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sábado, agosto 22, 2020

As Dores da Idade...


Quando a mãe se queixou das dores de cabeça e culpou as "mudanças de tempo" (cada vez mais repentinas...), a minha filha sorriu, como se se tratasse de uma "invenção", ou de uma "desculpa".

Quando se tem dezasseis anos, duvida-se de tudo, também por o corpo suportar quase tudo... É cedo demais para sentir as dores físicas da idade, sentem-se mais as emocionais...

(Fotografia de Luís Eme - Porto Covo)

sexta-feira, agosto 07, 2020

Um Amigo Único

Talvez nem ele saiba de onde lhe vêem as forças... que o ajudaram a chegar, hoje, aos noventa anos.

A vida teimou, vezes demais, em lhe oferecer "o pão que o diabo amassou". Mas ele enfrentou-a de peito aberto, decidido a construir o seu próprio destino. E conseguiu-o.

Claro que não comemora este aniversário, como desejava, rodeado de amigos. Este tempo maldito tentou "passar-lhe a perna", mas ele continua com a esperança de voltar a abraçar e a beijar os amigos, não fosse ele um Homem de afectos, que nunca teve pudor em utilizar a palavra amor no seio da família e dos amigos.

Para o Orlando o melhor da vida continuam a ser as pessoas. Foi por isso que encontrou no Associativismo um campo de amizade, companheirismo e solidariedade. Foi por isso que sempre que lhe foi possível, criou "tertúlias", para estar com os amigos.

Faço parte da última tertúlia que ele criou (juntamente comigo, com o Chico e com o Carlos), a "Tertúlia do Bacalhau com Grão", que se foi alargando a mais amigos e que foi interrompida pela pandemia.

Sei que a Amizade não se agradece, mas sabe tão bem sentirmos que temos um verdadeiro amigo, único... 

(Fotografia de Carlos da "Olivença" - Almada)

quarta-feira, fevereiro 19, 2020

«Saem os amigos dos outros, entram os amigos destes.»

Finalmente consegui que alguém me esclarecesse a "má prática comum" em todos os partidos e em todos os governos (locais e nacionais), de alterar tudo o que existe e se faz (mesmo o bem feito...), e que tantos milhões dá de prejuízo ao país e a todos nós...

A melhor maneira de controlarem as coisas e de fazerem o que mais lhes interessa (o bem público como sabemos nunca é uma das suas primeiras prioridades), é virarem tudo de pernas para o ar e iniciarem novos processos de governação.

Só com novos processos de governação é possível criarem-se novos departamentos, novas chefias, novas assessorarias e oferecer boas oportunidades de negócio aos "amigos e familiares".

Ou seja, como muito bem me disse, alguém que conhece os partidos, por dentro e por fora: «Saem os amigos dos outros, entram os amigos destes.»

Só me posso queixar da minha ingenuidade, porque nunca tinha olhado para esta questão desta maneira.

E isto explica muita coisa que se tem passado em Almada nos últimos dois anos...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quarta-feira, fevereiro 12, 2020

A Aposta na "Destruição" Continua (de quase tudo o que mexe)...

Pior que ter a sensação de que "não se passa nada", que as pessoas que governam Almada ainda não sabem muito bem o que fazer com a Cultura e o Associativismo, quase dois anos e meio de terem chegado ao poder, é falar com alguém que "está lá dentro" e ficar a saber que ela, a andar para trás para a frente nos vários "corredores do poder", tem sensações "ainda mais sinistras".

Pois é, parece que ainda se está na fase da "destruição"... Ainda se anda a destruir tudo o que se puder, para depois então, se construir algo de novo, por cima dos cacos...

Apesar de saber que facilmente se destrói o trabalho de anos (o bom e o mau...), não sei se o "resultado final" terá alguma coisa a ver com Almada e com os verdadeiros almadenses, que nunca se envergonharam da sua "sub-urbanidade"...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)

quinta-feira, dezembro 12, 2019

"Dez por Dez" na Imargem

Hoje à tarde visitei uma excelente exposição, que está patente na galeria da Imargem (em Almada), intitulada, "Dez por Dez", por nos oferecer trabalhos de dez artistas: Carlos Catalão, Carlos Morais, D' Souza, Fernanda Guerreiro, Fernando Quintas, Francisco Bronze, Francisco Palma, Jorge Pé-Curto, Manuel da Fonseca e Maria Bargado.


