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sexta-feira, fevereiro 14, 2020

O Município de Almada Preocupa-se "Muito" com o Património Alheio mas Esquece-se de "Arrumar a Casa"...

Faz-me muita confusão que o Município esteja tão "preocupado" com as instalações das Colectividades Centenárias da Cidade (Incrível e Academia Almadense), que quer tornar "Património Municipal", embora estas tenham sido construídas pelos seus associados - no caso da Incrível, tanto o Salão de Festas como o seu Cine-Teatro, foram construídos sem qualquer apoio autárquico -, e olhe para o lado, em relação às suas próprias instalações.

O Museu da Música Filarmónica foi fechado, sem qualquer justificação válida (deve ter sido alguma "birra ou "trauma de infância"...) e assim continua, à espera de alguma "ideia luminosa". Já que esta vereação é tão moderna, podiam mudar o seu nome e transformá-lo numa "Sala de Rock", apagando assim mais uma réstea do passado almadense.


O edifício da antiga EDP, adquirido pelo Município, durante a governação da CDU, continua abandonado (cada vez mais degradado...). Falava-se de tanta coisa, até de uma futura Loja do Cidadão, falava-se... 

Pois é, tantas preocupações com o património alheio, e com o que é, de facto, do Município, é o que se vê...

Se estivéssemos em Itália, uma das frases repetida mais vezes, seria, "Porca Miséria!".

(Fotografias de Luís Eme - Almada)

quarta-feira, novembro 13, 2019

A Falta de Proximidade entre os Eleitos e a População...

Uma das coisas que mais se tem degradado  no Concelho de Almada, nos últimos anos, é a falta de proximidade entre o Poder Local e as Pessoas.

Esta "revolução silenciosa" começou com a unificação das Juntas de Freguesia (uma das muitas heranças que ficaram do PSD...), que eram um elo de ligação bastante importante nas localidades urbanas, pela atenção que se dava a quase tudo, até às coisas simples, tão importantes no nosso dia a dia. 

Por exemplo, Cacilhas, Almada, Pragal e Cova da Piedade eram quatro e agora são apenas uma...

As coisas também não melhoraram com a mudança de governação, após as eleições autárquicas. O PS (pelo menos o de Almada...) é mais cosmopolita, parece não perceber que as cidades englobam pequenas aldeias dentro de si (ou finge, porque é mais cómodo...), preocupando-se mais com o geral com o particular...

Mas penso que a culpa maior destas "mudanças" continua a ser dos autarcas eleitos, especialmente os que fazem parte das Juntas de Freguesia, que por falta de sensibilidade, por comodismo, entre outras coisas, nunca esbateram as diferenças  (sempre foi mais fácil governar sentado no gabinete...) e foram esquecendo a importância que têm coisas tão simples - que ultrapassam o "bom dia" e boa tarde", que também se usava com mais frequência...- , como são o património vandalizado, as áreas verdes abandonadas ou o lixo nas ruas. Deviam saber, por experiência própria, que o vandalismo, o abandono e o lixo, chama sempre mais vandalismo, mais abandono e mais lixo...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

domingo, outubro 13, 2019

Música no Jardim do Castelo


Ontem à tarde a banda da Academia Almadense deu música aos almadenses, no coreto do Jardim do Castelo, na Almada Velha.

Hoje de manhã foi a vez dos músicos da banda da Incrível Almadense, actuarem, naquele local histórico.

E no próximo fim de semana será a vez das bandas filarmónicas da Musical Trafariense e da SFUA Piedense, animarem o Jardim do Castelo.

É uma pena a pouca divulgação destes eventos junto da população...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quarta-feira, outubro 09, 2019

A "Lavandaria do Idoso" Está Fechada há Dois Anos


Não consigo perceber porque razão a "Lavandaria do Idoso" está fechada há dois anos. A minha primeira preocupação não vai para as instalações fechadas e para as máquinas  sem qualquer uso, vai sim para os seus utentes, gente com alguma idade, carenciada e com problemas de mobilidade, que se viu privada de um serviço, que era um grande apoio para as suas vidas.

Sei que esta lavandaria nasceu no seio da Câmara em 1993, através do pelouro da Acção Social e que era gerida pela ACAI (Associação Concelhia de Apoio ao Idoso). Embora não tenha em meu poder todos os dados, informaram-me que é mais uma vitima dos "cortes cegos" que o Município Socialista fez no movimento associativo almadense...

