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quarta-feira, abril 22, 2020

O (bom) Acolhimento do Liberdade


O Liberdade Futebol Clube, que fica na Mutela, comemora no próximo mês (28 de Maio) o seu primeiro centenário.

Descobri há dias que o seu pavilhão polidesportivo está a ser utilizado como espaço de acolhimento de pessoas sem abrigo do Concelho, numa parceria com o Município de Almada.

Embora esta não seja a forma sonhada pelos seus associados e dirigentes, para o Liberdade Futebol Clube comemorar os seus cem anos de vida, talvez seja a mais solidária...

(Fotografia de Luís Eme - Mutela)

sexta-feira, maio 10, 2019

O Poder Local nunca Olhou o Associativismo Almadense com "Olhos de Ver"...

A minha "coabitação" de 25 anos no Movimento Associativo Almadense, faz com que possa dizer, sem pestanejar, que o Poder Local nunca olhou o Associativismo Popular com "olhos de ver".

No longo reinado da CDU (e do vereador António Matos...) foi sempre mais fácil distribuir "caixas de peixe" que "canas de pesca" (contrariando o velho ditado chinês...) a uma boa parte de Colectividades do Concelho. 

Nunca houve qualquer preocupação em premiar quem trabalhava como devia ser, distante de uma postura associativa subsidiodependente. Ou seja, em vez de terem uma postura coerente e justa, passaram o tempo a "apagar fogos" e a alimentar velhos vícios (como se a "mama da teta da vaca do poder" desse sempre leite...) ao mesmo tempo que faziam concorrência desleal com muitas Colectividades (sem qualquer possibilidade de ombrear no quer que seja, com o poderio de um Município...), substituindo-as na sua função e ligação às comunidades.

Infelizmente o PS consegue fazer ainda pior, neste já mais de ano e meio que leva de mandato (sim, já não há espaço para desculpas...). Por um lado finge-se de "morto", por outro, faz de conta que o Movimento Associativo não existe, desrespeitando o passado e o presente das Colectividades e dos dirigentes voluntários, que apenas se movem pelo amor aos seus clubes.

Estou completamente à vontade para falar, porque as minhas colectividades (Incrível e SCALA) sempre trabalharam para o bem comum sem estar à espera de subsídios. Mas não existem milagres, e quem trabalha em prole da população almadense, tem de ser apoiado. 

Às vezes fico com a sensação que os governantes não percebem (acho que não querem é perceber...) que não estão a gerir o seu próprio dinheiro, mas sim o dinheiro de todos nós. Dinheiro esse que deve reverter para o bem comum de todos os cidadãos do Concelho e não para meros interesses pessoais...

(Fotografia de Luís Eme - que poderia ter como legenda: "basta termos o Cristo-Rei de costas voltadas para Almada"...)

segunda-feira, abril 29, 2019

A Incrível Precisa de Almada!

Ontem realizou-se mais uma Assembleia Geral Extraordinária da Incrível Almadense, infelizmente com pouca participação dos seus associados.

A lei por mais injusta que seja, é soberana. E a Incrível Almadense não é mais nem menos que as dezenas (provavelmente centenas...) de Colectividades lisboetas - algumas também centenárias - que foram desalojadas dos seus espaços graças à famosa "lei cristas", que protege de forma obscena os proprietários, em prejuízo dos inquilinos.

Foi por essa razão que a Incrível teve de pagar 13 mil euros na semana passada (as rendas atrasadas da sua sede desde Agosto de 2018, acrescidas de 20% do seu valor, exigidas pelo senhorio...), ainda que este valor tenha sido calculado sobre áreas que são pertença da Incrível Almadense (algo que terá de ser resolvido em tribunal...).

Neste período bastante complicado para a Colectividade mais antiga de Almada, não podemos deixar de registar a "ausência" do Município (nem sequer se dignou a responder aos vários pedidos de audiência com a vereadora do respectivo pelouro, apesar do apoio prometido. Salientamos que o apoio pedido não foi monetário, mas sim técnico...).

A Incrível Almadense está neste momento a lutar sozinha nesta "batalha", pelo que é imperioso que Almada acorde perante este problema, e seja solidária, com a Colectividade que mais contribuiu para o seu desenvolvimento cultural, sendo a grande pioneira do teatro, do cinema, da música e da literatura do Concelho.