Além de visitar a exposição acabei por ficar mais alguns bons minutos, a conversar com dois amigos sobre Arte, Associativismo e Almada...

(Fotografias de Luís Eme - Almada)

terça-feira, junho 11, 2019

Conversas, Exposições & Esclarecimentos


Hoje tive uma conversa, um pouco mais acesa, sobre as exposições na Oficina de Cultura de Almada, com um dos seus responsáveis.

Percebi que a vontade de "inovar" às vezes nem sequer chega lá "acima", parte logo de quem está por ali e pensa que a sua função também abrange o papel de "crítico de artes plásticas", e que, entre outras coisas, até pode escolher os artistas para as exposições naquele local.

Só que o "espírito da coisa", é um pouco diferente, até por aquele espaço ser municipal. É também por isso, que todas as pessoas que pensam desta forma, deviam montar a sua própria galeria de arte, para eles e para os amigos.

Para explicar o porquê da exposição individual, que esteve  na Oficina até domingo - que até teve direito a catálogo e tudo, enquanto as outras, colectivas, se contentam com um pequeno folheto -, é que faltaram argumentos...

(Fotografia de Luís Eme - escultura de Carlos Morais)

sábado, abril 27, 2019

«Estupidamente, a Câmara pensa mais na comunicação social que nos almadenses.»


Mesmo que não nos apetecesse muito, por estarmos na manhã de 25 de Abril, não tivemos outra hipótese, senão dar razão ao Francisco. 

Quando ele nos disse: «Estupidamente, a Câmara  pensa mais na comunicação social que nos almadenses», arrancou-nos um sorriso e uma mão cheia de palavras, carregadas de ironia e de liberdade.

Tudo porque o "Público" trazia uma reportagem de uma página inteira sobre uma exposição de que ninguém sabia que se realizava em Almada (em vários lugares...), com 45 cartazes da autoria de 45 artistas (do desenho à fotografia, passando pela pintura, escultura, arte urbana, etc). 

O mais curioso, é que éramos todos malta das "culturas", não da batata, mas das artes e letras...

Depois de lermos a notícia, concluímos que o Francisco é mesmo espertalhaço, pois estava mais uma vez certo. 

Não tínhamos grandes dúvidas que para os organizadores da exposição, era mais importante que ela fosse difundida na comunicação social que ser visitada pelos habitantes da Cidade...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, abril 14, 2019

«Os factos são como o algodão, não enganam»


Há dias tive uma discussão sobre a verdade e a mentira das notícias (que depois até saltou para a própria história...).

Houve um momento em que parei de falar, à espera do silêncio (é complicado quando as conversas ficam parecidas com os debates futebolísticos televisivos, em que cada vez de fala mais alto e ninguém entende nada do que se diz...).

Quando o silêncio regressou disse: «os factos são como o algodão, não enganam». 

Só que as pessoas, estão de tal forma equivocadas, que acham que tudo é discutível, até os factos, o que realmente acontece, sem qualquer desvio.

Talvez esta confusão tenha que ver com a forma como se faz jornalismo nos nossos dias (principalmente o televisivo), em que se tenta distorcer a realidade em nome das audiências (e das conveniências)...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, abril 11, 2019

«O que é isso de 'rabos de palha'?»


Pois é, a sabedoria popular tem muito que se lhe diga. Nem parece que foi criada quase em oposição aos "eruditos" dos tempos passados...

A minha filha com catorze anos, perguntou-me o que era isso dos 'rabos de palha' (ela pergunta-me muita coisa, que eu tenho a mania que ela já devia saber...  esqueço-me de que não passou uma boa parte das férias grandes da infância, na aldeia, na casa dos avós, tal como eu e o meu irmão. Esta passagem pelos campos foi decisiva para o enriquecimento do meu vocabulário, sem que me apercebesse...).

