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domingo, julho 12, 2020

A Parábola Sempre Actual de "O Velho, o Rapaz e o Burro" (a ordem é arbitrária...)


Não faço ideia de quem escreveu a parábola de "O Velho, o Rapaz e o Burro". Sei apenas que ela irá permanecer actual enquanto existirem no mundo pessoas de idade, jovens e animais.

Pensei nela numa conversa que tive recentemente com alguém, mais jovem que eu, que queria saber o que tinham sido as "Tertúlias da SCALA no Dragão". 

Fiz uma pequena síntese histórica onde tive obrigatoriamente de falar no seu ideólogo, Fernando Barão, sem me retirar do retrato (fui eu que continuei o seu legado durante vários anos...). Mas o que este rapaz quis saber era quais eram os nossos objectivos, e se eles tinham sido conseguidos, ao longo de mais de onze anos, em que realizámos tertúlias culturais no primeiro andar do café "Dragão Vermelho", por onde passaram algumas das personagens mais importantes e curiosas da Cultura Almadense (e também algumas figuras nacionais, como foram o caso de Raul Solnado ou Vasco Lourenço).

Disse-lhe que os nossos objectivos, enquanto associação cultural (a SCALA é sobretudo uma associação cultural), foram amplamente conseguidos. Destruímos alguns mitos, o maior talvez fosse a capacidade de fazer algo de importante, sem ter nenhuma ligação ao Poder Local (o único apoio que recebemos foi dos donos do "Café Dragão Vermelho", que sempre nos deram apoio e a única contrapartida que recebiam era a despesa que fazíamos, quem queria ía lá jantar, quem queria apenas assistir à "Tertúlia", podia apenas beber um café...).

Por sabermos que havia uma grande défice cultural no nosso país, achámos por bem, fazer algo de diferente, que enriquecesse as pessoas, ao mesmo tempo que lhes oferecia um convívio familiar (e durante anos sentimos-nos mesmo uma "família", os meus filhos cresceram lá, apaparicados por todos aqueles amigos...). 

Claro que tivemos alguns "inimigos" de peso. O maior talvez fosse o futebol (a "Tertúlia" era mensal e realizava-se na primeira quinta-feira no mês e muitas vezes coincidia com as jornadas europeias. Notava-se a ausência de alguns amigos quando jogava o Benfica, o Sporting e o Porto...).

Mas estou a "estender o lençol", sem dizer o que queria... Quando fui buscar "O Velho, o Rapaz e o Burro", tem muito a ver com as reacções dispares de algumas pessoas, para justificarem a sua ausência: uns não iam porque era demasiado "intelectual"; outras achavam que aquela cultura era demasiado popular; e outros ainda, achavam que deviam ser só para a SCALA e com pessoas da SCALA...

Estavam todos errados. Embora soubéssemos (eu e o Fernando, falámos várias vezes sobre o assunto...) que a cultura era uma coisa de minorias, queríamos chegar ao maior número de pessoas, sem qualquer tipo de prurido social ou cultural.

E foi muito bom, enquanto durou... Como tudo na vida, teve o seu tempo. Mas foi uma boa "pedrada no charco" na cultura de Almada.

(Fotografia de Gena de Souza - Almada)


domingo, julho 05, 2020

A "Ligação à Comunidade Local"


Há quase 27 anos realizou-se em Almada o "3.º Congresso Nacional de Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto".

Houve dezenas de intervenções, algumas bastante importantes, mas que acabaram por passar ao lado de quase todos os participantes, inclusive dos Almadenses. Uma delas foi da autoria do meu amigo Fernando Barão (em representação da Incrível Almadense), que nos deixou em Maio, que passados estes anos, não só mantém a actualidade como nos demonstra todo o tempo que se perdeu, sem fazer essa coisa simples e praticável, que é a "Ligação (das Colectividades) à Comunidade Local", que temos todo o gosto em transcrever os seus três primeiros parágrafos:

«A verdadeira e única saída para a evolução do Movimento Associativo será a sua ligação à comunidade que o rodeia.
Assim é da máxima importância, o estabelecimento de ligações pragmáticas e afectivas de todos os núcleos colectivistas de uma localidade com a sua população, de forma a que esta reconheça as suas validades e sintam, no dia a dia, as suas acções benéficas e altruístas.
Uma instituição colectiva, nos tempos que vão correndo terá de ir ao encontro da sua comunidade local, com objectivos certeiros, perscrutando primordialmente as suas carências. Terá de ser, insofismavelmente, o elemento necessário ao seu abastecimento de índices que alterem superiormente, as formações físicas e anímicas dessas gentes vítimas de uma sociedade consumista onde impera  o lucro fácil em troca de péssimos serviços.»

