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segunda-feira, julho 20, 2020

A Quase Desaparecida "Política (Autárquica) de Proximidade" em Almada...

Como se costuma dizer, os exemplos (bons e maus...) "vêm sempre de cima". Embora não rime, é verdade. E tanto podem ser transpostos para um governo (nacional ou local), para uma empresa ou para as nossas casas...

Um comentário bastante pertinente feito ao último texto que aqui publiquei, revela muitos dos pecadilhos cometidos pela actual presidente e pelo seu executivo, que antes do "covid 19" já tinha algum cuidado com o distanciamento em relação aos almadenses.

Há uma década ainda era possível assistir à prática de uma política de proximidade, especialmente por parte das Juntas de Freguesia, que faziam questão de se encontrarem próximas dos seus cidadãos (a malfadada redução destes órgãos autárquicos, com o dedo do Relvas, não justifica toda esta "invisibilidade" dos últimos anos...). O mesmo se passava com a presidente do Município de então. Embora Maria Emília de Sousa cultivasse um estilo quase de "evita péron", ela ia a todas. Não faltava a um aniversário de uma colectividade, a uma inauguração ou a a outra festividade, que lhe permitisse estar junto da população almadense.

É também por isso que volto ao comentário de "Alma de Almada". Como ele muito bem disse, a democracia não se resume às Assembleias Municipais, nem às reuniões de Vereação. A democracia pratica-se diariamente nas ruas, nas colectividades, nas empresas e nas escolas do Concelho.

Embora não faça qualquer sentido (e é assim que se perdem eleições...), a sensação que se tem na actualidade, é que a coligação PS/PSD, governa de costas voltadas para a população almadense...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

domingo, julho 12, 2020

A Parábola Sempre Actual de "O Velho, o Rapaz e o Burro" (a ordem é arbitrária...)


Não faço ideia de quem escreveu a parábola de "O Velho, o Rapaz e o Burro". Sei apenas que ela irá permanecer actual enquanto existirem no mundo pessoas de idade, jovens e animais.

Pensei nela numa conversa que tive recentemente com alguém, mais jovem que eu, que queria saber o que tinham sido as "Tertúlias da SCALA no Dragão". 

Fiz uma pequena síntese histórica onde tive obrigatoriamente de falar no seu ideólogo, Fernando Barão, sem me retirar do retrato (fui eu que continuei o seu legado durante vários anos...). Mas o que este rapaz quis saber era quais eram os nossos objectivos, e se eles tinham sido conseguidos, ao longo de mais de onze anos, em que realizámos tertúlias culturais no primeiro andar do café "Dragão Vermelho", por onde passaram algumas das personagens mais importantes e curiosas da Cultura Almadense (e também algumas figuras nacionais, como foram o caso de Raul Solnado ou Vasco Lourenço).

Disse-lhe que os nossos objectivos, enquanto associação cultural (a SCALA é sobretudo uma associação cultural), foram amplamente conseguidos. Destruímos alguns mitos, o maior talvez fosse a capacidade de fazer algo de importante, sem ter nenhuma ligação ao Poder Local (o único apoio que recebemos foi dos donos do "Café Dragão Vermelho", que sempre nos deram apoio e a única contrapartida que recebiam era a despesa que fazíamos, quem queria ía lá jantar, quem queria apenas assistir à "Tertúlia", podia apenas beber um café...).

Por sabermos que havia uma grande défice cultural no nosso país, achámos por bem, fazer algo de diferente, que enriquecesse as pessoas, ao mesmo tempo que lhes oferecia um convívio familiar (e durante anos sentimos-nos mesmo uma "família", os meus filhos cresceram lá, apaparicados por todos aqueles amigos...). 

Claro que tivemos alguns "inimigos" de peso. O maior talvez fosse o futebol (a "Tertúlia" era mensal e realizava-se na primeira quinta-feira no mês e muitas vezes coincidia com as jornadas europeias. Notava-se a ausência de alguns amigos quando jogava o Benfica, o Sporting e o Porto...).