Comecei por dizer que os rabos de palha deixam sempre rasto por onde passam... Depois fui mais longe e disse, que às vezes falamos de coisas, como se não tivéssemos nada a ver com elas, mas há sempre alguém que nos lembra que não é bem assim. Somos traídos pela memória mais vezes do que devíamos.

Acabei por lhe dar um exemplo prático, de Cavaco Silva (que como diz o meu amigo Gui, é a "virgem mais puta de Portugal"...), que sempre que tem uma oportunidade destila os seus "ódios de estimação", esquecido dos seus "pecadilhos" enquanto governante e político. Mas basta perceber que ele é o homem que garante a pés juntos, que nunca foi político, quando foi dez anos primeiro-ministro e outros dez presidente da República (sem somar o seu tempo como ministro das Finanças...).

Pois foi, afinal nos seus governos também havia primos, tios, e até esposas de ministros...

terça-feira, janeiro 01, 2019

A Minha Principal Tertúlia Gastronómica...

A minha principal tertúlia gastronómica tem como cenário o Restaurante Olivença, que fica próximo do Mercado de Almada e acabou por ser baptizada pela "Tertúlia do Bacalhau com Grão". Este nome deve-se ao facto dos nossos encontros "comensais" terem lugar à segunda-feira, dia em que é confeccionado o melhor bacalhau com grão de Almada e arredores.

Esta tertúlia existe há mais de meia-dúzia de anos e é sobretudo um espaço de amizade e de convívio e teve como principal mentor Orlando Laranjeiro. No início éramos quatro, o Orlando, o Xico, o Carlos e eu. Depois foram aparecendo novos amigos (Carlos II, Carlos III, Viriato, Jaiminho, Mário e Luís), que se integraram com facilidade no espírito da coisa. 

Embora o Carlos I, goste de dizer com ironia que na nossa tertúlia não se "diz mal de ninguém", o que salta à vista de qualquer pessoa mais atenta, é a amizade reinante entre todos, que tanto nos permite contarmos uma anedota picante, como falar da história de Almada, da realidade que nos cerca - quer a nível local, nacional e internacional, ou, não menos importante, falarmos das pessoas e das Colectividades de que gostamos. 

Infelizmente este último trimestre não tem sido nada agradável. Momentaneamente vimo-nos privados da companhia do Orlando e do Carlos I, por problemas de saúde. Para piorar as coisas, o nosso Carlos III partiu neste final de ano, sem ter tempo para se despedir dos amigos.

Apesar destes "golpes traiçoeiros", na próxima segunda-feira, lá estaremos. Como de costume falaremos de tudo o que nos apetecer, até da ausência dos nossos queridos amigos, com a cumplicidade de um outro Carlos, que gere a nossa "Casa de Pasto" e sempre nos tratou como uns "lordes"...

(Fotografia do Carlos da "Olivença")

terça-feira, novembro 27, 2018

A Vigilante e o Preguiça...


Hoje passei pelo Ginjal, ao fim da manhã, quase a furar o nevoeiro.

Junto ao "Atira-te ao Rio", a maré baixa fez com que um coelho aparecesse rente à Praia das Lavadeiras (saiu de um dos buracos do cais e não de qualquer cartola...) e colocou alguns funcionários em guarda.

Um deles colocou a conversa em dia comigo e disse que não estavam à "caça de ratazanas" (embora elas habitem por ali às dezenas, sim fico-me apenas pelas dezenas...), mas sim à procura de um coelho que veio até à margem do Tejo. E depois queixou-se da senhora que passa por ali, mais que uma vez por dia, a alimentar a "gataria do Ginjal", que  foi perdendo a vontade e a destreza de se deliciar com os primos do Jerry.


Nem de propósito, acabei por me cruzar com um destes "anafados", que como levava um saco, miou-me, à procura de um doce. Depois de perceber que não havia nada para ele, rebolou-se e ficou por ali, deitado no paredão.

(Fotografias de Luís Eme)

sexta-feira, setembro 14, 2018

Mais Vale Tarde que Nunca...

