domingo, outubro 13, 2019

Música no Jardim do Castelo


Ontem à tarde a banda da Academia Almadense deu música aos almadenses, no coreto do Jardim do Castelo, na Almada Velha.

Hoje de manhã foi a vez dos músicos da banda da Incrível Almadense, actuarem, naquele local histórico.

E no próximo fim de semana será a vez das bandas filarmónicas da Musical Trafariense e da SFUA Piedense, animarem o Jardim do Castelo.

É uma pena a pouca divulgação destes eventos junto da população...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quarta-feira, outubro 09, 2019

A "Lavandaria do Idoso" Está Fechada há Dois Anos


Não consigo perceber porque razão a "Lavandaria do Idoso" está fechada há dois anos. A minha primeira preocupação não vai para as instalações fechadas e para as máquinas  sem qualquer uso, vai sim para os seus utentes, gente com alguma idade, carenciada e com problemas de mobilidade, que se viu privada de um serviço, que era um grande apoio para as suas vidas.

Sei que esta lavandaria nasceu no seio da Câmara em 1993, através do pelouro da Acção Social e que era gerida pela ACAI (Associação Concelhia de Apoio ao Idoso). Embora não tenha em meu poder todos os dados, informaram-me que é mais uma vitima dos "cortes cegos" que o Município Socialista fez no movimento associativo almadense...

Recupero as palavras de uma reportagem do "Diário de Notícias" de Abril de 2010, em que exemplifica o papel da ACAI junto da população: «Em Almada a Associação Concelhia de Apoio ao Idoso (ACAI) lava, seca e passa a ferro milhares de quilos de roupa de cerca de um milhar de idosos carenciados. "O grosso das pessoas que nos aparecem aqui são carenciadas, têm dificuldade em pagar e por isso mesmo, pagam consoante as suas reformas", explicou Amável André, membro da ACAI.»

Até posso acreditar que o seu encerramento se tenha ficado a dever à questões que envolviam a sua gestão. O que já não aceito é que ninguém se tenha preocupado em reabri-la, num curto espaço de tempo.

É uma vergonha terem passado dois anos e ninguém, de direito, se ter preocupado com o serviço que deixou de ser prestado aos seus utentes (e com as máquinas, que estão sem funcionar, e com toda a certeza sem qualquer tipo de manutenção...). Ou seja, deixou-se de prestar um serviço à população, ao mesmo tempo que se está a "deitar fora" um investimento feito com o dinheiro de todos nós.

É uma situação demasiado triste e absurda, para que faça mais comentários.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

domingo, outubro 06, 2019

"Sobreda Ontem e Hoje" do Centro de Arqueologia de Almada

Ontem à tarde o bonito Solar dos Zagalos encheu-se de gente para receber a festa do lançamento do livro, "Sobreda Ontem e Hoje", um trabalho de investigação de Elisabete Gonçalves e do Centro de Arqueologia de Almada, editado pela Junta de Freguesia de Charneca de Caparica e Sobreda.

Houve uma pequena exposição, animação musical (com um excelente duo e o rancho folclórico da Morgadinha, segundo as palavras do seu representante, o mais antigo do Concelho), os discursos do costume e uma excelente apresentação da obra por parte da Elisabete, também ela uma "sobredense" (é o termo que vem no livro...), pois foi ali que cresceu e se fez mulher. Explicou como foi realizada a investigação e fez um resumo da obra, capítulo a capítulo, sem se esquecer de ir agradecendo o apoio das pessoas, que estavam na plateia.

Infelizmente o Centro de Arqueologia de Almada - provavelmente a colectividade que mais tem feito pela história do concelho nas últimas décadas, com a sua acção junto das escolas e da população do Concelho - passa pelas mesmas dificuldades que a maior parte das associações almadenses, graças à indefinição e falta de apoio do Município, com quem desenvolveram inúmeras parcerias, no passado recente. 

Quem tem conhecimento do muito que se fez, sabe que a Autarquia só ficou a ganhar, com o trabalho de excelência produzido pelos elementos do Centro de Arqueologia de Almada.

