domingo, setembro 17, 2017

A Minha Participação na "2ª Exposição de Poesia Ilustrada da SCALA" (um)




As Gentes que Abandonamos

As pessoas não desaparecem
Milagrosamente das nossas vidas.

Não há borrachas que apaguem memórias…
Nem que nos fazem esquecer as boas e más histórias.

Umas são quase empurradas,
Outras escapam-se no meio dos dedos
E outras são simplesmente abandonadas

Sim,
Abandonamos pessoas
Que um dia amámos
Como outros fazem com os animais
Que dizem amar.
Deixamos-as vezes demais à deriva
No meio de qualquer mar
Completamente sós
Sem lhe perguntar
Se trouxeram colete de salvação
Ou se sabem nadar…

(Poema de Luís [Alves] Milheiro com foto de Luís Eme)

quinta-feira, setembro 14, 2017

2.ª Exposição de Poesia Ilustrada da SCALA


No sábado, dia 16 de Setembro, às 16 horas, será inaugurada a 2.ª Exposição Colectiva de Poesia Ilustrada da SCALA, na Sede da SCALA, em Almada (rua Conde Ferreira).

Vou participar com alguns poemas e algumas fotografias.

domingo, setembro 10, 2017

Henrique Mota, um Amigo Inteiro


Hoje acordei a pensar em dois amigos, dos melhores que se podem ter pela vida fora.

O mais curioso é que um deles faz anos hoje, o Henrique Mota, o biógrafo e o historiador dos desportistas almadenses (escreveu uma obra ímpar a nível nacional, de quatro excelentes volumes, sobre os grandes "Desportistas Almadenses"). São já 97, e de certeza que terá muito boa gente a abraçá-lo nesse lugar misterioso, que espera por todos nós.

Poderia escrever, escrever, escrever, sobre o que ele foi. Mas acho que fui muito feliz num pequeno poema que escrevi e lhe dediquei, pois está lá muito do que ele representou para mim:


Amigo Inteiro
  
Foste tanta coisa,
atleta, treinador
dirigente e historiador

Correste e venceste,
tanta corrida da vida
sempre de cabeça erguida

Mas o que sempre foste
foi um amigo inteiro
e o melhor companheiro.

É por tudo isto
que te recordo com ternura
e sei que o teu bom exemplo
perdura.

Luís [Alves] Milheiro


sábado, setembro 09, 2017

O Caminho Mais Fácil de Resolver os Problemas...

O caminho mais fácil de resolver os problemas do Ginjal é sempre fechar, proibir, entaipar ou colocar sinais de perigo...

Deve ser por essa razão que as escadas da Boca do Vento de Almada estão fechadas há largos meses. Com toda a certeza que durante este período de tempo aumentaram os utilizadores do elevador panorâmico, mas não havia necessidade...

Eu sei que também é o meu lado "anarquista" a falar, mas estou farto da utilização de placas de proibição, como "solução" para os vários problemas do Ginjal.

Custa-me a acreditar que não exista qualquer forma legal de obrigar os proprietários a fazer as obras necessárias... 

Mas no caso particular das escadas da Boca do Vento, tenho quase a certeza de que elas estão debaixo da alçada no Município (ou da Junta de Freguesia)... 

Eu sei que se trata de uma zona sem moradores, ou seja, sem eleitores. Mas é uma tristeza a forma como os governantes, locais e nacionais, tratam o Ginjal. Até por ser um dos pontos do concelho mais procurados por turistas...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, setembro 08, 2017

Romeu Correia, Rio de Contos & Esquecimentos...


Apesar de ter criado no princípio do ano um blogue de homenagem ao escritor almadense Romeu Correia (para os mais distraídos informo que estamos a comemorar em 2017 o Centenário do seu nascimento...), nem sempre me é possível divulgar notícias de algumas actividades realizadas em sua homenagem, porque as entidades que as organizam "ignoram" a existência desta "casa" do Romeu (e a minha, claro..).