Depois de anos de "abandono", os autarcas da junta de Freguesia "acordaram" e andam por aí, a tapar buracos nas ruas e nos passeios.

O mais curioso, é a "auto-publicidade" que fazem, deixando em cada obra a "marca pessoal".

É caso para dizer: «É de político!»

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, junho 04, 2018

Ecos da "Revolução" Política em Almada (1)

Já andava há tempos para escrever que uma das coisas que mais me incomoda na vida política, são as mudanças absurdas levadas a cabo pelas novas forças partidárias, quando passam a governar uma cidade ou um país. 

Normalmente, depois de se fazerem as contas, ficamos todos a perder.

Almada, depois de mais de 40 anos de governação comunista, também está a ser alvo de uma autêntica "revolução", que ainda não é muito visível no exterior, mas promete continuar a agitar as águas (até mesmo as do Tejo...), nos próximos tempos.

Nos meios culturais e associativos (os que mais frequento...), tenho escutado coisas quase do arco da velha (umas credíveis outras nem por isso...). Pessoas próximas da CDU dizem que "A nova presidente está a matar o Associativismo". Espero que sejam apenas desabafos de quem não aceita muito bem as mudanças, e ainda menos o fim de determinados privilégios...

Sim, porque sempre me fez confusão que um partido que defende a igualdade de oportunidades e a justiça social, tivesse uma política tão pouco transparente, na atribuição de subsídios e apoios às colectividades (sei do que falo, até por ter sentido na pele algumas dessas "injustiças"...). Mas a prática política dos socialistas nestas coisas de apoios está longe de ser linear... ou seja, os "benefícios" podem apenas mudar de "clube", assim como as "injustiças"...

Já em relação às instalações municipais (museus e galerias...), não entendo algumas das mudanças de que se fala (embora possam ser apenas "conversas de café"...), inclusive do fecho de alguns espaços.

Mas o melhor mesmo, é esperar para ver, pois a "revolução" ainda vai no adro...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, junho 01, 2018

O Olhar, Sempre o Olhar...


Sem que estes três amigos se apercebessem, fotografei-os, enquanto se movimentavam e olhavam para este "mural" colectivo, que está em exposição na Oficina de Cultura de Almada (na Exposição Colectiva dos Alunos da USALMA) e que pode ser visitada até ao dia 3 de Junho...

Depois aproximei-me e ouvi as explicações do "mestre" e as divagações dos outros artistas...

E pensei para os meus botões, «É tão importante saber olhar...»

sábado, fevereiro 17, 2018

"Os Loucos de Almada" (e os "Meninos de Cacilhas")...


Hoje é mais um dia de repetições nos meus blogues e de oferta de poemas. Sim, o "Casario", o "Largo", as "Viagens" e a Carroça" vão ter uma postagem quase igual, mas com um poema diferente, da "Praça Miguel Bombarda", o caderno que vou apresentar logo em Almada, rodeado de alguns amigos, que entre outras coisas, também gostam de poesia.

A acompanhar o meu poema colocarei uma fotografia minha da exposição, que será inaugurada antes da conversa com poemas.

os loucos de almada
  
não sei como descobriram
a praça miguel bombarda
sei apenas que vêm
quase em excursão
e com as moedas
que encontram à mão
atravessam o rio de cacilheiro
e fazem uma festança
que vale para o mês inteiro

além do bilhete da barca
Trazem também
vários poemas nos bolsos
são coisas más, assim-assim
e uma ou outra coisa boa
mas tudo o que ele querem
mesmo, mesmo
é brincar aos poetas com os loucos de lisboa

(Fotografia de Luís Eme - "Os Meninos de Cacilhas")

terça-feira, novembro 28, 2017

Lições Vindas da Plateia...


É bom quando nos convidam para falar, para contar coisas sobre a história de Almada (neste caso particular da história do atletismo almadense e de Romeu Correia...) e no fim, quando fazemos contas, aprendemos uma série de coisas novas, contadas pelas pessoas que estavam na plateia...

