quinta-feira, julho 20, 2017

A "Habitual Táctica" Socialista (de Derrota)...

Desde que moro em Almada, tenho quase a certeza que só nas últimas eleições é que o PS apostou num candidato a presidente da Câmara, do Concelho, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Almada. Perdeu, como é hábito. Deve ter sido por isso voltou ao "antigamente", que também só lhe deu derrotas...

Desta vez a figura nacional escolhida tem um bom ar, mas isso é muito pouco para os almadenses. Como de costume, a actriz Inês Medeiros, pouco ou nada conhece do Concelho de Almada.

E o mais curioso, é que a poucos meses das eleições, ainda não encontrei qualquer rasto da Inês por Almada.

Só espero que ela não tenha a infelicidade de ofender a inteligência dos almadenses, como o fez outro candidato derrotado, Torres Couto, que disse que costumava ver Almada, quando regressava de avião de Bruxelas...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, julho 13, 2017

A "Associa Artes" na Sobreda


Participo mais uma vez na "Associa Artes - IV Bienal de Artes Plásticas de Setúbal", com uma fotografia ("As Cores da Música").

A exposição colectiva tem obras de artistas da Imargem, Amigos de Almada, SCALA (Almada), Artes (Seixal), Artsfera (Barreiro) e CACAV (Alhos Vedros), será inaugurada no próximo sábado, às 16 horas e poderá ser visitada no Solar dos Zagalos, Sobreda, até 10 de Setembro.

quarta-feira, julho 12, 2017

Recordar Mário Fernandes em Almada

A riqueza das palavras e das imagens oferecidas pela mesa de honra, composta por Francisco Gonçalves, Joaquim Judas, Mário Araújo, Mário Fernandes (filho) e Orlando Laranjeiro, fizeram da homenagem a Mário Fernandes, na passagem do seu centenário,  um acontecimento memorável.


Outro aspecto que relevámos foi a qualidade da assistência que lotou a Sala Pablo Neruda.

Quando se consegue juntar gente como Alberto Pereira Ramos, Alfredo Gauparrão dos Santos, Ana Pereira da Silva, António Policarpo, Carlos Alberto Rosado, Carlos Guilherme, Carlos Gomes, Carlos Nunes, Edite Condeixa, Eduardo M, Raposo, Eurico Marques, Diamantino Lourenço, Fernando Barão, Fernando Dias, Fernando Fitas, Francisco Bronze, Francisco Naia, Gil Marovas, Henrique Costa Mota, João Paixão, José Carlos Almeida, José Gonçalves, José Manuel Maia, José Rodrigues, Luís Bayó Veiga, Luís Milheiro, Luís Serra, Manuel Gil, Mara Martins, Osvaldo Azinheira, Vitor Alaíz, Vitor Costa (e outros que não memorizámos...), com fortes ligações à cultura e ao associativismo almadense, não há muito mais para dizer.

Toda esta riqueza humana e associativa expressa a qualidade e o respeito que a memória de Mário Fernandes continua a despertar em Almada.

(Fotografias de Luís Eme)

domingo, julho 09, 2017

Centenário de Mário Fernandes (1917 - 2017)


Mário Fernandes foi um democrata e associativista de Almada, que era reconhecido antes de Abril como uma das grandes referências do colectivismo e da liberdade, na então Vila.

Antigo dirigente da Academia Almadense, era normal vê-lo à mesa dos cafés almadenses, com outros democratas, a conspirarem contra a ditadura salazarista.

O movimento associativo de Almada, através da AACA, vai prestar-lhe uma homenagem merecida, na passagem do centenário do seu nascimento, na próxima terça-feira, às 18 horas, na Sala Pablo Neruda, do Fórum Romeu Correia.

sexta-feira, julho 07, 2017

«Olha a Minha Margem!»

Não é bonita, reconheço... mas é a minha margem.

Hoje ao olhá-la pensei que não houve um porquê, apenas um porque sim. Ou seja,  Almada foi uma escolha pessoal, por nenhuma razão especial.

Curiosamente, ou talvez não, nunca me passou pela cabeça viver em Lisboa...

Talvez me sentisse "suburbano" (seja lá o que isso for...), ou gostasse de morar num sítio onde olhasse o Tejo e Lisboa...

E também não sou de mudar de casa, vivo há trinta anos na casa que estreei...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, julho 02, 2017

Uma História Bonita Já com 35 Anos...


Num país como o nosso que trata tão mal a cultura (toda...), é sempre motivo de festa e de orgulho quando uma Associação de Artes e Artistas, comemora 35 anos de vida. 

Estamos a falar da Imargem - Associação de Artistas Plásticos do Concelho de Almada, que ao longo das mais de três décadas de existência se transformou na principal referencia no campo das artes plásticas, num concelho como o de Almada, que faz questão de se afirmar no campo cultural (mesmo que muitas vezes seja só "fogo de vista"...).

A festa decorreu ontem, ao fim da tarde, com a inauguração de uma exposição de grande valor artístico, e também de grande simbolismo, com obras de vários artistas da Imargem, que fazem parte do acervo municipal. E depois foi apresentado o livro, "Imargem 35 anos, 1982 - 2017", que complementa e actualiza a obra apresentada na passagem do 20.º adversário da Associação.

Louro Artur fez a apresentação da obra, além de falar da história da Imargem (não fosse ele um dos fundadores...), "abraçou" com palavras os 35 + 1 artistas, que também dão vida a este livro.


Francisco Palma, presidente da Direcção, falou sobretudo do presente, dos desafios que todos temos de enfrentar nestes tempos difíceis, da procura de uma renovação constante no campo das artes e também na necessidade de diálogos, mais abertos e mais críticos, de tudo aquilo que se faz no campo artístico. Congratulou-se também por ver obras na exposição, que não eram mostradas há trinta anos, reforçando que a arte é feita para estar à vista e não escondida.