Continuo a pensar que o Romeu Correia está acima de quaisquer "jogos de vaidades", más vontades ou outra coisa qualquer. É por isso que tento publicar e divulgar tudo o que seja feito em sua homenagem, independentemente das pessoas ou instituições que as organizam. 

Resta-me esperar que "O Rio de Contos" com o Romeu - que ainda deve estar a decorrer no "Forno de Cima" (Pragal) -, tenha sido um êxito.

sábado, setembro 02, 2017

sexta-feira, setembro 01, 2017

sábado, agosto 26, 2017

Alexandre Castanheira Festeja 90 Anos

Alexandre Castanheira faz hoje 90 anos (embora só tenha sido registado a 28 Fevereiro de 1927...). 

Resistente antifascista, poeta, ensaísta, professor e grande figura da cultura almadense, tem sido um bom companheiro nas inúmeras jornadas culturais em que participámos, e também em alguns encontros de café.

A última em que participámos juntos num evento foi a 6 Maio, na nossa Incrível, quando moderei o colóquio, "A Incrível na História da Resistência em Almada" (a fotografia de Fernando Viana que publicamos é deste encontro), em que foi um dos convidados.

Em sua homenagem publico um dos poemas que lhe dediquei:

O Outono do Adeus
  
As árvores despiam-se
As folhas despediam-se

Tu estavas diferente,
Já não conseguias
Enganar o coração.
Muita coisa mudara
Com e sem distanciação

A tua vida soprava ao vento,
Sonhos, poemas e ilusões

No fundo de ti
O Partido deixara de estar
Acima da família

A tua filha, a tua companheira
Simbolizavam, cada vez mais,
A tua Liberdade

Querias sair da clandestinidade
Querias ser cidadão
A tempo inteiro
Em qualquer cidade...

Luís [Alves] Milheiro


quinta-feira, agosto 24, 2017

Homens e Espelhos Quase Vazios...

Muitos anos depois da primeira eleição, eles continuam a ocupar o espaço que já devia ser há muito de rapazes e raparigas mais novos, mais inteligentes, mais cultos, e sobretudo, mais competentes.

Mas só o lugar de presidente do executivo é que foi limitado... vereadores e afins, podem continuar a caminhar, sorridentes, até à quase "eternidade".

Uma boa parte deles continua a pensar que basta assinar uns papeis que lhes surgem na secretária, impregnados do perfume das funcionárias, escolhidas a dedo. E depois é sorrir muito, dar umas larachas popularuchas aos homens e umas graças charmosas às mulheres, contar umas anedotas nas reuniões dos executivos e pronto, está o dia, o ano, e o mandato, ganho.

Podemos fingir que a culpa é de alguns dos espelhos onde eles se olham diariamente. Mas a questão é muito mais profunda, além de não fazerem "autocrítica" há muito tempo, tornaram-se "lapas" e fingem-se insubstituíveis nas listas dos seus "mais que tudo", por que não conseguem sobreviver sem aquele poder, por mais insignificante que seja, de vereador do lixo da câmara a vogal dos mercados da junta...

(Óleo de Ralph Hedley)

quarta-feira, agosto 23, 2017

Uma Janela com Quase Tudo...

Neste Verão de temperaturas acima dos trinta graus, uma janela como esta, pintada pela Karen Hollingsworth, tem quase tudo...

Um mar com ondas, um vento que faz dançar as cortinas, um livro aberto, onde se pode partir e chegar a qualquer lugar...

domingo, agosto 13, 2017

Não há Pés para Tantos Tiros...

A oposição em Almada usa "armas" que só parecem ser usadas por quem não conhece a cidade.

Esta série de cartazes foi capaz de dizer coisas, daquelas que até fazem pensar: «será que eles querem mesmo dizer isto?» Ou pior ainda: «eles não têm mais nada para nos dizer?»

Será que eles querem chamar às pessoas "lixo"? É que há bastante tempo que não notava as ruas de Almada tão limpas. Nem mesmo os contentores tem sido transformados em lixeiras a céu aberto como noutros tempos de má memória...