Claro que não estou a falar de simples assistentes. A maior parte eram treinadores, atletas e dirigentes, gente que conhece como poucos a realidade dos clubes pequenos. Clubes que eles com o tempo foram tornando "grandes", através da soma de pequenas vitórias, que juntas, se transformaram em grandes vitórias...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, novembro 24, 2017

Há Horas de Sorte...

Hoje apareci na Sala Pablo Neruda do Forum Romeu Correia às 18 horas, para assistir a mais uma conversa sobre as facetas de Romeu Correia, com o professor Duarte Ivo Cruz (convidado para falar sobre o dramaturgo e o teatro de Romeu Correia) e com o jornalista Ribeiro Cardoso (convidado para falar do autor mais representado por amadores).

Infelizmente (para quem não compareceu) e felizmente para a meia-dúzia de pessoas que formaram uma mesa redonda (a Alexandra, a Edite, o Gabriel, a Maria João a Sónia e eu) com os dois excelentes interlocutores, passámos quase duas horas num ambiente de grande cumplicidade e camaradagem à volta do Romeu, do seu teatro, dos seus livros e também de outras curiosidades, bem vindas à conversa.

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, setembro 19, 2017

Inês Medeiros, uma Boa Surpresa

De uma forma completamente inesperada acabei por conhecer e conversar com Inês Medeiros, a candidata do PS à presidência do Município de Almada.

Embora continue a pensar que ela chegou tarde à "corrida" eleitoral (já escrevi aqui sobre a sua candidatura e não fui muito meigo...), fiquei  bastante agradado, não só por ela demonstrar conhecer muitos dos problemas de Almada, mas também por não se furtar a um diálogo aberto e abrangente. Defendeu os seus pontos de vista, mas também aceitou algumas críticas, com um "fair-play" pouco habitual nos políticos.

(Fotografia de autor desconhecido)

domingo, agosto 06, 2017

O "Repuxo" de Cara Lavada

Nem todos os empresários percebem que é preciso de vez em quando mudar qualquer coisa, para refrescar os olhares dos frequentadores habituais e principalmente dos outros, que é preciso conquistar...

Os donos do café que frequento perceberam isso e vai de "lavar a cara", dar um outro ar, para dar descanso aos olhos de quem por ali passa.

Ontem entrei e sentei-me à espera do café. Estava um pouco receoso. O Chave de Ouro, o Delta e o Nicola são os meus cafés favoritos. Agora era tempo do Sical, que nem sempre me sabe bem...

Mas depois de saborear a bica que o Manel me trouxe, disse-lhe que me soube bem, mas estava apreensivo. Ele sorriu, mas agora quem mais ordena é esta marca, que deve ter contribuído de uma forma generosa nesta mudança...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, junho 07, 2017

A Cultura Cansa?


Começo logo por responder à questão que dá título a este pequeno texto: claro que sim, a Cultura pode cansar, como tudo o que é  "usado" ou "aplicado" em doses exageradas.

E Almada usa e abusa da cultura, e nota-se que em vez de conseguir reduzir a sua "carga" cultural, aumenta-a...

Talvez não exista solução para reduzir as actividades culturais "privadas" no Concelho, pelo menos as organizadas pelo movimento associativo (ou até por  pessoas singulares), que não tenham qualquer dependência com o chamado poder local. Embora exista a Associação das Colectividades do Concelho de Almada, esta continua longe de se afirmar como pólo de agregação e de comunicação no seio das associações concelhias...

Mas as organizadas pelo Município, poderiam (e deveriam...) ter um calendário adequado, sem que sejam programadas duas e três actividades interessantes, no mesmo dia e à mesma hora, deixando todos aqueles que gostam de cultura, sem saber o que fazer, qual a opção a tomar...

Eu pela minha parte, já fiz saber nas colectividades a que pertenço, que a aposta, tem de ser, cada vez mais, na qualidade. A prática diz-nos que não vale a pena fazer muitas coisas, se depois não se tem a aderência do público desejada...

Quem está no poder pode continuar a assobiar para o ar e a fazer "contas de multiplicação" na cultura, mas é péssimo percebermos que já há pessoas a deixarem de aparecer em exposições, lançamentos de livros, por causa do tal "cansaço"...

(Fotografia de Luís Eme)