Todos aqueles que fizeram o que o Fernando, muito bem escreveu, que conseguiram com que as suas Colectividades se aproximassem das comunidades onde estão inseridas e lhes oferecessem o que necessitavam, de certeza que ficaram melhor que, os que se limitaram apenas a assobiar para o ar ou a bater à porta das autarquias, para pedir o respectivo "subsídio"...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

domingo, maio 31, 2020

"O Fotógrafo da Névoa"



                                                           (ao Fernando Barão)


O Fotógrafo da Névoa

Quando ouve a ronca do Farol
sente que o chamam no cais
para tirar retratos sem Sol
de belas paisagens fluviais

Prepara tudo com cuidado
a "kodak" é uma caixa de surpresas
que às vezes o deixa abismado
por o deixar fixar tantas belezas

A sua Isabel fica ao balcão
ele lá vai, atrás do nevoeiro
movido pela sua outra paixão-

Quem o olha, ali rente ao rio
ignora aquele artista de corpo inteiro
capaz de arrancar beleza até do vazio.

[Luís (Alves) Milheiro]


(Fotografia de Fernando Barão - Cacilhas)

segunda-feira, maio 25, 2020

Fernando Barão: um Amigo e um Verdadeiro Renascentista da Cultura Almadense

Partiu hoje um dos meus melhores amigos de Almada.

Não sei o que dizer... embora tenha escrito muitas coisas sobre Ele, em livros, jornais, boletins e... até aqui no "Casario".

Em 2016 comecei por aqui uma pequena série (nove textos), a que intitulei "As Gentes da Minha Terra". Não foi por acaso que ele foi o primeiro. Embora já tenham passado mais quatro anos, o texto permanece actual e foi escrito no dia que o Fernando fez 92 anos... vou republicá-lo, com pequenas alterações.

«Não poderia escolher melhor para este começo, que um grande amigo, que faz hoje a bonita idade de noventa e dois anos, com uma lucidez e alegria de viver, invejáveis.
Falo de Fernando Barão, um verdadeiro Renascentista da Cultura Almadense.
É reconhecido com todo o mérito como um dos grandes associativistas de Almada (ajudou a fundar três colectividades, Clube de Campismo do Concelho de Almada, SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada e O Farol, Associação de Cidadania de Cacilhas e ocupou o cargo máximo (presidente da Mesa da Assembleia Geral) na Sociedade Filarmónica Incrível Almadense, Ginásio Clube do Sul, Bombeiros Voluntários de Cacilhas, SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada e O Farol, Associação de Cidadania de Cacilhas. Foi provedor da Santa Casa da Misericórdia de Almada durante 12 anos.
Mas mais que os cargos, importante foi o trabalho que desenvolveu. Sempre que havia uma actividade cultural nas suas colectividades de recreio ou de desporto, tinha dedo do Fernando...
E depois temos ainda as suas capacidades pessoais, que o transformaram num excelente contador de histórias (orais e escritas... é autor de mais de uma dezena de livros sobre o Concelho de Almada, de prosa e poesia). Foi um grande apaixonado pela fotografia a preto e branco, tendo sido premiado em vários salões, nos anos cinquenta e sessenta do século passado.
Mas ele gosta de tudo o que é cultura. Adora música (foi coralista...), cinema (que pena teve de nunca ter conseguido ajudar a criar um cine-clube em Almada...), teatro (escreveu vários quadros alegres para peças carnavalescas...) e todas as outras Artes.
A par deste currículo impressionante, não podemos deixar de destacar a sua qualidade humana, que suplanta todos estes talentos, pois Fernando Barão sempre fez (e faz) do seu dia-a-dia um hino à amizade e à fraternidade.»

