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quinta-feira, julho 10, 2014

A Dupla Sexualidade


Nunca quis ser bissexual, preferiu antes a dupla sexualidade...

Felizmente nunca foi olhado como um perigo pelos maridos das suas musas, por conhecerem alguns dos seus namorados.

Musas que adoravam as suas palavras, a sua delicadeza e a sua maneira diferente de amar, tão distante da selvajaria e dos egoísmos dos seus maridos.

E como adorou cornear alguns machos, que passavam o tempo a chamar nomes feios aos amigos, que primavam pela diferença, mas que tentavam seduzir, no mínimo uma vez por ano, nas festas loucas do carnaval.

Ainda hoje, depois de ultrapassar os oitenta anos, tem dificuldade em se definir, não consegue afastar-se da sua dupla sexualidade, tanto sonha com homens como com mulheres...

O óleo é de Lima Junior.

terça-feira, fevereiro 12, 2013

O Carnaval em Almada


Definitivamente, Almada não é Terra de carnavais.

Foram raros os mascarados com que quem nos cruzámos hoje à tarde nas ruas, a minha filha teve de fazer a festa com o irmão e com os pais, na distribuição de confetes e serpentinas...

E os poucos mascarados que se viram eram crianças.

O óleo é de Nitin Utge.

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

A Ignorância Sempre foi Atrevida


Hoje, casualmente, folheei o "Jornal da Região - Almada".

Na mesma página em que se falava no Carnaval ser um dia normal em Almada e dos diferentes pontos de vista  da Autarquia e das Associações sobre a ausência de corso (já escrevi sobre isso...), aparece um texto intitulado, "Socialistas Debatem Realidade Associativa".

Um texto quase surreal, que começa com a afirmação de que o movimento associativo em Almada  não está em perigo, e que esta terá sido a conclusão da secção de Almada do PS, depois do debate promovido pelo Clube Recreativo Barroquense, na Cova da Piedade.

Como é que alguém poderá chegar a esta conclusão, quando todas as colectividades do Concelho passam por dificuldades, e algumas, como a  Academia Almadense e Ginásio Clube do Sul, têm o futuro em risco?

Só alguém completamente ignorante sobre a realidade do movimento associativo almadense, é que poderia afirmar uma coisa destas. E é uma pena, pois Almada precisa mais que nunca de uma oposição atenta e bem informada.

domingo, janeiro 29, 2012

Outros Carnavais de Almada



Soube na sexta-feira que a Câmara Municipal de Almada decidiu não fazer o corso alegórico carnavalesco este ano.


Não viria mal nenhum ao mundo, se isto acontecesse por questões económicas ou pela duvidosa qualidade do desfile.


Segundo me informaram a Autarquia optou por um espectáculo musical. Pelo que não foi de certeza por questões monetárias.


Estranhas foram as "desculpas" dadas por alguns responsáveis do Município, que disseram não haver interesse das colectividades em participar no corso, sem sequer estas serem  auscultadas.


Apesar de alguma dependência a nível monetário, algumas colectividades encheram-se de orgulho e escreveram ao vereador da Cultura de Almada, onde demonstravam a sua indignação pela "fuga à verdade".


Como de costume, a "montanha deve parir um ratito", mas mais uma vez há alguém que fica mal na fotografia.


Como não sou adepto deste corso (feio e sem alegria...), não vou sentir a sua falta. 


O meu conhecimento da história local faz com que pense que se devia aproveitar as colectividades para fazer ressurgir as "cegadas" e o "enterro do bacalhau", que estas sim, fazem parte da tradição popular almadense. 


O óleo é de Olga Larionova.

terça-feira, março 08, 2011

Dia da Mulher e de Carnaval

Há coincidências que podemos explorar, da melhor ou da pior maneira.

Como a de hoje, em que se comemora o Dia da Mulher e se festeja o Carnaval.

Provavelmente é o dia em que mais homens se vestem de mulheres.

Infelizmente não se trata de uma homenagem, esta "transformação" pretende quase sempre ridicularizar a mulher, segundo o olhar masculino, mesmo que seja por uma boa causa, a alegria e o pagode.
O óleo é de Olga Larionova.

sábado, março 05, 2011

O Baile de Carnaval da Incrível

Não sei há quanto tempo não vou a um Baile de Carnaval. Há muitos anos, pela certa.

Talvez há uns dezasseis, dezassete anos, quando íamos até ao pavilhão de Sesimbra.

Esta noite vamos todos ao Baile "Económico" da Incrível Almadense. Para os meus filhos é a estreia...
O óleo é de Georges Corominas.

terça-feira, novembro 24, 2009

A Travessa Mais Desejada

Não há Terra que não tenha a sua "travessa das cunhas"...

Então quando acabam e começam mandatos, é um ver se te avias, quase que se atropelam para aparecerem na fotografia e conseguirem o almejado cargo, tão mendigado, suado e chorado (e a sorte deles é já não existirem as velhas "brigadas" de coladores de cartazes...), já há funcionários para as tarefas menores...
E já agora, conseguem descobrir onde fica a "legítima"?

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Viver Além Tejo

Almada recebeu emigrantes do Sul do país durante praticamente todo o século XX. A maioria era de origem alentejana, embora também surgissem, aqui e ali, alguns algarvios.

Só depois da Revolução de Abril é que estas passagens dos campos do Sul para a indústria da área metropolitana da Capital, acalmaram.
Embora nunca tenha lido nada do género, penso que o facto de o Carnaval não ter grande sucesso entre nós, com grandes manifestações populares e desfiles expontâneos de mascarados pelas ruas, se deve a estas nossas origens, Além Tejo.
É curioso, não temos muitos "foliantes" mas temos bastantes poetas, músicos, escritores, pintores, etc, gente que interioriza mais do que exterioriza...
Eu com esta prosa apenas tento explicar o porquê desta pobreza carnavalesca almadense, onde não há desfile, não há corso, há sim uma apresentação de poucos minutos, à Rainha do Carnaval, Maria Emília de Sousa, que financia as colectividades que participam nesta brincadeira de discutível gosto, que antecede o espectáculo musical (desta vez foi o Bonga...) do costume.
Esta foto antiga mostra uma das bandas da Academia Almadense, a desfilar numa das ruas da vila, esta sim, uma tradição de Almada...

terça-feira, fevereiro 20, 2007

O Carnaval em Almada


Tenho cada vez mais dificuldade em falar do corso carnavalesco de Almada.

É uma coisa cada vez mais difícil de caracterizar.

A graça é coisa pouco vista num espectáculo, que se divide entre a farsa e a palhaçada.

Espectáculo esse, que continua a ser só para alguns (mais particularmente para a presidente, respectivos ministros e convidados, que cabem bem apertadinhos, no palanque presidencial...)

O povo, esse, espera, à beira da avenida, cada vez mais curta e vazia de alegria, imaginação e cor, para de meia em meia hora verem alguns farsantes, sem grande vocação carnavalesca. Estão ali apenas com o espírito de sacrifício, de quem precisa dos subsídios do Município para sobreviver...

Não sei porquê, mas não consigo sorrir neste Carnaval de Almada, que até foi anunciado na tevê...