segunda-feira, março 30, 2020

"Apareçam! Há Poucos Mirones!"

Li algures que os golfinhos se tinham aproximado de Veneza, agora mais calma e mais límpida.

Por acaso, não querem aparecer por Lisboa, Trafaria, Ginjal ou Cacilhas?

Apareçam! Até porque há poucos mirones!

(Fotografia de Luís Eme - Olho de Boi)

sábado, março 21, 2020

Por Aqui (Ginjal)


Todo o Ginjal é um "livro de poesia"...


Por Aqui (Ginjal)

Todos os que saem à rua
recebem o abraço do Sol
até ao final do dia
e se esperarem pela noite
também recebem
um beijo estrelado da Lua...

(Luís (Alves) Milheiro


(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


sexta-feira, março 20, 2020

As Únicas Novidades, São, uma ou Outra Pintura...

Logo conto ir dar mais uma volta, rente ao Tejo, apesar dos Chuviscos.

Além do "deserto" humano desejável que encontrei na minha última caminhada, também descobri uma nova pintura de parede no Ginjal, ligeiramente mais sinistra que o habitual...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

quarta-feira, março 18, 2020

Não sei se Almada é Diferente, Mas...

Não sei se Almada é diferente de outros lugares, mas por aqui, o "vazio das ruas", é mesmo a realidade destes dias estranhos.

Farto de estar fechado em casa, como tinha de vir à rua, resolvi fazer uma caminhada de quase uma hora, aproveitando a companhia do Tejo, ao longo do Cais do Ginjal.


Cruzei-me apenas com três pessoas. Um casal e  um pescador...

Mas precisava mesmo de andar, de sentir o vento ligeiro que vinha da margem do rio. E claro, trocar duas ou três palavras com o Tejo...

(Fotografias de Luís Eme - Ginjal)

domingo, março 15, 2020

A "Quarentena" no Ginjal


Não só é normal, como é natural, que as ruas (por todo o lado) comecem a ter pouco movimento.

Esta fotografia foi tirada sábado, ao fim da manhã, no miradouro do Jardim do Castelo, com a esplanada do "Ponto Final" limpa de gente.

Apesar de ser possível "manter as distâncias" nos restaurantes do Ginjal, estes sabem que o melhor que têm a fazer é acompanhar estes tempos, fechando portas, até porque a sua clientela é quase toda de fora...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

segunda-feira, março 09, 2020

Uma Grande Mulher e uma Grande Campeã de Almada


Hoje é um dia especial, porque se comemora o centenário do nascimento de Almerinda Correia, que não se limitou a ser a companheira da vida inteira de Romeu Correia, a grande referência literária do Concelho de Almada.

Almerinda foi um dos grandes exemplos da emancipação da mulher, na Vila onde viveu e num país onde tudo tardava a chegar, até a democracia, que andou "perdida" durante 48 anos... 

Por influência do marido começou a praticar desporto, tornando-se em pouco tempo uma das melhores lançadoras do peso, disco e dardo, do nosso país (foi várias vezes campeã nacional com a camisola do Almada Atlético Clube).

Além de andar de calções pela Vila de Almada (quando ia treinar com o marido), também foi uma das primeiras mulheres a usar calças, que ela própria confeccionava, não fosse ela costureira (foi a principal fonte de inspiração para o romance de estreia do Romeu, o "Trapo Azul"...).

quinta-feira, março 05, 2020

O Dia de Aniversário da SCALA


Hoje é a data oficial da fundação da SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada, criada no ano de 1994, por 15 homens ligados à cultura e ao associativismo Almadense.

Uma boa parte deles foram (e são) bons amigos, aprendi muito com eles, sobre a história de Almada, mas também sobre a natureza humana. E não esqueço que foram eles que me abriram as portas do Associativismo, que era uma marca única da nossa Terra.

Dos que já partiram, não esqueço o Arménio Reis, o Henrique Mota e o Victor Aparício. Dos que ainda cá estão, é bom ainda puder trocar dois dedos de conversa com o Fernando Barão, o Diamantino Lourenço e o Abrantes Raposo.

Apesar da SCALA de hoje já não ser a Sociedade que fundaram, têm todos motivos de sobra para estarem orgulhosos, pelo muito que fizeram pela Cultura Almadense.

(Desenho da autoria de Any Ana, outra grande Amiga que conheci graças à SCALA e que já não está entre nós...) 

domingo, março 01, 2020

O Assédio Moral nas Bibliotecas da Câmara Municipal de Almada


Já tinha ouvido falar sobre o problema do assédio moral sobre alguns trabalhadores das bibliotecas municipais de Almada, mas não tinha noção da sua verdadeira dimensão.

Só há minutos, durante uma reportagem da SIC, me apercebi da sua gravidade (conheço uma das pessoas que foram entrevistadas, que nem sequer fazia ideia que já não era funcionária da CM Almada, de quem tenho a melhor das impressões...).

Não deixa de ser curiosa a posição de quem manda na Câmara...

O problema foi despoletado ainda no tempo da CDU (que desvalorizou o problema, vá-se lá saber porquê...).

O problema não só continuou como se agravou na vigência do PS, com a habitual "mudança de cadeiras".

Mas não deixa de ser curioso, que o tal abaixo assinado com mais de sessenta por cento da assinaturas dos funcionários ligados às bibliotecas, não fosse levado a sério. E que se tentasse levar o problema para a "baixa política", dando a entender que o PCP estava a utilizar os trabalhadores e o sindicato, para fazer oposição ao PS...