Será que a oposição só sabe falar aos almadenses de coisas pequeninas, ignorando os verdadeiros problemas da cidade?

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, agosto 08, 2017

A Ilusão da Igualdade e os "Maluquinhos" de Almada...


Fiz algumas contas de cabeça e descobri que já vivo há trinta anos e alguns meses em Almada.

Embora nos primeiros anos esta cidade tenha sido essencialmente um "dormitório". Os amigos, os filmes e os amores moravam no lado de lá do rio...

Só no final de 1990 é que se dá uma pequena aproximação à Almada e à sua história (graças a Romeu Correia...).

Mas antes já tinha reparado em alguns pormenores que faziam de Almada uma cidade diferente de outras que conhecia (como a Cidade onde cresci e vivi toda a adolescência...). As pessoas eram mais iguais que noutros lados e não procuravam esconder as suas "feridas". Foi por isso que nos primeiros tempos tive a sensação que havia mais "maluquinhos" em Almada que noutras terras. Mais tarde percebi que o que acontecia era que uma boa parte dos seus habitantes não fechavam em casa os seus familiares com deficiências. Aceitavam-nos e passeavam com eles, e outros já crescidos, calmos e com mais autonomia, até andavam pelas ruas sozinhos...

Trinta anos depois já não noto todas essas diferenças nem descubro tantos "maluquinhos" nas ruas. Às vezes penso que as pessoas se aburguesaram e copiaram os hábitos sociais de outras terras, deixando esta Cidade mais desigual. 

Mas talvez sejam apenas os meus olhos. Podem estar a ficar mais baços e  já não conseguem ver a "cidade nua" à janela...

(Óleo de David Mcclure)

segunda-feira, agosto 07, 2017

"A Minha Rua Direita" de Orlando Laranjeiro


Uma prenda especial, para uma pessoa especial, num dia especial.

É apenas uma das muitas coisas bonitas que o Orlando escreveu sobre a sua Almada e que eu organizei com todo o gosto...

domingo, agosto 06, 2017

O "Repuxo" de Cara Lavada

Nem todos os empresários percebem que é preciso de vez em quando mudar qualquer coisa, para refrescar os olhares dos frequentadores habituais e principalmente dos outros, que é preciso conquistar...

Os donos do café que frequento perceberam isso e vai de "lavar a cara", dar um outro ar, para dar descanso aos olhos de quem por ali passa.

Ontem entrei e sentei-me à espera do café. Estava um pouco receoso. O Chave de Ouro, o Delta e o Nicola são os meus cafés favoritos. Agora era tempo do Sical, que nem sempre me sabe bem...

Mas depois de saborear a bica que o Manel me trouxe, disse-lhe que me soube bem, mas estava apreensivo. Ele sorriu, mas agora quem mais ordena é esta marca, que deve ter contribuído de uma forma generosa nesta mudança...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, agosto 04, 2017

Uma Parede Apetecida


Na praça Gil Vicente há uma parede quase anexa à Escola Cacilhas-Tejo, propriedade da Junta de Freguesia de Cacilhas (e companhia...), que já vai na sua terceira pintura de "arte de rua".


Desta vez apanhei os artistas em flagrante (na segunda-feira). Gostei do que vi, apesar da temática ser algo sinistra, com cores escuras e um ar fantasmagórico.

(Fotografias de Luís Eme)

quinta-feira, julho 20, 2017

A "Habitual Táctica" Socialista (de Derrota)...

Desde que moro em Almada, tenho quase a certeza que só nas últimas eleições é que o PS apostou num candidato a presidente da Câmara, do Concelho, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Almada. Perdeu, como é hábito. Deve ter sido por isso voltou ao "antigamente", que também só lhe deu derrotas...

Desta vez a figura nacional escolhida tem um bom ar, mas isso é muito pouco para os almadenses. Como de costume, a actriz Inês Medeiros, pouco ou nada conhece do Concelho de Almada.

