terça-feira, abril 25, 2017

25 de Abril Sempre!

Com o "avanço" dos populismos e das "mentiras" que agora querem chamar "pós verdade", não sei até quando é que iremos poder dizer e gritar, «25 de Abril sempre!», sem qualquer tipo de condicionalismo.

Era bom que isso ainda fosse possível em 2074.

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, abril 22, 2017

"Olha a Liberdade!" (o folheto e o poema...)


Com a minha "estupidez natural" lá fiz mais um folheto, que será entregue hoje à tarde aos participantes na exposição, "Olha a Liberdade!", com a sua arte e as suas palavras.

Quando organizo estas coisas tento sempre escrever algo inédito, mesmo que nem sempre tenha a qualidade desejável. Desta vez fiquei a ver a Liberdade a passar...

Olha a Liberdade a Passar…

Ela sabia que
a liberdade passava por ali
mas vinha sempre a correr sem parar
era como se fosse um carro veloz
que só deixa fumo e barulho no ar

Já não conseguia chorar
aceitava aquele seu destino
como se estivesse dentro
de um fado triste e desgraçado
cheio de mágoas e desatino

Nada que a impedisse de sonhar
ou de se esgueirar até à janela
para ver se ainda existiam milagres
e se a Liberdade lhe dava a mão
como se Ela fosse a Cinderela…

Luís [Alves] Milheiro

terça-feira, abril 18, 2017

"Olha a Liberdade!"

Esta é a fotografia ("Liberdade F. C.") com que participo na exposição colectiva de pintura e fotografia, "Olha a Liberdade!", organizada pela SCALA, que foi inaugurada a 15 de Abril e patente na sua sede social até ao dia 28 de Abril. Exposição que procura festejar Abril com 25 olhares diferentes sobre a Liberdade.

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, abril 17, 2017

A Esperteza Versus a Inteligência

Não penso, sei,  que a esperteza faz mais "estragos" nas pessoas inteligentes, que a inteligência nos "chico-espertos".

E isso acontece porque a esperteza surge quase sempre embrulhada em qualquer coisa, e está sempre decidida a tomar os inteligentes por parvos...

Já a inteligência costuma subestimar os "chico-espertos", esquece-se de que eles são capazes de ir até ao fim do mundo...

Isto não é "chinês", é apenas uma contratação de quem cai vezes demais nas esparrelas dos "chico-espertos"...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, abril 04, 2017

"O Cais da Companhia..."


Este é o Cais da Companhia Portuguesa de Pesca, no Olho de Boi, e faz parte da exposição, "Passeio dos Tristes", que será inaugurada hoje às 17 horas, na Galeria-Sede da SCALA, em Almada.

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, abril 02, 2017

O Meu "Passeio dos Tristes"


À terceira foi de vez, acertei no título da exposição.

Depois de tentar encontrar pontos de encontro entre as minhas fotografias, achei que "Passeio dos Tristes", era o melhor título para uma exposição com Cacilhas, Ginjal e Arealva, que fazem parte de um dos meus passeios preferidos, muito graças ao Tejo.

quinta-feira, março 30, 2017

À Procura de Título...

Pensava que este ano ia ser um ano mais calmo, com algum distanciamento em relação à fotografia artística.

Talvez no final do ano fizesse uma exposição individual. Talvez...

Até que uma desistência (três dias antes da inauguração...) fez com que passasse a noite de ontem a ver imagens de Almada e Cacilhas (em condições de expor... mesmo que uma boa parte delas já fossem expostas noutras exposições). Hoje completei o serviço e escolhi 24 fotografias (há uma ou outra que ainda não estão certas). Um terço nunca foram expostas mas não sei se é possível "harmonizar a coisa"...

Claro que a exposição não será inaugurada no sábado, mas sim na terça, às 17 horas (em princípio).

Já pensei em vários títulos, mas também aqui ainda não há uma decisão final.

E posso informar que muitas das fotografias a expor já passaram pelos meus blogues...

(Fotografia Luís Eme)

quarta-feira, março 29, 2017

Os 90 anos do Mestre Manuel Cargaleiro

Não escrevi nada na altura, mas sei que estou sempre a tempo de falar sobre o Mestre Manuel Cargaleiro, que fez 90 anos há alguns dias e foi agraciado pelo Estado Português e também pelo Município de Castelo Branco.

