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domingo, julho 05, 2020

A "Ligação à Comunidade Local"


Há quase 27 anos realizou-se em Almada o "3.º Congresso Nacional de Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto".

Houve dezenas de intervenções, algumas bastante importantes, mas que acabaram por passar ao lado de quase todos os participantes, inclusive dos Almadenses. Uma delas foi da autoria do meu amigo Fernando Barão (em representação da Incrível Almadense), que nos deixou em Maio, que passados estes anos, não só mantém a actualidade como nos demonstra todo o tempo que se perdeu, sem fazer essa coisa simples e praticável, que é a "Ligação (das Colectividades) à Comunidade Local", que temos todo o gosto em transcrever os seus três primeiros parágrafos:

«A verdadeira e única saída para a evolução do Movimento Associativo será a sua ligação à comunidade que o rodeia.
Assim é da máxima importância, o estabelecimento de ligações pragmáticas e afectivas de todos os núcleos colectivistas de uma localidade com a sua população, de forma a que esta reconheça as suas validades e sintam, no dia a dia, as suas acções benéficas e altruístas.
Uma instituição colectiva, nos tempos que vão correndo terá de ir ao encontro da sua comunidade local, com objectivos certeiros, perscrutando primordialmente as suas carências. Terá de ser, insofismavelmente, o elemento necessário ao seu abastecimento de índices que alterem superiormente, as formações físicas e anímicas dessas gentes vítimas de uma sociedade consumista onde impera  o lucro fácil em troca de péssimos serviços.»

Todos aqueles que fizeram o que o Fernando, muito bem escreveu, que conseguiram com que as suas Colectividades se aproximassem das comunidades onde estão inseridas e lhes oferecessem o que necessitavam, de certeza que ficaram melhor que, os que se limitaram apenas a assobiar para o ar ou a bater à porta das autarquias, para pedir o respectivo "subsídio"...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quinta-feira, maio 16, 2019

A Cidade da Água de Almada...

A famosa "Cidade da Água é uma história já com vinte anos...

«O Estado comprometeu-se a criar o devido enquadramento legal que permitisse ao Fundo avançar com uma intervenção urbanística na Margueira. mas tal nunca aconteceu. Apesar dessa lacuna em 1999 e em 2001 ficaram célebres os “projectos” apresentados e denominados “Manhattan de Cacilhas” dos arquitectos Manuel Graça Dias  e Egas José Vieira e a Torre biónica, de Javier Pioz e Rosa Cervera, entre outras variações mediáticas.»

(notícia de Cristina Vargas do “Diário de Notícias”, de 19 de Dezembro de 2002)

«Foi apresentado esta terça-feira em Almada aquele que é considerado o maior projeto de requalificação urbana do país desde a Expo 98.
Nos antigos terrenos da Lisnave vai nascer a Cidade da Água, para onde está prevista a construção de casas, comércio, serviços, espaços culturais, uma marina, um terminal fluvial, um novo hotel, um museu e um centro de congressos.»

                                     (notícia de Ana Sanlez, do “Diário de Notícias” de 14 de Maio de 2019)

É verdade, já passaram vinte anos, desde o primeiro projecto, as famosas torres da nova "Manhattan de Cacilhas", ou seja, o nascimento da "Cidade da Água" já é um renascimento...

(Fotografia der Luís Eme)

domingo, janeiro 08, 2017

Uma Mensagem que Faz Todo o Sentido


Esta mensagem, que fazia parte do pequeno folheto (só em tamanho, emprestado por mão amiga) com a programação de mais um aniversário da Incrível no primeiros anos da década de 1970, continua a fazer todo o sentido neste ano que se inicia, pois a Incrível Almadense está a iniciar um novo ciclo, com uma nova presidente (Mara Martins) e um novo grupo de Corpos Gerentes (da qual faço parte, integrando o Conselho Consultivo).

Como facilmente se percebe, não se trata de uma mensagem contra ninguém, mas sim a favor da "Sociedade Velha", que tem de continuar a ser passado, presente e futuro, no panorama associativo almadense, não fosse ela a "Mãe" de todo este edifício colectivo criado, em 1848, na nossa Almada.

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, novembro 16, 2013

O Árabe que Quis "Comprar" a Trafaria


O Tejo continua a fazer "milagres" todos os dias.