(Fotografia de Luís Eme - Sobreda)

sexta-feira, outubro 04, 2019

O Estranho Encerramento do Museu da Música Filarmónica


Ainda não consegui perceber porque razão o Município resolveu fechar o Museu da Música Filarmónica (por questões económicas, não será, pela certa...).

A medida ainda é mais estranha, se pensar que a Presidente da Câmara cresceu no meio da música, é filha de um dos nossos grandes maestros, que ainda não há muito tempo teve um programa televisivo, em que andou de Norte a Sul, atrás das bandas filarmónicas e dos seus sons.

Quando foi inaugurado no final de 2012 fez-se gala em dizer que era o primeiro Museu de Música Filarmónica em Portugal e que contava a história das filarmónicas criadas pelas colectividades do Concelho. E fora instalado na casa do maestro e compositor Leonel Duarte Ferreira, grande referência musical de Almada (recordado de uma forma dinâmica no interior do museu...).

É importante referir, que se  o Concelho ainda mantém quatro bandas filarmónicas em actividade (com as suas escolas de música, de quatro  Colectividades Centenárias - Incrível, SFUAP, Academia e Trafariense -, isso deve-se essencialmente aos seus associados, porque o  apoio que é dado pelo Poder Local, é meramente simbólico...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quarta-feira, outubro 02, 2019

Mais um "Ensaio Sobre a Surdez"...


Soube que António Vitorino de Almeida apresentou na minha Cidade Natal (Caldas da Rainha) um livro, que aborda a forma como se ouve (e o que se ouve...) música no nosso país.

Mesmo sabendo que não é de bom tom "misturar águas", sei que este título poderia facilmente ser transportado para a presidência da sua filha, Inês Medeiros, na nossa Cidade (que no fundo, é igual a quase todas as outras do nosso país, que continua povoado de autarcas que têm sempre mais certezas que dúvidas...).

Eu sei que este é o tempo em que as pessoas gostam mais de falar do que de ouvir, mas isso nunca poderá servir de desculpa para quem governa uma urbe de mais de 150 mil pessoas.

Até porque vou aproveitar este Outubro, para lançar um olhar crítico pelo que se tem feito de "incompreensível" (para mim claro...) nesta nossa Almada, nos dois últimos anos.

terça-feira, outubro 01, 2019

Os 171 Anos da Incrível Almadense


A Sociedade Filarmónica Incrível Almadense comemora hoje o seu 171.º aniversário.

Infelizmente não existem grandes motivos para sorrir, com toda a indefinição que rodeia a sede - a renda que já se está a pagar, é incomportável para a realidade actual da Colectividade -, também ela centenária (a Incrível instalou-se naquele edifício pouco tempo depois da instauração da República no nosso país).

Apesar de pertencer ao seu Conselho Consultivo, não posso deixar de registar, que cada vez tenho mais dificuldades em perceber a passividade da direcção da Incrível...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, setembro 30, 2019

Brincar com as Tradições


O protesto do Centro de Cultura Libertária, pode ter sido mais positivo do que se poderá pensar. E não estou a pensar nos animais, mas sim nas pessoas.

O que se organizou no passado domingo não tem nada que ver com as "burricadas" (a corrida sem burros é uma coisa mais carnavalesca que tradicional...).

É preferível manter os passeios (no fundo as burricadas eram isto, passeios de burro guiados, com vários percursos pelo Concelho) no Largo de Cacilhas e o comércio nas ruas, mas colocar de lado as "palhaçadas"...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)

domingo, setembro 29, 2019

O Museu Naval e a Lisnave


No fim da tarde de sexta feira assisti à apresentação do catálogo da exposição, "Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada", patente numa das salas do Museu Naval de Almada há já vários meses (e que merece a visita dos almadenses e de toda a gente que se interessa por história...).

Como me perco quase diariamente por aquelas paragens (o Museu fica depois da Fonte da Pipa, a caminho do Olho de Boi...), conheço bem o Museu (ao contrário da maior parte dos almadenses, que nunca por lá passou...).