Almada, a terra onde cresceu e se fez homem e artista, não deu qualquer sinal de gratidão por este artista plástico de renome mundial, que até fez parte do executivo do Município de Almada nos anos 1950, antes de se radicar em Paris...

Felizmente o seu mural junto à fonte de um dos jardins da cidade, continua a resistir ao vandalismo (este tem ficado apenas nas margens).

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, março 27, 2017

O Melhor do Teatro...


Enquanto escritor, o melhor que o Teatro me oferece é a possibilidade de escrever sobre a vida, de uma forma bem mais simples e directa, que qualquer outro estilo ou técnica literária.

Quando escrevo não penso numa, mas sim em várias pessoas. São elas que acabam por dar vida às personagens e que um dia poderão ser gente nos palcos...

E isso é o melhor que pode acontecer a quem escreve teatro, ver os "bonecos" que desenhámos com palavras ganharem um rosto, um corpo, serem gente e transformarem o palco numa festa.

sábado, março 25, 2017

A Vitória dos Chupistas e dos Oportunistas...


Continuo convencido que uma sociedade como esta em que vivemos, que se alimenta preferencialmente do compadrio, da mediocridade, da esperteza, e até da injustiça, acabará, mais tarde ou mais cedo, por ficar atolhada na porcaria que vai deixando atrás de si. 

Só que até isso acontecer, muita gente será prejudicada, ferida na sua dignidade, confundida pelos valores que acha certos, e pelos outros, que vigoram...

Tenho conversas intermináveis com alguns amigos sobre este "mundo", cada vez mais de pernas para o ar. É por isso que acrescento que só fiquei indignado com o político holandês que diz que gastamos o nosso dinheiro em vinho e mulheres, por não apontar o dedo aos seus colegas políticos do sul, porque são eles que ganham dinheiro suficiente para beber vinhos caros e seduzir mulheres com preço, e nunca o seu povo.

Apesar de ter sido infeliz e injusto, compreendo-o perfeitamente. Não podemos andar a viver eternamente acima das nossas possibilidades, a gastar o que não temos. E para ser rigoroso, também sei que é quase impossível os países com mais dificuldades conseguirem estabilizar ou crescerem com dívidas tão elevadas.  A renegociação das dívidas é fundamental.

As conversas são mesmo como as cerejas, onde eu já vou... e o que queria era falar da realidade associativa almadense, que acaba por ir um pouco ao encontro das palavras do "holandês"...

Eu por exemplo, tenho muito orgulho de pertencer a duas colectividades almadenses que continuam a sua caminhada, com grande dignidade, sem nunca terem estado reféns de qualquer poder, político ou económico, ao longo das suas histórias - uma longa de 168 anos outra mais curta de apenas 23 anos.

E ao contrário do Carlos, nem fico demasiado  incomodado por serem muitas vezes penalizadas por fazerem uma gestão cuidadosa, por conseguirem promover a cultura sem grandes custos, ao mesmo tempo que apresentam as suas contas aos seus associados, sem dívidas.

Digo isto porque normalmente quem gasta mais do que tem, acaba por sair beneficiado em relação a quem cumpre, com os apoios dados pelas autarquias, com a velha desculpa de que é preciso evitar a todo o custo a possível "falência"... E o mais grave, é que não se vê ninguém ser chamado à responsabilidade, mesmo pelos associados, como responsável por gestões danosas.

É por isso que por muito que se fale em justiça, igualdade de oportunidades e etcétra, na sociedade actual os "chupistas" e os oportunistas acabam sempre a ganhar...

terça-feira, março 21, 2017

domingo, março 19, 2017

Um Sábado Cheio de Cultura...


Ontem foi tive um sábado cheio de Cultura...

De tarde foi o lançamento do livro e inauguração da exposição, "O Feitiço da Água" do meu amigo Modesto Viegas, um dos grandes fotógrafos da margem Sul, na Sede da SCALA (rua Conde Ferreira, Almada).

Não tenho qualquer problema em dizer que esta é uma das melhores exposições de fotografia que vi em Almada, nos últimos anos.


À noite fui ver os "Bonecos de Luz" do Romeu Correia, encenado por Rodrigo Francisco e e interpretado pela Companhia de Teatro de Almada, no Auditório Lopes Graça do Fórum Romeu Correia.

