se afastarem os carros de Almada e se fazem obras em toda a pavimentação das principais artérias, alargando os passeios, de uma forma aparentemente excessiva...
Hoje - e amanhã, claro -, quem quiser sair de bicicleta de casa, em segurança, terá de continuar a usar o carro como meio de transporte, levando-a no "tejadilho", até ao Parque da Paz ou até ao Monte de Caparica, únicos locais onde existem ciclovias que permitem que os almadenses circulem em segurança.
Não é preciso ser muito inteligente para perceber que com a construção de ciclovias, promove-se o exercício físico, poupa-se energia e reduz-se a poluição na atmosfera.
Além das brechas já referidas, continuo à espera que aproveitem a larga avenida Aliança Povo-MFA (Bombeiros Voluntários de Cacilhas) para fazerem a ligação da Cova da Piedade ao Olho de Boi, através de uma ciclovia e de um caminho pedestre, assim como a via rápida, entre Almada e Costa de Caparica...
Pode ser que se lembrem da ideia, quanto mais não seja para a colocar no habitual caderno de promessas que invade as nossas caixas do correio, antes das eleições...

A fotografia é do final do século XIX, de autor desconhecido...

domingo, dezembro 30, 2007

Figuras & Figurões de 2007

No fim do ano é habitual fazerem-se "balancetes" sobre o que se passou de mais relevante nos últimos doze meses, de se escolherem figuras e acontecimentos, nacionais e internacionais.
Não há revista ou jornal, que não escolha os seus preferidos.
Alguns blogues fazem o mesmo, repetem as mesmas personagens, os mesmos acontecimentos, provando que somos um país realmente pequeno, até quando é preciso escolher alguém...
Provavelmente este "post" era escusado, mas acho que devo pelo menos escolher aqueles que considero as grandes figuras do ano e escolher também o acontecimento mais negativo, este local, porque o "Casario do Ginjal" é sobretudo um blogue regional...
Para mim, as grandes figuras nacionais são os Gato Fedorento, pelo seu humor inteligente e também pela sua coragem de ridicularizar figuras como José Sócrates, Marcelo Rebelo de Sousa ou Luís Filipe Scolari, que se julgam acima de qualquer mortal...
A máquina de propaganda e manipulação socrática, as manobras no interior na RTP de Marcelo e o falso unanimismo criado à volta de Scolari, não foram suficientes para silenciar este quarteto. Antes pelo contrário, ainda lhe deu mais motivação para fazer novos quadros, que assentaram que nem uma luva neste famoso trio, que já começa, no mínimo, a enjoar...
O acontecimento mais relevante, pela negativa claro, é a forma como as obras do Metro têm sido, quase interrompidas na Praça Gil Vicente, a artéria mais importante do centro de Almada, para onde confluem nada mais nada menos que oito vias de trânsito, tratando os moradores das redondezas como almadenses de segunda, já que outras vias, onde as obras começaram depois, já estão numa fase bastante mais avançada...
Responsáveis? O consórcio, e claro, o executivo do Município, que prometeu que até ao final do ano, a situação estava normalizada na Praça...
A imagem foi retirada da revista "Única" (Expresso), de 29 de Dezembro.

terça-feira, dezembro 11, 2007

O Buraco Já Vai em 70 Milhões


Já não é segredo, só falta apurar o resultado final...
O A-Sul informou-nos que no "buraco" financeiro do Metro Sul do Tejo, estão incluídos os atrasos provocados pelo Município de Almada, ao não disponibilizar os terrenos necessários para as obras em tempo útil...
A única dúvida que não existe em todo este processo, é que este, é mais um "buraco" a ser coberto por todos nós...

terça-feira, novembro 20, 2007

A Piscina da Gil Vicente


Com as primeiras chuvas, além da confusão natural no trânsito e da lama dos caminhos improvisados, nasceu uma piscina natural na Praça Gil Vicente, com escadinhas e tudo...
Como vêm, nem tudo é mau nas obras do Metro...

