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sábado, abril 25, 2020

"Os Cravos de Abril"

E se nascessem cravos nas encostas do Ginjal (não seria nenhum "fenómeno do entroncamento", bastaria semeá-los...)? Era no mínimo, uma beleza...

Porque hoje se festeja a Liberdade e a Revolução, oferece-vos mais um poema e uma fotografia da minha exposição, "Cravos da Liberdade - Fotografias com Palavras":

Os Cravos de Abril

Sei que OS CRAVOS DE ABRIL
podem nascer em qualquer lugar
graças à luz e ao calor primaveril
que também se reflecte no nosso olhar

Sei que OS CRAVOS DE ABRIL
são as balas da nossa Revolução
que de tão pacíficas e certeiras
tocaram-nos em cheio no coração.

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

quinta-feira, fevereiro 06, 2020

A "Lindeza" dos Projectos de Papel...


O projecto da transformação da baixa lisboeta do Município, que quer afastar os carros da Baixa e Avenida da Liberdade, não só é bonito como me parece bem mais saudável (zonas de emissões reduzidas de CO2...). Só existe um problema, os transportes públicos...

Não se pode afastar milhares de carros (fala-se em 40 mil por ano...) do centro da cidade, sem a oferta adequada de transportes públicos...

Espero que esta "revolução" seja mais bem sucedida que o que foi feito em Almada há mais de uma década (com a introdução do metro de superficie), que também apostava (antes de tempo) numa "cidade sem carros".

A "montanha acabou por parir mesmo apenas um rato" (o metro...), porque mais de metade das medidas implementadas foram tendo um recuo progressivo, ao longo dos anos. 

Quem olha hoje para Almada, percebe que ela continua cheia de carros, por tudo o que é sitio, e nem acredita que há mais de uma década, o Município, além de conseguir afastar os carros, também afastou as pessoas da Cidade (só com as reclamações dos habitantes e dos comerciantes, é que o bom senso foi voltando à cidade)...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

sexta-feira, janeiro 31, 2020

A Rua Capitão Leitão e a República em Almada


A Chamada Almada Velha continua fiel a Primeira República, mantendo os mesmos nomes que ofereceu às suas ruas, praças e travessas, depois do 4 de Outubro (Almada voltou a antecipar-se, tal como tinha feito na Revolução Liberal...).

Se o Capitão Leitão (a rua principal, a antiga Rua Direita...), ainda veio do 31 de Janeiro de 1891, Elias Garcia, Henriques Nogueira, Heliodoro Salgado, Rodrigues Freitas, José Fontana, Latino Coelho, vieram com o fim da Monarquia, ocupar as principais artérias da Vila de então.

E a minha Incrível fica logo no começo da Rua Capitão Leitão.

E hoje festeja-se a primeira grande tentativa de derrubar o "antigo regime", que mesmo derrotada, foi menos tímida no Porto.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

segunda-feira, novembro 25, 2019

Nas Cidades de Abril Novembro é Sempre Cinzento...


Nas cidades de Abril, como é Almada, Novembro é sempre um mês a dar para o cinzento...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

quinta-feira, abril 25, 2019

Abril é Sobretudo Liberdade


De alguma forma é o que vejo, quando olho para este desenho de Mártio, que ele me enviou, com o desejo de um feliz dia da Liberdade.

Porque a Liberdade é sermos nós próprios, não termos medo de pensar, de escrever, de falar, de desenhar...

É, Abril para mim, é sobretudo a Liberdade, esse bem tão precioso, que nem sempre valorizamos.

sexta-feira, junho 08, 2018

Ecos da "Revolução" Política em Almada (2)


A parte que considero mais desagradável das mudanças políticas dos governos (locais e nacionais), são as exonerações, que muitas vezes não passam de saneamentos políticos. Se algumas são necessárias e outras razoáveis, há muitas completamente injustas.

Normalmente os visados são colocados em lugares pouco compatíveis com a sua experiência e competência. Em alguns casos há mesmo a tentativa de "humilhar" e de "destruir", todo um passado construído com anos de dedicação e conhecimento, colocando-os nas chamadas "prateleiras".

