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segunda-feira, junho 22, 2015

O "Fado Incrível" do Orlando


No sábado Luísa Basto cantou pela primeira vez, ao vivo, no Salão de Festas da Incrível Almadense, o "Fado Incrível", com letra de Orlando Laranjeiro e música de João Fernando, no final da Cerimónia de Abertura das Comemorações do Centenário de António Henriques, que teve como ponto alto o lançamento da biografia de António Henriques, escrita por mim e pelo meu amigo Carlos Guilherme.


Fado Incrível

Mora na Rua Direita
Filha ilustre d’Almada
Nas virtudes é perfeita
Com história de vida feita
A amar e ser amada

Quando em Outubro nasceu
À mesa de uma taberna
Logo o povo se rendeu
Por amor lhe prometeu
Que teria vida eterna

Por julgarem impossível
Tão linda maternidade
Deram-lhe o nome de Incrível
Nesse dia inesquecível
Houve vivas à liberdade

Música, a inspiração
E cultura seu desígnio
Velha de cravo na mão
Ainda inspira paixão
Mantém o mesmo fascínio
  

sexta-feira, janeiro 17, 2014

As "Canoas do Tejo" de Carlos do Carmo


Já conhecia uma boa parte das canções-fados do álbum, "Canoas do Tejo", mas não conhecia o seu todo, nem fazia ideia que era de 1972.

Imagino o quanto foi "revolucionário" fazer um disco de fados, acompanhado por uma banda e não pelo conjunto de guitarras e violas tradicionais, ainda nos tempos da ditadura...

Já ouvi o disco várias vezes e acho-o muito bom, com arranjos musicais bem conseguidos e belos poemas de Alexandre O'Neill, António Gedeão, Ary dos Santos, António Botto, Frederico de Brito, entre outros.

segunda-feira, dezembro 31, 2012

Que 2013 Seja Melhor do que Esperamos


Não me lembro de estarmos quase a entrar num ano novo, com as expectativas tão baixas.

Os desejos que fazemos aos amigos e conhecidos, quase que se ficam apenas pela saúde e alegria, esquecidos que podem jogar no "euromilhões".

Queremos acreditar que com saúde e alegria, é possível vencer todas as adversidades, que nos são impostas por gente, que pouco ou nada sabe de nós.

Por tudo isto, era bom que 2013 fosse um ano melhor do que esperamos...

A foto é de Dorothea Lange.

sexta-feira, junho 29, 2012

O Bom Gosto do Sport Almada e Figueirinhas nas Marchas


Este ano não me foi possível assistir ao desfile das Marchas Populares e como amanhã vou para o Sul, de férias, também não poderei assistir ao espectáculo no Pavilhão Municipal do Laranjeiro.


Foi por isso que fiquei agradavelmente surpreendido pelos elementos decorativos do Sport Almada e Figueirinhas, (que descobri na sua sede social...), que este ano homenageia o fado e a famosa casa de pasto, "O Pancão", o retiro mais afamado de fadistas de Almada, nos anos sessenta e setenta.

sábado, novembro 26, 2011

O Fado, Canção de Cá e de Lá


Sei que o Fado nunca será canção do mundo, apesar de querer muito ser Património Imaterial da Humanidade.


Mas pelo menos será sempre uma canção de cá e de lá, ou seja apreciada em todos os lugares onde exista uma réstea de saudade.

Coimbra e Porto sabem tão bem como eu, que o fado é a canção de Lisboa, das vielas e dos seus bairros antigos, onde uma guitarra a gemer de mão em mão faz milagres, já que consegue fazer sair do nada, cantadores e cantadeiras...

domingo, agosto 30, 2009

Fados do Ginjal


No meu próximo livro sobre Cacilhas falo dos retiros que existiram no Ginjal, que acolhiam fadistas lisboetas que adoravam a boémia e os petiscos da Outra Banda...

Sem saber o que escrever para o "Debaixo do Bulcão" (nº 36, Julho), fanzine de poesia de Almada, escrevi:


Fados no Ginjal

Todas as sextas-feiras eram santas e de fé
Para aquele grupo de amantes de cigarras
Que se juntava nos bancos do Cais Sodré
Com saudades do trinar das guitarras

Antes da meia-noite rompiam para o cais
Preparados para entrar na noite fria
Deixando para trás os cantos habituais,
Do Bairro Alto, Alfama e Mouraria

Assim que se juntavam no porão
Começavam logo a animar o pessoal
Troteando pedaços de fado e de canção
Transformando a viagem num arraial

De todas as vozes quentes e afinadas
A única que destoava era a do Xico Maravilhas
Que deixava escapar grandes gargalhadas
Com as suas caldeiradas de Cacilhas

Assim que viam aproximar-se a luz do Farol
Interrompiam o canto e a diversão
Davam descanso à voz de rouxinol
Debaixo dos aplausos de admiração

Sabiam que os retiros quentes do Ginjal
Esperavam-nos de braços abertos
Como se aquelas sextas fossem um ritual
Onde havia de tudo, até encontros secretos


Luís Milheiro

quinta-feira, novembro 29, 2007

Carlos do Carmo, de Noite e de Dia...


Só hoje é que ouvi o CD "À Noite", de Carlos do Carmo, que foi vendido na semana passada, juntamente com a "Visão".
E gostei bastante.
Aliás, o Carlos é um dos meus fadistas preferidos. Além de ter um leque de fados extremamente poéticos, canta sempre de uma forma viva, sentida e perceptível (acho muito importante percebermos as palavras ditas por quem fala, recita ou canta...).
Este álbum ainda tem ainda outra qualidade especial, as letras foram escritas por poetas como o Nuno Júdice, José Manuel Mendes, Fernando Pinto do Amaral ou a Maria do Rosário Pedreira.
E a capa e contra-capa são obra do nosso genial Júlio Pomar, que também escreveu dois poemas...
Se gostam de fado, não percam...