Não temos dúvidas, que sem o trabalho desenvolvido ao longo de 170 anos, pela Incrível (e por outras colectividades, como por exemplo a SFUAP e a Academia), Almada não seria o que é hoje, tanto na qualidade como na oferta cultural.

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, março 30, 2019

A Incrível, Dividida Entre o Realismo e o Romantismo...


Ontem realizou-se a Assembleia Geral (ordinária) da apresentação do Relatório e Contas e também a Assembleia Geral (extraordinária) para se debater as questões relativas ao aumento de renda pedido pelo senhorio, do edifício da sede social, com a presença de cerca de quatro dezenas de associados.

A segunda assembleia acabou por ter uma importância complementar, por tudo o que estava em causa. Esteve presente a advogada da Incrível que, juntamente com a presidente da direcção da Incrível, fizeram um ponto de situação e esclareceram todas as  dúvidas dos sócios.

A Assembleia acabou por ficar marcada por duas correntes de opinião, um pouco divergentes. De um lado o realismo da direcção, de alguns dirigentes e associados (perante a incapacidade financeira da Colectividade para suportar o aumento da renda...) e o romantismo de alguns dirigentes e associados (que não querem perder o espaço que é sede social da Incrível há mais de 100 anos...), que continuam a não aceitar que a famosa "lei cristas" possa fazer toda a diferença, prejudicando instituições e pessoas, um pouco por todo o lado.

A grande decisão da noite acabou por ser a decisão de se avançar com uma providência cautelar, para evitar qualquer acção de despejo, que possa ser accionada pelo senhorio. E também foi decidido marcar uma nova Assembleia, onde se possa contar com a presença de mais associados, para que seja possível ir mais longe e chegar a mais gente.

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, dezembro 20, 2018

Olá Associativismo...


Toda a gente que de alguma forma está, ou esteve, ligada às colectividades de Almada, sabe que elas já viveram dias melhores.

Mas nos últimos anos as coisas pioraram, muitas portas se fecharam, para não se voltarem a abrir.

Há ainda casos estranhos, como o da quase "usurpação" das instalações do Clube Recreativo da Ramalha, pelos "rendeiros"...

A única coisa que sei, é que há demasiada passividade de algumas instituições, como a Associação das Colectividades do Concelho de Almada e algumas juntas de Freguesia, que andam sempre demasiado distraídas em relação ao que se passa à sua volta...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, agosto 08, 2017

A Ilusão da Igualdade e os "Maluquinhos" de Almada...


Fiz algumas contas de cabeça e descobri que já vivo há trinta anos e alguns meses em Almada.

Embora nos primeiros anos esta cidade tenha sido essencialmente um "dormitório". Os amigos, os filmes e os amores moravam no lado de lá do rio...

Só no final de 1990 é que se dá uma pequena aproximação à Almada e à sua história (graças a Romeu Correia...).

Mas antes já tinha reparado em alguns pormenores que faziam de Almada uma cidade diferente de outras que conhecia (como a Cidade onde cresci e vivi toda a adolescência...). As pessoas eram mais iguais que noutros lados e não procuravam esconder as suas "feridas". Foi por isso que nos primeiros tempos tive a sensação que havia mais "maluquinhos" em Almada que noutras terras. Mais tarde percebi que o que acontecia era que uma boa parte dos seus habitantes não fechavam em casa os seus familiares com deficiências. Aceitavam-nos e passeavam com eles, e outros já crescidos, calmos e com mais autonomia, até andavam pelas ruas sozinhos...

Trinta anos depois já não noto todas essas diferenças nem descubro tantos "maluquinhos" nas ruas. Às vezes penso que as pessoas se aburguesaram e copiaram os hábitos sociais de outras terras, deixando esta Cidade mais desigual. 

Mas talvez sejam apenas os meus olhos. Podem estar a ficar mais baços e  já não conseguem ver a "cidade nua" à janela...

(Óleo de David Mcclure)

sábado, dezembro 03, 2016

Um Associação, um Leilão, uma Fotografia...

Eu sei, o tempo não vai ser uma grande ajuda para logo. Mas também sei que existem chapéus de chuva, carros e que dentro da sede da SCALA até estamos confortáveis...

Já falei várias vezes por aqui da SCALA, a Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada, a primeira colectividade de que me fiz associado em Almada (com o privilégio de ser o seu primeiro sócio não fundador...). Isso aconteceu em 1994, o ano da fundação da Associação.