sexta-feira, novembro 16, 2007

A Desumanização no Seu Melhor

Já falei várias vezes das obras do Metro e dos incómodos que provoca aos almadenses que residem, ou têm de circular, no chamado coração da cidade.
Hoje vi uma senhora de idade a cair no chão, vitima de um obstáculo pouco natural. Os trabalhadores de colete amarelo, que estavam próximos, nem sequer esboçaram uma tentativa de ver se a mulher estava bem, foram os transeuntes que passavam, que se aproximaram e a ajudaram a levantar. Felizmente, não foi nada de muito cuidado. Houve outra senhora mais exaltada que chamou «selvagens» aos operários, que também não lhe deram qualquer resposta...
O que me irrita nisto tudo, é o facto de os pontos mais críticos (mais esburacados e com mais obstáculos, inclusive na forma de atravessar as ruas, de um lado para o outro) continuarem a ser próximos de escolas, da Secundária Cacilhas - Tejo (onde a senhora caiu), e da Básica nº 1 de Almada.
Provavelmente vai ser assim até ao fim...
Calculo que o Município não seja ouvido nem achado na forma como se têm processado as obras, mas poderia, no minímo, registar muitos dos percalços que têm acontecido e tentar minimizá-los junto da construtora.
A população agradecia...

terça-feira, novembro 13, 2007

O Novo Largo de Cacilhas


Durante o lançamento do livro, "Cacilhas, a Gastronomia, a Pesca e as Tradições Locais", falei do meu desencanto em relação ao facto de Almada viver quase de costas para o rio e do desaproveitamento do grande potencial turístico do Ginjal e do Largo de Cacilhas.
José Manuel Maia, presidente da Assembleia Municipal de Almada e Carlos Leal, presidente da Junta de Freguesia de Cacilhas, aceitaram o meu repto e disseram aos presentes que o Largo não irá ficar à espera dos outros projectos a médio e longo prazo, que terá forçosamente que sofrer alterações, quanto mais não seja, devido à chegada do Metro a Cacilhas.
E foi assim que se falou: da Fragata D. Fernando e Glória, que dentro de pouco tempo virá para a antiga doca da Parry & Son; do regresso do Farol ao Largo; da construção de uma réplica do chafariz no mesmo lugar; e do fecho do trânsito na rua Cândido dos Reis...

sexta-feira, novembro 09, 2007

A Realidade e o Humor


O "Bartoon" de hoje do "Público" é o retrato fiel deste país.
Luís Afonso fala-nos da metamorfose, em que nos anos de eleições, os políticos transformam contribuintes em eleitores...
E isto não se passa só a nível nacional, passa-se também a nível local, da Capital à Vila mais insignificante.
Almada é um grande exemplo deste "retrato" desenhado. Todos sabemos que as obras do "Metro" estão à espera do ano de eleições para serem inauguradas, com pompa e circunstância.

quinta-feira, novembro 08, 2007

A "Moral" do Motorista da TST


Todos os dias de manhã levo o meu filho à escola. Vamos a pé e somos obrigados a passar diariamente pelas obras intermináveis da praça Gil Vicente e a percorrer os habituais carreiros criados pela construtora.
Por razões compreensíveis, as passadeiras, mudam várias vezes de sitio, na mesma semana, causando sempre maior transtorno aos peões que aos automobilistas. Isto faz com que os condutores respeitem menos as passagens para as pessoas e estas também tenham uma atitude mais defensiva, só passando (mesmo nas passadeiras) quando vêm os carros a reduzir a marcha.
O facto de algumas passadeiras serem colocadas em lugares estranhos, faz com que quase todos nós, atravessemos as estradas onde se torna mais fácil (sim, há passadeiras, colocadas em lugares, que são verdadeiros obstáculos, principalmente para quem anda com mais dificuldade, sem falar de cadeiras de rodas ou carros de bebé...).
Estava num desses lugares, sem as riscas, mas com mais segurança para se atravessar, parado, com o meu filho distraído a olhar para as máquinas e a mexer-se, o que fez com que um condutor da TST começasse a mandar vir, como se o meu filho fosse atravessar à sua frente, embora não tivesse parado o autocarro... limitou-se apenas a refilar. Uma senhora a nosso lado abanou a cabeça e disse: «o mundo está mesmo perdido».
Depois do almoço, estava numa outra passadeira, quando descubro o mesmo sujeito a conduzir o autocarro, desta vez a fingir que não via ninguém e a tentar continuar a marcha. Claro que, como sou um gajo lixado, meti-me à frente do autocarro e obriguei-o a parar. Ele ofereceu-me o seu melhor olhar de "amigo". Claro que lhe lembrei que estava a atravessar numa passadeira e que ele tinha de parar, apenas com gestos...
Notei qualquer coisa nos seus olhos, quase a faiscar, sorri, abanei a cabeça e segui o meu caminho. Provavelmente o senhor motorista não se devia lembrar da cena de manhã...
Infelizmente esta é a moral da generalidade das pessoas que conduzem nas nossas estradas. E é por essa razão que acontecem tantos atropelamentos, mesmo nas passadeiras...