Ferreira Fernandes numa das suas crónicas do "DN" (29 de Dezembro de 2010) explica o fenómeno:

«Um profissional faz carreira, chega a um patamar e um dia sabe que já não o querem mais ali. Seja porque ele atingiu o seu patamar de Peter (não exerce bem o cargo) ou porque é vítima de injustiça - não interessa o facto e que quem de direito o quer demitir. O normal seria mandarem-no para cargo compatível com o que ele sabe fazer ou despedirem-no. Em Portugal há uma terceira via: a prateleira. A empresa ou a repartição poupa um pouco nos gastos, mas fica também com um peso absolutamente morto. O ex-chefe de qualquer coisa passa a ser o mais inútil dos empregados, não faz nada. Nem de conta. É o pegar de cernelha aplicado aos nossos recursos humanos.»

Se por um lado, compreendo perfeitamente as mudanças em lugares de chefia e de confiança política, já não percebo muito bem, outras, a nível intermédio. Mesmo sabendo que existem algumas pessoas capazes de "causar mais danos" com as suas "sindicâncias" e proliferação de boatos, no seio dos trabalhadores, que muitos chefes competentes e com brio profissional...

E há outros exemplos que não deixam qualquer dúvida, pelo menos na minha cabeça. Quando um funcionário municipal, que é também deputado, vai para as assembleias insultar a presidente da Câmara ou os vereadores, com meias verdade e meias mentiras, não tem condições para exercer qualquer cargo de responsabilidade no Município...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, junho 04, 2018

Ecos da "Revolução" Política em Almada (1)

Já andava há tempos para escrever que uma das coisas que mais me incomoda na vida política, são as mudanças absurdas levadas a cabo pelas novas forças partidárias, quando passam a governar uma cidade ou um país. 

Normalmente, depois de se fazerem as contas, ficamos todos a perder.

Almada, depois de mais de 40 anos de governação comunista, também está a ser alvo de uma autêntica "revolução", que ainda não é muito visível no exterior, mas promete continuar a agitar as águas (até mesmo as do Tejo...), nos próximos tempos.

Nos meios culturais e associativos (os que mais frequento...), tenho escutado coisas quase do arco da velha (umas credíveis outras nem por isso...). Pessoas próximas da CDU dizem que "A nova presidente está a matar o Associativismo". Espero que sejam apenas desabafos de quem não aceita muito bem as mudanças, e ainda menos o fim de determinados privilégios...

Sim, porque sempre me fez confusão que um partido que defende a igualdade de oportunidades e a justiça social, tivesse uma política tão pouco transparente, na atribuição de subsídios e apoios às colectividades (sei do que falo, até por ter sentido na pele algumas dessas "injustiças"...). Mas a prática política dos socialistas nestas coisas de apoios está longe de ser linear... ou seja, os "benefícios" podem apenas mudar de "clube", assim como as "injustiças"...

Já em relação às instalações municipais (museus e galerias...), não entendo algumas das mudanças de que se fala (embora possam ser apenas "conversas de café"...), inclusive do fecho de alguns espaços.

Mas o melhor mesmo, é esperar para ver, pois a "revolução" ainda vai no adro...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, abril 23, 2016

O 25 de Abril em Almada


O 25 de Abril é comemorado sempre em Festa em Almada, e por vários dias.

Não fosse a minha Terra uma Cidade de Abril.

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, abril 19, 2016

Falta "Tejo" a Toda Esta Gente...

Há períodos em que a estupidez se torna mais evidente, ou seja, volta em força o velho hábito de nos tomarem todos por estúpidos...

Sempre que o "Necas" me vê no nosso bairro atira-se aos seus inimigos de papel e televisão, quase sempre com razão. fala-me sobretudo de política e futebol. É histórico o número quase de circo do PSD e do CDS, de atirarem para cima do PS (o seu partido...) com os seus erros de governação e de este se limitar a abanar os ombros. E também já começa a ser anedótico o presidente do Sporting (gosta ainda menos de "lagartos" que de "lampiões"...) fingir que só os outros grandes é que são beneficiados pelos árbitros...

Desta vez também me falou do "reino dos brasis", de tudo aquilo que nos parece ser um golpe de teatro deste lado do Atlântico, nas casas que deviam representar o povo e não os interesses particulares dos políticos, uma classe que  desce cada vez mais baixo.

Não é por acaso que o novo ministro da Cultura começa um dos seus versos mais populares, assim:

Pertenço a uma odiada seita
que professava no serviço público.
Resta-nos brincar um pouco o resto das nossas vidas
e fingir que não nos damos conta
do desprezo daninho a crescer à nossa volta.