Recupero as palavras de uma reportagem do "Diário de Notícias" de Abril de 2010, em que exemplifica o papel da ACAI junto da população: «Em Almada a Associação Concelhia de Apoio ao Idoso (ACAI) lava, seca e passa a ferro milhares de quilos de roupa de cerca de um milhar de idosos carenciados. "O grosso das pessoas que nos aparecem aqui são carenciadas, têm dificuldade em pagar e por isso mesmo, pagam consoante as suas reformas", explicou Amável André, membro da ACAI.»

Até posso acreditar que o seu encerramento se tenha ficado a dever à questões que envolviam a sua gestão. O que já não aceito é que ninguém se tenha preocupado em reabri-la, num curto espaço de tempo.

É uma vergonha terem passado dois anos e ninguém, de direito, se ter preocupado com o serviço que deixou de ser prestado aos seus utentes (e com as máquinas, que estão sem funcionar, e com toda a certeza sem qualquer tipo de manutenção...). Ou seja, deixou-se de prestar um serviço à população, ao mesmo tempo que se está a "deitar fora" um investimento feito com o dinheiro de todos nós.

É uma situação demasiado triste e absurda, para que faça mais comentários.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quarta-feira, julho 03, 2019

A Solução do Costume...

Hoje passei por Cacilhas e descobri que a escultura de Jorge Pé-Curto, que homenageia Cacilhas, as crianças e as tradições (Burricadas), estava vedada.

Como de costume, a solução para os problemas em Almada são placas de aviso (o Ginjal está cheio delas, embora muitas já estejam quase ilegíveis...) ou vedações a proibir a passagem das pessoas (que normalmente não são cumpridas, com a da escadas que vão dar ao parque de estacionamento do Morro de Cacilhas, com já mais de um ano...).

As obras de recuperação ou de melhoramentos, essas, normalmente são inexistentes...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, maio 31, 2019

O Cristo-Rei está de Costas, Mas...


Não sei para que serve o "mono" que estão a acabar de construir, quase rente ao Cristo-Rei.

Sei sim que é de um mau gosto incrível, construir um "barracão" (para qualquer negócio...) tão próximo do Monumento.

Eu sei que o Cristo-Rei está de costas, mas mesmo assim, não deve achar nenhuma piada ao que por ali estão a fazer...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, maio 22, 2019

Tudo Igual, quase Três anos Depois...


Escrevi pela primeira vez sobre este atentado ao património cacilhense em Agosto de 2016.

Voltei a escrever sobre o assunto em Dezembro de 2016.

Mas a 22 de Maio de 2019, está tudo na mesma, como a lesma... Talvez os turistas até pensem que aquelas pinturas fazem parte da escultura...

É uma falta de respeito, de quem de direito, ao autor da obra e a todos os cacilhenses.

Talvez estejam à espera das próximas eleições autárquicas, ou então acham que assim o monumento fica mais giro...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, maio 09, 2019

A Incrível Almadense na SIC Notícias


Há dois dias a SIC Notícias transmitiu uma pequena notícia sobre a questão das rendas da sede social da Incrível Almadense, focando o seu aumento (100 vezes o valor antigo...). Ouviu a Incrível, o proprietário e também o Município de Almada.

O mais curioso da reportagem acaba por ser a resposta do Município, que afirmou não poder ajudar a Incrível (nem ter interesse...), por que se tratava de um edifício privado e apenas de serviços. De seguida acrescentou que as salas de espectáculos da Incrível serão classificadas como imóveis de interesse público, pela sua dimensão histórica.

A ajuda que a Incrível pediu ao Município em relação à sede social foi o levantamento das plantas do Cine-Incrível, por que também existe  um litígio com o senhorio sobre as áreas do edifício, pois há alguns espaços da Incrível que ele acha que são seus.

É no mínimo estranho que o Município não tenha verbas para ajudar a transformar o Salão de Festas da Incrível (aqui sim, houve um pedido de apoio monetário...) numa sala com condições para ser alugada, para qualquer tipo de espectáculo, mas que afirme que este será classificado como imóvel de interesse público.

O que a Incrível quer, é que um espaço que é seu, possa gerar receitas para ajudar a gerir o dia a dia da Colectividade, seja ele, ou não, de interesse público (que já o é, para todos os Incríveis, sem precisar de qualquer intervenção estatal...).