Francisco Bronze, também fundador da Imargem,  falou destes nossos tempos esquisitos, que tão mal tratam a cultura, do regresso em força da "futebolização", que tem efeitos tão nefastos na nossa sociedade, assim como de outros espectáculos de massas, que acabam por "esconder" o que de bom se faz nas culturas de minorias.

E eu senti uma grande honra em estar sentado ao lado destes três excelentes artistas plásticos, que tanto têm dado a Almada nestes últimos 35 anos, ao serviço das artes plásticas, sem me esquecer de dar os parabéns à Imargem e aos seus associados, pela sua notável colaboração no enriquecimento do património artístico do nosso concelho.

(Fotografia Américo D' Souza)

sexta-feira, junho 30, 2017

Os 35 Anos da Imargem

No próximo sábado, às 18 horas, será inaugurada a exposição artística do Acervo Municipal, inserida na comemoração do 35º aniversário da Imargem. 

Será também apresentado o livro que festeja a efeméride, na Sala Pablo Neruda, do Fórum Romeu Correia.

domingo, junho 25, 2017

António Policarpo "Mostrou-nos a História"...

Ontem assisti  ao lançamento do livro, "Quinta dos Frades - Do Paço do Desembargador D' El' Rei a Museu da Cidade de Almada, 1366 - 2016)", de António M. Neves Policarpo.

O livro foi apresentado pelo director do Museu da Cidade, Luís Pequito Antunes e contou com a presença do Presidente do Município, Joaquim Judas. A parte que ofereceu mais entusiasmo à numerosa assistência, foi quando o autor, depois de nos oferecer uns tópicos da obra em primeira mão (não manuseei o livro, pois sai um pouco antes do fim...), pediu para projectarem uma imagem dos anos 1940 (panorâmica aérea...) de toda a freguesia da Cova da Piedade na parede, para depois nos levar de viagem, de rua em rua, de quinta em quinta, de fábrica em fábrica, para vermos com os nossos olhos como uma freguesia rural se torna urbana, em pouco mais de sessenta anos.

Foi muita feliz esta ideia do Policarpo em nos "mostrar a História", em nos levar de viagem através de uma fotografia...

(Fotografia de autor desconhecido - não foi esta fotografia que foi mostrada, mas esta acaba por ser a que tenho que mais se aproxima da excelente ideia de António Policarpo, um dos grandes historiadores de Almada)

sexta-feira, junho 23, 2017

"Almada em Festa"


Amanhã será inaugurada mais uma exposição de pintura na sede-galeria da SCALA, às 16 horas.

Desta vez alguns artistas scalanos aproveitam as Festas São Joaninas para festejar Almada...

quarta-feira, junho 21, 2017

A Cerâmica do Mártio


A exposição de artes plásticas, "Uma Vida a Pintar e a Sonhar", de Mártio, que está patente na sede da SCALA não se resume aos seus quadros (óleos, aguarelas, desenhos...), também mostra a obra gráfica e sobretudo os seus trabalhos de cerâmica.

Mártio escolheu divertir-se ao fazer bonecos de barro, na senda do grande Rafael Bordalo Pinheiro. Este seu Álvaro Cunhal é um bom exemplo da sua arte em cerâmica.

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, junho 16, 2017

Pluralidades


No próximo sábado às 16 horas será inaugurada na Oficina de Cultura de Almada a exposição de artes plásticas, "Pluralidades", com obras artísticas dos associados da Imargem, a Associação de Artistas Plásticos do Concelho de Almada.

É uma mostra de arte que vale sempre a pena visitar, pela qualidade e pela diversidade artística dos autores.

sexta-feira, junho 09, 2017

"Uma Vida a Pintar e a Sonhar"

Quem gosta de artes plásticas não deve perder a exposição de Mártio, que será inaugurada amanhã na sede da SCALA, às 16 horas.

Depois da inauguração da exposição, serão visionados quatro pequenos filmes sobre a obra do autor, que abrirão uma conversa aberta sobre o Mártio e sobre o mundo das artes, na qual também participarei.

quarta-feira, junho 07, 2017

A Cultura Cansa?


Começo logo por responder à questão que dá título a este pequeno texto: claro que sim, a Cultura pode cansar, como tudo o que é  "usado" ou "aplicado" em doses exageradas.

E Almada usa e abusa da cultura, e nota-se que em vez de conseguir reduzir a sua "carga" cultural, aumenta-a...

Talvez não exista solução para reduzir as actividades culturais "privadas" no Concelho, pelo menos as organizadas pelo movimento associativo (ou até por  pessoas singulares), que não tenham qualquer dependência com o chamado poder local. Embora exista a Associação das Colectividades do Concelho de Almada, esta continua longe de se afirmar como pólo de agregação e de comunicação no seio das associações concelhias...

Mas as organizadas pelo Município, poderiam (e deveriam...) ter um calendário adequado, sem que sejam programadas duas e três actividades interessantes, no mesmo dia e à mesma hora, deixando todos aqueles que gostam de cultura, sem saber o que fazer, qual a opção a tomar...

Eu pela minha parte, já fiz saber nas colectividades a que pertenço, que a aposta, tem de ser, cada vez mais, na qualidade. A prática diz-nos que não vale a pena fazer muitas coisas, se depois não se tem a aderência do público desejada...

Quem está no poder pode continuar a assobiar para o ar e a fazer "contas de multiplicação" na cultura, mas é péssimo percebermos que já há pessoas a deixarem de aparecer em exposições, lançamentos de livros, por causa do tal "cansaço"...

(Fotografia de Luís Eme)