A Fotografia de Gena Sousa que publico com este texto é uma fotografia especial. Foi tirada no dia do lançamento do livro que fizemos em conjunto sobre Cacilhas ("Cacilhas - A Pesca, a Gastronomia e as Tradições Populares"). O Fernando dá um autógrafo na minha companhia e do meu filho, que já tem 22 anos...

domingo, maio 17, 2020

Hoje Comemora-se o Centenário do Ginásio Clube do Sul


O Ginásio Clube do Sul faz hoje a bonita idade de 100 anos, pois foi fundado no dia 17 de Maio de 1920, em Cacilhas.

Foram seus fundadores Armando "Arrôbas", Carlos Durão, Hernâni Jorge da Silva, Joaquim Miranda, José de Oliveira Gendre, Ramon Bayó, Vital Garrido Moreira, Wenceslau Francisco da Silva, entre outros (também no Ginásio, não há certezas em relação ao nome de todos os seus fundadores...).

O facto de ter nascido nas margens do Tejo foi aproveitado da melhor maneira, para se tornar num clube com uma vocação diferente das outros colectividades desportivas do Concelho, privilegiando a prática de desportos náuticos (natação, remo e vela). Mas o seu nome diz quase tudo. Ginásio é ginástica. E o Ginásio Clube do Sul desde muito cedo que teve classes de ginástica... Claro que por pressão dos associados, teve de ter também a sua equipa de futebol (modalidade que por ser o grande "sorvedouro" das verbas do clube acabou extinta em 22 de Agosto de 1967...).

Mas desde a sua fundação, que a grande marca do Ginásio Clube do Sul, foi sempre o seu ecletismo. Durante a sua já longa vida teve secções de: andebol, atletismo, basquetebol, bilhar, boxe, ciclismo, damas, ginástica, halterofilismo, judo, karaté, kick boxing, natação, pólo aquático, râguebi, remo, ténis de mesa, vela, voleibol, xadrez (e é provável que me possa ter escapado mais alguma disciplina desportiva...).

Teve também um grupo cénico, que fazia a alegria dos cacilhenses, especialmente no carnaval.

Felizmente duas das suas grandes figuras históricas,  os meus amigos Henrique Mota e Fernando Barão, depois de  terem sido atletas e dirigentes  de grande qualidade (o Henrique também foi treinador...), tornaram-se também nos historiadores do clube, pois são os autores da obra, "Ginásio Clube do Sul, 75 anos de Glória", publicada em 1995, que nos oferece o que de mais importante se passou nos primeiros 75 anos de vida do Ginásio do Sul e de Cacilhas. 

Foi também graças a eles que comecei a gostar do Ginásio...

(Fotografia de Álvaro Costa)

quarta-feira, outubro 25, 2017

O Meu Próximo Livro...

A partir de hoje irei falar do meu próximo livro, que será apresentado no dia 4 de Novembro, pelo meu amigo Fernando Barão.

Chama-se "Passeio Mágico com Romeu Correia", porque foi construído como se fosse uma conversa (ou entrevista...), entre dois amigos, sobre a história de vida de um deles.

Foi escrito intencionalmente para ser editado neste ano de 2017, em que se comemora o Centenário do nascimento de Romeu Correia.

Posso acrescentar que todas as palavras ditas pelo Romeu, são mesmo dele (extraídas de entrevistas, crónicas e ensaios publicados na imprensa nacional e local). Eu limitei-me a "perguntar" e a "organizar" (tentar dar uma ordem cronológica e algum sentido literário).

Há ainda uma segunda parte do livro, mas a explicação fica para outra "posta"... 

segunda-feira, janeiro 16, 2017

Memórias Atrás de Papeis...


Ando desde o começo do ano a tentar desfazer-me de "papeis", que fui acumulando com os anos e que enchem a garagem. Como disse no "Largo", não é fácil...

O bom das "arrumações" é descobrirmos preciosidades, que já nem imaginávamos que tínhamos guardadas. Folheio jornais antigos e fotocópias, e claro, penso na importância da imprensa regional, e de tantos apaixonados pelas letras e pela história local que escreveram nas páginas de: "O Almadense", "Gazeta do Sul", "Jornal de Almada", Praia do Sol" e nos boletins das colectividades de Almada.