Mas estou a "estender o lençol", sem dizer o que queria... Quando fui buscar "O Velho, o Rapaz e o Burro", tem muito a ver com as reacções dispares de algumas pessoas, para justificarem a sua ausência: uns não iam porque era demasiado "intelectual"; outras achavam que aquela cultura era demasiado popular; e outros ainda, achavam que deviam ser só para a SCALA e com pessoas da SCALA...

Estavam todos errados. Embora soubéssemos (eu e o Fernando, falámos várias vezes sobre o assunto...) que a cultura era uma coisa de minorias, queríamos chegar ao maior número de pessoas, sem qualquer tipo de prurido social ou cultural.

E foi muito bom, enquanto durou... Como tudo na vida, teve o seu tempo. Mas foi uma boa "pedrada no charco" na cultura de Almada.

(Fotografia de Gena de Souza - Almada)


terça-feira, junho 30, 2020

As Mentiras e as Meias-Verdades de um Presidente de Junta

O presidente da União de Juntas da Charneca de Caparica e da Sobreda teve uma intervenção na última Assembleia Municipal, em que não só deturpou a história do Movimento Associativo, como teceu uma série de mentiras e meias-verdades sobre as Colectividades e os Associativistas Almadenses. 

Nós já sabíamos que havia a ideia nas hostes socialistas de que todo o movimento associativo de Almada era comunista. Agora tivemos a confirmação, através da intervenção de um seu militante e dirigente local.

Só que todas as generalizações são perigosas. E neste caso também são ofensivas, pois pelo conhecimento que temos (que é muito maior que o do senhor Pedro Matias...), como historiador e sobretudo como dirigente, não temos dúvidas de mais de 60 % das colectividades do Concelho são dirigidas por pessoas - cujo voluntarismo e sentido ético e democrático, devem ser sempre realçados - que não têm qualquer vínculo à CDU.

Pelo que, quando ele afirma:

«Eu nasci em Almada e conheço muito bem o Movimento Associativo em Almada, melhor que o vereador António Matos, muito melhor. Todos sabemos que a última trincheira da CDU é o Movimento Associativo. Foi capturado por alguns dirigentes da CDU actualmente, que manipulam todas as colectividades e alguns sócios, numa estratégia de conseguir passar a ideia negativa, e errada, daquilo que é o investimento do Município.»

Está a falsear a realidade e a branquear a actuação do Município, que não só não apoia - ou apoia pouco -, como ainda tem pedido a restituição de apoios monetários dados pela gestão anterior a várias colectividades (por este investimento ter sido canalizado para outras áreas).

E depois dirigiu-se ao Presidente da Assembleia Municipal:

«O 25 de Abril ainda não chegou ao Movimento Associativo. As direcções das centenárias sabe onde são feitas? São feitas dentro da sede do PCP. Esta é a verdade. E todos sabem disso! Isto é público! Isto é público!»

É mais uma mentira descarada! Fui vice-presidente cultural da Incrível Almadense - a Colectividade Rainha de Almada - durante dois mandatos (entre 2011 e 2014) e tanto eu como o presidente da direcção e a maioria dos meus companheiros de direcção, não tínhamos qualquer ligação ao Partido Comunista. E a direcção foi feita por nós, sócios da Incrível, na Incrível. E o mesmo se passa com a generalidade das Colectividades do Concelho.

Antes tinha aproveitado o seu  tempo de antena para insultar a inteligência da generalidade dos almadenses, com um falso retrato de Almada:

«Senhora Presidente, Almada é uma cidade-mártir, como Berlim, como Praga. Sabe porquê? Tivemos 48 anos de fascismo, uma ditadura feroz que não nos deixava crescer e a seguir 41 anos de comunismo. 89 anos de tirania! A senhora é a primeira Presidente da Câmara que trouxe a liberdade a esta Terra.»

Almada é sem qualquer dúvida uma Cidade de Abril e uma Cidade de Liberdade (e já o era antes de 1974, no seio das suas Colectividades e continuou a ser até hoje...).