Embora a sua localização não seja desculpa para que este não seja visitado, é verdade que está longe de ser um local de passagem...

Não sei se alguma vez verei a "Cidade da Água" (já passaram mais de vinte anos desde os primeiros projectos...), mas era boa ideia existir por lá um núcleo do Museu Naval, até por esta ficar nos mesmos terrenos onde esteve implantado aquele que foi um dos maiores estaleiros navais do mundo...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

sexta-feira, setembro 27, 2019

As Burricadas em Cacilhas


Como já escrevi no meu "Largo", no dia 29 de Setembro (domingo) realizam-se as habituais "Burricadas", fazendo jus a uma velha tradição local, organizada pelos escuteiros de Cacilhas.

Quem não vai estar pelos ajustes, é o Centro de Cultura Libertária, com sede na rua Cândido dos Reis, por onde de faz o habitual percurso das "Burricadas", que divulgou no seu blogue que iria organizar uma "jornada de protesto" silenciosa, junto ao seu espaço, com o VOE (Veganismo de Oposição à Exploração).

O CCL irá colocar uma faixa com estas palavras: "Os animais não são um brinquedo" e farão ainda uma pequena performance "O burro triste".

Claro que há um excesso de proteccionismo aos burros, que contraria o uso que tradicionalmente se dá a estes animais domésticos (mesmo nos lugares onde existem associações de protecção dos Burros, é normal serem realizados passeios no seu dorso, quase sempre por crianças...). 

Mas todos os "radicalismos" acabam por nos fazer pensar... E neste caso particular, acho que os Escuteiros  deviam  ser alheios à organização, pois como defensores da natureza, deviam proteger todas as espécies animais...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, setembro 26, 2019

O "Capítulo Maldito"...


Há um capítulo do meu caderno "25, uma experiência associativa em almada (1994-2019)",  mais polémico que todos os outros, onde faço uma análise fria e objectiva sobre a relação do poder autárquico com o associativismo ("O Poder Local e o Associativismo").

Não tenho qualquer problema em apontar o dedo a quem em vez de distribuir "canas de pesca", distribuiu "caixas de peixe" (e não existe qualquer desculpa, para quem exerceu o poder durante mais de quatro décadas...) pelas colectividades almadenses.

Embora reconheça que já seja tarde para discutir o que quer que seja, gostava que as minhas palavras servissem para algo mais, que as habituais discussões de café...

Claro que também gostava que alguns amigos meus comunistas não tivessem ficado incomodados com as minhas palavras, que apenas dão "voz" ao meu olhar atento e à minha experiência associativa de 25 anos, mas...

terça-feira, setembro 24, 2019

O Comércio no Largo de Cacilhas


Há meia-dúzia de dias quando saía do cacilheiro, vi mais bancas de venda que o costume, logo ali rente ao cais, quando as pessoas aceleram o passo para apanharem os transportes que as levam de volta a casa.

A diversidade de venda de produtos (frutas, legumes, queijos, roupas, malas...) fez com que pensasse pela primeira vez, na possibilidade de se criar um "mercadito de venda", com mais espaço para os vendedores e consumidores, ali naquele mesmo sítio...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, setembro 09, 2019

Dá-me Luz...


Apesar da falta de iluminação (que mau cartão de visita de Almada para tanto turista dos sete cantos do mundo...), todos os caminhos - mesmo depois de cair a noite - vão dar aos dois restaurantes "internacionais" do Ginjal...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

sexta-feira, agosto 30, 2019

O Ginjal Quase no Fim de Agosto...

Pois é... 

Deixou de ser novidade.
No Ginjal deixou de haver estações altas ou baixas... 
Há sempre gente para trás e para a frente. 
Há reservas feitas nos dois restaurantes com meses de antecedência.
Toda a gente quer fotografar, o Rio, a Ponte, o Paredão, as Ruínas...

Os mais pacientes até ficam à espera do pôr do Sol...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, agosto 22, 2019

O Ginjal não Começa nem Acaba...


