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domingo, abril 05, 2020

A Metáfora de uma Cidade (do país e do mundo)...

Esta fotografia não é apenas a metáfora de uma "cidade (quase) fechada", mas de um país, de um planeta, quase, "interrompido por momentos"...

(Luís Eme - Almada)

domingo, março 15, 2020

A "Quarentena" no Ginjal


Não só é normal, como é natural, que as ruas (por todo o lado) comecem a ter pouco movimento.

Esta fotografia foi tirada sábado, ao fim da manhã, no miradouro do Jardim do Castelo, com a esplanada do "Ponto Final" limpa de gente.

Apesar de ser possível "manter as distâncias" nos restaurantes do Ginjal, estes sabem que o melhor que têm a fazer é acompanhar estes tempos, fechando portas, até porque a sua clientela é quase toda de fora...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

sábado, agosto 03, 2019

A "Piscina" do Jardim Está Vazia...

Antes de ir de férias reparei que a fonte junto aos azulejos de Manuel Cargaleiro, num dos Jardins Públicos (que ficava bem com o nome do pintor...) de Almada estava vazia.

Já em Agosto, reparei que se mantinha sem água.

Sei que é "terrível" para a malta que fazia daquele tanque a sua piscina, neste Verão quente, mas é uma boa medida para a saúde pública. Pois a água, apesar de circular, estava longe de manter as condições de higiene desejadas, muitas vezes via-se com dificuldade o fundo, apesar da fonte ter menos de um metro de profundidade....

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, abril 12, 2016

sexta-feira, junho 07, 2013

Tudo Pode Ser Cultura


Ontem realizou-se mais uma "Tertúlia do Dragão", organizada pela SCALA.

Para a gente da cultura o título poderia não ser o mais apetecível, "Alimentação para Séc. XXI". 
Mero engano, pois foi uma excelente tertúlia, graças à capacidade de comunicação da  nossa convidada, Ana Paula Marum, médica, que, através de uma linguagem bastante acessível, conseguiu transmitir-nos uma série de dados estatísticos (assustadores...) sobre os efeitos das alterações dos hábitos alimentares no nosso país, especialmente nas camadas mais jovens da nossa população.

Houve uma interacção  muito boa entre todos, não só pelas questões que foram levantadas pela assitência, mas também através  do preenchimento de um pequeno inquérito, que depois foi descodificado e analisado pela dra. Ana Paula, para satisfação de todos os presentes, que mais uma vez perceberam que tudo pode ser Cultura.

O óleo é de Ernesto Arrisueno.

quinta-feira, novembro 19, 2009

Não há Duas Sem Três

Esta frase do diálogo do "post" anterior, até pode soar a mau gosto.

Mas é apenas uma forma de não querer entrar pela realidade dentro, realidade essa, com demasiados edifícios cobertos com telhados de vidro.
Espero que as mortes de três fetos, de três portuguesas grávidas, vacinadas contra a gripe A, fique por aqui. Mas não posso deixar de lamentar que ainda sem se saberem quaisquer resultados, vários médicos tenham dito que se a vacina fosse a causa do primeiro caso, seria uma coisa única no mundo.
Ao terceiro caso, não sei o que essas pessoas que falaram antes de tempo (à boa maneira portuguesa...), dirão agora.
Embora compreenda que se deve lutar contra os alarmismos, penso que teria sido preferível aguardar pelos resultados e explicarem então, de uma forma simples, que a causa da morte dos fetos não está de forma alguma ligada á vacina, sem se refugiarem na tese translúcida de que todos os anos morrem x número de fetos, sem se encontrar uma causa para o facto.
Escolhi a "Sereiazinha" de Paula Rego, porque sim...

segunda-feira, novembro 17, 2008

Hoje Apeteceu-me Fumar um Cigarro...

Hoje apeteceu-me fumar um cigarro, eu, que praticamente nunca fumei, se excluir a meia-dúzia de cigarros fumados no começo da adolescência no ciclo preparatório, sem qualquer importância.