(Ele sabe bem do que fala...)

Talvez para os políticos, num "mundo perfeito", existam eleições em que só eles é que votam (neles próprios). Salazar também gostava das coisas assim...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, abril 23, 2015

Abril Aproxima-se, Mas...


Não sei porquê, mas este é o ano que estou mais a leste de Abril.

Acho que estou farto disto tudo. Da hipocrisia de sempre, especialmente de quem se sente mais "dono" de Abril que o resto do mundo (sim, estou a falar da esquerda que tem e está no poder, como acontece aqui em Almada...).

Muitos dos seus gritos estão carregados de falsas emoções, não escondem uma vida cheia de "ismos", a começar nesse mesmo, o oportunismo que cabe em todas as revoluções, aproveitado pelos "bem falantes", que sempre foram melhores a "caçar" votos que os verdadeiros democratas, empurrados para as filas de trás...

Tudo isto para dizer que não foi Abril que falhou, foram sim as pessoas, que têm e tiveram poder.

O óleo é de Nikias Skapinakis.

quinta-feira, maio 08, 2014

Ainda os 40 Anos de Abril


Já não é apenas sensação, é muito mais que isso. Cada vez conversamos menos uns com os outros, parece que até temos medo de falar com quem nos rodeia...

Os tecnocratas que nos governam acham isso óptimo, pois estamos a deixar-lhes o caminho aberto para fazerem o que bem entendem, já que se limitam a fingir que escutam o nosso silêncio...

Felizmente nós na SCALA somos teimosos, é por isso que queremos dar uma volta pela Cultura desde 1974 até à actualidade, com um olhar atento e crítico.

E se ainda gosta de ouvir e de trocar ideias, apareça por Almada, no próximo sábado...

sexta-feira, abril 25, 2014

No Largo do Chiado, Quarenta anos Depois


Há quarenta anos tinha apenas onze anos e vivia nas Caldas da Rainha, uma Cidade pequeno-burguesa, muito pouco dada a revoluções - o 16 de Março de 1974 foi um episódio meramente militar -, ou seja, aparecer no Chiado e viver a intensidade e a alegria do dia 25 de Abril de 1974, acabou por ser uma impossibilidade, de duas maneiras.

Hoje fui um dos muitos milhares que apareceram no Largo do Carmo, a meio da manhã, porque acredito que ainda podemos mudar o rumo deste país, porque gosto dos Capitães de Abril e porque gosto ainda mais de Liberdade e Democracia.

quinta-feira, abril 17, 2014

Muito Tejo


Se há fotografia da minha exposição que se identifica com o "Casario do Ginjal" é "Muito Tejo", com um dos cais do Ginjal a caminho das ruínas, um cacilheiro no meio do rio e Lisboa como pano de fundo...

Falta só o quase poema que escrevi como complemento da imagem:

Muito Tejo

Esta podia ser
a barca do MUITO TEJO
que o poeta Ary popularizou
entre muitos poemas e canções
como as "Portas que Abril Abriu"
um hino de todas as revoluções...

segunda-feira, abril 14, 2014

Colóquio sobre os 40 Anos de Abril


Ontem assisti a um colóquio que teve a participação de três Capitães de Abril (Otelo Saraiva de Carvalho, Mário Tomé e João Andrade e Silva) e também de quatro alunos de escolas secundárias do Concelho (só fixei o nome da Inês...), moderado por Eduardo M. Raposo, no Auditório Lopes Graça, em Almada.

Como normalmente acontece nestes colóquios fala-se de muita coisa com bastante interesse. Gostei particularmente da intervenção lúcida de Otelo sobre a génese do Movimento das Forças Armadas mas também do PREC.

O mais curioso foi verificar que os três capitães, conotados com a esquerda e assumidamente contra o 25 de Novembro de 1975, nem sempre estiveram de acordo. 

Imagino o que aconteceria se estivesse presente alguém mais moderado e que pensasse que o 25 de Novembro foi a reposição da legalidade e da democracia no nosso país...