Mesmo correndo o risco de me esquecer de alguém, vou mesmo enumerar uma boa parte das pessoas que escreveram coisas realmente importantes sobre a nossa terra nos jornais: Francisco Noronha, João Luís da Cruz, Luís Queirós, Conde dos Arcos, José Carlos de Melo, José Alaiz, António Correia, Romeu Correia, Mário Bento, António Henriques, Fernando Barão,   Henrique Mota, José Palminha Silva, Eduardo Alves, José Leone, Gil Antunes, Manuel Lourenço Soares, Raul Pereira de Sousa, Alexandre Castanheira, Mário Rodrigues, Carmo Vaz, Vasco Alves, Victor Aparício, José Freitas, Abrantes Raposo, Artur Vaz, Fernanda Policarpo, Joaquim Candeias, e tantos outros.

E pergunto mais uma vez: como é possível Almada não ter na actualidade um único jornal (mesmo que tivesse edição apenas online), apesar de ser uma urbe com mais de 150 mil habitantes?

(Óleo de Karoly Ferenczy)

sábado, janeiro 02, 2016

As Gentes da Minha Terra (1)

Vou estrear hoje uma nova série aqui no "Casario", que tem como principal objectivo homenagear a boa gente de Almada, a minha terra de adopção.

E não poderia escolher melhor para este começo, que um grande amigo que faz hoje a bonita idade de noventa e dois anos, com uma lucidez e alegria de viver, invejáveis.

Falo de Fernando Barão, um verdadeiro Renascentista da Cultura Almadense. 

É reconhecido com todo o mérito como um dos grandes associativistas de Almada (ajudou a fundar três colectividades, Clube de Campismo do Concelho de Almada, SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada e O Farol, Associação de Cidadania de Cacilhas e presidiu aos destinos da Sociedade Filarmónica  Incrível Almadense e do Ginásio Clube do Sul, foi provedor da Santa Casa da Misericórdia de Almada e também dirigente dos Bombeiros Voluntários da sua Terra, Cacilhas), Mas é muito mais que isso. Além de ser um excelente contador de histórias, tem uma obra literária notável nos campos da história local, da poesia e da ficção. E foi também um apaixonado pela fotografia, tendo sido premíado em vários salões, nos anos cinquenta e sessenta do século passado.

Além destas vertentes, adora música (foi coralista), cinema (que pena teve de não ter conseguido criar um cine-clube em Almada) e todas as Artes.

A par deste currículo impressionante, não podemos deixar de destacar a sua qualidade humana, que suplanta todos estes talentos, pois Fernando Barão sempre fez (e faz) do seu dia a dia um hino à amizade e à fraternidade.

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, março 18, 2014

«Os portugueses não gostam de Cultura.»


No domingo a SCALA realizou o almoço comemorativo da passagem do seu vigésimo aniversário. Felizmente foi possível juntarmos-nos novamente no 1º andar do café Dragão Vermelho, em Almada, onde durante mais de dez anos realizámos as "Tertúlias do Dragão".

Na parte final do repasto houve oportunidade para algumas pessoas falarem, entre elas o meu amigo Fernando Barão, um dos fundadores da SCALA, que entre outras coisas teve o seguinte desabafo: «os portugueses não gostam de cultura.»

Eu disse-lhe que não era bem assim. Se a maioria das pessoas nem sabia muito bem o que era isso da cultura, pois limitava-se a receber a "cultura televisiva", em que já se serve tudo triturado, para não haver dificuldades na "digestão"...

sábado, fevereiro 08, 2014

O Tremoceiro


Eis o "Tremoceiro", numa fotografia do meu amigo Fernando Barão, dos anos 1950, com um pescador...

sexta-feira, janeiro 03, 2014

Convite


Amanhã, às 16 horas, a Incrível Almadense, a SCALA e O Farol, organizam o espectáculo, "Fernando Barão, 90 Anos com Alegria, Música e Poesia", com o Apoio das restantes colectividades onde Fernando foi dirigente (Ginásio Clube do Sul, Clube de Campismo do Concelho de Almada, Santa Casa da Misericórdia de Almada e Bombeiros Voluntários de Cacilhas. 