Onde ele conseguiu dizer alguma verdade (com várias mentiras pelo meio...), foi quando falou do papel do vereador António Matos durante a sua passagem de 27 anos pelos pelouros da Cultura, Desporto e Associativismo do Município. O "miserabilismo" crescente do Associativismo Almadense deve-se a vários erros, de quem pensou mais em controlar que, em libertar e ajudar a crescer, sem promover  as condições necessárias para que se fizesse a transição para os novos tempos que se avizinhavam, com apoios concretos ao seu desenvolvimento, sem se limitar a distribuir "esmolas" pelas Colectividades.

Mas uma meia-verdade, misturada com tantas mentiras ditas, é muito pouco, para quem exerce um cargo com estas responsabilidades...

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)

domingo, março 01, 2020

O Assédio Moral nas Bibliotecas da Câmara Municipal de Almada


Já tinha ouvido falar sobre o problema do assédio moral sobre alguns trabalhadores das bibliotecas municipais de Almada, mas não tinha noção da sua verdadeira dimensão.

Só há minutos, durante uma reportagem da SIC, me apercebi da sua gravidade (conheço uma das pessoas que foram entrevistadas, que nem sequer fazia ideia que já não era funcionária da CM Almada, de quem tenho a melhor das impressões...).

Não deixa de ser curiosa a posição de quem manda na Câmara...

O problema foi despoletado ainda no tempo da CDU (que desvalorizou o problema, vá-se lá saber porquê...).

O problema não só continuou como se agravou na vigência do PS, com a habitual "mudança de cadeiras".

Mas não deixa de ser curioso, que o tal abaixo assinado com mais de sessenta por cento da assinaturas dos funcionários ligados às bibliotecas, não fosse levado a sério. E que se tentasse levar o problema para a "baixa política", dando a entender que o PCP estava a utilizar os trabalhadores e o sindicato, para fazer oposição ao PS...

E lá vem a velha questão, dos "chefes mais papistas que o papa", que pelo menos no tempo da CDU, se comportavam como se mandassem mais que alguns vereadores...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quinta-feira, fevereiro 20, 2020

O Uso e Abuso da Memória (Curta) das Pessoas...

Outra prática comum de todos os partidos (de Norte a Sul) é o "deixa andar" durante quase três anos, em que o normal é fingir que governam, porque leram nas "cartilhas" dos seus "clubes" que as pessoas têm a memória curta e que é o último ano de mandato que conta, para as eleições.

Ou seja, estamos quase a chegar ao tempo em que Almada se irá transformando, "cirurgicamente", num "estaleiro de obras"...

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)

quarta-feira, fevereiro 19, 2020

«Saem os amigos dos outros, entram os amigos destes.»

Finalmente consegui que alguém me esclarecesse a "má prática comum" em todos os partidos e em todos os governos (locais e nacionais), de alterar tudo o que existe e se faz (mesmo o bem feito...), e que tantos milhões dá de prejuízo ao país e a todos nós...

A melhor maneira de controlarem as coisas e de fazerem o que mais lhes interessa (o bem público como sabemos nunca é uma das suas primeiras prioridades), é virarem tudo de pernas para o ar e iniciarem novos processos de governação.

Só com novos processos de governação é possível criarem-se novos departamentos, novas chefias, novas assessorarias e oferecer boas oportunidades de negócio aos "amigos e familiares".

Ou seja, como muito bem me disse, alguém que conhece os partidos, por dentro e por fora: «Saem os amigos dos outros, entram os amigos destes.»

Só me posso queixar da minha ingenuidade, porque nunca tinha olhado para esta questão desta maneira.

E isto explica muita coisa que se tem passado em Almada nos últimos dois anos...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quarta-feira, fevereiro 12, 2020

A Aposta na "Destruição" Continua (de quase tudo o que mexe)...

Pior que ter a sensação de que "não se passa nada", que as pessoas que governam Almada ainda não sabem muito bem o que fazer com a Cultura e o Associativismo, quase dois anos e meio de terem chegado ao poder, é falar com alguém que "está lá dentro" e ficar a saber que ela, a andar para trás para a frente nos vários "corredores do poder", tem sensações "ainda mais sinistras".