Um dos futuros donos de um império petrolifero das arábias passou por Lisboa e ficou encantado com muito do que viu. Numa viagem que fez de iate, entre o Sado e o Tejo, cruzando o Cabo Espichel, já dentro do "rio da minha Aldeia", pediu para visitar a Terra que tinha muitos barcos pequenos ancorados (Trafaria...). 

Fizeram-lhe a vontade e o homem, temporariamente sem turbante, ficou maravilhado com aquele lugar. Não tanto com o que viu, mas sim com o que pensou: a possibilidade de fazer algo diferente, mais bonito e moderno.

Uma das primeiras coisas que quis saber, foi se havia alguma possibilidade de arrancar dali as torres circulares, que lhe explicaram que eram depósitos de cereais. Disseram-lhe que não e ainda acrescentaram a história dos "contentores"...

Soltou apenas duas palavras: «que pena.»

Nota: esta pequena história não passa de ficção. Mas é pena ver a Trafaria, irremediavelmente perdida, e provavelmente ainda mais abandonada, uma vez que deixou de ser Freguesia...

quinta-feira, janeiro 17, 2013

Olhar para Dentro de Nós


Fez-me confusão logo pela manhã, ver que todas as pessoas com quem me cruzei em paragens (metro e autocarros...), olhavam para sitio nenhum, como se estivessem num estado de hipnose, presas aos dramas do seu dia a dia.

Provavelmente ainda estavam a pensar nas malfadadas listas do IRS, divulgadas em praticamente todos os jornais e revistas nas bancas, e na televisão, claro, que lhes iam roubar ainda mais "pão"...

O óleo é de Steven Graber.

terça-feira, outubro 16, 2012

Encontros Incríveis de Cultura (2)


No dia 18 de Outubro, quinta feira, às 21 horas realiza-se mais um colóquio, inserido nas comemorações do 164º aniversário da Incrível Almadense, no Salão de Festas da Colectividade. Desta vez o tema é: "Bandas Filarmónicas Associativas, que Futuro?".

É um tema pertinente e terá a participação dos presidentes das quatro Colectividades do Concelho de Almada centenárias que têm bandas filarmónicas e escolas de música: José Luís Tavares (Incrível Almadense); Luís Gonçalves (S.F.U.A.Piedense); Domingos Torgal (Academia Almadense) e Helder Lopes (S.F. Trafariense).

As bandas filarmónicas são a génese da fundação destas quatro colectividades, daí que sejam acarinhadas de uma forma especial pelos seus dirigentes. Mas além das bandas possuem escolas de música, ou seja, substituem o Estado nesta função educativa sem receberem qualquer tipo de apoio. As únicas entidades que apoiam as bandas são as autarquias locais (Juntas de Freguesia e Município, com a oferta de instrumentos). Noutros tempos também havia algumas entidades particulares que davam o seu apoio, também através da oferta de instrumentos, mas na situação actual, de crise permanente, estes apoios são quase inexistentes.

De uma forma geral, as bandas e as suas escolas de música, mesmo bem geridas, não são actividades lucrativas. É cada vez mais difícil para as colectividades arranjarem meios financeiros para pagarem aos maestros e professores. 

Penso que são razões de sobra para falarmos do presente e do futuro das Bandas Filarmónicas.

O óleo é de Louro Artur.

domingo, agosto 21, 2011

A Diluição dos Valores de Esquerda


Uma das coisas que mais que me tem irritado na CDU nos últimos anos (e que fez com que deixasse de votar nesta força política...), é a existência de dois discursos e duas políticas nesta coligação. Existe um para o país, difundido na Assembleia da República, que contraria completamente o discurso local, ao ponto de se encontrarem cada vez menos diferenças na governação da CDU de Almada ou do PSD nas Caldas, por exemplo, pois a política desenvolvida de mão dada com o capital, tanto poderia ser desenvolvida pelo PS, PSD ou até mesmo o CDS.


É esta paixão pelo IMI (e dependência...), que me faz pensar que a Margueira (com uma marina e muito mais construções), estará sempre à frente dos projectos de requalificação do Ginjal e da Quinta do Almaraz.

quinta-feira, agosto 18, 2011

Ainda o Ginjal e o Futuro


Em 1993 os proprietários (Imobiliária e Construtora Grão-Pará; João Teotónio Pereira Junior Lda; Soturis; Castro e Melo) de então da área do Ginjal realizaram um projecto extremamente completo, cujo programa preliminar abordava todas as áreas de estudo, inclusive a caracterização climática de toda a zona, por possuir um microclima muito especial.


