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quinta-feira, julho 10, 2014

A Dupla Sexualidade


Nunca quis ser bissexual, preferiu antes a dupla sexualidade...

Felizmente nunca foi olhado como um perigo pelos maridos das suas musas, por conhecerem alguns dos seus namorados.

Musas que adoravam as suas palavras, a sua delicadeza e a sua maneira diferente de amar, tão distante da selvajaria e dos egoísmos dos seus maridos.

E como adorou cornear alguns machos, que passavam o tempo a chamar nomes feios aos amigos, que primavam pela diferença, mas que tentavam seduzir, no mínimo uma vez por ano, nas festas loucas do carnaval.

Ainda hoje, depois de ultrapassar os oitenta anos, tem dificuldade em se definir, não consegue afastar-se da sua dupla sexualidade, tanto sonha com homens como com mulheres...

O óleo é de Lima Junior.

terça-feira, fevereiro 17, 2009

O Casamento Entre Pessoas do Mesmo Sexo

Acho uma grande hipocrisia toda esta "nuvem" de poeira, levantada acerca do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Digo isto porque todos sabemos que existem famílias compostas por dois homens ou duas mulheres, por vezes até no prédio onde habitamos (por acaso é o que acontece no meu, e o casal em causa, até é um excelente exemplo de cidadania a todos os níveis, são educados e simpáticos para toda a gente, não baixam a cabeça quando se cruzam connosco nas escadas...).
Se as pessoas já vivem juntas e constituíram uma família, porque razão não podem oficializar a relação?
Não consigo perceber.
Eu nunca morri de amores pela instituição "casamento", só casei com a minha esposa, porque era a única possibilidade de vivermos juntos. Mas nunca senti necessidade de ter um papel assinado. Mas respeito quem acha este "contrato" uma coisa essencial numa relação, sejam hetero ou homo.
Quem também adora estas discussões (assim como a eutanásia), é o senhor engenheiro que nos governa. Ele pode governar mal (e se governa...) mas não dorme na "forma"...
Não consegui identificar o autor imagem, mas como a acho bonita, aí vai ela...

quarta-feira, outubro 29, 2008

O que Mudou na Maternidade...

Este "post" podia dar uma das minhas conversas de café, pelo tema e por ter acontecido num café. Mas o tema é tão complexo, foram levantadas tantas questões, que daria uma conversa com quilómetros de palavras, pouco recomendável na blogosfera...
Começámos por falar de uma amiga que não tinha filhos, porque o marido tinha problemas de infertilidade, obrigando-a a desistir do sonho de ser mãe. Apareceram vários argumentos na mesa, a adopção, a fertilização in vitro, mas ela diz que não é a mesma coisa, só queria um filho do amor da sua vida... e acabámos a falar de outra amiga, que não tem, nem quer ter, como prioridade na vida, ser mãe. Os filhos estão fora de hipótese...
Comecei por pensar que as coisas estão todas trocadas, que quem quer não pode e quem pode não quer...
Mas avancei rapidamente nos meus pensamentos, para me fixar nas prioridades que nós temos, que também vão mudando, com os hábitos e com a evolução da própria sociedade.
Há quarenta anos quase todas as mulheres tinham como principal prioridade, o casamento e a maternidade. A sua realização pessoal passava muito pelo marido e pelos filhos.
Hoje não. A mulher é muito mais que uma simples dona de casa, esposa e mãe. Também tem vida pessoal e profissional...
Será por isso que se têm menos filhos? Também, mas não apenas por isso.
As pessoas dantes tinham mais filhos porque não existiam tantos contraceptivos, nem conhecimentos do próprio corpo e da sexualidade. Sem falar da influência religiosa...
A única coisa que ainda não mudou, foi a própria natureza da maternidade, que é e será sempre feminina.
"A Maternidade" é de Almada Negreiros.

sábado, outubro 18, 2008

O Nosso Mundo Pouco Perfeito

As histórias de discriminações têm sempre várias versões e bastantes coitadinhos.

Podia começar pela cor, onde já assisti a bastantes episódios em que sempre que a vida não corre ao jeito de um fulano castanho, amarelo ou azul, este grita de imediato, «racistas!», tantas vezes, injustamente...
Mas não, prefiro abordar a sexualidade e o mundo complexo das artes, onde se passam coisas do arco da velha.
Como todos nós sabemos, uma boa parte dos homossexuais adoram falar de discriminação. Esquecem-se é da sua postura nos "mundos" onde estão em maioria...
É por isso que refiro aqui a caminhada de um amigo actor, que para ser aceite nos palcos, teve de fingir que era "bicha", que era um deles...
Só se salvou dos assédios diários, por afirmar que era monogâmico, que tinha um namorado com quem vivia e era feliz...
Ainda hoje a maior parte dos colegas não sabem qual é a sua verdadeira opção sexual...
Pois é, este mundo está demasiado longe de ser um lugar perfeito...
O óleo é de André Lhote.


domingo, setembro 21, 2008

A Estrita Intimidade...

Tenho a sensação que o casamento entre homossexuais se está a tornar mais numa causa de heterossexuais demagogos, que propriamente desta minoria.

Apesar de poder estar enganado, penso que eles preferiam ser respeitados pela sua opção sexual, deixando de se sentirem olhados de lado pela sociedade, a entrar neste espectáculo...

"A Estrita Intimidade", é de Robert Doisneau.