Apesar do começo "periclitante" (e confuso) da peça, as coisas compuseram-se e sai da sala satisfeito com o trabalho desenvolvido pelas personagens, que conseguiram saltar do livro e encher o palco.

(Fotografias de Luís Eme)

quarta-feira, março 15, 2017

"O Feitiço da Água " do Modesto Viegas


Modesto Viegas é um dos bons fotógrafos almadenses, que não só gosta, como explora com grande qualidade, a fotografia de natureza.

Entre outras virtudes, o Modesto é extremamente generoso. E embora não seja de muitas falas, tem me ensinado bastantes coisas (às vezes só com uma frase...) sobre esta arte, cada vez mais popular, que ao contrário do que muito boa gente pensa, não vive apenas do "clique".

É por isso que no sábado lá estarei, na sede da SCALA, para ver as suas bonitas fotografias na parede e também no seu livro, pois desta vez o Modesto também se transformou em "feiticeiro"...

sábado, março 11, 2017

A Arte de Rua é Outra Coisa...


O património de Almada continua a ser vítima de gente sem classificação possível, que com toda a certeza envergonha todos aqueles que se dedicam à Arte de Rua, tão em voga nos nossos dias.

Esta fotografia tirada hoje de manhã à Fonte da Pipa, um dos Monumentos históricos da Cidade de Almada, situado à beira do Tejo, diz tudo da selvajaria perpetuada por meia dúzia de cobardes, incapazes de respeitar o bem público, aquilo que pertence a todos nós...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, março 10, 2017

Fregueses ao "Abandono" em Almada...

Há um pensamento generalizado de que foi uma estupidez ter-se acabado com algumas das juntas de freguesia em Almada, com o qual concordo plenamente.

Mas estou convencido de que este pensamento poderia ser facilmente ultrapassado se as pessoas que dirigem hoje a União de Juntas de Freguesia de Almada, Cova da Piedade, Cacilhas e Pragal, interiorizassem qual é o seu verdadeiro papel na sociedade local.

O fim da proximidade que existiu até às últimas eleições não pode ter apenas como desculpa a união de freguesias. Muito menos o comportamento dos autarcas de hoje, que de uma forma geral, primam pela ausência, tanto nas ruas das localidades como no acompanhamento das colectividades e outras instituições do concelho.

Muitas pessoas que conheço dizem isto à "boca fechada", por serem militantes ou simpatizantes da força política que venceu as últimas eleições (PCP versus CDU).

Sei também que os habituais leitores críticos do "Casario" vão fazer uma leitura transversal do que eu escrevi. Mas deviam encarar este problema de frente, e pensar em arranjar candidatos às próximas eleições, pelo menos com a qualidade do Carlos Leal, Fernando Mendes, ou do saudoso Renato Montalvo, que andava sempre por aí, atento e disponível, tentando resolver os problemas dos almadenses e da Cidade.

Continuo a pensar que quem é eleito para cargos públicos, tem como primeiro objectivo servir a população onde está inserido. Mas se calhar estou errado...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, março 07, 2017

"A Natureza Move-se..."


A "Natureza Move-se..." é o título da exposição de gravura e xilogravura de Conceição Freitas, que será inaugurada na sexta-feira, 10 de Março, às 21 horas, na Galeria de Arte da IMARGEM.

A Conceição é reconhecida sobretudo como uma excelente escultora (recordo várias obras que ofereceram uma beleza especial à Festa das Artes da SCALA...). As obras de gravura e a xilogravura acabam por ser produto do seu trabalho como professora, o que não deixa de nos deixar curiosos, por esta sua nova fase artística.

É por isso que na sexta-feira lá estaremos, na IMARGEM, a ver a "Natureza a Mover-se..."

sábado, março 04, 2017

Os "Compromissos" de D' Souza


Hoje, às 16 horas, será inaugurada na sede da SCALA a exposição de pintura, "Compromissos", da autoria de D' Souza.

Esta imagem de um dos quadros e as minhas palavras foram retirados do folheto da exposição.

sexta-feira, março 03, 2017

O Escritor que não Lia Livros

No próximo domingo, às 16 horas, o Cénico Incrível Almadense apresenta a peça, "O Escritor que não Lia Livros", de Pedro Magalhães, no Salão de Festas da Colectividade.

