Nasceu como um espaço de opinião, informação e divulgação de tudo aquilo que vivia ou sobrevivia nas proximidades do Ginjal e do Tejo, mas foi alargando os horizontes...
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quarta-feira, agosto 19, 2020
domingo, agosto 16, 2020
domingo, julho 26, 2020
O que o Tejo Une e Separa...
Penso que o Tejo é o principal responsável pelo facto das localidades ribeirinhas, próximas da Capital, possuírem uma identidade própria, que também tem sido alicerçada por séculos de história.
Almada, Barreiro, Seixal ou Montijo, por exemplo, são muito diferentes da Amadora, de Odivelas ou de Loures.
Esta "fronteira" natural só começou a ser esbatida nos últimos cem anos, com a melhoria das condições de travessia do rio, com o começo da oferta de carreiras regulares entre as duas margens do rio.
E a partir de 1966, com a construção da Ponte 25 de Abril (é muito mais bonito que o nome anterior...) que liga Alcântara ao Pragal, tudo ficou mais próximo...
(Fotografia de Luís Eme - Tejo)
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segunda-feira, junho 08, 2020
quinta-feira, abril 23, 2020
Uma Cidade, um Livro, um Amigo...
Morava em Almada há meses, sem qualquer referência familiar, associativa ou cultural, nesta cidade. Era um quase perfeito "anónimo".
Claro que não vim morar para esta Cidade, apenas porque sim. Tinha feito 25 anos e queria "fixar-me", ter o meu canto. Os meus pais, mesmo à distância de cem quilómetros, apoiaram-me de imediato.
Por razões profissionais a Margem Sul era uma boa opção, mas não podia ficar muito longe da Capital... Sabia que não queria ir viver para a Cruz de Pau ou para o Miratejo, por exemplo. Depois de ter visto duas ou três casas, levaram-me pela primeira vez à Quinta da Alegria. Gostei logo do lugar, daquela encosta virada para o Rio (nem pensei nos inconvenientes da Lisnave, que ficava em frente...).
Depois, já no interior do apartamento, que ainda estava em construção, fiquei maravilhado com a vista da janela da sala e pensei: "que bom, tanto Tejo..."
Havia ainda outra vantagem, a pé, estava a dez, doze minutos do cais de Cacilhas, com a travessia do Rio, a vinte de Lisboa. E por aqui fiquei, há já trinta e três anos...
As palavras são assim, queria falar de um livro e de um amigo e onde já vou (e até me devo estar a repetir, mas isso é o que menos interessa)...
Pois, queria dizer eu de que... meses depois, andava eu a "vagabundear" no interior da Barateira - a mais espaçosa loja de livros usados que conheci -, quando descobri os "Desportistas Almadenses" (primeiro volume), uma obra que me chamou logo atenção, porque o desporto sempre fizera parte da minha vida, e na época, também profissionalmente.
Longe estava eu de pensar que seis anos depois, entrevistaria o autor da obra (para o "Record"), e ganharia um amigo, dos melhores que conheci pela vida fora: Henrique Mota, que fará em Setembro cem anos.
Por hoje ser o Dia do Livro, não posso esquecer que, depois de crescido, foram os jornais e os livros que me ofereceram mais amigos pela vida fora...
segunda-feira, março 30, 2020
sexta-feira, março 20, 2020
quarta-feira, março 18, 2020
Não sei se Almada é Diferente, Mas...
Não sei se Almada é diferente de outros lugares, mas por aqui, o "vazio das ruas", é mesmo a realidade destes dias estranhos.
Farto de estar fechado em casa, como tinha de vir à rua, resolvi fazer uma caminhada de quase uma hora, aproveitando a companhia do Tejo, ao longo do Cais do Ginjal.
Cruzei-me apenas com três pessoas. Um casal e um pescador...
Mas precisava mesmo de andar, de sentir o vento ligeiro que vinha da margem do rio. E claro, trocar duas ou três palavras com o Tejo...
(Fotografias de Luís Eme - Ginjal)
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sexta-feira, dezembro 20, 2019
A "Elsa" Passou pelo Ginjal...
A "Elsa" passou pelo Ginjal, felizmente, sem fazer grande mossa.
As casas velhas, mesmo sem telhado, não foram abaixo.