Apeteceu-me porque tenho a mania de andar em sentido contrário em relação a algumas regras e manias da sociedade. E hoje parece que é o dia do não fumador...
É uma boa altura para falar de uma coisa que sempre me incomodou.
Sempre achei obsceno os avisos que aparecem nos maços de cigarro. Nem sequer sei se isso contribuiu ou contribui para a diminuição de fumadores. A nova lei que proibiu de se fumar em quase todos os recintos fechados (excepto nas nossas casas...), essa sim, deve ter reduzido drasticamente o consumo.
E penso que se o Ministério da Saúde está assim tão preocupado com a "vida" e a "saúde" dos outros, deveria fazer o mesmo nos rótulos da bebidas alcoólicas, que tenho a certeza que provocam muito mais mortos, directa e indirectamente. Nas estradas é o que todos sabemos. E nos lares, quantas cenas de violência doméstica, não são provocadas pelo uso e abuso de álcool?
E nem falo da cada vez menor prestação de cuidados de saúde nos serviços públicos e do vazio de médicos de família por esse país fora, outra preocupação esquecida...
É só hipocrisia!
A fotografia, para variar, é de Robert Doisneau...

domingo, fevereiro 17, 2008

Acidente Insólito


O "DN" de hoje relata mais um triste episódio nas nossas estradas, com mais uma vida perdida, numa situação completamente anormal, que, para variar, envolve o INEM.
A notícia publicada no diário realça o facto insólito de terem ocorrido dois acidentes à mesma hora, com o mesmo tipo de viaturas, na mesma estrada, separados apenas por dois mil metros...

Esta imagem com o dispositivo operacional do INEM foi retirada da revista "Sábado", de 14 de Fevereiro de 2008.

domingo, fevereiro 04, 2007

Salvar que Vidas?


Tinha pensado não trazer o referendo da despenalização do aborto para o "Casario".
No entanto é muito difícil ficar calado, com todas as "bombas" que têm sido lançadas por aí, inclusive por pessoas aparentemente acima de qualquer suspeita.

O papel da igreja neste últimos tempos nem sequer me merece qualquer comentário. Como o Carnaval está próximo, as frases do padre que deixará de fazer funerais a quem votar "sim", entre outras, do mesmo teor, ditas, inclusive, pelo Cardeal Patriarca, só poderão ser encaradas como brincadeiras de mau gosto.
Agora a carta que foi colocada nas mochilas das crianças dos infantários do Centro Paroquial de Nossa Senhora da Anunciação de Setúbal, é grave demais para ser silenciada. Não sei onde está a decência e o respeito pela individualidade de cada um daqueles pais, sem falar nas crianças, que desde muito cedo, aprendem a questionar, quando se distribuem cartas onde um pretenso feto confronta a mãe com a sua própria morte, com frases como esta: «Mãe, Como foste capaz de me matar?...»

Claro que não é só a despenalização que está em causa neste referendo. Vai-se também referendar o direito das mulheres serem assistidas com os cuidados médicos adequados no Serviço Nacional de Saúde.

É por isso que estranho que os defensores da vida "ignorem" que esta lei permite, que as mulheres possam ser assistidas nos hospitais até às dez semanas, nas condições que devem ter direito, sem correrem riscos de vida ou sem voltar a ter filhos (como acontece tantas vezes...).
Talvez prefiram continuar a alimentar a rede de "parteiras" clandestinas (com e sem diploma), que auferem honorários quase de futebolístas e trabalham em lugares sem as condições mínimas de assistência...
O cartaz que ilustra o texto é bem elucidativo: «Ainda está a tempo de salvar muitas vidas.» É importante que, quando se fala em vida, além das discussões quase científicas sobre o óvulo e o feto, se deixem as hipocrisias para trás e se pense na saúde das mães deste país.
É por isso que eu voto SIM.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Como nos Tratam da Saúde em Almada...