terça-feira, outubro 16, 2007

Balbúrbia na Gil Vicente


Há dias em que é impossível circular na Praça Gil Vicente, no começo da manhã.
As obras deram um salto da Avenida 25 de Abril para a Avenida Afonso Henriques, ficando tudo igual na Praça...
A primeira ideia que me ocorre, é que, à boa maneira portuguesa, o que dá mais trabalho fica para o fim, mesmo que isso cause grandes transtornos a todas as pessoas que têm de se deslocar diariamente para este local, por existirem duas escolas na sua proximidade e também por ser uma rotunda onde se "desembocam" sete vias...
É por estas e por outras, que começo a ter saudades da inesquecível Fonte Luminosa...

domingo, setembro 30, 2007

As Obras de Santa Engrácia em Almada


As frases mais comuns que se escutam na rua, entre grades, nos caminhos estreitos de areia e pedra, amaldiçoam as obras e os autarcas de Almada. Há quem vá mais longe e prometa não votar na senhora dona Maria Emilia nas próximas eleições...
Claro que a maior parte destes desabafos passam com o tempo, principalmente se a questão do Metro estiver resolvida, uns meses antes das eleições...
Mas é irritante esta falta de respeito pelas pessoas.
O pior, é que eu sei, que não há nada a fazer, porque os construtores regem-se pela "lei do lucro" e não pela comodidade dos cidadãos almadenses.
É por isso que a cidade está toda virada do avesso e as prometidas obras feitas por etapas, não passaram de mais uma, entre as muitas promessas da lista, que ficam por cumprir...

terça-feira, setembro 18, 2007

A Semana da Mobilidade em Almada


Eu sei que a hipocrísia não tem limites na política, mas não posso deixar de referir o meu descontentamento por o nosso Município utilizar todos os anos a "Semana Europeia da Mobilidade", para fingir que caminhamos para o modelo ideal de cidade.
Como eu gostava que houvesse "Melhores Ruas Para Todos"!
Mas o mais caricato é o dia "Hoje Vou de Bicicleta" (dia 19), em que existe inclusive a operação "trrim-Trrim", uma iniciativa para que os trabalhadores municipais vão de para o trabalho de bicicleta...
Espero estar errado, mas penso que não está projectada (pelo menos nunca reparei...) qualquer ciclovia nas avenidas principais de Almada, com toda esta transformação no trânsito com o advento do Metro. E era fundamental, para a tal construção de "melhores ruas para todos", que existisse uma ligação entre o centro da cidade e o Parque da Paz para quem gosta de andar de bicicleta.
Mas se nem entre Cacilhas (via Cova da Piedade) e o Parque da Paz existe qualquer ciclovia, aproveitando a largueza da Avenida Aliança Povo-MFA, estamos conversados...
Ficamos à espera dos planos da Almada Nascente, lá para 2020, 2030...

sexta-feira, agosto 10, 2007

As Obras Impessoais...