Fui e sou dirigente há vários anos, porque esta sim, é a "minha colectividade" de Cidade que escolhi para viver em 1987 (parece que afinal não caí de para-quedas...). Penso como o Orlando, não se pode gostar de todos os clubes da mesma maneira. Quando isso acontece, provavelmente não gostamos de nenhum...

É por isso que a SCALA e a Incrível Almadense são os meus "clubes" de Almada (o meu clube pequeno e o meu clube grande...). Poderei ser associado de outras colectividades, mas por razões que já se afastam do coração.

Isto de escrever directamente no "bloguer" tem esta coisa boa de nos fazer divagar e afastar do tema principal que nos ditou a prosa. Hoje à tarde realiza-se um pequeno "leilão" de obras (maioritariamente pinturas) oferecidas por vários sócios criadores da SCALA, que se disponibilizaram logo para ajudar (com a oferta de obras) quando o Município de Almada nos cedeu o espaço que hoje é a nossa sede e que precisava de obras de beneficiação. Como a SCALA não é mal agradecida decidiu organizar a "Exposição Colectiva de Pequeno Formato", com  36 obras de vinte artistas, integralmente oferecidas à nossa Associação.

Embora a maior parte das obras sejam pinturas em resolvi oferecer uma fotografia (sim, este Cacilheiro...), que quase disfarcei de pintura, para que não ficasse "desajustada" na exposição.

E agora só esperamos que esta sessão benemérita seja um sucesso.

Se por acaso não sabe o que vai oferecer a este ou aquele amigo, apareça logo na sede da SCALA, a partir das 16 horas (rua Conde Ferreira - Antiga Delegação Escolar - Almada). Tem muito por onde escolher e a preços simpáticos.

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, setembro 25, 2015

Bombeiros de Cacilhas em Festa na "Rua Direita"


Os Bombeiros Voluntários de Cacilhas estão a festejar o seu 125º aniversário na Rua Cândido dos Reis, com uma exposição dos seus carros mais emblemáticos e com mais história.

As viaturas de outros tempos, assim como outro material auxiliar, podem ser visitados até domingo, naquela que foi a Rua Direita de Cacilhas durante muitos anos.

É uma visita que vale a pena.

E parabéns à mais velha colectividade de Cacilhas, que continua a ser um dos orgulhos dos cacilhenses, assim como a todos os seus "Soldados da Paz".

quarta-feira, agosto 26, 2015

Um dos "Hotéis" Sem Estrelas na Nossa Banda


Não deixa de ser curioso que os novos "nómadas" que fogem da guerra e arriscam a vida para chegar ao Velho Continente, quando são entrevistados para a televisão, sonham com a Suécia e com a Alemanha, nunca com Portugal...

Eles conhecem o mundo e sabem o que querem e o que não querem. Sabem quais são os países de primeira, de segunda e de terceira na Europa.

E o que não querem mesmo é ficar num dos muitos "hotéis" sem estrelas, que abundam no nosso país.

Este que ficou na fotografia fica na Cova da Piedade, rente às velhas fábricas do Caramujo...

segunda-feira, maio 12, 2014

É Tão Fácil Fingir a Solidariedade


É tão fácil fingir a solidariedade no nosso país.

Não é por acaso que ela continua a ser presença certa nos discursos dos políticos...

Se calhar alguns daqueles que cresceram dentro dos partidos, pensam mesmo que se trata apenas de mais um "ramalhete" discursivo.

Os nossos governantes quando nos estão a retirar qualquer direito ou regalia (ladainha quase diária...), fingem que a perda é para todos, inclusive para eles. Mas como se apanha mais depressa um mentiroso que um coxo...

Mas eu nem estou pensar nessa gente... estou a pensar em alguns dirigentes associativos, bons a oferecer "música de cordel", mas que sempre que podem retirar dividendos apenas para eles, nunca olham para os lados ou para trás.

Infelizmente para eles a solidariedade também não passa de um número de teatro...

E pensar que eram os comunistas que diziam que um homem sozinho não vale nada...

quinta-feira, abril 24, 2014

Almada Cidade de Abril


Almada continua a ser uma Cidade de Abril.

Não tanto pelo poder, que apesar de ser de esquerda, tem os mesmos vícios e os mesmos tiques autocráticos de outras terras. Males de quem está no poder há quase quarenta anos... 