E o mais curioso, é que a poucos meses das eleições, ainda não encontrei qualquer rasto da Inês por Almada.

Só espero que ela não tenha a infelicidade de ofender a inteligência dos almadenses, como o fez outro candidato derrotado, Torres Couto, que disse que costumava ver Almada, quando regressava de avião de Bruxelas...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, julho 13, 2017

A "Associa Artes" na Sobreda


Participo mais uma vez na "Associa Artes - IV Bienal de Artes Plásticas de Setúbal", com uma fotografia ("As Cores da Música").

A exposição colectiva tem obras de artistas da Imargem, Amigos de Almada, SCALA (Almada), Artes (Seixal), Artsfera (Barreiro) e CACAV (Alhos Vedros), será inaugurada no próximo sábado, às 16 horas e poderá ser visitada no Solar dos Zagalos, Sobreda, até 10 de Setembro.

quarta-feira, julho 12, 2017

Recordar Mário Fernandes em Almada

A riqueza das palavras e das imagens oferecidas pela mesa de honra, composta por Francisco Gonçalves, Joaquim Judas, Mário Araújo, Mário Fernandes (filho) e Orlando Laranjeiro, fizeram da homenagem a Mário Fernandes, na passagem do seu centenário,  um acontecimento memorável.


Outro aspecto que relevámos foi a qualidade da assistência que lotou a Sala Pablo Neruda.

Quando se consegue juntar gente como Alberto Pereira Ramos, Alfredo Gauparrão dos Santos, Ana Pereira da Silva, António Policarpo, Carlos Alberto Rosado, Carlos Guilherme, Carlos Gomes, Carlos Nunes, Edite Condeixa, Eduardo M, Raposo, Eurico Marques, Diamantino Lourenço, Fernando Barão, Fernando Dias, Fernando Fitas, Francisco Bronze, Francisco Naia, Gil Marovas, Henrique Costa Mota, João Paixão, José Carlos Almeida, José Gonçalves, José Manuel Maia, José Rodrigues, Luís Bayó Veiga, Luís Milheiro, Luís Serra, Manuel Gil, Mara Martins, Osvaldo Azinheira, Vitor Alaíz, Vitor Costa (e outros que não memorizámos...), com fortes ligações à cultura e ao associativismo almadense, não há muito mais para dizer.

Toda esta riqueza humana e associativa expressa a qualidade e o respeito que a memória de Mário Fernandes continua a despertar em Almada.

(Fotografias de Luís Eme)

domingo, julho 09, 2017

Centenário de Mário Fernandes (1917 - 2017)


Mário Fernandes foi um democrata e associativista de Almada, que era reconhecido antes de Abril como uma das grandes referências do colectivismo e da liberdade, na então Vila.

Antigo dirigente da Academia Almadense, era normal vê-lo à mesa dos cafés almadenses, com outros democratas, a conspirarem contra a ditadura salazarista.

O movimento associativo de Almada, através da AACA, vai prestar-lhe uma homenagem merecida, na passagem do centenário do seu nascimento, na próxima terça-feira, às 18 horas, na Sala Pablo Neruda, do Fórum Romeu Correia.

sexta-feira, julho 07, 2017

«Olha a Minha Margem!»

Não é bonita, reconheço... mas é a minha margem.

Hoje ao olhá-la pensei que não houve um porquê, apenas um porque sim. Ou seja,  Almada foi uma escolha pessoal, por nenhuma razão especial.

Curiosamente, ou talvez não, nunca me passou pela cabeça viver em Lisboa...

Talvez me sentisse "suburbano" (seja lá o que isso for...), ou gostasse de morar num sítio onde olhasse o Tejo e Lisboa...

E também não sou de mudar de casa, vivo há trinta anos na casa que estreei...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, julho 02, 2017

Uma História Bonita Já com 35 Anos...


Num país como o nosso que trata tão mal a cultura (toda...), é sempre motivo de festa e de orgulho quando uma Associação de Artes e Artistas, comemora 35 anos de vida. 