Embora não conheça o projecto actual ao pormenor, o mapa que foi divulgado pela comunicação social não difere muito do desenvolvido no princípio da década de noventa.

Foi pena que a Autarquia tenha colocado uma série de obstáculos e que não viabilizasse o projecto de então, tendo sido perdidos quase vinte anos.

Hoje a realidade é diferente, há novos proprietários do Ginjal e a posição do Município também parece ser mais aberta.

Mas falta o principal: dinheiro para grandes obras.

Por isso é que penso que se perdeu uma oportunidade de ouro em 1993, de se desenvolver e dar uma vida nova ao Ginjal.

quinta-feira, agosto 11, 2011

O Futuro não Existe


Uma moçoila que sabe das minhas "peregrinações" pelo Ginjal, perguntou-me: «consegues imaginar o Ginjal no futuro?»


Ofereci-lhe um não, redondo.

Ela estranhou.

Expliquei-lhe então que este é o Ginjal que conheço desde o final da década de oitenta, quando vim morar para Cacilhas, um pouco mais vandalizado e arruinado pelos humanos e pelo tempo, mas nada que altere muito a paisagem.

Claro que queria algo diferente rente ao nosso Rio, para muito melhor, mas tenho dificuldade em arranjar-lhe um futuro, Catarina...

sexta-feira, junho 17, 2011

Jornalismo do Absurdo


Embora não deva considerar jornalismo o trabalho feito pelo "Jornal da Região" e pelo "Notícias de Almada" - trata-se mais da "colagem" de notícias no meio de publicidade -, um bocadinho de mais rigor não fazia mal nenhum.


Não consigo perceber como é o "Ginjal renasce como pólo de atracção" se a "Câmara apresenta projectos ainda sem prazos ou custos" (é este o título da notícia...).

Ou seja, este "renascimento" do Ginjal, continua a ser feito apenas no papel, tal como os "renascimentos" anteriores, dos últimos trinta anos...

Qualquer dicionário diz-nos que "renascer" é: nascer de novo, reaparecer, renovar-se, adquirir novo vigor, novo impulso, rejuvenescer.

Penso que quando algo nasce de novo, é uma coisa concreta, não se limita a ser um plano de papel...

quinta-feira, outubro 22, 2009

O Mundo Avança, lá Fora...

Passo todos os dias em frente a uma loja que não mudou nada, nos últimos vinte anos.

Hoje fez-me uma particular aflicção ver o dono, de braços cruzados, ao fundo da loja, de pé, como se estivesse a olhar para sitio nenhum.
Apeteceu-me dizer-lhe: «acorde! Olhe para o mundo lá fora.» Mas sei que não valia a pena...
Nem sei se ainda entram pessoas naquela loja de bugigangas, que vende um pouco de tudo, como as dos chineses, mas muito mais caro. E nem sempre são produtos de mais qualidade.
Não sei como sobrevive. Do comércio não deve ser, quase de certeza. Talvez viva dos rendimentos da loja, quando ainda conseguia vender tachos, panelas, garfos, facas, alguidares, jarras, etc...
Pergunto para os meus botões: «porque razão estas pessoas não desafiam o futuro, não fazem umas mudanças nas suas lojas para tentar chamar clientes?»
Coloquei esta fotografia apenas por ser uma "antiguidade", embora mantenha o brilho e "glamour" de sempre, ao contrário da loja almadense...

segunda-feira, outubro 12, 2009

Almada Ficou Mais Democrática

O sinal mais das eleições autárquicas em Almada (para mim claro...) foi a perda da maioria da CDU no executivo do Município.