E lá vem a velha questão, dos "chefes mais papistas que o papa", que pelo menos no tempo da CDU, se comportavam como se mandassem mais que alguns vereadores...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quarta-feira, fevereiro 26, 2020

A Devolução de Subsídios ao Município


A minha primeira impressão sobre a exigência de devolução de subsídios atribuídos a Colectividades almadenses pelo Município, era de que se tratava de uma medida correcta (as verbas não foram utilizadas para o fim a que foram pedidas).

Mas depois de fazer uma análise mais profunda, fiquei com bastantes dúvidas se este era o procedimento que fazia mais sentido, ainda por cima de alguém que já demonstrou, mais que uma vez, que não tem grande respeito pelo passado e pelo presente do Movimento Associativo Popular.

Sei de pelo menos cinco casos de Colectividades que, ou já devolveram, ou vão ter de devolver verbas que lhes foram atribuídas (acredito que deverão existir mais...). E também sei que em alguns casos estas verbas só foram "desviadas" do objectivo para a qual tinham sido concedidas, por uma mera questão de sobrevivência destas colectividades.

Colectividades que se sentem cada vez mais "órfãs", de quem as apoiava (o que acontecia durante a governação da CDU...) e agora parece estar mais apostado na sua extinção, que na sua sobrevivência...

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)

quinta-feira, fevereiro 20, 2020

O Uso e Abuso da Memória (Curta) das Pessoas...

Outra prática comum de todos os partidos (de Norte a Sul) é o "deixa andar" durante quase três anos, em que o normal é fingir que governam, porque leram nas "cartilhas" dos seus "clubes" que as pessoas têm a memória curta e que é o último ano de mandato que conta, para as eleições.

Ou seja, estamos quase a chegar ao tempo em que Almada se irá transformando, "cirurgicamente", num "estaleiro de obras"...

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)

quarta-feira, fevereiro 19, 2020

«Saem os amigos dos outros, entram os amigos destes.»

Finalmente consegui que alguém me esclarecesse a "má prática comum" em todos os partidos e em todos os governos (locais e nacionais), de alterar tudo o que existe e se faz (mesmo o bem feito...), e que tantos milhões dá de prejuízo ao país e a todos nós...

A melhor maneira de controlarem as coisas e de fazerem o que mais lhes interessa (o bem público como sabemos nunca é uma das suas primeiras prioridades), é virarem tudo de pernas para o ar e iniciarem novos processos de governação.

Só com novos processos de governação é possível criarem-se novos departamentos, novas chefias, novas assessorarias e oferecer boas oportunidades de negócio aos "amigos e familiares".

Ou seja, como muito bem me disse, alguém que conhece os partidos, por dentro e por fora: «Saem os amigos dos outros, entram os amigos destes.»

Só me posso queixar da minha ingenuidade, porque nunca tinha olhado para esta questão desta maneira.

E isto explica muita coisa que se tem passado em Almada nos últimos dois anos...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

sexta-feira, fevereiro 14, 2020

O Município de Almada Preocupa-se "Muito" com o Património Alheio mas Esquece-se de "Arrumar a Casa"...

Faz-me muita confusão que o Município esteja tão "preocupado" com as instalações das Colectividades Centenárias da Cidade (Incrível e Academia Almadense), que quer tornar "Património Municipal", embora estas tenham sido construídas pelos seus associados - no caso da Incrível, tanto o Salão de Festas como o seu Cine-Teatro, foram construídos sem qualquer apoio autárquico -, e olhe para o lado, em relação às suas próprias instalações.

O Museu da Música Filarmónica foi fechado, sem qualquer justificação válida (deve ter sido alguma "birra ou "trauma de infância"...) e assim continua, à espera de alguma "ideia luminosa". Já que esta vereação é tão moderna, podiam mudar o seu nome e transformá-lo numa "Sala de Rock", apagando assim mais uma réstea do passado almadense.


O edifício da antiga EDP, adquirido pelo Município, durante a governação da CDU, continua abandonado (cada vez mais degradado...). Falava-se de tanta coisa, até de uma futura Loja do Cidadão, falava-se... 

Pois é, tantas preocupações com o património alheio, e com o que é, de facto, do Município, é o que se vê...

Se estivéssemos em Itália, uma das frases repetida mais vezes, seria, "Porca Miséria!".

(Fotografias de Luís Eme - Almada)

quarta-feira, fevereiro 12, 2020

A Aposta na "Destruição" Continua (de quase tudo o que mexe)...

Pior que ter a sensação de que "não se passa nada", que as pessoas que governam Almada ainda não sabem muito bem o que fazer com a Cultura e o Associativismo, quase dois anos e meio de terem chegado ao poder, é falar com alguém que "está lá dentro" e ficar a saber que ela, a andar para trás para a frente nos vários "corredores do poder", tem sensações "ainda mais sinistras".

Pois é, parece que ainda se está na fase da "destruição"... Ainda se anda a destruir tudo o que se puder, para depois então, se construir algo de novo, por cima dos cacos...

Apesar de saber que facilmente se destrói o trabalho de anos (o bom e o mau...), não sei se o "resultado final" terá alguma coisa a ver com Almada e com os verdadeiros almadenses, que nunca se envergonharam da sua "sub-urbanidade"...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)