O espectáculo realiza-se no Salão de Festas da Incrível e terá a participação da Banda da Incrível Almadense, do Grupo de Cavaquinhos da Incrível Almadense, do Coro Polifónio Ars Música, do Cénico Incrível Almadense, de Francisco Naia e de muitos amigos que declamarão poemas de Fernando Barão.

quinta-feira, janeiro 02, 2014

Fernando Barão faz 90 Anos


Fernando Barão está de parabéns, por fazer hoje a bonita idade de 90 anos e por continuar a ser uma das principais referências culturais do Concelho de Almada.

Felizmente, para todos os partilhamos a sua amizade, o Fernando continua a manter uma lucidez invejável e uma bonomia única.

Parabéns AMIGO!

(na imagem a contracapa do livro, "Cacilhas, a Gastronomia, a Pesca e as Tradições Locais", que escrevemos em parceria e foi editado em 2007 pela desaparecida Junta de Freguesia de Cacilhas)

terça-feira, outubro 01, 2013

Incrível Comemora 165 Anos


A Sociedade Filarmónica Incrível Almadense comemora hoje o seu 165º aniversário e fazendo juz à tradição, à meia-noite a Banda Filarmónica tocou o hino da Incrível, enquanto se içava a Bandeira da Colectividade na Sede Social (que ficará hasteada durante todo o mês de Outubro...).

Depois, dirigentes, músicos, sócios e amigos subiram ao primeiro andar da sede, onde cantaram os parabéns à Colectividade mais antiga de Almada e uma das mais antigas do país.

Além dos discursos dos presidentes da Direcção (José Luís Tavares) e da Assembleia Geral (Alfredo Guaparrão dos Santos), também usou da palavra, Fernando Barão, sócio honorário da Incrível e um dos Incríveis mais antigos vivos, quase com noventa anos (é ele que está a discursar na foto)...

domingo, setembro 22, 2013

As Margueiras



Ontem foi apresentado publicamente o livro, "As Margueiras - Contributo para a História de Cacilhas", editado pela Associação O Farol e pela Junta de Freguesia de Cacilhas.

É uma obra bonita e com bastante interesse para as gentes cacilhenses, tanto para os que ainda conheceram as Margueiras Nova e Velha, como para aqueles que agora passam a conhecer a história do espaço físico que é hoje ocupado pela Lisnave, pelo Quartel dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas e também por parte do aglomerado urbano da parte esquerda, no começo da avenida 25 de Abril, em Cacilhas.

A obra coordenada por Henrique Costa Mota (com o apoio de Modesto Viegas e Luís Bayó Veiga) foi apresentada pelo meu amigo Fernando Barão e contou com a colaboração de muita gente ilustre de Cacilhas, alguns já desaparecidos, como foi o caso de outra grande amiga, a Idalina Alves Rebelo, que além  de ter dado o seu testemunho em prosa, também nos ofereceu um bonito poema, que foi lido na sessão de lançamento pela poetisa, Maria Gertrudes Novais (e uma das suas pinturas de Cacilhas na contracapa). 

domingo, maio 13, 2012

O Fernando Barão


À tarde fiz a palestra, "À Descoberta de Fernando Barão...", no "Espaço Doces da Mimi", que se encheu de amigos para escutarem o que eu tinha a dizer desta grande figura da cultura almadense, que é também um grande amigo, que esteve presente e também nos contou algumas histórias da sua longa vida de dirigente associativo, que já soma 65 anos, iniciada aos 23 anos, no Ginásio Clube do Sul...

Pelos comentários não defraudei as expectativas. A sessão foi ainda enriquecida com a intervenção de várias personalidades da cultura local, que estiveram presentes.

sábado, maio 12, 2012

"À Descoberta de Fernando Barão..."


Daqui a pouco tempo, às 16.30 horas, irei apresentar a palestra literária, "À Descoberta de Fernando Barão...", organizada pela SCALA no "Espaço Doces da Mimi".

Não deixa de ser um desafio pertinente fazer uma palestra sobre alguém que estará pela certa presente, é escritor de Almada e é também meu amigo. Mas como gosto de desafios, acredito que tudo irá correr bem.