Estamos a falar da Imargem - Associação de Artistas Plásticos do Concelho de Almada, que ao longo das mais de três décadas de existência se transformou na principal referencia no campo das artes plásticas, num concelho como o de Almada, que faz questão de se afirmar no campo cultural (mesmo que muitas vezes seja só "fogo de vista"...).

A festa decorreu ontem, ao fim da tarde, com a inauguração de uma exposição de grande valor artístico, e também de grande simbolismo, com obras de vários artistas da Imargem, que fazem parte do acervo municipal. E depois foi apresentado o livro, "Imargem 35 anos, 1982 - 2017", que complementa e actualiza a obra apresentada na passagem do 20.º adversário da Associação.

Louro Artur fez a apresentação da obra, além de falar da história da Imargem (não fosse ele um dos fundadores...), "abraçou" com palavras os 35 + 1 artistas, que também dão vida a este livro.


Francisco Palma, presidente da Direcção, falou sobretudo do presente, dos desafios que todos temos de enfrentar nestes tempos difíceis, da procura de uma renovação constante no campo das artes e também na necessidade de diálogos, mais abertos e mais críticos, de tudo aquilo que se faz no campo artístico. Congratulou-se também por ver obras na exposição, que não eram mostradas há trinta anos, reforçando que a arte é feita para estar à vista e não escondida.

Francisco Bronze, também fundador da Imargem,  falou destes nossos tempos esquisitos, que tão mal tratam a cultura, do regresso em força da "futebolização", que tem efeitos tão nefastos na nossa sociedade, assim como de outros espectáculos de massas, que acabam por "esconder" o que de bom se faz nas culturas de minorias.

E eu senti uma grande honra em estar sentado ao lado destes três excelentes artistas plásticos, que tanto têm dado a Almada nestes últimos 35 anos, ao serviço das artes plásticas, sem me esquecer de dar os parabéns à Imargem e aos seus associados, pela sua notável colaboração no enriquecimento do património artístico do nosso concelho.

(Fotografia Américo D' Souza)

sexta-feira, junho 30, 2017

Os 35 Anos da Imargem

No próximo sábado, às 18 horas, será inaugurada a exposição artística do Acervo Municipal, inserida na comemoração do 35º aniversário da Imargem. 

Será também apresentado o livro que festeja a efeméride, na Sala Pablo Neruda, do Fórum Romeu Correia.

domingo, junho 25, 2017

António Policarpo "Mostrou-nos a História"...

Ontem assisti  ao lançamento do livro, "Quinta dos Frades - Do Paço do Desembargador D' El' Rei a Museu da Cidade de Almada, 1366 - 2016)", de António M. Neves Policarpo.

O livro foi apresentado pelo director do Museu da Cidade, Luís Pequito Antunes e contou com a presença do Presidente do Município, Joaquim Judas. A parte que ofereceu mais entusiasmo à numerosa assistência, foi quando o autor, depois de nos oferecer uns tópicos da obra em primeira mão (não manuseei o livro, pois sai um pouco antes do fim...), pediu para projectarem uma imagem dos anos 1940 (panorâmica aérea...) de toda a freguesia da Cova da Piedade na parede, para depois nos levar de viagem, de rua em rua, de quinta em quinta, de fábrica em fábrica, para vermos com os nossos olhos como uma freguesia rural se torna urbana, em pouco mais de sessenta anos.

Foi muita feliz esta ideia do Policarpo em nos "mostrar a História", em nos levar de viagem através de uma fotografia...

(Fotografia de autor desconhecido - não foi esta fotografia que foi mostrada, mas esta acaba por ser a que tenho que mais se aproxima da excelente ideia de António Policarpo, um dos grandes historiadores de Almada)

sexta-feira, junho 23, 2017

"Almada em Festa"


Amanhã será inaugurada mais uma exposição de pintura na sede-galeria da SCALA, às 16 horas.

