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segunda-feira, julho 27, 2020

A Ignorância Atrevida dos Políticos


Percebe-se que os políticos (e provavelmente todos aqueles que não sentem curiosidade em aprender coisas novas...) demonstram cada vez mais ignorância sobre os vários saberes. Descobrimos isso graças à sua obsessão por microfones e câmaras de televisão. Tanto querem falar que, facilmente sai asneira...

O que eles aprendem com facilidade, são as frases feitas que colam aos discursos, sem tão pouco se importarem muito com o seu "distanciamento" da realidade local.

Onde noto mais a sua "pobreza pouco franciscana", é quando "chocam de frente" com a história dos lugares que governam. Limitam-se a debitar uma série de lugares comuns, com algumas lendas bonitas e fantasiosas à mistura, que, felizmente, graças ao trabalho de vários historiadores, têm sido afastadas da história "real".

(Fotografia de Luís Eme - Costa de Caparica)

quarta-feira, abril 15, 2020

Bom Dia "Cantores"!

Penso que foi na televisão que ouvi alguém a lamentar-se, que nem sequer ouvia os pássaros...


Mas se há "gente" que tem regressado às cidades, sem medos de "viroses", é a passarada.


Como calculam, não estou a falar de pombos ou gaivotas. Mas de melros, pardais, entre outros pequenos cantores... Até descobri um casal de corvos na antena de televisão dos vizinhos da frente...

(Fotografias de Luís Eme - Almada)

quinta-feira, maio 09, 2019

A Incrível Almadense na SIC Notícias


Há dois dias a SIC Notícias transmitiu uma pequena notícia sobre a questão das rendas da sede social da Incrível Almadense, focando o seu aumento (100 vezes o valor antigo...). Ouviu a Incrível, o proprietário e também o Município de Almada.

O mais curioso da reportagem acaba por ser a resposta do Município, que afirmou não poder ajudar a Incrível (nem ter interesse...), por que se tratava de um edifício privado e apenas de serviços. De seguida acrescentou que as salas de espectáculos da Incrível serão classificadas como imóveis de interesse público, pela sua dimensão histórica.

A ajuda que a Incrível pediu ao Município em relação à sede social foi o levantamento das plantas do Cine-Incrível, por que também existe  um litígio com o senhorio sobre as áreas do edifício, pois há alguns espaços da Incrível que ele acha que são seus.

É no mínimo estranho que o Município não tenha verbas para ajudar a transformar o Salão de Festas da Incrível (aqui sim, houve um pedido de apoio monetário...) numa sala com condições para ser alugada, para qualquer tipo de espectáculo, mas que afirme que este será classificado como imóvel de interesse público.

O que a Incrível quer, é que um espaço que é seu, possa gerar receitas para ajudar a gerir o dia a dia da Colectividade, seja ele, ou não, de interesse público (que já o é, para todos os Incríveis, sem precisar de qualquer intervenção estatal...).

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, abril 14, 2019

«Os factos são como o algodão, não enganam»


Há dias tive uma discussão sobre a verdade e a mentira das notícias (que depois até saltou para a própria história...).

Houve um momento em que parei de falar, à espera do silêncio (é complicado quando as conversas ficam parecidas com os debates futebolísticos televisivos, em que cada vez de fala mais alto e ninguém entende nada do que se diz...).

Quando o silêncio regressou disse: «os factos são como o algodão, não enganam». 

Só que as pessoas, estão de tal forma equivocadas, que acham que tudo é discutível, até os factos, o que realmente acontece, sem qualquer desvio.

Talvez esta confusão tenha que ver com a forma como se faz jornalismo nos nossos dias (principalmente o televisivo), em que se tenta distorcer a realidade em nome das audiências (e das conveniências)...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, setembro 14, 2010

Demagogia aos Quilos

À tarde chamaram-me a atenção para dar uma olhadela para a "SIC Radical", porque estavam a dar notícias da minha aldeia.

Uma Catarina sorridente Freitas, vendia a "Semana Europeia da Mobilidade" em Almada, como um acontecimento de nível "mundial".

Quem conhece como eu esta "terrinha", só podia acompanhar o sorriso da Catarina, dizendo bravo, pela "cassete" divulgada à juventude, que provavelmente vai "emigrar" por uma semana para Almada.

Mas que grande vendedora! Parabéns Catarina.