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, janeiro 21, 2019

Atentado ao Património Cultural Almadense

A Incrível Almadense, está mesmo em risco de ter de sair do prédio onde está instalada a sua sede social, porque os senhorios pedem uma renda de um valor absurdo (850 euros), para um simples andar, num prédio com mais de 120 anos.

O mais curioso de toda a história, é que a Incrível está ali há 118 anos. E o senhorio não gastou um tostão nas várias obras necessárias,  para que o edifício permanecesse habitável (foram milhares e milhares de euros pagos pela Incrível...), pelo menos nos últimos 70 anos.

Poderão fazer uma leitura mais completa no Largo da Memória, onde também escrevi sobre este atentado ao Património Cultural Almadense.

Espero que Almada não fique em silêncio, que as suas forças vivas tomem uma posição, não esqueçam a história e os valores culturais e associativos, que a Incrível Almadense defende há já mais de 170 anos.

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, janeiro 12, 2019

"Almada e o Tejo: Património (s)"

Foi  inaugurada hoje a exposição "Almada e o Tejo: Património (s)", na Oficina de Cultura de Almada, organizada pela Associação Amigos da Cidade de Almada, que se prepara para comemorar o seu 24.º aniversário.

Uma das grandes atracções da exposição são as 26 embarcações em miniatura (com muitos cacilheiros, de várias épocas...), recriadas por Luís Serra,  um grande artesão almadense e meu companheiro da "Tertúlia do Bacalhau com Grão".

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, março 11, 2017

A Arte de Rua é Outra Coisa...


O património de Almada continua a ser vítima de gente sem classificação possível, que com toda a certeza envergonha todos aqueles que se dedicam à Arte de Rua, tão em voga nos nossos dias.

Esta fotografia tirada hoje de manhã à Fonte da Pipa, um dos Monumentos históricos da Cidade de Almada, situado à beira do Tejo, diz tudo da selvajaria perpetuada por meia dúzia de cobardes, incapazes de respeitar o bem público, aquilo que pertence a todos nós...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, outubro 07, 2016

Miradouros da Outra Banda (1)

Uma das melhores riquezas turísticas da Outra Banda são os seus miradouros.

Almada Velha (o Centro Histórico...) nasceu protegida pelas arribas que descem até ao Tejo. Estas condições naturais ajudaram a que surgissem vários miradouros, que depois de serem retocados pela mão humana, são um dos melhores cartões de visita de Almada.

Este é apenas um deles, o miradouro do Seminário de Almada, que dá razão a todos aqueles que acham que é na Outra Banda que se encontram os melhores "olhares" sobre Lisboa e sobre o Tejo...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, maio 27, 2016

Natália Pinto Levou-nos de Viagem por Almada, pela sua Arte e Património

No serão de quarta-feira realizou-se mais uma palestra na sede da Imargem (da "Arte em Festa"), com a professora Natália Pinto, que nos guiou pelo Concelho de Almada, prendendo-nos o olhar na Arte e Património de um concelho milenar.

Foi uma sessão muito viva, foram levantadas muitas questões pertinentes sobre a Cidade, sobre a sua organização, sobre a quase ausência de qualquer planificação (pelo menos visível...), que consiga combater  os notórios desequilíbrios urbanísticos, que nos fizeram dizer, quase em coro - com pena -, que as ruas de Almada são muito feiotas... onde além de muitos prédios de gosto duvidoso, há muitas casas em ruínas e "mamarachos" para dar e vender...

Viajámos por quase todas as freguesias. Não compreendemos a aposta  quase nula  de localidades como a Costa de Caparica, com praticamente todas as suas potencialidades ignoradas, ano após ano... ou a ausência de uma rede efectiva de museus e locais de interesse patrimonial, ou ainda a distribuição de roteiros históricos informativos pelos turistas...

Quando vinha para casa pensei nas muitas coisas que descobrimos (somos tão distraídos...) quando se conversa e se trocam pontos de vista de uma forma positiva.

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, novembro 27, 2015

Almada Homenageia o Cante


Amanhã Almada festeja o 1º aniversário do Cante Alentejano, Património da Humanidade, com um colóquio (com vários painéis) e um espectáculo desta música tradicional alentejana, ao cair da noite.