Alberto Oliveira, um dos actores em palco, levanta estas questões, na sinopse da peça:

«Deve um escritor assumir as suas dúvidas num jardim público? No limite por termo à rotina dos dias sempre iguais para que o cidadão foi formatado? Entender nas entrelinhas as palavras não escritas de quem lhe ouve as interrogações? E ler os livros de quem também escreve? Vamos ouvi-lo?»

quinta-feira, fevereiro 23, 2017

Mais uma Porta Fechada para o Rio...

Ontem à tarde fui surpreendido com uma grade metálica que nos proíbe de descer as escadas da Boca do Vento para o Ginjal.

Mesmo que tenha havido alguma derrocada (algo que estranho, porque toda aquela parte da arriba está protegida por redes metálicas...) e seja perigoso caminhar por ali, continuo a não gostar de grades, de muros ou de placas proibitivas e intimidatórias.

Ainda perguntei ao funcionário do elevador, se com a interdição da passagem pelas escadas, a viagem de elevador era gratuita. Disse-me que não e apontou-me a descida na direcção do Olho de Boi...

O que lamento é que seja fechada mais uma "porta" para o rio e para as suas margens, que continuam a ser pouco convidativas para os almadenses...

Às vezes penso que sou "estrangeiro", porque pelo que observo quase diariamente tudo indica que só os estrangeiros (e os pescadores...) é que gostam da beleza do Tejo e do Ginjal...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, fevereiro 19, 2017

"O Baile do Amor" do Orlando

Uma das atracções da manhã de sábado nos festejos da "Semana do Amor" organizada pelo Museu da Cidade com o apoio do Movimento Associativo, foi a pequena demonstração histórica representada pelo Cénico Incrível Almadense sobre o funcionamento os bailes nas colectividades dos anos quarenta e cinquenta do século passado. 

Destaco as mães sentadas, sempre bem vigilantes aos pares das filhas... e também a presença do chamado "mestre de sala" (o histórico Castelino representado pelo grande Chico Gonçalves...), com ordens para separar os casais de dançarinos, cuja inspiração musical (e não só...) ia ao ponto de quase colar os corpos...

Este pequeno número cénico foi feito a partir de um bonito conto de Orlando Laranjeiro, "O Baile do Amor".

(Fotografias de Luís Eme)

sexta-feira, fevereiro 17, 2017

Os Corações Podem e Devem Ter Poesia...


Vou publicar aqui mais uma fotografia e também uma quadra que fazem parte da "Semana do Amor" em Almada.

A fotografia foi tirada no interior de um dos muitos barracões abandonados no Olho de Boi. A quadra, é isso mesmo uma quadra que quer ter amor e graça ao mesmo tempo:

Por onde Ela passa
Irradia alegria e paixão
E o seu sorriso cheio de graça
Faz bater o nosso coração

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, fevereiro 15, 2017

Mais uma Quadra (e uma Fotografia, claro)...


Quase que podia dedicar esta quadra a uma menina que me disse hoje, com um sorriso, que eu era pouco romântico (sim falo de ti, a "romântica qb"...).

E lá vai a quadra, acompanhada de mais uma fotografia da exposição, "Olhares cm Amor"...

Eu finjo que um dia
Ainda te vou amar
Por sentir amor e alegria
Quando fixo o teu olhar

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, fevereiro 14, 2017

O Amor nas Ruas


o amor que encontramos nas rua (nas paredes...)  foi o tema que escolhi para as minhas fotografias da exposição "Olhares com Amor".

Deixo também aqui uma das minhas quadras:

A rosa é a nossa flor
Cheira, floresce e brilha
Como este nosso amor
Que é a quinta maravilha

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, fevereiro 13, 2017

A "Semana do Amor" em Almada


O Museu da Cidade de Almada organiza de 13 a 19 de Fevereiro, a "Semana do Amor", com uma série de actividades, alusivas ao tema, em que se procura fazer uma viagem no tempo, através dos afectos e das memórias dos lugares mais emblemáticos da Almada, com o apoio do movimento associativo almadense.

Além de ser um dos participantes da exposição de fotografia, "Olhares com Amor", patente na sede da SCALA, também escrevi um poema e algumas quadras "amorosas".

