terça-feira, abril 24, 2018

Abril em Duplicado em Almada...


Sei que as mudanças políticas têm destas coisas, mas não consigo perceber porque razão o 25 de Abril em Almada vai ter duas comemorações, quase em simultâneo, na manhã do Dia da Liberdade...

Eu vou estar na Praça da Renovação, como de costume, com o Povo Almadense.

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, abril 23, 2018

Para os Muitos Escritores Esquecidos (com excelentes livros carregados de pó...)



Porque hoje se comemoram os livros, recordo um escritor "esquecido", Manuel da Fonseca, um grande contador de histórias, que tive o prazer de conhecer na bonita baía do Seixal... A minha homenagem para ele e por todos os grandes escritores que escreveram livros memoráveis, que ganham pó nas bibliotecas e que gostavam muito de ter leitores...

(para o Manuel da Fonseca)

Pequeno Retrato

Mesmo no Tempo de Solidão
Nunca ficaste parado,
andaste sempre por aí,
disseste tantas vezes, não,
Com a cumplicidade da Rosa dos Ventos.
Solidário com a vida sofrida e dura
Das mulheres e homens da Seara de Vento,
Escreveste palavras sem qualquer candura.

Sofreste com a injustiça e desigualdade
Sentiste a dor e a fome da tua gente,
O Fogo e as Cinzas que sombrearam a Planície.
Felizmente, contaste todas estas histórias na Cidade.

Mesmo no Tempo de Solidão
Não desististe de nada
Nem mesmo de ser um Anjo no Trapézio,
Em Santiago, Lisboa ou Almada.

Nunca perdeste o sorriso de gaiato,
Nem a vontade de ir à Aldeia Nova
Ou a Cerromaior, visitar as tabernas,
Onde escutavas a sabedoria do povo
Que te aquecia a alma e o coração,
Com um copo de vinho quente e novo.

Mesmo no Tempo de Solidão
Que bom, Manuel,
Teres dito sempre, que não!

Luís [Alves] Milheiro

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, abril 20, 2018

Uma Bela Surpresa no Ginjal...


Hoje, antes do almoço, descobri um grupo de alunos da Capital (e as suas professoras...) a pintar o Tejo, no espaço ajardinado rente ao elevador da Boca do Vento, na fronteira entre o Ginjal e a Fonte da Pipa.

Foi uma bela surpresa. E como eles estavam animados e inspirados pela beleza da paisagem...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, abril 18, 2018

Aparentemente Almada ficou mais Próxima de Lisboa (e do Poder)...


Aparentemente Almada ficou mais próxima de Lisboa, onde continuam (e continuarão...) "sitiados" os senhores que mandam em coisas tão vulgares como o preço com que  se tabelam "as batatas e as galinhas", aqui e ali.

Isso acontece porque a Presidente é uma figura pública ligada à cultura, com um ar leve e simpático, e claro, não podemos esquecer o mais importante: pertence ao partido do poder.

E nós esperamos que Almada consiga ganhar alguma coisa com esta maior visibilidade de Inês Medeiros, além do "duelo criativo", proposto pela "Visão"...

sábado, abril 14, 2018

A "Ciclovia" do Ginjal...


O paredão do Ginjal (ou um longo cais...) presta-se a tudo, felizmente.

Se de segunda a sexta é parque de estacionamento para aqueles que se levantam cedo e não se assustam com as placas que ameaçam derrocadas há quase uma década, de domingo a domingo têm muitas mais funções:

É o espaço de entretém de múltiplos pescadores de água já pouco doce;
É lugar de passagem para os frequentadores dos dois restaurantes mais concorridos pelos turistas das europas;
É "passeio dos tristes", para muitos almadenses que gostam de passear à beira rio;
Mas não é tudo, é também uma ciclovia, para quem gosta de pedalar e fintar a gente que acredita que o "paraíso" fica lá para a frente, quando o rio abraça o mar...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, abril 08, 2018

O Ginjal ao Domingo...