Pois é, parece que ainda se está na fase da "destruição"... Ainda se anda a destruir tudo o que se puder, para depois então, se construir algo de novo, por cima dos cacos...

Apesar de saber que facilmente se destrói o trabalho de anos (o bom e o mau...), não sei se o "resultado final" terá alguma coisa a ver com Almada e com os verdadeiros almadenses, que nunca se envergonharam da sua "sub-urbanidade"...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)

terça-feira, dezembro 10, 2019

O Associativismo, Abril e a Música...


Apesar de vivermos tempos complicados no nosso país, que acabam por afectar quase todas as áreas da sociedade, não posso deixar de apoiar a "minha" Incrível Almadense, por tentar que a música chegue aos bairros do Concelho de Almada, mais afastados da cultura, com o apoio das Juntas de Freguesia, respectivas e dos "Amigos da Banda".

Apesar de partir de uma colectividade com 171 anos de vida, é também uma boa forma de lutar e abraçar o futuro.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quarta-feira, novembro 27, 2019

A Estranha Fixação do "Fisco" por Almada...


Sei que a governação da CDU em Almada, de mais de 40 anos, está longe de estar isenta de erros.  Falei de muitos deles por aqui. Talvez os mais graves fossem o hábito perdido, de olhar para o lado e escutar os outros, assim como o compadrio, contrariando a ideologia do próprio partido.

Isso não invalida que ache estranha a fixação do "fisco" pela gestão do Município de Almada (do último mandato). Ainda para mais, quando sabemos que uma boa parte dos Municípios do nosso país continua refém das dívidas contraídas ao longo dos anos, algo que nunca aconteceu por aqui.

Fico com a sensação de que há a tentativa de transformar Joaquim Judas - que apenas presidiu o Município num mandato -, no "bode espiatório" de todos os problemas que existiram na governação de mais de quatro décadas da CDU (e alguns até foram resolvidos por ele)...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quarta-feira, novembro 13, 2019

A Falta de Proximidade entre os Eleitos e a População...

Uma das coisas que mais se tem degradado  no Concelho de Almada, nos últimos anos, é a falta de proximidade entre o Poder Local e as Pessoas.

Esta "revolução silenciosa" começou com a unificação das Juntas de Freguesia (uma das muitas heranças que ficaram do PSD...), que eram um elo de ligação bastante importante nas localidades urbanas, pela atenção que se dava a quase tudo, até às coisas simples, tão importantes no nosso dia a dia. 

Por exemplo, Cacilhas, Almada, Pragal e Cova da Piedade eram quatro e agora são apenas uma...

As coisas também não melhoraram com a mudança de governação, após as eleições autárquicas. O PS (pelo menos o de Almada...) é mais cosmopolita, parece não perceber que as cidades englobam pequenas aldeias dentro de si (ou finge, porque é mais cómodo...), preocupando-se mais com o geral com o particular...

Mas penso que a culpa maior destas "mudanças" continua a ser dos autarcas eleitos, especialmente os que fazem parte das Juntas de Freguesia, que por falta de sensibilidade, por comodismo, entre outras coisas, nunca esbateram as diferenças  (sempre foi mais fácil governar sentado no gabinete...) e foram esquecendo a importância que têm coisas tão simples - que ultrapassam o "bom dia" e boa tarde", que também se usava com mais frequência...- , como são o património vandalizado, as áreas verdes abandonadas ou o lixo nas ruas. Deviam saber, por experiência própria, que o vandalismo, o abandono e o lixo, chama sempre mais vandalismo, mais abandono e mais lixo...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quarta-feira, outubro 09, 2019

A "Lavandaria do Idoso" Está Fechada há Dois Anos


Não consigo perceber porque razão a "Lavandaria do Idoso" está fechada há dois anos. A minha primeira preocupação não vai para as instalações fechadas e para as máquinas  sem qualquer uso, vai sim para os seus utentes, gente com alguma idade, carenciada e com problemas de mobilidade, que se viu privada de um serviço, que era um grande apoio para as suas vidas.