Durante esta semana além de colocar as minhas fotografias que fazem parte da exposição, também publicarei as quadras aqui no "Casario"...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, fevereiro 09, 2017

Os Gatos do Ginjal


Eu sei que Almada é uma terra curiosa, em vários aspectos.

Por exemplo, o animal doméstico mais popular é o gato (felizmente, são muito mais cuidadosos que os cães - e os seus donos, claro - que mesmo em minoria, deixam mais marcas por onde passam...).

Acho que isso também se deve à sua independência e ao seu amor à liberdade.

Um dos lugares onde sempre encontrei gatos foi no Ginjal. Talvez seja um bom local de caça, talvez existam algumas comunidades de ratos entre as ruínas...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, janeiro 31, 2017

O 31 de Janeiro e a "Almada Velha"


Muito boa gente não sabe o significado histórico do dia 31 de Janeiro (de 1891), embora normalmente nas suas cidades e vilas exista uma rua com este nome.

É a data do primeiro golpe dos republicanos portugueses contra a monarquia (frustrado... como tantos outros que aconteceram depois, contra o salazarismo), que teve como epicentro a cidade do Porto.

Mas apeteceu-me falar desta data por outra coisa. Por sentir que o pulsar das Terras também tem muito que ver com os nomes das suas ruas.

Uma coisa que me deixa satisfeito é que na chamada "Almada Velha" (o centro histórico da cidade) existam tantas artérias que continuam a manter bem vivos os nomes de alguns dos heróis republicanos. Por exemplo aquela que ainda é a rua principal de Almada (a antiga Rua Direita...), tem o nome de um dos heróis do 31 de Janeiro de 1891, a Rua Capitão Leitão...

(Fotografia de Luís Eme - aproveito e homenageio também a minha Incrível...)

quinta-feira, janeiro 19, 2017

Adeus Gena


Vou recordar-me sempre do teu sorriso e da tua alegria contagiante, e claro, do teu companheirismo, e da capacidade, cada vez menos comum, de fazer coisas e de as partilhar com os outros.

Eu sei que só és mesmo insubstituível para o Américo, mas também sei que nos vais fazer muita falta.

Adeus Gena.

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, janeiro 16, 2017

Memórias Atrás de Papeis...


Ando desde o começo do ano a tentar desfazer-me de "papeis", que fui acumulando com os anos e que enchem a garagem. Como disse no "Largo", não é fácil...

O bom das "arrumações" é descobrirmos preciosidades, que já nem imaginávamos que tínhamos guardadas. Folheio jornais antigos e fotocópias, e claro, penso na importância da imprensa regional, e de tantos apaixonados pelas letras e pela história local que escreveram nas páginas de: "O Almadense", "Gazeta do Sul", "Jornal de Almada", Praia do Sol" e nos boletins das colectividades de Almada.

Mesmo correndo o risco de me esquecer de alguém, vou mesmo enumerar uma boa parte das pessoas que escreveram coisas realmente importantes sobre a nossa terra nos jornais: Francisco Noronha, João Luís da Cruz, Luís Queirós, Conde dos Arcos, José Carlos de Melo, José Alaiz, António Correia, Romeu Correia, Mário Bento, António Henriques, Fernando Barão,   Henrique Mota, José Palminha Silva, Eduardo Alves, José Leone, Gil Antunes, Manuel Lourenço Soares, Raul Pereira de Sousa, Alexandre Castanheira, Mário Rodrigues, Carmo Vaz, Vasco Alves, Victor Aparício, José Freitas, Abrantes Raposo, Artur Vaz, Fernanda Policarpo, Joaquim Candeias, e tantos outros.

E pergunto mais uma vez: como é possível Almada não ter na actualidade um único jornal (mesmo que tivesse edição apenas online), apesar de ser uma urbe com mais de 150 mil habitantes?

(Óleo de Karoly Ferenczy)

domingo, janeiro 15, 2017

Falar Para Ficar Tudo na Mesma...


Ontem assisti à primeira parte do colóquio (intervenções da mesa...) sobre associativismo na Oficina de Cultura, sobretudo pela amizade que me liga a um dos convidados da mesa e a um dos organizadores.

Sabia que ia ouvir as mesmas coisas (embora desta vez uma jovem da mesa dissesse coisas diferentes, e até quase inverossímeis - como que havia jovens de Lisboa que não sabem onde fica Almada...).