Não sabem onde começa e onde acaba...

Uns pensam que acaba no último armazém em ruínas, outros quando o rio fecha portas (Quinta da Arealva).

Claro que isso não tem qualquer importância... o Mundo sempre me pareceu melhor sem fronteiras, apesar de haver muita gente que gosta de viver rodeada de muros...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, agosto 17, 2019

Campos e Jardins de Verão...


É quase um "oásis", o jardim que fica entre o final do Ginjal e a Fonte da Pipa...

Tanto pode ser solário como um espaço de convívio e de piquenique...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, agosto 12, 2019

A Praia das Lavadeiras com Meninas...

Neste Agosto coberto de incertezas climáticas, gostei de ver algumas meninas a brincar na Praia das Lavadeiras, coração do Ginjal (junto aos famosos restaurantes "Atira-te ao Rio" e "Ponto Final")...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, agosto 03, 2019

A "Piscina" do Jardim Está Vazia...

Antes de ir de férias reparei que a fonte junto aos azulejos de Manuel Cargaleiro, num dos Jardins Públicos (que ficava bem com o nome do pintor...) de Almada estava vazia.

Já em Agosto, reparei que se mantinha sem água.

Sei que é "terrível" para a malta que fazia daquele tanque a sua piscina, neste Verão quente, mas é uma boa medida para a saúde pública. Pois a água, apesar de circular, estava longe de manter as condições de higiene desejadas, muitas vezes via-se com dificuldade o fundo, apesar da fonte ter menos de um metro de profundidade....

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, julho 12, 2019

Almada na História


Já saiu mais um número do boletim "Almada na História" (nº 32), publicada pelo Arquivo Histórico do Município de Almada.

Este boletim de fontes documentais é dedicado inteiramente à Costa de Caparica.

E a distribuição continua a ser gratuita.

Aproveitem!

quinta-feira, julho 11, 2019

O Calor, o Tejo e as Praias do Ginjal


As praias do Ginjal são mais que uma tentação em dias quentes, como o de hoje.

Apetece molhar muito mais que os pés.

Felizmente há quem se atreva...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, julho 06, 2019

O Poder nunca Gostou do "Contraditório"


De longe a longe tenho algumas conversas que me fazem lembrar as discussões sobre o "sexo dos anjos". 

A última delas foi com alguém próximo da CDU, que desabafou sobre a falta de um bom jornal em Almada, capaz de denunciar todos os problemas que estão ser criados pela presidência actual socialista.

Talvez não estivesse à espera que eu lhe recordasse, que a CDU nunca apoiou o "Jornal de Almada", de forma a que este pudesse subsistir, porque este tentava exercer o "contraditório" (por vezes de forma excessiva...), o que não agradava a quem exercia o poder há décadas (e quase sempre com maiorias...).

A boca fugiu-lhe para a verdade quando disse que o "Jornal de Almada" sempre fora um "pasquim" da igreja.

Pois é, quando se dão notícias "contra nós", os jornais têm sempre todos os defeitos do mundo...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, julho 03, 2019

A Solução do Costume...

Hoje passei por Cacilhas e descobri que a escultura de Jorge Pé-Curto, que homenageia Cacilhas, as crianças e as tradições (Burricadas), estava vedada.

Como de costume, a solução para os problemas em Almada são placas de aviso (o Ginjal está cheio delas, embora muitas já estejam quase ilegíveis...) ou vedações a proibir a passagem das pessoas (que normalmente não são cumpridas, com a da escadas que vão dar ao parque de estacionamento do Morro de Cacilhas, com já mais de um ano...).

As obras de recuperação ou de melhoramentos, essas, normalmente são inexistentes...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, junho 29, 2019

"Salvos" pela Largueza do Tejo...


A largueza do Tejo poupa-nos da visão catastrófica da quase "invasão" turística e capitalista (sim é o dinheiro que faz com que circulem tantos "monstros gigantes", que navegam por aí e deixam a sua pegada por onde quer que passam), que se faz pelos grandes portos do Mundo.

