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sexta-feira, setembro 01, 2017

quarta-feira, novembro 25, 2015

domingo, julho 05, 2015

A Criatividade e o Cinema


Quando vi este cartaz da "23 ª Edição das Curtas - Vila do Conde" (que decorre de 4 a 12 de Julho), achei-o muito bem conseguido.
O autor é o João Faria, que está de parabéns, assim como os teimosos que continuam apostados em levar o cinema e a cultura a uma mediana cidade portuguesa.

Eu sei que às vezes é mais fácil fazerem-se coisas em pequenos centros urbanos que nas chamadas grandes urbes, mas mesmo assim não deixam de estar de parabéns.

Há já quase 20 anos também fiz o projecto de um Festival de Cinema em Almada, que nunca passou do papel, por várias razões, a principal: falta de apoios concretos. Eu já sabia que lá de cima só costuma cair chuva, de vez em quanto, e uma tarefa que quisesse ter sucesso teria de ser bem alicerçada, em meios humanos e materiais, o que nunca foi possível obter...

Hoje olho para trás e penso que já passou o meu tempo de fazer iniciativas que querem saltar das fronteiras de Almada (até por já ter chatices de sobra...).

quinta-feira, março 19, 2015

"O Amor é uma Invenção do Cinema" Volta aos Palcos



No próximo sábado, dia 21 de Março,  o CIA vai apresentar mais uma vez a minha peça, "O Amor é uma Invenção do Cinema", com duas sessões, às 17 e as 21.30 horas, no Salão de Festas da Incrível.

A entrada é livre.

quinta-feira, junho 26, 2014

Um Convite Teatral


No próximo sábado o Cénico Incrível Almadense estreia uma pequena peça escrita por mim, no seu Salão de Festas, às 17 horas.

Sei que pelo menos o título é sugestivo: "O Amor é uma Invenção do Cinema".

Ainda não sei se irei, mas estou curioso (e feliz) por assistir à encenação e interpretação deste texto, que deixou de ser apenas meu.

terça-feira, dezembro 11, 2012

Ainda os Filmes...


Talvez o cinema seja a arte que mais se aproxima da nossa vida, de todas as que pudemos desfrutar. Em comparação com a literatura, tem a a vantagem de nos oferecer as suas histórias em movimento e com personagens de carne e osso.

No sábado à noite, por um mero acaso, descobri que estava a ser exibido na RTP Memória, o "Dom Roberto", que tem como protagonistas, Raul Solnado e Glicinia Quartin.

Acabei por ficar preso ao ecran e vi o filme até ao fim. Embora não se tratasse de uma grande realização, tinha alma, os dois protagonistas conseguiam exprimir toda aquela vida de pobreza, de quem não tinha emprego e era forçado a viver numa casa abandonada, quase destruída. 

Apesar de toda aquela miséria, há por ali muita esperança e sonho, não fizesse Solnado o papel de um manuseador de "robertos" das ruas lisboetas. Esperança que também era alimentada pela solidariedade da vizinhança (Ainda hoje é assim, é mais fácil um pobre dar o pouco que tem, que os que têm quase tudo. Estes são bons é a praticar a caridadezinha, de preferência com uma câmara de imagens por perto...).

É um filme que tem o perfume do neo-realismo italiano, possuindo um conteúdo muito político, pelo menos para a época, em plena ditadura salazarista.

Estive a ler mais alguns pormenores do filme e fiquei a saber que foi estreado no ano em que nasci (1962) e que no ano seguinte foi seleccionado para o "Festival de Cannes", onde recebeu uma menção especial do júri do Melhor Filme para a Juventude. O seu realizador, Ernesto de Sousa, não só foi impedido de se deslocar a França pela PIDE, como acabou por ser perseguido e preso pela polícia política.

sexta-feira, dezembro 07, 2012

O Melhor dos Filmes


Os filmes têm essa coisa boa de nos fazerem pensar. E pensamos mais quando estamos na presença do inesperado, da estranheza, da diferença...

O "Passar a Ferro", de Ana Pissarra e Maria Emília Tavares, através da sua projecção dupla, não nos conseguiu transmitir apenas que o ir e o  voltar de cacilheiro, são duas viagens quase antagónicas. Foi mais longe.

No fim da projecção foi bom trocar ideias com a Ana e a Emília, assim como assistir a várias conversas cruzadas, que embora não tornassem o diálogo muito compreensível, colocaram toda aquela gente a conversar, e pior que isso, a opinar, sobre as travessias no Tejo de cacilheiro e as histórias das suas vidas.