Tudo o que o senhor ministro da saúde diz na televisão, soa-me a "tanga". Porque as suas teorias estão sempre a léguas da prática.
Podia dar vários exemplos, desde o preço dos medicamentos, as comparticipações do estado, ao fecho de urgências e maternidades dos hospitais, etc.
Quase pela surra, foram fechadas algumas unidades de saúde em Almada e alterados os horários do seu funcionamento (como foi o caso da Cova da Piedade e o SAP, que deixou de o ser, uma vez que agora fecha às 20.00 horas).
Depois de este senhor falar, nos seus primeiros tempos, de descentralização, da necessidade de não enchermos os hospitais, etc, está a apostar de novo na concentração. E com o fim do serviço permanente deste posto entre Almada e Cacilhas... resta-nos o Hospital Garcia de Orta, pela noite dentro.
Estas medidas são de uma cobardia política, que não deve ser silenciada.
Infelizmente, é graças a políticos destes que o país se encontra nesta situação de crise permanente.
Agora imaginem a confusão das pessoas que passam diariamente por este ex-SAP ( sei do que estou a falar porque estive lá ontem e esperei mais de duas horas, para ser mal atendido por um médico, que de certeza, se enganou na profissão. Lembrei-me a tempo de levar um livro para ler, cuja leitura acabou por atenuar estas vicissitudes...), que andam de fila em fila, de espera em espera... para serem atendidas por médicos, que já perderem há muito, o hábito de olhar os doentes nos olhos.
Quem acaba por ouvir as nossas reclamações e o nosso descontentamento, são os funcionários, também eles vitimas de um sistema, sempre em mudança, que todos sabemos como irá acabar: com o fim do Serviço Nacional de Saúde. Falta saber apenas quando...
Obrigado Senhor Ministro!
Ao menos que consiga poupar os tais milhões, com esta política, que pese o exagero, mais parece a favor da degradação humana e da morte, que da dignidade e da vida, de todos nós.

terça-feira, outubro 17, 2006

Um País Cheio de Filmes da Treta...


Como devem calcular, o Tony e o Zézé, não são os actores do filme do qual vos vou falar...
Os actores principais do outro "Filme da Treta", são os ministros da Educação e da Saúde, que apesar das contestações, um pouco por todo o lado, lá vão usando e abusando da sua qualidade de governantes, para continuarem a atirarem-nos "pazadas de areia para os olhos".
A última invenção do ministro da saúde foi o pagamento de uma diária de internamento nos hospitais públicos. Não sei o que virá a seguir...
Conseguiu alterar os sistemas de assistência da saúde na função pública, nivelando-os por baixo, como é óbvio; reduziu as comparticipações dos medicamentos, com o argumento falacioso de que íamos pagar menos, uma mentira, como todos nós sabemos; fechou maternidades e urgências nos hospitais, sem se preocupar com os habitantes das respectivas localidades; limitou horários e encerrou Centros de Saúde de uma forma discutível.
Apesar do seu discurso, estas medidas só tiveram em atenção o dinheiro, os gastos e os custos da saúde, nunca o bem estar e os direitos dos contribuintes (sim, direitos, apesar das tentativas governativas, o Direito à Saúde continua inscrito na nossa Constituição e todos os trabalhadores efectuam descontos para os vários sistemas de assistência à doença).
Na educação, a confusão não é menor: encerraram-se escolas de norte a sul, umas com razão de ser, outras nem por isso. O pior, é que só daqui a alguns anos, é que iremos saber, até que ponto, estes encerramentos contribuiram para o abandono e insucesso escolar...
O novo estatuto de carreira e a avaliação do desempenho dos professores - que tanta confusão tem gerado de norte a sul, com várias manifestações e jornadas de greve (como a de hoje e amanhã) - também está mais associado a razões economicistas que aos argumentos reformadores apresentados pela ministra.
Depois destas cenas, acho que o melhor é vermos o verdadeiro "Filme da Treta". De certeza que o Zézé e o Tony têm mais graça que os ministros da saúde e da educação...