As imagens que o Malomil divulgou sobre Veneza não precisam de mais palavras...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, junho 24, 2019

O São João em Almada...

Hoje foi feriado em Almada, dia da Cidade e do nosso São João.

Claro que em Almada não se vivem os festejos populares, como no Porto, por exemplo, que também festeja o João, mas  como acontece em todo o lado, cada Terra tem o seu tempo, os seus usos e o seu ritmo...

Esta fotografia é do ano passado, da Rua Capitão Leitão, próxima dos Paços do Concelho, onde até se interrompe o trânsito, para se petiscar, ouvir música e dançar.

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, junho 13, 2019

Será que o Problema é Meu? Sou Eu que Sou Exigente?


Esta fotografia tem dois dias e retrata uma escadaria no centro de Almada (Rua D. Maria da Silva), por onde passo quase todos os dias e onde o exemplo do "abandono" é demasiado evidente, pelo que nem vale a pena tecer qualquer outro comentário...

Recordo apenas que durante a última campanha eleitoral autárquica um dos partidos que governa a cidade (PSD), encheu Almada de cartazes, onde dava mostras de se sentir escandalizado com o "lixo na rua" (mesmo onde ele não existia...) e defendia, muito bem, "Uma Cidade mais Limpa".

Só que a realidade é sempre outra coisa, e eu não me lembro de ver as ruas tão sujas e "abandonadas" como nos últimos tempos...

Mas como todos nós sabemos, a política alimenta-se do esquecimento e da falta de memória...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, junho 11, 2019

Conversas, Exposições & Esclarecimentos


Hoje tive uma conversa, um pouco mais acesa, sobre as exposições na Oficina de Cultura de Almada, com um dos seus responsáveis.

Percebi que a vontade de "inovar" às vezes nem sequer chega lá "acima", parte logo de quem está por ali e pensa que a sua função também abrange o papel de "crítico de artes plásticas", e que, entre outras coisas, até pode escolher os artistas para as exposições naquele local.

Só que o "espírito da coisa", é um pouco diferente, até por aquele espaço ser municipal. É também por isso, que todas as pessoas que pensam desta forma, deviam montar a sua própria galeria de arte, para eles e para os amigos.

Para explicar o porquê da exposição individual, que esteve  na Oficina até domingo - que até teve direito a catálogo e tudo, enquanto as outras, colectivas, se contentam com um pequeno folheto -, é que faltaram argumentos...

(Fotografia de Luís Eme - escultura de Carlos Morais)

quarta-feira, junho 05, 2019

Explorar a Maré Baixa no Ginjal...


Na manhã de ontem fiz uma coisa que nunca tinha feito.

Vim de Almada para Cacilhas pelo caminho mais distante, ou seja, pelo Ginjal.

Já à beira rio descubro que há muito tempo que não encontrava o Tejo "tão vazio". 

Foi por isso que desci à praia das Lavadeiras e me aventurei por caminhos "ainda não navegados". 

Caminhos que normalmente estão cobertos de água...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, junho 02, 2019

O Livro com a História das "Escolas do Desportivo"


Hoje, às 16 horas, será apresentado, no Salão Nobre do Estádio José Martins Vieira, na Cova da Piedade, o livro, "Escolas do Clube Desportivo da Cova da Piedade - 50 anos ao serviço do ensino popular e da democracia".

Para quem não sabe, as "Escolas do Desportivo" foram fundamentais para que muito boa gente conseguisse ter acesso ao ensino superior, através das aulas de apoio que facultava.

Antes de Abril tiveram também um papel decisivo na consciencialização política de todos aqueles que frequentaram as suas aulas e os seus cursos.

sexta-feira, maio 31, 2019

O Cristo-Rei está de Costas, Mas...


Não sei para que serve o "mono" que estão a acabar de construir, quase rente ao Cristo-Rei.

Sei sim que é de um mau gosto incrível, construir um "barracão" (para qualquer negócio...) tão próximo do Monumento.