Sei que esta lavandaria nasceu no seio da Câmara em 1993, através do pelouro da Acção Social e que era gerida pela ACAI (Associação Concelhia de Apoio ao Idoso). Embora não tenha em meu poder todos os dados, informaram-me que é mais uma vitima dos "cortes cegos" que o Município Socialista fez no movimento associativo almadense...

Recupero as palavras de uma reportagem do "Diário de Notícias" de Abril de 2010, em que exemplifica o papel da ACAI junto da população: «Em Almada a Associação Concelhia de Apoio ao Idoso (ACAI) lava, seca e passa a ferro milhares de quilos de roupa de cerca de um milhar de idosos carenciados. "O grosso das pessoas que nos aparecem aqui são carenciadas, têm dificuldade em pagar e por isso mesmo, pagam consoante as suas reformas", explicou Amável André, membro da ACAI.»

Até posso acreditar que o seu encerramento se tenha ficado a dever à questões que envolviam a sua gestão. O que já não aceito é que ninguém se tenha preocupado em reabri-la, num curto espaço de tempo.

É uma vergonha terem passado dois anos e ninguém, de direito, se ter preocupado com o serviço que deixou de ser prestado aos seus utentes (e com as máquinas, que estão sem funcionar, e com toda a certeza sem qualquer tipo de manutenção...). Ou seja, deixou-se de prestar um serviço à população, ao mesmo tempo que se está a "deitar fora" um investimento feito com o dinheiro de todos nós.

É uma situação demasiado triste e absurda, para que faça mais comentários.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

sexta-feira, outubro 04, 2019

O Estranho Encerramento do Museu da Música Filarmónica


Ainda não consegui perceber porque razão o Município resolveu fechar o Museu da Música Filarmónica (por questões económicas, não será, pela certa...).

A medida ainda é mais estranha, se pensar que a Presidente da Câmara cresceu no meio da música, é filha de um dos nossos grandes maestros, que ainda não há muito tempo teve um programa televisivo, em que andou de Norte a Sul, atrás das bandas filarmónicas e dos seus sons.

Quando foi inaugurado no final de 2012 fez-se gala em dizer que era o primeiro Museu de Música Filarmónica em Portugal e que contava a história das filarmónicas criadas pelas colectividades do Concelho. E fora instalado na casa do maestro e compositor Leonel Duarte Ferreira, grande referência musical de Almada (recordado de uma forma dinâmica no interior do museu...).

É importante referir, que se  o Concelho ainda mantém quatro bandas filarmónicas em actividade (com as suas escolas de música, de quatro  Colectividades Centenárias - Incrível, SFUAP, Academia e Trafariense -, isso deve-se essencialmente aos seus associados, porque o  apoio que é dado pelo Poder Local, é meramente simbólico...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quarta-feira, outubro 02, 2019

Mais um "Ensaio Sobre a Surdez"...


Soube que António Vitorino de Almeida apresentou na minha Cidade Natal (Caldas da Rainha) um livro, que aborda a forma como se ouve (e o que se ouve...) música no nosso país.

Mesmo sabendo que não é de bom tom "misturar águas", sei que este título poderia facilmente ser transportado para a presidência da sua filha, Inês Medeiros, na nossa Cidade (que no fundo, é igual a quase todas as outras do nosso país, que continua povoado de autarcas que têm sempre mais certezas que dúvidas...).

Eu sei que este é o tempo em que as pessoas gostam mais de falar do que de ouvir, mas isso nunca poderá servir de desculpa para quem governa uma urbe de mais de 150 mil pessoas.

Até porque vou aproveitar este Outubro, para lançar um olhar crítico pelo que se tem feito de "incompreensível" (para mim claro...) nesta nossa Almada, nos dois últimos anos.

quinta-feira, setembro 26, 2019

O "Capítulo Maldito"...


Há um capítulo do meu caderno "25, uma experiência associativa em almada (1994-2019)",  mais polémico que todos os outros, onde faço uma análise fria e objectiva sobre a relação do poder autárquico com o associativismo ("O Poder Local e o Associativismo").