Neste mundo de perdas e de ganhos, falámos muito mais do que perdemos do que das nossas vitórias, até por haver gente presente que já viajava de cacilheiro nos anos cinquenta...

Mesmo eu que só comecei a viajar diariamente nestas barcas na segunda metade dos anos oitenta, sinto muitas diferenças.

Perdeu-se sobretudo a familiaridade e a camaradagem tão presentes ainda nesse tempo, os amigos que não se importavam de esperar o barco seguinte, só para se sentirem bem acompanhados, trocar uns dedos de conversa, contar uma ou outra anedota, porque sorrir ao fim de um dia de trabalho, nem sempre fácil, era um bálsamo, sentindo que não se perdera tudo, que era possível agarrar alguma alegria no regresso a casa.

É nestes pequenas coisas que percebemos o quanto a nossa sociedade mudou nos dez anos de reinado de Cavaco, com a entrada na Europa dos "ricos".  Perdemos entre outras coisas a alegria dos "pobres"...

E assim se explica que nas viagens de hoje, o "passar a ferro", a rotina, a melancolia e a solidão (quebradas episodicamente por algum "louco" que gosta de espalhar alegria, sem ter medo do ridículo...) estão muito mais presentes que a espontaneidade e o calor humano dos tempos idos.

A fuga à esta quase tristeza, é encontrada na beleza do Tejo que espreita em todas as janelas, num rosto que nos prende o olhar por mais de um segundo ou na leitura de um jornal ou livro...

E como são viagens de apenas dez minutos, nem sequer têm tempo de se tornar pesadelo...

E eu só tenho de agradecer esta "viagem" à Ana e Emília.

terça-feira, dezembro 04, 2012

Um Filme Sobre a Travessia do Tejo


Na próxima quinta-feira será projectado um filme-documentário de trinta minutos na "Tertúlia do Dragão", organizada pela SCALA, às 21 horas, no 1º andar do café Dragão Vermelho, no centro de Almada.

As autoras, Ana Pissarra e Maria Emília Tavares,  estarão presentes e irão falar sobre este, "Passar a Ferro", que significa na gíria dos marinheiros a rotina das viagens entre as duas margens do Tejo.

domingo, agosto 05, 2012

A Marylin no Casario


Achei que não devia haver três sem quatro, por isso é que a Marylin também aparece por aqui, mesmo que nunca tenha apreciado a beleza do Tejo...

sexta-feira, setembro 26, 2008

Um Poema e as Mulheres...


A Margem da Alegria


Quando repito existiam as mulheres sempre elas as mulheres
sempre as mesmas sempre diferentes mulheres
mãos postas sobre as mesas na penumbra rostos
onde havia tudo e tudo por detrás de tudo
e uns olhos e nos olhos e a partir dos olhos um olhar
que para nomear teria de falar de mar e de água
e da profunda mágoa de ter de desistir de as reter

O poema é de Ruy Belo, a actriz da imagem é Alida Valli, ambos retirados do álbum de João Bénard da Costa, "Como o Cinema era Belo".

sexta-feira, abril 27, 2007

O Cinema Português e um Actor Generoso...


Não tenho autorização para revelar o nome, mas posso pelo menos anunciar, que um grande actor português, aceitou participar na primeira longa metragem do Gui, a custo zero.
A história, que ainda não começou a rodar (a sério...), fala de cruzamentos de uma Lisboa antiga, e de uma outra, a perder a identidade e as pessoas. Dos bairros onde toda a gente se conhecia à invasão dos estranhos, sem nome. Sou um dos três co-autores do argumento e dos diálogos.
O orçamento não é muito grande, mas os apoios resumem-se, quase todos, apenas a promessas verbais, nem sequer foram escritas na areia...
É uma pena, mas este, tal como outras dezenas de filmes portugueses, corre o risco de andar por aí, anos e anos, aos caídos, porque a Cultura é uma coisa muito estranha neste país...
O compadrio e os dados viciados, fazem com que a "teta" da vaca, só dê leite para meia dúzia de heróis, com passado e presente, como cineastas, mesmo que possa soar a duvidoso.
Queria falar de um actor e estou a alargar-me...
Mas também não posso dizer grande coisa deste actor. É reconhecido pelos seus excelentes desempenhos na televisão, teatro e cinema. E é extremamente culto e generoso...
Estivémos uma tarde à conversa, à beira do Tejo, falámos de tantas coisas. Aprendi tanto sobre as vidas que começam e acabam nos palcos...
Falámos muito de cinema, até chegámos à conclusão que temos realizadores e actores de grande qualidade, falta sim,o essencial, dinheiro suficiente para se fazerem bons filmes, e claro, a contrapartida, de poderem ser exibidos nas salas de cinema, cada vez mais "americanizadas"...
Pois foi, passaram pela mesa realizadores como: Fernando Lopes, José Fonseca e Costa, António Pedro Vasconcelos, Edgar Pêra, João Botelho, Joaquim Leitão, Margarida Gil, Pedro Costa, José Mário Grilo, Paulo Rocha, Teresa Vilaverde ou Ana Luísa Guimarães.
Os actores e actrizes foram mais: Luís Miguel Cintra, Nicolau Breyner, Diogo Infante, Margarida Marinho, Ana Medeiros, Rogério Samora, Vitor Norte, Alexandra Lencastre, Paulo Pires, Maria João Luís, Diogo Morgado, Inês Medeiros, Nuno Lopes, Teresa Madruga, João Perry, José Wallenstein, e outros tantos, que não guardei.
Também já não faltam histórias, começa a haver bastante gente a escrever ficção, que pode ser facilmente adaptada para a sétima arte... falta o resto, "aquilo" que é dado, sem reservas, a Manoel de Oliveira...