Desde que começaram as obras do Metro em Almada já houve vários atropelamentos na cidade, alguns dos quais mortais.
Nos últimos tempos descobri que os peões (especialmente as pessoas com mais idade...), circulam na cidade a medo e andam completamente desnorteados, graças à sinalização deficiente e às mudanças quase diárias de localização das passadeiras.
É por isso que alguns peões mais desprevenidos atravessam as ruas em qualquer lado, o que obriga a atenção redobrada dos condutores.
Não têm existido mas acidentes porque o condicionamento do trânsito têm provocado uma condução mais calma e cuidada.
Será que alguém ligado à construção deste empreendimento já se preocupou com esta situação? Será que sabem que Almada é uma cidade com uma população envelhecida?
E em relação aos deficientes, há tanto a dizer...
É quase impossível a sua circulação no meio de tantas barreiras, tantos altos e baixos, tantos buracos, aqui e ali...
Há uma invisual que mora próximo da minha rua, que vive uma aventura diferente, quase todos os dias, até chegar à paragem do autocarro, também ela em permanente mudança. O que lhe vale são as mãos amigas que a auxiliam e as vozes que a vão informando da presença de obstáculos.
O mais curioso, é que tirei a maior parte destas ilacções ao volante...

quarta-feira, julho 11, 2007

Orgulho, Dinheiro e Demagogia

O último boletim municipal dá vivas ao orgulho da nossa presidente, por estar à frente da Autarquia com melhor liquidez financeira, entre os 308 Municipios portugueses.
Embora não seja pessimisma, estou longe de me sentir orgulhoso com este feito, porque tudo aquilo que observo à minha volta, dá-me a imagem de uma cidade sem rumo e cada vez mais triste e empobrecida.
Gosto muito do Tejo, não sou um homem parado à beira do rio.
Conheço outras cidades que têm crescido a olhos vistos e onde as pessoas vivem melhor, apesar do cenário nacional de crise. Parece que têm dividas, mas isso não tem sido um obstáculo para a melhoria das suas condições de vida.
É por isso que pergunto, de que vale ter dinheiro em caixa, se a cidade parece estar cada vez mais próxima do abismo?
Há várias pessoas a mudarem de cidade porque o emprego quase que já não existe.
É raro o dia em que não fecha mais uma casa comercial no Concelho.
As ruas estão sujas e esburacadas, mesmo as mais afastadas das zonas de obras.
Há demasiadas casas abandonadas, nas zonas mais antigas da cidade. Em Almada, Cacilhas e Cova da Piedade, existem dezenas de exemplos de casas quase a ruirem, sem que se faça alguma coisa...
Vivo há vinte anos em Almada e digo sem qualquer problema, que a cidade está cada vez mais feia e triste.
E o Metro - apesar de todas as esperanças que se escondem atrás das suas carruagens -, infelizmente, está longe de ser a solução milagrosa para os muitos problemas que se têm avolumado ao longo dos últimos seis, sete anos na cidade...
O estado actual da cidade de Almada, é a melhor prova de que o dinheiro, por si só, não vale nada.

quarta-feira, maio 30, 2007

Esgoto a Céu Aberto


Quem passa diariamente pela Praça Gil Vicente, já se apercebeu que num dos muitos buracos realizados a propósito das obras do Metro, encontram-se águas residuais a céu aberto, vertidas por uma manilha em mau estado.
Isto já tinha acontecido na semana passada, mas como tinha chovido e não existia um cheiro tão intenso (além de ter desaparecido ao fim de alguns dias), não foi motivo de grandes reparos.
No fim de semana a vala voltou a ficar transformada num pequeno ribeiro de esgotos, só que, com um cheiro muito mais intenso e desagradável.
Hoje é quarta-feira e as águas sujas dos esgotos, continuam ali, para que todos aqueles que vêm ou vão para a Avenida 25 de Abril, possam ver o cuidado que existe com a higiene pública na nossa cidade.
Como se não bastassem os contentores do lixo, sempre apinhados e com lixo de fora, em quase todas as artérias de Cacilhas, temos também mais este bom exemplo de "saúde pública".
Não consigo fazer qualquer ligação entre as obras, que têm de se realizar, e este desleixo do Município, já que ao fim de quatro dias, não foi tomada nenhuma medida para estancar ou "secar" este ribeiro pouco natural, numa zona nobre da Cidade.

NOTA: Só publiquei a notícia hoje porque achei por bem dar o benefício da dúvida à Autarquia e tempo para resolverem o problema. Espero que os leitores de blogues do Município não estejam de greve e passem esta mensagem aos Vereadores do Urbanismo, Ambiente e Saneamento, a bem da qualidade de vida de todos nós.