Desta vez alguns artistas scalanos aproveitam as Festas São Joaninas para festejar Almada...

quarta-feira, junho 21, 2017

A Cerâmica do Mártio


A exposição de artes plásticas, "Uma Vida a Pintar e a Sonhar", de Mártio, que está patente na sede da SCALA não se resume aos seus quadros (óleos, aguarelas, desenhos...), também mostra a obra gráfica e sobretudo os seus trabalhos de cerâmica.

Mártio escolheu divertir-se ao fazer bonecos de barro, na senda do grande Rafael Bordalo Pinheiro. Este seu Álvaro Cunhal é um bom exemplo da sua arte em cerâmica.

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, junho 16, 2017

Pluralidades


No próximo sábado às 16 horas será inaugurada na Oficina de Cultura de Almada a exposição de artes plásticas, "Pluralidades", com obras artísticas dos associados da Imargem, a Associação de Artistas Plásticos do Concelho de Almada.

É uma mostra de arte que vale sempre a pena visitar, pela qualidade e pela diversidade artística dos autores.

sexta-feira, junho 09, 2017

"Uma Vida a Pintar e a Sonhar"

Quem gosta de artes plásticas não deve perder a exposição de Mártio, que será inaugurada amanhã na sede da SCALA, às 16 horas.

Depois da inauguração da exposição, serão visionados quatro pequenos filmes sobre a obra do autor, que abrirão uma conversa aberta sobre o Mártio e sobre o mundo das artes, na qual também participarei.

quarta-feira, junho 07, 2017

A Cultura Cansa?


Começo logo por responder à questão que dá título a este pequeno texto: claro que sim, a Cultura pode cansar, como tudo o que é  "usado" ou "aplicado" em doses exageradas.

E Almada usa e abusa da cultura, e nota-se que em vez de conseguir reduzir a sua "carga" cultural, aumenta-a...

Talvez não exista solução para reduzir as actividades culturais "privadas" no Concelho, pelo menos as organizadas pelo movimento associativo (ou até por  pessoas singulares), que não tenham qualquer dependência com o chamado poder local. Embora exista a Associação das Colectividades do Concelho de Almada, esta continua longe de se afirmar como pólo de agregação e de comunicação no seio das associações concelhias...

Mas as organizadas pelo Município, poderiam (e deveriam...) ter um calendário adequado, sem que sejam programadas duas e três actividades interessantes, no mesmo dia e à mesma hora, deixando todos aqueles que gostam de cultura, sem saber o que fazer, qual a opção a tomar...

Eu pela minha parte, já fiz saber nas colectividades a que pertenço, que a aposta, tem de ser, cada vez mais, na qualidade. A prática diz-nos que não vale a pena fazer muitas coisas, se depois não se tem a aderência do público desejada...

Quem está no poder pode continuar a assobiar para o ar e a fazer "contas de multiplicação" na cultura, mas é péssimo percebermos que já há pessoas a deixarem de aparecer em exposições, lançamentos de livros, por causa do tal "cansaço"...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, junho 04, 2017

O Tejo Quase Transparente...

Hoje ao passear rente ao Tejo gostei muito de ver a água límpida do melhor rio do mundo. A maré estava quase cheia e via-se muito bem a areia e algumas pedras nas margens do Tejo.

Disse para "os meus botões" que já tinha tomado banho em várias praias de mar, bem mais sujas que a praia das Lavadeiras, no coração do Ginjal...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, maio 29, 2017

As Quatro Estações...

Não, não vou falar da peça de Romeu Correia, mas sim desta segunda-feira, onde tivemos Outono, Inverno, Primavera e Verão, desde a manhã até ao final do dia. Algo que começa a ser comum no nosso país.

E a meio da tarde o céu voltou a ficar azul e a temperatura subiu, especialmente à beira do Tejo, com a maré a querer brincar às escondidas e a cobrir as praias do Ginjal.