Almada é Cidade de Abril essencialmente pelos Almadenses, gente solidária que não tem medo de gritar: «Abril Sempre!»

terça-feira, dezembro 18, 2012

Não Fui, Não vou à Missa


Se tivesse alguma dúvida, em ir ou não à missa, perdia todas as que tivesse ao ouvir aquele "beato Salu", deliciado com o Natal cheio de pobres e desta caridadezinha (falo disso no "largo"...) que lhes enche o "coração". 

Provavelmente é um dos muitos que enchem o confessionário de histórias para receber o perdão desejado, pois segunda feira começa uma nova semana com novos pecados, porque deus lá estará à sua espera, no dia de conversar a sós com o padre, naquele cubiculo, onde até se pode falar da cobiça pela vizinha, mais uma vez, coisa que se resolve com dois ou três "pais nossos" ou "avé marias"...

A superioridade que saltava do seu corpo era tanta em relação a nós (talvez herejes ou pior...), que devia estar convencido que já tinha um banco no céu, aliás um sofá, que tinha muito mais a ver com ele.

Não, não fui, nem vou à missa. Nem sou do clube destes "cristãos". Sou pela solidariedade e não pela caridade.

E continuo satisfeito por não querer ser mais nem menos que ninguém...

sábado, março 31, 2012

Quem Foi que Disse?


Quem foi que disse que em Portugal já não se vive em Democracia?

Não sei.

Sei apenas que alguns governantes, muitos polícias, pensam mesmo que é verdade, a Democracia já era.

O melhor é não nos distrairmos muito.

Podemos começar por pintar um cartaz no Chiado, na segunda-feira...

quarta-feira, março 17, 2010

Arte de Mãos Dadas com a Madeira


Um pintor amigo (Mártio), que participa nesta acção de solidariedade (juntamente com dezenas de artistas plásticos), pediu-me que a divulgasse.
Algo que faço com todo o gosto.

sábado, novembro 21, 2009

Solidariedade Anarquista

O meu lado anarquista está solidário com o Centro de Cultura Libertária, de Cacilhas, que segundo se diz por aqui, está em vias de ver encerrada a sua sede.
Conheço o espaço, que visitei uma dúzia de vezes, quando ajudei a organizar uma exposição sobre o Movimento Anarquista Português"(o título não era assim, embora fosse este o objecto da exposição...) no extinto "Café com Letras", em Cacilhas, nos primeiros anos desta década.
Fiquei muito bem impressionado por ver que tinham tudo muito bem cuidado (inclusive a biblioteca e o arquivo de revistas antigas, encadernadas e bem acondicionadas).
Percebi que embora pudessem ter o cabelo em pé e pintado de verde ou azul e vivessem um pouco à margem da sociedade, respeitavam a sua história e o seu próprio património.
Escolhi como imagem um cartaz do jornal anarco-sindicalista espanhol, "Solidaridad Obrera".

domingo, agosto 19, 2007

A Mesma Geração, Caminhos Diferentes


Devo desde já avisar, que não me sinto, de maneira nenhuma, um bota de elástico.
Mas faz-me muita confusão os caminhos diferentes, trilhados pelas gerações que têm hoje idades compreendidas entre os dezasseis e os vinte e seis anos, no nosso dia a dia.
Felizmente encontramos muitos jovens, empenhados na defesa e protecção do ambiente, através da participação activa em movimentos cívicos que promovem várias acções de sensibilização junto da população.
E outros ainda, voluntários, numa série de iniciativas de cariz social, auxiliando as camadas mais frágeis da nossa sociedade, como os sem abrigo e os idosos.
Guardei para o fim a parte menos agradável... que acredito ser uma minoria: os jovens que se entretêm a destruir, quase tudo o que lhes aparece à frente, sejam espaços públicos ou privados. Pintam, vandalizam, roubam, aquilo que faz parte do património colectivo e que devia ser preservado por todos.
Quando me questiono, o que será que divide estes jovens, que apesar de pertencerem à mesma faixa etária, têm comportamentos tão diferentes?
Não consigo responder...

Este texto tem a companhia de um acrílico de Fernanda Neves.

terça-feira, junho 26, 2007

Não te Esqueças de Comprar o Trevinho


Não te esqueças de comprar este bonito Trevinho, através do site da Rarissimas ou pelo telemóvel nº 969657444.

Ao fazê-lo estás a apoiar a construção da "Casa dos Marcos", que depois de inaugurada, estará aberta a toda a população portadora de doenças mentais e raras, com carências de apoio e também de actividades lúdicas e intelectuais.