sexta-feira, fevereiro 14, 2020

O Município de Almada Preocupa-se "Muito" com o Património Alheio mas Esquece-se de "Arrumar a Casa"...

Faz-me muita confusão que o Município esteja tão "preocupado" com as instalações das Colectividades Centenárias da Cidade (Incrível e Academia Almadense), que quer tornar "Património Municipal", embora estas tenham sido construídas pelos seus associados - no caso da Incrível, tanto o Salão de Festas como o seu Cine-Teatro, foram construídos sem qualquer apoio autárquico -, e olhe para o lado, em relação às suas próprias instalações.

O Museu da Música Filarmónica foi fechado, sem qualquer justificação válida (deve ter sido alguma "birra ou "trauma de infância"...) e assim continua, à espera de alguma "ideia luminosa". Já que esta vereação é tão moderna, podiam mudar o seu nome e transformá-lo numa "Sala de Rock", apagando assim mais uma réstea do passado almadense.


O edifício da antiga EDP, adquirido pelo Município, durante a governação da CDU, continua abandonado (cada vez mais degradado...). Falava-se de tanta coisa, até de uma futura Loja do Cidadão, falava-se... 

Pois é, tantas preocupações com o património alheio, e com o que é, de facto, do Município, é o que se vê...

Se estivéssemos em Itália, uma das frases repetida mais vezes, seria, "Porca Miséria!".

(Fotografias de Luís Eme - Almada)

quarta-feira, fevereiro 12, 2020

A Aposta na "Destruição" Continua (de quase tudo o que mexe)...

Pior que ter a sensação de que "não se passa nada", que as pessoas que governam Almada ainda não sabem muito bem o que fazer com a Cultura e o Associativismo, quase dois anos e meio de terem chegado ao poder, é falar com alguém que "está lá dentro" e ficar a saber que ela, a andar para trás para a frente nos vários "corredores do poder", tem sensações "ainda mais sinistras".

Pois é, parece que ainda se está na fase da "destruição"... Ainda se anda a destruir tudo o que se puder, para depois então, se construir algo de novo, por cima dos cacos...

Apesar de saber que facilmente se destrói o trabalho de anos (o bom e o mau...), não sei se o "resultado final" terá alguma coisa a ver com Almada e com os verdadeiros almadenses, que nunca se envergonharam da sua "sub-urbanidade"...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)

quinta-feira, fevereiro 06, 2020

A "Lindeza" dos Projectos de Papel...


O projecto da transformação da baixa lisboeta do Município, que quer afastar os carros da Baixa e Avenida da Liberdade, não só é bonito como me parece bem mais saudável (zonas de emissões reduzidas de CO2...). Só existe um problema, os transportes públicos...

Não se pode afastar milhares de carros (fala-se em 40 mil por ano...) do centro da cidade, sem a oferta adequada de transportes públicos...

Espero que esta "revolução" seja mais bem sucedida que o que foi feito em Almada há mais de uma década (com a introdução do metro de superficie), que também apostava (antes de tempo) numa "cidade sem carros".

A "montanha acabou por parir mesmo apenas um rato" (o metro...), porque mais de metade das medidas implementadas foram tendo um recuo progressivo, ao longo dos anos. 

Quem olha hoje para Almada, percebe que ela continua cheia de carros, por tudo o que é sitio, e nem acredita que há mais de uma década, o Município, além de conseguir afastar os carros, também afastou as pessoas da Cidade (só com as reclamações dos habitantes e dos comerciantes, é que o bom senso foi voltando à cidade)...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

domingo, fevereiro 02, 2020

A Última Aquisição...

Eis a última aquisição da "galeria" a céu aberto do Ginjal...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

sexta-feira, janeiro 31, 2020

A Rua Capitão Leitão e a República em Almada


A Chamada Almada Velha continua fiel a Primeira República, mantendo os mesmos nomes que ofereceu às suas ruas, praças e travessas, depois do 4 de Outubro (Almada voltou a antecipar-se, tal como tinha feito na Revolução Liberal...).

Se o Capitão Leitão (a rua principal, a antiga Rua Direita...), ainda veio do 31 de Janeiro de 1891, Elias Garcia, Henriques Nogueira, Heliodoro Salgado, Rodrigues Freitas, José Fontana, Latino Coelho, vieram com o fim da Monarquia, ocupar as principais artérias da Vila de então.

E a minha Incrível fica logo no começo da Rua Capitão Leitão.