Até houve quem aproveitasse para passear numa das embarcações típicas do rio mais bonito do mundo...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, maio 27, 2017

Uma Bela Surpresa


Ontem acabei por ter uma bela surpresa, no Centro de Documentação das Instituições Religiosas e da Família, por ver na assistência muitas pessoas que não conhecia, para além dos amigos, claro, que não nos deixam "desamparados" nestes momentos.

E nem vou falar de uma Amiga que veio de mais longe, e por ser de fora, andou perdida por Almada, encontrando a Capela da Ramalha, já próximo do fim. As surpresas, mesmo as boas, nem sempre correm da melhor maneira...

Apesar de ter cinco folhas com palavras, funcionaram mais como auxiliares, pois acabei por falar quase de improviso, prolongando até um pouco a palestra. Isso aconteceu pelo entusiasmo que fui sentindo, ao falar sobretudo do Romeu Correia (fiquei com a sensação de que falei mais dele e da sua obra que das Bibliotecas e da Cultura Almadense...), e também por descobrir interesse nos olhares da plateia...

Houve também algumas intervenções da plateia, que acabaram por enriquecer a sessão.

Um dos aspectos mais importantes que retive, foi ter conseguido despertar a curiosidade e o interesse pela obra teatral do Romeu, que penso ser a mais desconhecida da maior parte das pessoas.

(Fotografia de Mimi)

quarta-feira, maio 24, 2017

Romeu, Bibliotecas, Culturas...


O convite inicial foi para falar dos meus livros, com total liberdade. Acabei por decidir ir mais longe e falar de coisas mais abrangentes, sem me esquecer de que estamos no ano do Centenário do Romeu Correia.

É já na sexta.

segunda-feira, maio 22, 2017

As Cigarras, as Formigas e as Vespas...

Em contraponto com o que escrevi ontem, achei que também devia acrescentar aqui que o associativismo está longe de ser um "mundo de puros". Tal como a sociedade, também tem  o seu lado de "albergue espanhol", ou seja, as portas estão abertas para todo o tipo de gente, até mesmo para os oportunistas e para todos aqueles que pensam ser mais do que são (a culpa não é apenas dos espelhos mentirosos que têm em casa...), e que julgam encontrar muitas vezes nas colectividades um "palco" à sua medida...

Sei do que falo, e é graças a eles que em breve lhes acenarei com as mãos e deixarei o caminho livre. Talvez alguns ainda vão a tempo de perceber, de uma vez por todas, que a única coisa que costume cair do céu, é alguma chuva, e só de longe a longe, pelo menos neste nosso "paraíso" descoberto há meia dúzia de anos pelo mundo...

É também por isso que cada vez compreendo mais o meu amigo Orlando, que só quer que o deixem ser apenas quem é...

(Felizmente o Associativismo é um mundo livre e podemos sempre escolher e  recordar  as boas companhias, como fiz ontem...)

(Óleo de Paula Rego)

domingo, maio 21, 2017

O Associativismo Pode (e Deve) Ser uma Escola de Sabedoria e de Amizade...


A vida dá-nos a possibilidade de escolhermos o nosso caminho ao longo dos anos. É por isso que normalmente trilhamos as estradas que mais nos agradam, seja pela sua "paisagem envolvente", pelos "lugares para onde nos levam"  ou até pela "qualidade do piso".

Acontece o mesmo com as pessoas que nos rodeiam, quando se gera empatia de uma forma natural, a amizade acontece como se quer, despida de quaisqueres interesses.

Mesmo que não seja tempo de balanços, não esqueço que o Associativismo tem sido sobretudo uma escola de sabedoria e de amizade, talvez por ter tido a sorte de ser "levado à certa" por dois grandes mestres, o Henrique e o Fernando, que sempre me trataram como um igual, apesar de sermos de gerações diferentes.

Cresci muito com a simplicidade desta gente que se entregava a causas, apenas com o objectivo de fazer coisas, de dar o melhor de si. Coisas que além de lhe darem prazer, tinham como principal objectivo chegar aos outros. Tantos projectos colectivos e individuais em que não teria participado (livros, folhetos, exposições, espectáculos, homenagens, palestras, etc) sem esta marca almadense...