O melhor das histórias de bicicletas, foi ter de desvendar onde se situam os tais quilómetros de ciclovias almadenses, pois, na Caparica, Trafaria e Parque da Paz...

Quem chega a Cacilhas de "ginga", que se cuide, nada de pistas em direcção a Almada ou Cova da Piedade...

sábado, agosto 08, 2009

A Generosidade de Raul Solnado

Raul Solnado deixou-nos, hoje.

A sua presença em Almada, a 6 de Junho de 2007, na "Tertúlia do Dragão Vermelho", a convite da SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada, uma pequena associação almadense, explica um pouco a sua grandeza como ser humano.
Este foi o texto que escrevi há dois anos, para ser distribuído pelos tertulianos, que tem o autógrafo do Raul para o meu filho...

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Jornais Cada Vez Com Menos Leitores

Almocei um dia destes com um amigo que continua a escrever no seu jornal de sempre. Nunca o tinha visto tão desencantado com o panorama actual do jornalismo.

Nada do que me disse era surpresa. Há muito tempo que noto que os jornais (e as televisões) são quase todos iguais. Nunca como agora se fizeram tantas capas iguais (e não acredito que existam espiões nas redacções ou que acha qualquer interesse que isso aconteça) no mesmo dia, porque as pessoas pensam o jornalismo da mesma maneira, a mais fácil.
Eles ainda não perceberam que a frase de "cassete", «é isto que as pessoas querem», está tão gasta, especialmente na televisão, que o "lixo" normalizado começa a ser devolvido à procedência...
Pensava que os jornais de papel iam durar mais, mas agora já não sei. Se não se inverter o caminho, penso que serão cada vez mais insignificantes...
Culpados? Na primeira analise (demasiado simplista), os directores. Claro que eles não estão só nesta caminhada. Os donos e accionistas que acham que vender jornais é a mesma coisa que vender sabonetes ou frigoríficos, são os grandes responsáveis por mais esta crise...

sábado, outubro 04, 2008

O Monstro da Blogosfera Assusta...

Quando os políticos profissionais, disfarçados de comentadores, têm a desfaçatez de caracterizar a blogosfera como "submundo" e "lixo", como muito bem sublinha o
Tomás Vasques , no seu "Hoje há Conquilhas, Amanhã não Sabemos", o que poderemos dizer deles?
Basta olharmos para Portugal, para os seus muitos exemplos práticos de incompetência, oportunismo, desleixo e falsidade, para sentirmos que se eles estivessem ao nível da blogosfera, possivelmente viveríamos num país melhor, mais aberto, mais livre e mais honesto...

A pintura é de Júlio Pomar, "Chimpanzé com Compasso, ou a Quadratura do Círculo".

terça-feira, setembro 23, 2008

Nunca Tinha Pensado Nisso...

Nunca tinha pensado a sério no assunto. Mas um dos objectos que se foi tornando dispensável cá em casa é a televisão, para mim claro. Passo cada vez menos tempo à frente do "ecran maravilha" (a excepção são os filmes).

Reconheço que isso não tem só a ver com a qualidade da programação. Tem também a ver com opções pessoais. Prefiro ouvir música e ler, revistas, jornais ou livros...
Pensei nisso por estar inteiramente de acordo com a crónica de hoje de João Miguel Tavares, no "DN".
Todos sabemos que há programas que só têm sucesso pela polémica criada à sua volta, por muita publicidade e "palha" que é metida à sua volta. E a SIC e a TVI sempre se mostraram mestres nesses "deslumbramentos" populares.
Como já devem ter percebido, estou a falar do famoso "Momento da Verdade".
Não estou a falar de cor, porque vi uns minutos do programa em que a figura central era um rapaz militar. Achei aquilo tão deprimente, que não consegui perceber onde estava o interesse do programa como espectáculo televisivo, tendo como figura central um rapaz a vender-se por uns euros, na presença de familiares e amigos.
Ainda por cima aquilo parecia tudo (mal) encenado, com trocas de olhares cheias de cumplicidade.
O que me parece mal, e está bem explicito na crónica do João Miguel, é a lata de todos os "siclistas" que se tem "vendido" por causa daquele "sabonete", com um perfume tão manhoso. Certamente, mais motivados pelos euros que caem da bolsa do Balsemão que pelo tão propagandeado amor à camisola da casa...
Felizmente, a minha noção de entretenimento está mais próxima da "A Roda da Sorte ou do "Jogo Duplo", que destes confessionários decadentes e mentirosos.
E, segundo parece, o famoso "fundo do buraco" não existe em televisão, é sempre possível descer mais baixo...


terça-feira, junho 17, 2008

Seremos Apenas um País de Ideias e de Idiotas?