Esta homenagem decorre na Academia Almadense e tem o dedo do meu amigo Eduardo.

quinta-feira, janeiro 08, 2015

As "Actas 2 º Encontro Sobre Património de Almada e Seixal"


No próximo sábado, dia 10 de janeiro, às 15 horas, vão ser apresentadas as "Actas 2º Encontro Sobre Património de Almada e Seixal", uma edição do Centro de Arqueologia de Almada, promotor da iniciativa, no auditório do Museu da Cidade de Almada, na Cova da Piedade.

Participei nesta iniciativa com uma comunicação sobre "As Bibliotecas Populares e o Desenvolvimento Cultural em Almada", transformada em ensaio para esta obra.

segunda-feira, setembro 29, 2014

Os Sons de Almada Velha


Começou no dia 27 de Setembro e vai prolongar-se até ao dia 26 de Outubro, a 5ª edição de "Os Sons de Almada Velha , Música nas Igrejas".

Quero assistir a pelo menos um concerto, dos seis que visitam as igrejas de Almada Velha e também a de Cacilhas.

Um dos que gostava de assistir realiza-se no dia 11 de Outubro, um dia em que já tenho pelo menos duas coisas para fazer. 

Reconheço que último concerto (26 de Outubro) é dos mais atractivos, "Labirinto da Guitarra", com Pedro Caldeira Cabral.

sábado, agosto 30, 2014

O Papel de Alexandre M. Flores na História de Almada


O historiador Alexandre M. Flores, responsável pelo Arquivo Histórico de Almada, reformou-se este mês.

É sem qualquer dúvida o autor que tem tido um papel mais relevante no campo da história local, nos últimos anos.



















É pois com alguma inquietação que se pergunta nos meios literários almadenses: «e agora? Quem ficará com esta responsabilidade, de arquivista municipal da história?»

Além da sua extensa obra de autor, há ainda duas publicações da Câmara Municipal de Almada, que têm a sua coordenação: "Anais de Almada, Revista Cultural" e de "Almada na História". Qualquer delas, de grande importância para o estudo de Almada.

Será que com a sua saída dos quadros da autarquia, estas obras terão a breve trecho a morte anunciada?

sábado, maio 24, 2014

A Vida Entre Marés


O professor Manuel Lima é uma das pessoas que mais contribuído para a preservação e divulgação do património ambiental dos concelhos de Almada e Seixal.

Felizmente os seus trabalhos, além da projecção multimédia, também têm sido publicados na forma de livro, profusamente ilustrados, pois Manuel Lima também é um excelente fotógrafo.

"A Vida Entre Marés, do Estuário do Tejo à Costa Atlântica", é mais um bom exemplo da divulgação e defesa do património biológico e ecológico e será projectado hoje, em Almada, no Espaço Doces da Mimi (rua da Liberdade, nº 20 A), numa organização da SCALA, a partir das 16 horas.

terça-feira, outubro 08, 2013

Uma Outra Lisboa


Apesar da crise, Lisboa está diferente, para melhor. Pelo menos a parte histórica e mais agradável, próxima do Tejo.

Lisboa é hoje  uma cidade mais aberta e com mais pontos de interesse, especialmente para quem vem de fora.

Era bom que este exemplo fosse seguido de Norte a Sul, que se apostasse mais a sério no turismo como uma mais valia económica, criando novos empregos, ao mesmo tempo que se pintava o país com cores mais alegres.

O óleo é de Ricardo Paula.

sexta-feira, junho 28, 2013

Centro de Interpretação de Almada Velha


Amanhã, às 11 horas, é inaugurado o Centro de Interpretação de Almada Velha, na Antiga Ermida do Espírito Santo, que foi tantas coisas durante o século XX...

O nome pela qual é mais conhecida, é nada mais nada menos que, "Salão das Carochas". Não sei a origem deste nome, sei sim que foi palco de cultura, sede de mais que uma colectividades. Dançou-se, fez-se teatro, fez-se desporto, discutiu-se, e sei lá que mais...

Agora vai ser o Centro de Interpretação de Almada Velha, uma coisa mesmo virada para o século XXI.

Não sei se este é o seu melhor uso, sei apenas que se trata de um lugar que sempre o conheci fechado, pelo que a sua abertura, enquanto espaço de conhecimento e de cultura, tem de ser entendido sempre como uma mais valia para Almada.

Estarei lá, na sua inauguração.