Há já algum tempo que tinha decidido não participar nestas acções, por se dizerem muitas coisas bonitas, mas depois não se criarem condições para dar um único passo para se mudar o que está mal...

Ou seja, nunca gostei de participar em acções em que se fala, fala, para que depois fique tudo na mesma.

Até mesmo num meio relativamente pequeno (pelo menos no campo dos proventos), há muitos interesses instalados, e sobretudo, mais vontade de falar que de agir...

Foi também por isso que assim que foi dada "voz à plateia" dei corda aos sapatos e vim embora. Falam quase sempre os mesmos (os "excelentíssimos" que se gostam de ouvir), muitas vezes com mais teoria que prática, do tal mundo do associativismo...

(Fotografia de Luìs Eme)

segunda-feira, janeiro 09, 2017

Ruas com Mais Gritos que Palavras...


Embora me faltem dados sociológicos, penso que há cada vez uma maior dificuldade das pessoas em dialogarem. Facilmente se parte para a ofensa verbal ou mesmo para a violência física.

Há poucos minutos assisti a uma cena, que apesar de caricata e ridícula, me fez pensar naquilo que nos estamos a tornar e que faz com que muita gente de mais idade sonhe com "salazares",  para acabar com toda esta selvajaria.

Um taxista que transportava alunos deficientes para uma escola, resolveu parar no meio da estrada (e tinha espaço para estacionar na berma...) e foi ajudando o rapaz a sair e a preparar a espécie de andarilho que o auxilia a deslocar-se, como se tivesse todo o tempo do mundo, enquando atrás dele se formava uma fila enorme de carros, que começaram a buzinar passados segundos.

Nada que incomodasse o chófer de praça, que foi acompanhando o jovem até à escola, enquanto iam conversando. Quando regressava, em vez de se deslocar para o carro e avançar, resolveu ir travar-se de razões com o dono da primeira viatura. Ainda não começara a falar, quando saiu disparado do segundo carro, um individuo grande e com cara de poucos amigos, com o dedo a apontar para o táxi e a mexer os braços, à medida que se deslocava na sua direcção, sem se esquecer de chamar um nome feio à sua mãe.

Felizmente o taxista percebeu a mensagem e sem mais perdas de tempo, acelerou o passo, entrou no carro e fez-se à estrada.

Penso que, num país onde imperasse o bom senso, o taxista teria estacionado o carro em cima do passeio e não interrompia o trânsito (os condutores de ambulâncias também adoram fazer isto, mesmo que tenham lugar para estacionar junto à urgência, preferem ficar parados no meio da estrada. Quem vier que espere...).

Voltando ao primeiro parágrafo, e sem saber se há alguma ligação ao facto de as pessoas estarem a perder o hábito de falarem umas com as outras (a não ser por mensagens ou diálogos virtuais...), penso que alguma coisa terá de mudar, sem precisarmos de mandar vir "salazares". Pois se isso acontecer, ficamos todos a perder...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, janeiro 08, 2017

Uma Mensagem que Faz Todo o Sentido


Esta mensagem, que fazia parte do pequeno folheto (só em tamanho, emprestado por mão amiga) com a programação de mais um aniversário da Incrível no primeiros anos da década de 1970, continua a fazer todo o sentido neste ano que se inicia, pois a Incrível Almadense está a iniciar um novo ciclo, com uma nova presidente (Mara Martins) e um novo grupo de Corpos Gerentes (da qual faço parte, integrando o Conselho Consultivo).

Como facilmente se percebe, não se trata de uma mensagem contra ninguém, mas sim a favor da "Sociedade Velha", que tem de continuar a ser passado, presente e futuro, no panorama associativo almadense, não fosse ela a "Mãe" de todo este edifício colectivo criado, em 1848, na nossa Almada.

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, janeiro 05, 2017

Um Céu Demasiado Cinzento...

Volto aqui ao  Casario, em 2017, com um Ginjal e um céu demasiado cinzento.

Não é bem nevoeiro, é uma coisa mais estranha, que brinca às escondidas com partes da ponte, mas que apenas cobre com uma pequena névoa a margem norte do Tejo.

Houve alguém que saboreava uma cerveja, enquanto olhava as vistas, que acabou por ficar na fotografia... 

(Fotografia de Luís Eme)