Não tenho qualquer problema em apontar o dedo a quem em vez de distribuir "canas de pesca", distribuiu "caixas de peixe" (e não existe qualquer desculpa, para quem exerceu o poder durante mais de quatro décadas...) pelas colectividades almadenses.

Embora reconheça que já seja tarde para discutir o que quer que seja, gostava que as minhas palavras servissem para algo mais, que as habituais discussões de café...

Claro que também gostava que alguns amigos meus comunistas não tivessem ficado incomodados com as minhas palavras, que apenas dão "voz" ao meu olhar atento e à minha experiência associativa de 25 anos, mas...

sábado, julho 06, 2019

O Poder nunca Gostou do "Contraditório"


De longe a longe tenho algumas conversas que me fazem lembrar as discussões sobre o "sexo dos anjos". 

A última delas foi com alguém próximo da CDU, que desabafou sobre a falta de um bom jornal em Almada, capaz de denunciar todos os problemas que estão ser criados pela presidência actual socialista.

Talvez não estivesse à espera que eu lhe recordasse, que a CDU nunca apoiou o "Jornal de Almada", de forma a que este pudesse subsistir, porque este tentava exercer o "contraditório" (por vezes de forma excessiva...), o que não agradava a quem exercia o poder há décadas (e quase sempre com maiorias...).

A boca fugiu-lhe para a verdade quando disse que o "Jornal de Almada" sempre fora um "pasquim" da igreja.

Pois é, quando se dão notícias "contra nós", os jornais têm sempre todos os defeitos do mundo...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, junho 13, 2019

Será que o Problema é Meu? Sou Eu que Sou Exigente?


Esta fotografia tem dois dias e retrata uma escadaria no centro de Almada (Rua D. Maria da Silva), por onde passo quase todos os dias e onde o exemplo do "abandono" é demasiado evidente, pelo que nem vale a pena tecer qualquer outro comentário...

Recordo apenas que durante a última campanha eleitoral autárquica um dos partidos que governa a cidade (PSD), encheu Almada de cartazes, onde dava mostras de se sentir escandalizado com o "lixo na rua" (mesmo onde ele não existia...) e defendia, muito bem, "Uma Cidade mais Limpa".

Só que a realidade é sempre outra coisa, e eu não me lembro de ver as ruas tão sujas e "abandonadas" como nos últimos tempos...

Mas como todos nós sabemos, a política alimenta-se do esquecimento e da falta de memória...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, maio 29, 2019

Uma Oficina Mais "Efémera" para os Almadenses...


Almada está a mudar, há já uns tempos, não para melhor, para outra coisa qualquer (tenho escrito por aqui sobre algum do "surrealismo" socialista...), que ainda não é completamente palpável, mas que é, no mínimo, estranho.

Agora foi a vez da Oficina de Cultura deixar o "fato de ganga azul" e vestir algo mais acetinado...

Oficina que está actualmente a receber a exposição individual de Beatriz Cunha, "Relicários Efémeros", que teve direito a catálogo e tudo (viva o luxo desta Oficina nova...).

Na apresentação do catálogo somos informados da mudança: [...] "Sempre aberta para receber em exposições colectivas os criadores almadenses, a Oficina de Cultura abalança-se agora, no ano em que completa 25 anos nestas instalações no centro da cidade de Almada, a acolher uma exposição individual, perseguindo deste modo uma prática que pretende incutir um espírito inovador  na sua programação. "[...]

O primeiro comentário que faço é este: «Que bom que é inovar, ignorando os artistas almadenses!»

Acho mesmo uma vergonha, que as três melhores galerias de arte de Almada, estejam praticamente vedadas aos artistas do concelho (Casa da Cerca, Galeria Municipal e agora, pelos vistos, a Oficina de Cultura...). 

E estranho o silêncio das Colectividades Culturais do Concelho de Almada, e sobretudo, dos seus artistas...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, maio 22, 2019

Tudo Igual, quase Três anos Depois...


Escrevi pela primeira vez sobre este atentado ao património cacilhense em Agosto de 2016.