E hoje festeja-se a primeira grande tentativa de derrubar o "antigo regime", que mesmo derrotada, foi menos tímida no Porto.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

terça-feira, janeiro 28, 2020

A Vida Real é Outra Coisa...

Há uns dias estive numa reunião e passado algum tempo verifiquei que algumas pessoas estavam mais preocupadas com o que se passava, dizia e comentava, no "facebook", que com a vida real.

Quase de uma forma automática insurgi-me contra esta "forma de pensar", que, infelizmente, não deve estar distante da "forma de viver".

Fiquei a pensar que devia ser bom para a "saúde mental" destas pessoas se passassem um pouco de menos tempo nesta rede social e  apanhassem mais ar, dando uma ou duas voltas pelas ruas da cidade...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

terça-feira, janeiro 21, 2020

Os 90 Anos do Chico


Francisco Gonçalves, um dos melhores actores amadores de Almada e da nossa Incrível Almadense, festeja hoje o seu nonagésimo aniversário.

Para nós, mais chegados ele é o Chico, mas o mais importante de tudo, é ele ser das melhores pessoas que conheço.

Apesar de ter entrado no clube restrito dos "noventa", continua a conservar no olhar, uma limpidez rara, que não só afasta todas as "nuvens" que nos cercam, como é capaz de descobrir o melhor que existe dentro de cada um de nós.

sábado, janeiro 18, 2020

Só Podia ser uma Coisa Assim...


Como passei ali mesmo ao lado, resolvi dar um pulito ao Cristo-Rei e ver as vistas.

Não fiquei muito surpreso ao descobrir o "destino" dado ao barracão construído nas traseiras do monumento, que me fez fazer um comentário por aqui, graças ao péssimo gosto estético, da pessoa, ou pessoas, que terão tido a infeliz ideia.

Mas outros valores se levantam e nada melhor para o negócio, que uma loja central, à vista de todos os que olham para a figura quase gigante do Cristo-Rei, mesmo quando ele está de costas...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quarta-feira, janeiro 15, 2020

A Quase Ausência de Informação...


Já escrevi aqui sobre a distribuição da "Agenda Cultural de Almada", que raramente chega às bancas no começo do mês. Ou seja, há sempre uma série de iniciativas que passam ao lado dos almadenses, às vezes estamos a chegar ao dia 10 e ainda não existe qualquer sinal da "agenda"...

Mas pior que isso é a ausência de informação sobre inaugurações de exposições ou lançamentos de livros, em várias Casa da Cultura de Almada.

É curioso, porque quando se usava papel, chegava a receber convites em duplicado pelo correio. Agora que existem os e-mails, praticamente sem custos, não recebo notícias. 

Um dos casos mais estranhos é o da Oficina de Cultura de Almada, mas já nem sequer me incomodo com o assunto. Quando passo por lá, se descobrir alguma exposição, entro e aprecio (de vez enquanto publicito por aqui...), mas não deixo de lamentar este "deixa andar", esta quase vontade de "não informar"...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

domingo, janeiro 05, 2020

O Centenário de Henrique Mota


Este ano que agora começa, é o ano em que se comemora o centenário do nascimento de Henrique Mota, o grande historiador do desporto almadense e  um dos melhores amigos que conheci em Almada.

Foi por estas duas razões que resolvi criar um blogue sobre a sua história de vida, para que pelo menos neste ano de 2020, o Henrique possa ser recordado, pelo muito que deu a este Concelho, que adoptou como seu.

quinta-feira, janeiro 02, 2020

A Quase "Imortalidade" do Fernando...


Um dos meus melhores amigos de Almada faz hoje a bonita idade de 96 anos.

Felizmente, não se tem notado muito os anos a passarem por ele. Os únicos problemas que o acabam por limitar, são a perda de visão - que já não lhe permite fazer duas das coisas que mais gostava: ler e escrever - e a artrose nos joelhos, que lhe limita um pouco os movimentos. 

Continua com uma lucidez invejável e com a sua bonomia de sempre (tem sempre duas ou três anedotas novas "guardadas no bolso", para os amigos...). É sempre um prazer estar na sua companhia.

Às vezes sinto que ele "já não tem idade", que atingiu quase a "imortalidade". Sei que isto pode parecer estranho, mas as pessoas que conviveram com Manoel de Oliveira, devem perceber o que eu quero dizer.

Parabéns, Fernando.

(Fotografia de Luís Eme - Verdizela)