Ontem assisti ao meio (falhei o princípio e o fim...) do programa "Prós e Contras". Ao ouvir os convidados, reparei que estavam a falar de vários países e de vários povos, metidos aqui, neste nosso pequeno canto solarengo.
Apesar do nome do programa, nem sempre se escolhem pessoas, com ideias tão diferentes, como as de ontem. As que estão mais próximas de nós, parecem-nos certas, as outras patéticas. É sempre assim...
Pelo meio ainda se lava alguma roupa suja, aponta-se o dedo, mas sobretudo, diz-se à televisão, de lá para cá: «Sou muito bom não sou? Sou esperto que nem um alho, não é?»
Cheguei a assustar-me, pela forma como falaram de nós, portugueses, ora divididos ou unidos, pela "alienação e a coesão" provocada pelos futebóis, uma das poucas coisas da qual nos podemos orgulhar...
Depois de desligar a televisão e de os silenciar, aqui por casa, percebi que me irritam cada vez mais todos estes filósofos do "contra" e do "nada", que cuja única missão é dizer mal ou bem, das acções do Xico ou do Manel, apenas com uma motivação, os seus amores ou ódios pessoais.
À margem do programa, é uma pena percebermos que pessoas inteligentes como Vasco Pulido Valente, José Pacheco Pereira ou Miguel Sousa Tavares, deixaram de conseguir transmitir qualquer mensagem isenta, honesta e livre, sobre o nosso país, há bastante tempo...

A fotografia, "Lavadouro Municipal", é de Robert Doisneau. Não tem muito a ver com as ideias, mas apeteceu-me colocá-la...

segunda-feira, junho 04, 2007

A Transformação dos Telejornais em Telenovelas


Se há coisa que me irrita na televisão é esta moda actual de encher os telejornais (infelizmente acontece em todos os canais...) com uma única notícia, abordada de todos os ângulos possíveis e imaginários.
Os últimos exemplos foram: o "diploma de Sócrates"; o desaparecimento de Maddie, a menina inglesa. Agora, como não podia deixar de ser, vem aí o "Serial Killer de Santa Comba Dão".
É triste toda esta exploração noticiosa, que se torna sórdida, tóxica e até pornográfica, distanciando-se cada vez mais daquilo que é o serviço noticioso.
Isto só deve ser bom para os especialistas de criminologia duvidosos, cujos comentários mancham as televisões de vermelho, colocando-as ao nível do jornal "O Crime".
Escolhi um dos bonecos do António, para dar um pouco de humor à questão...

domingo, fevereiro 25, 2007

Onde Está o Verdadeiro Artista?


Depois de ver os dois primeiros episódios da “Hora H”, percebi que o tempo não perdoa e a hora do Herman, como grande comediante, pode ficar-se, num futuro próximo, pelos programas transmitidos no "Canal Memória"...
Claro que, se quiser, poderá continuar a fazer os seus programas de entretimento, sem brilho mas com muita hipocrísia e muitos sorrisos dos convidados de ocasião e da "corte" da SIC. Poderá virar-se de novo para as gajas que gostam de mostrar as mamas e para os gajos musculosos que gostam de aparecer com calções fio dental, ou ainda para as videntes e bruxos de quinta categoria, capazes de tudo, por um minuto de fama.
Já não nos fará rir com gosto mas poderá entrevistar os convidados, distribuir umas graçolas, ao mesmo tempo que os vai interrompendo e coçando o ego (tão necessitado...).
Voltando à "Hora H", é triste verificar, que não há uma única personagem neste novo programa, que enriqueça o extraordinário universo humorístico do actor. Também não compreendo porque razão Herman continua a usar e abusar dos clichés gays, que tão bem conhece. Provavelmente é mais forte que ele...
Numa primeira análise esta pretensa redacção de televisão não tem ponta por onde se pegue, e está completamente desfazada da realidade. Claro que os autores das "produções fictícias" também têm a sua quota parte neste aparente "afundanço colectivo".
Como eu gostava de me sentir enganado, depois de assistir ao terceiro episódio, a transmitir, daqui a pouco mais de uma hora...