Noto que ainda continua a prevalecer a visão pessoal dos acontecimentos e não a colectiva (e alguma inveja...). Todos querem ficar na história, e ficarão, mas como um colectivo. Individualmente o destaque será dado a quem teve um papel mais proponderante, como foram os casos de Otelo e Salgueiro Maia.

sábado, janeiro 18, 2014

Os 80 Anos do 18 de Janeiro


A Revolta de 18 de Janeiro de 1934, a última grande manifestação de protesto contra a ditadura, até 25 de Abril de 1974, comemora hoje o seu 80º aniversário.

O seu grande epicentro aconteceu na Marinha Grande, mas os operários da cintura industrial lisboeta, também saíram para a rua, para manifestar o seu desagrado pelo rumo do país, já com Salazar ao "leme".

Cacilhas e uma boa parte do Concelho de Almada também veio para a rua, fazendo greve e manifestando-se contra o governo de uma forma pouco pacífica (houve confrontos físicos, rebentamento de bombas e muitas prisões).

O movimento grevista, que tinha aspirações a ser algo mais, acabou praticamente com o Anarco-sindicalismo no nosso país, pois os seus principais lideres foram presos. Primeiro foram deportados para os Açores e depois para o Tarrafal (inauguraram o "Campo da Morte Lenta", juntamente com os Marinheiros que ocuparam três navios no Tejo, a 8 de Setembro de 1936). 

Alguns acabaram por falecer, como foi o caso dos almadenses Pedro Matos Filipe - primeiro mártir do Tarrafal - e Joaquim Montes, participantes na Revolta em Cacilhas.

terça-feira, abril 30, 2013

Os Cantores de Intervenção e a Revolução em Almada


Se ainda não passou pela Oficina de Cultura de Almada, para ver a exposição "Os Cantores de Intervenção e a Revolução", organizada por Eduardo M. Raposo, onde se evoca o 25 de Abril de 1974, quando a canção era uma arma, não se esqueça, pois a exposição só pode ser visitada até ao próximo domingo, 5 de Maio.

Naturalmente o Zeca Afonso tem um destaque especial, nesta mostra que destaca as principais figuras e discos editados no calor da Revolução, não fosse ele o principal "mentor" de todos estes cantores que participaram activamente no chamado "Verão Quente". 

sexta-feira, março 22, 2013

Antes de Ontem já era Tarde


Se o ministro das finanças fosse alguém com um mínimo de dignidade, tinha apresentado a sua demissão, depois de ter falhado todas as metas a que se propusera, com consequências gravíssimas para a generalidade dos portugueses.

O mesmo se pode e deve dizer do primeiro-ministro, que é o principal responsável político do governo e também deveria colocar o seu lugar à disposição do presidente da República.

Foi com todo o gosto que aceitei o desafio da Maria, do Cheiro da Ilha, pois não tenho dúvidas que com este governo, o nosso destino será trágico.

Não passo a "bola" apenas a três, mas sim a todos os que não se revêm nesta política  e nestes políticos inclassificáveis.

sábado, outubro 13, 2012

Que se Lixe a Troika


A Cultura vai sair à rua, pois é cada vez mais o parente pobre deste país, a ficar demasiado bafiento.

Se puderem passem pela Praça de Espanha. 

sábado, setembro 15, 2012

A Praça de Espanha Transformada num Oceano de Pessoas


Todos os "rios" desaguaram no "mar" da Praça de Espanha...

Gostei sobretudo de gritar: «o povo unido jamais será vencido.»

O mais curioso é este slogan não estar "gasto", depois de ter tido tanto uso, especialmente durante os anos de 1974 e 1975.

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Ignorância, ou Outra Coisa Qualquer...

O Projecto Farol tornou público um inquérito sobre a Realidade Portuguesa, que demonstra várias coisas. A primeira e mais simplista, ignorância. Ignorância de quem perguntou e de quem respondeu.

Digo isto pelos 46% de pessoas que disseram que hoje se vive pior (e até muito pior) que antes de Abril de 1974.

Basta pensarmos nas condições de vida da população de então (a oferta no campo da saúde, educação, habitação, saneamento, água, luz, etc) para percebermos a "memória curta" da gente escolhida (bem escolhida, diga-se...) para responder ao inquérito.

Talvez o Eduardo tenha razão, há sempre a possibilidade das mil e duas pessoas ouvidas serem da Quinta da Marinha e de outros lugares, "passadistas"...

Quem nasceu depois de Abril, pode esclarecer o assunto com os pais e avós, perguntando-lhes como se vivia em 1973, 1974, sem ser necessário recuar mais tempo...