quarta-feira, janeiro 17, 2018

Alexandre Castanheira (1928 - 2018)

Alexandre Castanheira deixou-nos há poucas horas, aos noventa anos de idade.

Escritor, poeta, professor, resistente e associativista, foi uma das grandes figuras da cultura almadense do século XX. 

Sei que a amizade não se agradece, mas também não se esconde. É por isso que digo que foi um prazer muito grande conviver (e aprender tantas coisas...) com este excelente companheiro e amigo das "ruas da cultura" da nossa Cidade de Abril.

Em sua homenagem vou deixar aqui um dos poemas que lhe dediquei:

O Outono do Adeus
  
As árvores despiam-se
As folhas despediam-se

Tu estavas diferente,
Já não conseguias
Enganar o coração.
Muita coisa mudara
Com e sem distanciação

A tua vida soprava ao vento,
Sonhos, poemas e ilusões

No fundo de ti
O Partido deixara de estar
Acima da família

A tua filha, a tua companheira
Simbolizavam, cada vez mais,
A tua Liberdade

Querias sair da clandestinidade
Querias ser cidadão
A tempo inteiro
Em qualquer cidade...


Nota: Escrevi este poema quando ele fez 85 anos, a pensar na sua partida para o exílio em Paris, depois de ter dedicado 15 anos da sua vida à luta antifascista, na clandestinidade, ao serviço do PCP e da Liberdade...

(Fotografia de Fernando Viana - da última vez que estivemos juntos, num evento cultural, o colóquio, "A Incrível na História da Resistência em Almada", realizado a 6 de Maio de 2017, no Salão de Festas da nossa Incrível... Como se percebe estamos todos a ouvi-lo, embevecidos, eu o Carlos e o Alfredo, tal como a plateia...)

terça-feira, janeiro 09, 2018

Um Segundo Ginjal...


O Casario tem estado um bocado "às moscas" (mesmo que elas não sejam "fruta desta época...).

Hoje esteve um quase belo dia de Inverno, daqueles bons para fazer subir as águas das barragens mais alguns centímetros.

Mesmo sem "chover a cântaros", choveu o suficiente para chegar a casa com as calças molhadas.

Vim no São Jorge e quando estava quase a chegar à minha margem, tirei uma fotografia, que acaba por ser o segundo Ginjal de 2018 (com gaivota)...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, janeiro 02, 2018

Um Primeiro Ginjal...

As paredes do extenso Cais do Ginjal, povoadas de cor, também querem dizer coisas...

Sei que os "artistas" nem sempre as concretizam da melhor maneira. Mas esse é o dia a dia de quem cria (com mais ou menos talento), chegar à aproximação do tal sonho que quis ser uma história, um poema ou uma imagem...

Não tenho sonhos ou desejos para este lugar. Só o conheci decadente. E devo confessar, que tenho algum receio da sua transformação (tantas vezes prometida e adiada...).

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, dezembro 22, 2017

Boas Festas Para Todos


O "Casario do Ginjal" deseja Boas Festas e um excelente 2018 para todos os seus visitantes, com a concretização de muitos projectos e sonhos.

(Fotografia de Luís Eme - "Árvore de Natal" de Cacilhas)

domingo, dezembro 17, 2017

«E o burro sou eu?»

Houve um seleccionador nacional (Scolari) que em tempos que já lá vão tornou esta pergunta famosa, numa conferência de imprensa futebolística, pouco satisfeito com as perguntas que lhe faziam.

E agora surge um novo restaurante no Largo de Cacilhas, que se socorre de duas "estátuas" do animal mais popular da localidade ribeirinha...

No meu entender é uma forma inteligente de promover uma nova "casa de pasto", num local onde se mantém a fama da boa comida, especialmente do bom peixe e marisco.

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, dezembro 12, 2017

Afinal não Houve "Batalha Naval" no Tejo...

Não, não houve qualquer "batalha naval" no Tejo, comemoraram-se 700 anos da Marinha de Guerra Portuguesa...

Foi por isso que hoje andaram mais de uma dezena de navios de guerra da Marinha (de várias classes e tamanhos...) a navegar pelo Tejo. 

O Cacilheiro juntou-se à festa...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, dezembro 10, 2017

Ainda as Cores do Ginjal...


Vou voltar às pinturas recentes do Ginjal, apenas para não deixar o "casario" em pousio...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, dezembro 03, 2017

As Mudanças "Artísticas" no Ginjal...


Apesar do ar desolador das habitações que teimam em não cair no Ginjal (apesar das placas de "perigo de derrocada"...), há um aspecto exterior que de tempos a tempos sofre algumas modificações. 

Refiro-me às pinturas que querem ser mais que de guerra. Faziam novas variantes de cores e de desenhos, quase sempre agradáveis, como esta boneca quase recente chegada às paredes dos quase "murais do Ginjal"...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, dezembro 01, 2017

A Minha Quarta Edição de "Bonecos de Luz"...


Hoje fui surpreendido com a primeira edição do romance "Bonecos de Luz" de Romeu Correia, que não conhecia... Editado pela Arcádia em 1961.

Pensava que me iriam pedir uma "pequena fortuna", mas pediram-me apenas uma nota de cinco euros. 

Não ligaram muito às palavras escritas a lápis logo na primeira página do livro (1.ª Edição), muito menos teriam conhecimento de que neste ano de 2017 se comemora o centenário do seu nascimento...

E se quisesse levar o caso para o mundo da ficção até poderia "inventar" que o livro fora ali colocado, estrategicamente, só com um intuito: o de eu o trazer para casa.

terça-feira, novembro 28, 2017

Lições Vindas da Plateia...


É bom quando nos convidam para falar, para contar coisas sobre a história de Almada (neste caso particular da história do atletismo almadense e de Romeu Correia...) e no fim, quando fazemos contas, aprendemos uma série de coisas novas, contadas pelas pessoas que estavam na plateia...

Claro que não estou a falar de simples assistentes. A maior parte eram treinadores, atletas e dirigentes, gente que conhece como poucos a realidade dos clubes pequenos. Clubes que eles com o tempo foram tornando "grandes", através da soma de pequenas vitórias, que juntas, se transformaram em grandes vitórias...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, novembro 24, 2017

Há Horas de Sorte...

Hoje apareci na Sala Pablo Neruda do Forum Romeu Correia às 18 horas, para assistir a mais uma conversa sobre as facetas de Romeu Correia, com o professor Duarte Ivo Cruz (convidado para falar sobre o dramaturgo e o teatro de Romeu Correia) e com o jornalista Ribeiro Cardoso (convidado para falar do autor mais representado por amadores).

Infelizmente (para quem não compareceu) e felizmente para a meia-dúzia de pessoas que formaram uma mesa redonda (a Alexandra, a Edite, o Gabriel, a Maria João a Sónia e eu) com os dois excelentes interlocutores, passámos quase duas horas num ambiente de grande cumplicidade e camaradagem à volta do Romeu, do seu teatro, dos seus livros e também de outras curiosidades, bem vindas à conversa.

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, novembro 22, 2017

O Desporto na Vida de Romeu Correia...


No sábado vamos recordar o Romeu Desportista, no Complexo Municipal dos Desportos Cidade de Almada...