Eu sei que o Cristo-Rei está de costas, mas mesmo assim, não deve achar nenhuma piada ao que por ali estão a fazer...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, maio 29, 2019

Uma Oficina Mais "Efémera" para os Almadenses...


Almada está a mudar, há já uns tempos, não para melhor, para outra coisa qualquer (tenho escrito por aqui sobre algum do "surrealismo" socialista...), que ainda não é completamente palpável, mas que é, no mínimo, estranho.

Agora foi a vez da Oficina de Cultura deixar o "fato de ganga azul" e vestir algo mais acetinado...

Oficina que está actualmente a receber a exposição individual de Beatriz Cunha, "Relicários Efémeros", que teve direito a catálogo e tudo (viva o luxo desta Oficina nova...).

Na apresentação do catálogo somos informados da mudança: [...] "Sempre aberta para receber em exposições colectivas os criadores almadenses, a Oficina de Cultura abalança-se agora, no ano em que completa 25 anos nestas instalações no centro da cidade de Almada, a acolher uma exposição individual, perseguindo deste modo uma prática que pretende incutir um espírito inovador  na sua programação. "[...]

O primeiro comentário que faço é este: «Que bom que é inovar, ignorando os artistas almadenses!»

Acho mesmo uma vergonha, que as três melhores galerias de arte de Almada, estejam praticamente vedadas aos artistas do concelho (Casa da Cerca, Galeria Municipal e agora, pelos vistos, a Oficina de Cultura...). 

E estranho o silêncio das Colectividades Culturais do Concelho de Almada, e sobretudo, dos seus artistas...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, maio 27, 2019

A Passagem do "Espanta-Peixes"...

Às vezes o cacilheiro aproxima-se ligeiramente da margem e os pescadores não acham muita piada.

Talvez por ser um bocado grande, alguns rapazes habituaram-se a chamar-lhe o "espanta-peixes"...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, maio 22, 2019

Tudo Igual, quase Três anos Depois...


Escrevi pela primeira vez sobre este atentado ao património cacilhense em Agosto de 2016.

Voltei a escrever sobre o assunto em Dezembro de 2016.

Mas a 22 de Maio de 2019, está tudo na mesma, como a lesma... Talvez os turistas até pensem que aquelas pinturas fazem parte da escultura...

É uma falta de respeito, de quem de direito, ao autor da obra e a todos os cacilhenses.

Talvez estejam à espera das próximas eleições autárquicas, ou então acham que assim o monumento fica mais giro...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, maio 18, 2019

Um Quase Vilhena no Ginjal

Uma das coisas mais curiosas da "arte de rua" do Ginjal é o seu prazo de validade.

De tempos a tempos muda-se de cenário (presumo que isso aconteça sem se dar qualquer cavaco aos "artistas" substituídos nas paredes...), umas vezes para melhor, outras para pior, acompanhando os ciclos da vida.

Reparo que nos últimos tempos apareceu pelo Ginjal um tal "latino 89", que dá alguns ares do grande José Vilhena...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, maio 16, 2019

A Cidade da Água de Almada...

A famosa "Cidade da Água é uma história já com vinte anos...

«O Estado comprometeu-se a criar o devido enquadramento legal que permitisse ao Fundo avançar com uma intervenção urbanística na Margueira. mas tal nunca aconteceu. Apesar dessa lacuna em 1999 e em 2001 ficaram célebres os “projectos” apresentados e denominados “Manhattan de Cacilhas” dos arquitectos Manuel Graça Dias  e Egas José Vieira e a Torre biónica, de Javier Pioz e Rosa Cervera, entre outras variações mediáticas.»

(notícia de Cristina Vargas do “Diário de Notícias”, de 19 de Dezembro de 2002)

«Foi apresentado esta terça-feira em Almada aquele que é considerado o maior projeto de requalificação urbana do país desde a Expo 98.
Nos antigos terrenos da Lisnave vai nascer a Cidade da Água, para onde está prevista a construção de casas, comércio, serviços, espaços culturais, uma marina, um terminal fluvial, um novo hotel, um museu e um centro de congressos.»