É por isso que digo que nestes já mais de vinte anos de ligação ao associativismo, foi uma sorte ter escolhido (e também ser escolhido...) a SCALA e a Incrível Almadense, como espaços colectivos de desenvolvimento cultural e de amizade. 

Hoje sei, e sinto, que a amizade acaba por ser o principal "farol" de tudo isto. Sei que seria muito mais pobre se não tivesse conhecido pessoas como o Henrique, o Fernando, o Diamantino, a Idalina, a Clara, a Gena, o Américo... e principalmente, o Carlos, o Chico e o Orlando...

(Óleo de Maxwell Gordon Lighfoot)

sábado, maio 20, 2017

Galeria de Rua no Centro de Almada

Hoje, entre as 10 e as 16 horas, a Praça S. João Baptista de Almada acolhe a Galeria de Rua, da "Arte em Festa", organizada pela Imargem, com o apoio de outras associações culturais do Concelho.


Já passei por lá de manhã e gostei bastante do que vi... Até os gatos da Aurora subiram as árvores da praça...

(Fotografias de Luís Eme)

quinta-feira, maio 18, 2017

Tertúlia com Orlando Laranjeiro





















O meu amigo Orlando Laranjeiro no próximo sábado vai levar-nos de "viagem" pela sua história de vida, que se confunde com o Movimento Associativo de Almada, e é cheia de motivos de interesse, como o espectáculo inesquecível que idealizou e encenou há mais de trinta e três anos, "Almada Antes e Depois de Abril".

A não perder, à partir das 16 horas, na sede da SCALA.

sábado, maio 13, 2017

"Diálogos Abertos"


Esta exposição que será inaugurada logo às 16 horas, tem um simbolismo especial, é mais um ponto de encontro entre as associações almadenses que fazem Arte. Neste caso particular entre a IMARGEM, Amigos da Cidade de Almada, Oficina Divagar e SCALA.

É nestes momentos que nos devemos lembrar dos principais ideólogos deste trabalho colectivo, deste e de outros "Diálogos Abertos": Francisco Palma e Aurora Bargado.

terça-feira, maio 02, 2017

Abril em Maio na Incrível

No próximo sábado será inaugurada na sede da Incrível a exposição, "A Incrível na História da Resistência em Almada", que tem o meu dedo. 

Há alguns episódios e algumas pessoas que merecem ser recordadas. É isso que iremos procurar fazer.

Após a inauguração haverá um colóquio, que tem como convidados principais Alexandre Castanheira e Carlos Alberto Rosado, dirigentes e activistas culturais na Incrível em dois períodos distintos, e que será moderado por mim.

São dois motivos de interesse para quem se interessa por história e gosta da Incrível Almadense.

sábado, abril 29, 2017

O Ginjal e o Passa Palavra, Cada Vez mais Internacional...


O melhor guia turístico do Ginjal continua a ser o "passa-palavra", de todos aqueles que o descobrem e ficam maravilhados com o rústico das ruinas, a beleza do Tejo, a calmia das esplanadas do "Ponto Final" e do "Atira-te ao Rio", e claro, da nossa gastronomia.

Ao fim da tarde é quando o Cais fica mais movimentado, a caminho do agora coração do Ginjal, onde se ouve falar italiano, francês, inglês, espanhol... e a espaços o nosso português.

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, abril 28, 2017

Excelente Homenagem ao Zeca e a Abril


A Oficina de Cultura de Almada tem patente uma excelente exposição, de homenagem ao Zeca Afonso e aos 43 anos da Revolução de Abril, com trabalhos de alunos das escolas do Concelho de Almada.


Quando se entra e se começa a cirandar por este belo espaço cultural, a criatividade, a qualidade, a originalidade e o talento, saltam-nos logo à vista, nestas muitas "Vozes da Liberdade".


A exposição pode ser visitada até 7 de Maio.

(Fotografias de Luís Eme)