O Tejo sim, tem-se transformado num pequeno oceano, com ondas e ventos com força suficiente para assustar os tripulantes dos cacilheiros, que fizeram várias pausas, ontem e hoje, interrompendo algumas travessias (especialmente as do Barreiro e da Trafaria)...
E as ondas com vontade de subir paredes, não deixam de ser uma delícia, no Cais do Ginjal...
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
quinta-feira, agosto 22, 2019
O Ginjal não Começa nem Acaba...
Não sabem onde começa e onde acaba...
Uns pensam que acaba no último armazém em ruínas, outros quando o rio fecha portas (Quinta da Arealva).
Claro que isso não tem qualquer importância... o Mundo sempre me pareceu melhor sem fronteiras, apesar de haver muita gente que gosta de viver rodeada de muros...
(Fotografia de Luís Eme)
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quinta-feira, julho 11, 2019
sábado, junho 29, 2019
"Salvos" pela Largueza do Tejo...
A largueza do Tejo poupa-nos da visão catastrófica da quase "invasão" turística e capitalista (sim é o dinheiro que faz com que circulem tantos "monstros gigantes", que navegam por aí e deixam a sua pegada por onde quer que passam), que se faz pelos grandes portos do Mundo.
As imagens que o Malomil divulgou sobre Veneza não precisam de mais palavras...
(Fotografia de Luís Eme)
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quarta-feira, junho 05, 2019
Explorar a Maré Baixa no Ginjal...
Na manhã de ontem fiz uma coisa que nunca tinha feito.
Vim de Almada para Cacilhas pelo caminho mais distante, ou seja, pelo Ginjal.
Já à beira rio descubro que há muito tempo que não encontrava o Tejo "tão vazio".
Foi por isso que desci à praia das Lavadeiras e me aventurei por caminhos "ainda não navegados".
Caminhos que normalmente estão cobertos de água...
Foi por isso que desci à praia das Lavadeiras e me aventurei por caminhos "ainda não navegados".
Caminhos que normalmente estão cobertos de água...
(Fotografia de Luís Eme)
quinta-feira, fevereiro 21, 2019
sábado, janeiro 12, 2019
"Almada e o Tejo: Património (s)"
Foi inaugurada hoje a exposição "Almada e o Tejo: Património (s)", na Oficina de Cultura de Almada, organizada pela Associação Amigos da Cidade de Almada, que se prepara para comemorar o seu 24.º aniversário.
Uma das grandes atracções da exposição são as 26 embarcações em miniatura (com muitos cacilheiros, de várias épocas...), recriadas por Luís Serra, um grande artesão almadense e meu companheiro da "Tertúlia do Bacalhau com Grão".
(Fotografia de Luís Eme)
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quinta-feira, dezembro 27, 2018
quarta-feira, dezembro 05, 2018
terça-feira, novembro 27, 2018
A Vigilante e o Preguiça...
Hoje passei pelo Ginjal, ao fim da manhã, quase a furar o nevoeiro.
Junto ao "Atira-te ao Rio", a maré baixa fez com que um coelho aparecesse rente à Praia das Lavadeiras (saiu de um dos buracos do cais e não de qualquer cartola...) e colocou alguns funcionários em guarda.
Um deles colocou a conversa em dia comigo e disse que não estavam à "caça de ratazanas" (embora elas habitem por ali às dezenas, sim fico-me apenas pelas dezenas...), mas sim à procura de um coelho que veio até à margem do Tejo. E depois queixou-se da senhora que passa por ali, mais que uma vez por dia, a alimentar a "gataria do Ginjal", que foi perdendo a vontade e a destreza de se deliciar com os primos do Jerry.
Nem de propósito, acabei por me cruzar com um destes "anafados", que como levava um saco, miou-me, à procura de um doce. Depois de perceber que não havia nada para ele, rebolou-se e ficou por ali, deitado no paredão.
(Fotografias de Luís Eme)
terça-feira, setembro 18, 2018
O Ginjal com Barcas e Gentes ao Fim da Tarde...
Toda a gente quer ganhar dinheiro com os turistas.
Esta é a explicação óbvia para o encontro com tantas barcas a passearem Tejo abaixo, Tejo acima, povoadas de gente, cada vez mais rendida aos encantos do melhor rio do mundo...
E é também por isso que a gente de fora continua a encher as esplanadas e os passeios rente às duas Margens.
(Fotografia de Luís Eme)
domingo, setembro 02, 2018
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