Voltei a escrever sobre o assunto em Dezembro de 2016.

Mas a 22 de Maio de 2019, está tudo na mesma, como a lesma... Talvez os turistas até pensem que aquelas pinturas fazem parte da escultura...

É uma falta de respeito, de quem de direito, ao autor da obra e a todos os cacilhenses.

Talvez estejam à espera das próximas eleições autárquicas, ou então acham que assim o monumento fica mais giro...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, maio 10, 2019

O Poder Local nunca Olhou o Associativismo Almadense com "Olhos de Ver"...

A minha "coabitação" de 25 anos no Movimento Associativo Almadense, faz com que possa dizer, sem pestanejar, que o Poder Local nunca olhou o Associativismo Popular com "olhos de ver".

No longo reinado da CDU (e do vereador António Matos...) foi sempre mais fácil distribuir "caixas de peixe" que "canas de pesca" (contrariando o velho ditado chinês...) a uma boa parte de Colectividades do Concelho. 

Nunca houve qualquer preocupação em premiar quem trabalhava como devia ser, distante de uma postura associativa subsidiodependente. Ou seja, em vez de terem uma postura coerente e justa, passaram o tempo a "apagar fogos" e a alimentar velhos vícios (como se a "mama da teta da vaca do poder" desse sempre leite...) ao mesmo tempo que faziam concorrência desleal com muitas Colectividades (sem qualquer possibilidade de ombrear no quer que seja, com o poderio de um Município...), substituindo-as na sua função e ligação às comunidades.

Infelizmente o PS consegue fazer ainda pior, neste já mais de ano e meio que leva de mandato (sim, já não há espaço para desculpas...). Por um lado finge-se de "morto", por outro, faz de conta que o Movimento Associativo não existe, desrespeitando o passado e o presente das Colectividades e dos dirigentes voluntários, que apenas se movem pelo amor aos seus clubes.

Estou completamente à vontade para falar, porque as minhas colectividades (Incrível e SCALA) sempre trabalharam para o bem comum sem estar à espera de subsídios. Mas não existem milagres, e quem trabalha em prole da população almadense, tem de ser apoiado. 

Às vezes fico com a sensação que os governantes não percebem (acho que não querem é perceber...) que não estão a gerir o seu próprio dinheiro, mas sim o dinheiro de todos nós. Dinheiro esse que deve reverter para o bem comum de todos os cidadãos do Concelho e não para meros interesses pessoais...

(Fotografia de Luís Eme - que poderia ter como legenda: "basta termos o Cristo-Rei de costas voltadas para Almada"...)

quinta-feira, maio 09, 2019

A Incrível Almadense na SIC Notícias


Há dois dias a SIC Notícias transmitiu uma pequena notícia sobre a questão das rendas da sede social da Incrível Almadense, focando o seu aumento (100 vezes o valor antigo...). Ouviu a Incrível, o proprietário e também o Município de Almada.

O mais curioso da reportagem acaba por ser a resposta do Município, que afirmou não poder ajudar a Incrível (nem ter interesse...), por que se tratava de um edifício privado e apenas de serviços. De seguida acrescentou que as salas de espectáculos da Incrível serão classificadas como imóveis de interesse público, pela sua dimensão histórica.

A ajuda que a Incrível pediu ao Município em relação à sede social foi o levantamento das plantas do Cine-Incrível, por que também existe  um litígio com o senhorio sobre as áreas do edifício, pois há alguns espaços da Incrível que ele acha que são seus.

É no mínimo estranho que o Município não tenha verbas para ajudar a transformar o Salão de Festas da Incrível (aqui sim, houve um pedido de apoio monetário...) numa sala com condições para ser alugada, para qualquer tipo de espectáculo, mas que afirme que este será classificado como imóvel de interesse público.

O que a Incrível quer, é que um espaço que é seu, possa gerar receitas para ajudar a gerir o dia a dia da Colectividade, seja ele, ou não, de interesse público (que já o é, para todos os Incríveis, sem precisar de qualquer intervenção estatal...).

(Fotografia de Luís Eme)