Nunca gostei de maiorias, quer no governo central quer nas estruturas locais. Penso que o poder não deve estar assente em apenas uma força política, para que não se alimente o "autismo" político e os tiques ditatoriais de quem exerce o poder.
E quem não sabe governar em minoria, não é de certeza, um bom político.
Ao nível das freguesias, ficou tudo igual. Embora a Costa de Caparica, a única junta "laranja" do concelho, tenha ficado por um fio, faltaram apenas 67 votos para se tornar "rosa"...
A abstenção manteve os níveis elevados do costume, próximos dos 50% (e em alguns casos até superior, para o Município e para a Assembleia Municipal por exemplo, ultrapassou os 51%...). E é ela que faz toda a diferença, de uma forma geral beneficia sempre quem está no poder.
O PS voltou a falhar o "ataque ao poder", por culpa própria. Quando se querem ganhar eleições, é importante apresentar um candidato com o qual os cidadãos se sintam identificados.
Tal como aconteceu a nível nacional, o BE não subiu como se esperava, tendo inclusive perdido um dos mandatos que conquistara em 2005, no concelho. A "honra do convento" foi salva com a eleição da vereadora, Helena Oliveira, que retirou a maioria à CDU.
Curiosa (e ao mesmo tempo perigosa, se pensarmos que estamos num concelho com tradições de esquerda...) foi a subida do CDS, que praticamente tinha desaparecido em 2005, deixando de ficar representado na Assembleia Municipal. Agora conquistou dois deputados municipais e três mandatos em três Juntas de Freguesia (Charneca de Caparica, Costa de Caparica, Sobreda).
Num concelho onde nunca se resolveram os problemas de exclusão social existentes em vários bairros problemáticos e que tem assistido impavidamente à proliferação de emigrantes de várias nacionalidades (como tantos outros, de Norte a Sul), que infelizmente têm contribuído para o aumento da sua criminalidade, o discurso de Portas em nome da segurança, da emigração e da distribuição do rendimento mínimo, vai ganhando votos...

terça-feira, agosto 04, 2009

Os Palhaços e o Comércio

Há formas de protesto e de publicidade com alguma originalidade, como é o caso do conhecido pronto a vestir, "Venâncio", no coração de Almada.
Os "manequins palhaços" não estão sós na rua, têm a companhia de um texto de Charlie Chaplin.
Compreendo o desespero de quem tem uma casa de comércio aberta e sente que já nem sequer trabalha para aquecer...
Mas as causas dos seus problemas são mais antigas que as alterações de trânsito ou a passagem do Metro.
Claro que só se fizeram sentir com a abertura do centro comercial "Almada Fórum", quando a maioria dos habitantes do concelho, que vivem nos subúrbios, deixaram de sentir necessidade de se deslocarem ao centro da cidade para fazerem compras. Alguns mais teimosos ainda continuaram a vir ver as "vistas" a Almada. Só se renderam com as obras do Metro e as dificuldades de se circular no eixo principal da cidade.
Mas o verdadeiro problema é que no centro de Almada, quase que só vivem pessoas idosas, reformadas e sem poder de compra e paciência para andar às compras nas lojas locais.
Se os jovens almadenses nos últimos vinte anos tivessem tido a oportunidade de permanecer na sua cidade, com habitações a preços mais acessíveis, a realidade seria diferente...
Infelizmente, à boa maneira portuguesa só nos lembramos de "Santa Bárbara" quando chove...
Mas é óbvio que se tem de fazer alguma coisa, apesar dos cartazes bonitos de propaganda do Município, espalhados pela cidade, não há cidade com futuro sem vida e sem jovens à sua volta.

sábado, fevereiro 23, 2008

Teatros Quase de Rua

No começo da tarde de hoje, discute-se o futuro de um pedaço de Cacilhas.

Se fosse um rapaz inocente até era capaz de imitar o outro e dizer: «porreiro, pá!», mas como já cresci um palmo, vou cada vez menos em conversas de políticos...
E nem sequer estou interessado em assistir a mais uma exibição da peça, "Monólogos da Maria Emília" (costuma ser a "animação-surpresa" do programa)...
Mas mesmo assim, estou indeciso, se devo ou não aparecer...

segunda-feira, dezembro 31, 2007

O Futuro Somos Nós


Que 2008 nos dê mais força, para lutarmos pelos nossos ideais e pelos nossos sonhos, abrindo-nos ao mesmo tempo a linha do horizonte que nos cerca, que não se reduz, de certeza, a tanta mediocridade.
Já é tempo de nos livrarmos da "grilhetas" do passado, que também incluem as duas emblemáticas figuras criadas por Rafael Bordalo Pinheiro, a Maria Paciência e o Zé Povinho...
Porque somos muito mais que estas personagens, embora as pessoas que nos governam continuem a olhar para nós como se fossemos meros "bonecos", ou pior, "marionetas".
É preciso acreditarmos que o futuro somos nós!