                                     (notícia de Ana Sanlez, do “Diário de Notícias” de 14 de Maio de 2019)

É verdade, já passaram vinte anos, desde o primeiro projecto, as famosas torres da nova "Manhattan de Cacilhas", ou seja, o nascimento da "Cidade da Água" já é um renascimento...

(Fotografia der Luís Eme)

sexta-feira, maio 10, 2019

O Poder Local nunca Olhou o Associativismo Almadense com "Olhos de Ver"...

A minha "coabitação" de 25 anos no Movimento Associativo Almadense, faz com que possa dizer, sem pestanejar, que o Poder Local nunca olhou o Associativismo Popular com "olhos de ver".

No longo reinado da CDU (e do vereador António Matos...) foi sempre mais fácil distribuir "caixas de peixe" que "canas de pesca" (contrariando o velho ditado chinês...) a uma boa parte de Colectividades do Concelho. 

Nunca houve qualquer preocupação em premiar quem trabalhava como devia ser, distante de uma postura associativa subsidiodependente. Ou seja, em vez de terem uma postura coerente e justa, passaram o tempo a "apagar fogos" e a alimentar velhos vícios (como se a "mama da teta da vaca do poder" desse sempre leite...) ao mesmo tempo que faziam concorrência desleal com muitas Colectividades (sem qualquer possibilidade de ombrear no quer que seja, com o poderio de um Município...), substituindo-as na sua função e ligação às comunidades.

Infelizmente o PS consegue fazer ainda pior, neste já mais de ano e meio que leva de mandato (sim, já não há espaço para desculpas...). Por um lado finge-se de "morto", por outro, faz de conta que o Movimento Associativo não existe, desrespeitando o passado e o presente das Colectividades e dos dirigentes voluntários, que apenas se movem pelo amor aos seus clubes.

Estou completamente à vontade para falar, porque as minhas colectividades (Incrível e SCALA) sempre trabalharam para o bem comum sem estar à espera de subsídios. Mas não existem milagres, e quem trabalha em prole da população almadense, tem de ser apoiado. 

Às vezes fico com a sensação que os governantes não percebem (acho que não querem é perceber...) que não estão a gerir o seu próprio dinheiro, mas sim o dinheiro de todos nós. Dinheiro esse que deve reverter para o bem comum de todos os cidadãos do Concelho e não para meros interesses pessoais...

(Fotografia de Luís Eme - que poderia ter como legenda: "basta termos o Cristo-Rei de costas voltadas para Almada"...)

quinta-feira, maio 09, 2019

A Incrível Almadense na SIC Notícias


Há dois dias a SIC Notícias transmitiu uma pequena notícia sobre a questão das rendas da sede social da Incrível Almadense, focando o seu aumento (100 vezes o valor antigo...). Ouviu a Incrível, o proprietário e também o Município de Almada.

O mais curioso da reportagem acaba por ser a resposta do Município, que afirmou não poder ajudar a Incrível (nem ter interesse...), por que se tratava de um edifício privado e apenas de serviços. De seguida acrescentou que as salas de espectáculos da Incrível serão classificadas como imóveis de interesse público, pela sua dimensão histórica.

A ajuda que a Incrível pediu ao Município em relação à sede social foi o levantamento das plantas do Cine-Incrível, por que também existe  um litígio com o senhorio sobre as áreas do edifício, pois há alguns espaços da Incrível que ele acha que são seus.

É no mínimo estranho que o Município não tenha verbas para ajudar a transformar o Salão de Festas da Incrível (aqui sim, houve um pedido de apoio monetário...) numa sala com condições para ser alugada, para qualquer tipo de espectáculo, mas que afirme que este será classificado como imóvel de interesse público.

O que a Incrível quer, é que um espaço que é seu, possa gerar receitas para ajudar a gerir o dia a dia da Colectividade, seja ele, ou não, de interesse público (que já o é, para todos os Incríveis, sem precisar de qualquer intervenção estatal...).

(Fotografia de Luís Eme)