Antes foram "descobertos" Florbela Espanca, Miguel Torga e Jorge de Sena, gente de outro gabarito e que já não estão entre nós...

sexta-feira, maio 11, 2012

"Descobertas do Meu Olhar"


Amanhã Fernando Barão inaugura a exposição de fotografia, "Descobertas do Meu Olhar",  com imagens de Cacilhas (a maioria...), de Almada e da Costa de Caparica.

São fotografias antigas (algumas com mais de cinquenta anos...), com a beleza e a expressividade do preto e branco.

Tal como já tinha sucedido com uma exposição de Aníbal Sequeira (outro dos mestres das imagens a preto e branco...), houve alguém que me disse, «são sempre as mesmas, não é?», com um daqueles ares cínicos, em que nos apetece logo mandar a pessoa para um determinado sitio, ou então perguntar-lhe se tem melhor lá por casa...

Sei que os gostos não se discutem, mas uma boa fotografia ou um bom quadro, poderão ser exibidos dezenas de vezes, que não perdem nada com isso. Acho mesmo que ganham sempre, porque aparecerá sempre alguém que nunca viu aquelas imagens e ficará deliciado.

Claro que nada disto é novidade para quem anda envolvido nestas coisas da cultura há quase duas dezenas de anos. Infelizmente o despeito, a inveja, a hipocrisia e o cinismo, são mais naturais que a verdadeira amizade ou o sentido crítico sincero.

Amanhã a pessoa que me questionou se eram sempre as mesmas, vai encher o Fernando de elogios, porque o mundo é isto...

"O Berlinde por um Óculo" é uma das bonitas fotografias que podem ser vistas no "Espaço Doces da Mimi", em Almada.

quinta-feira, janeiro 08, 2009

A Gaivota do Barão


Gaivota


A horizontalidade do teu voo
A serenidade das tuas asas
Refletem a simplicidade
E aquilo que os homens mais ambicionam:
A LIBERDADE.
E quando te observo
Cortando no ar esse leve azul
Ou poisando nesse azul profundo
Apetece-me meditar, cantar, dançar,
Embrulhado numa veste de tule
E desencontrar-me com o resto do mundo.

Este bonito poema de Fernando Barão, escrito inicialmente no seu livro "Escapes de Uma Vida", é agora republicado no caderno, "Olhares da Outra Banda". Isto não acontece por acaso. Fernando Barão continua a ser uma das grandes figuras da cultura almadense, com uma lucidez invejável e um humor único, ele que acabou de completar oitenta e cinco anos há seis dias...

sábado, novembro 03, 2007

A História de Cacilhas em Livro


Ontem foi feita uma primeira apresentação do livro “Cacilhas – a Gastronomia, a Pesca e as Tradições Locais”, da autoria de Fernando Barão e Luís Alves Milheiro, integrada na cerimónia de entrega de prémios da “7ª Festa de Gastronomia de Cacilhas” e na festa de aniversário da Junta de Freguesia de Cacilhas.
Esta sessão contou apenas com a presença de convidados e decorreu numa das salas do Beira Mar de Almada.
O verdadeiro lançamento da obra destes dois cacilhenses vai ser no próximo sábado, dia 10 de Novembro, pelas 16.00 horas, no auditório da Escola Secundária Cacilhas – Tejo, com a apresentação do engenheiro Luís Filipe Bayó Veiga, grande apaixonado por tudo o que esteja ligado à história local.

quinta-feira, novembro 01, 2007

O Milagre da Senhora do Bom Sucesso

«[...] O grande dia de Cacilhas continua a ser o 1 de Novembro, data em que se comemora o Milagre de Nossa Senhora do Bom Sucesso, com uma procissão que percorre as principais artérias da freguesia e tem o seu ponto alto no Largo Alfredo Dinis, com a realização de uma missa campal e o momento solene em que a Senhora do Bom Sucesso olha as águas do Tejo, para lhes dar a sua benção, acompanhada pelo sinais sonoros de dezenas de embarcações decoradas que se associam à devoção da Santa de Cacilhas.
As ruas da freguesia recebem a visita de milhares de pessoas, que enchem o Largo e as imediações da Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso e se associam todos os anos a esta tradição local religiosa [...]».


(Continuação da pré-publicação do livro: "Cacilhas - a Gastronomia, a Pesca e as Tradições Locais", da autoria de Fernando Barão e Luís Alves Milheiro)