Ao passearmos pelo Ginjal cruzamos-se com pessoas que estão ali com motivações completamente diferentes. Há os que passeiam, como eu, nas margens do rio, ou no seu interior, como os navegadores...


Há quem aproveite para fotografar as ruínas, o rio, as pessoas (foi o que fiz hoje)...


Sem esquecer os pescadores, os contempladores das margens do rio...


E os outros, que pescam de barco...

(Fotografias de Luís Eme)

segunda-feira, março 26, 2018

O Ginjal entre o Abandono e os Poderes...


Não sei quanto tempo mais o Ginjal irá continuar abandonado. Mas parece-me que está a atingir o seu "prazo de validade", cada vez há mais muros e telhados e ruir...

Fala-se agora com mais insistência do seu "Plano de Pormenor", que é agora que vai avançar, por que somos governados pela mesma força política que ocupa o Poder Central.

É uma "teoria" que me causa algumas dúvidas. Se todo aquele espaço é privado, não sei porque razão estão à espera do Governo para avançarem com as respectivas obras...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, março 21, 2018

Porque Hoje se Abraçam os Poetas...


Não esqueço a Primavera e as queridas Árvores... Apenas lembro com um abraço os Poetas. E é por isso que vos ofereço a minha "Rima de Poetas", cheia de gente bonita:


Rima de Poetas

Camões começou a epopeia
Pessoa trouxe a complexidade
Natália quis ser sereia
Torga agarrou a realidade
Zé Gomes foi militante
Florbela a deusa do amor
Ary o poema cantante
Herberto pintou a dor
Rosário abraçou a saudade
Luísa a memória
Teresa a felicidade
Vasco a história
Adilia é a infância
O’Neill as frase certas
Alegre a errância
David as portas abertas
Zeca foi revolução
Sophia é tranquilidade
Belo a inquietação
E Sena a verdade.
   
Luís [Alves] Milheiro

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, março 17, 2018

Movimento Associativo Homenageia Alexandre Castanheira


Hoje à tarde, às 16 horas, uma boa parte do movimento associativo almadense homenageia Alexandre Castanheira, dando particular destaque à paixão poética, que sempre o acompanhou a vida inteira, como autor e como declamador.

A homenagem realiza-se no Salão de Festas da Incrível Almadense, a "casa" onde se iniciou nas culturas e no associativismo.

Por não me poder dividir em dois, não estarei lá no seu começo, mas espero conseguir passar por lá...

Acabei por escrever um poema em sua homenagem (que em princípio será declamado pelo meu amigo Francisco Gonçalves), que publico com a devida vénia, a uma das grandes figuras da cultura almadense, que nos deixou há um mês...

Alexandre

Alexandre é um nome inesquecível,
Que continua vivo e presente
Na história da nossa Incrível
E à qual ninguém fica indiferente

Cedo se encantou com o associativismo,
Os livros, o teatro eram a paixão
E ajudaram-no a descobrir o comunismo
A que se entregou de alma e coração.

Um dia foi obrigado a partir,
Vagueou de cidade em cidade
Porque sabia que era preciso resistir
E lutar todos os dias pela Liberdade

Num quase acidente da clandestinidade
Descobriu o amor, e logo em Paris,
A Capital das luzes e da fraternidade
Foi tão forte que o levou a abandonar o País

Felizmente aconteceu Abril
E o Alexandre voltou a Almada
A Terra dos seus sonhos mil
Que com o tempo ficara quase encantada

No meio de tanta alegria e amor
Voltou a ser o homem que sonhara
O Professor, o poeta e o escritor
Abril, felizmente, também o libertara
  
Luís [Alves] Milheiro

quarta-feira, março 14, 2018

A "(Na)Tureza" de Anabela Luís


É no sábado, às 16 horas, na Sede / Galeria da SCALA...