segunda-feira, abril 23, 2007

Um Livro à Minha Escolha


"Bonecos de Luz" é um livro especial, que nos fala da magia do cinema nos seus primeiros tempos.
Romeu Correia escreveu-o de uma forma estupenda, ao ponto de nos conseguir colocar em frente do lençol branco, a assistir aos filmes cómicos do cinema mudo, que tiveram em Charles Chaplin a sua grande figura.
Além de homenagear os livros, abraço aquele que continua a ser o maior escritor do concelho e que foi sempre um grande apaixonado pelo Ginjal e pelo Tejo, lugares onde cresceu e deu as primeiras braçadas, ainda na companhia dos golfinhos...

quarta-feira, março 14, 2007

Eusébio e Romeu Correia


Quando Clara me contou a história sobre a "perseguição" que lhe moveu o cineasta Arthur Duarte, lembrei-me de Romeu Correia.

Lembrei-me por uma razão muito simples. Romeu contou-me numa das nossas conversas literárias, que tinha escrito um guião para cinema, a pedido de Arthur Duarte, sobre a vida de Eusébio.

Ele teve o cuidado de me confessar, que o guião do filme era completamente diferente da fita mediocre realizada nos anos setenta, a qual assisti, no desaparecido "Cine-Teatro Pinheiro Chagas", nas Caldas da Rainha.

Infelizmente, por falta de apoios, o filme de Arthur Duarte acabou por nunca ser realizado...

Nunca lhe perguntei o que era feito do guião. Mas cuidadoso como Romeu era, de certeza que tinha uma cópia guardada em casa...

Este episódio fez com que me recordasse que o espólio do escritor e dramaturgo almadense continua "fechado" na casa onde viveu, sem ter alguém especializado, a catalogar e a organizar, tudo o que ficou de uma vida extremamente rica, e que não deve ser nada pouco...

Nem sequer me vou dar ao trabalho de falar das "culpas" do Município e dos familiares do Romeu, para todo este silêncio, cada vez mais denso, à volta da maior figura da literatura de Almada.

A única coisa que adianto, é que compreendo, cada vez melhor, a posição dos descendentes de Romeu em todo este processo...

quinta-feira, março 01, 2007

Uma Mulher de Sonho


Uma cacilhense, quase octagenária, contou-me uma história deliciosa, quando foi convidada por um realizador para participar num filme português.

Clara foi descoberta numa viagem de cacilheiro por Arthur Duarte (realizador de dezenas de filmes, dos quais destaco "O Leão da Estrela", o "Costa do Castelo" e "A Menina da Rádio"), no final da década de cinquenta.

Arthur não sabia muito bem o que queria, sabia só que queria alguém que não fosse profissional e tivesse uma beleza especial. Atravessou o rio por acaso, para almoçar no "Gonçalves". Assim que viu a mulher de cabelos e olhos claros, percebeu que era ela, que procurava...

O mais curioso foi que ao fim de uma semana, já tinha esquecido o filme, queria era conquistar aquela mulher, de pouco mais de trinta anos. Claro que não o conseguiu. Por várias razões.

Porque Clara estava bem casada com o João e porque não gostava de homens mais velhos. Além disso, apesar de gostar de se vestir bem e ser vistosa, era uma mulher séria, que nunca pensou ser actriz, nem mesmo nos palcos amadores...
Este retrato pintado por Eduardo Malta foi a imagem mais parecida que encontrei da Dona Clara, uma mulher que continua bonita, por dentro e por fora...