terça-feira, dezembro 31, 2013

O Rio da Minha Aldeia


Escolhi esta minha fotografia do Tejo, com as palavras de Fernando Pessoa, para vos desejar um ano de 2014 com vontade de desafiar o "mundo", de lutar contra todas as arbitrariedades que nos obrigam a enfrentar diariamente.

E que apareça a tal luz que perseguimos há anos, na caminhada pelo "túnel" fora...

terça-feira, dezembro 24, 2013

A Noite de Natal



Em a noite de Natal
Alegram-se os pequenitos;
Pois sabem que o bom Jesus
Costuma dar-lhes bonitos.

Vão se deitar os lindinhos
Mas nem dormem de contentes
E somente às dez horas
Adormecem inocentes.

Perguntam logo à criada
Quando acorde de manhã
Se Jesus lhes não deu nada.

– Deu-lhes sim, muitos bonitos.
– Queremo-nos já levantar
Respondem os pequenitos.

                        Mário de Sá-Carneiro

O óleo é de Alvaro Reja.

sábado, dezembro 21, 2013

A Banda da Incrível Voltou a Animar Almada


Como de costume a banda filarmónica da Incrível Almadense saiu à rua, neste sábado, pela manhã, para espalhar pelas ruas de Almada, músicas alusivas a esta época festiva.

O ponto alto voltou a ser o mercado municipal da rua Olivença, completamente invadido pelos músicos, para gáudio dos comerciantes e dos clientes.

quarta-feira, dezembro 18, 2013

"Também Escrevi o Meu Livro"


João da Cunha Dias, depois de ter ajudado a fazer centenas de livros (como tipógrafo e fotocompositor) resolveu publicar o seu e com um título muito peculiar, "Também Escrevi um Livro".

Embora a capa indique que se trata de uma autobiografia, é mais uma fotobiografia, que têm outro pormenor singular, na maior parte das suas páginas o João homenageia os amigos e os familiares de uma forma original. Há  um capítulo em que faz um "Tributo a Figuras Almadenses ou Ligados a Almada na Sua Maioria  Sócios da Incrível" (onde também consto, surpreendentemente...).

Ao folhear esta "autobiografia" de 160 páginas, não posso deixar de focar a generosidade do autor, pois esta obra é sobretudo um hino de amizade, um espaço de partilha com os familiares, os amigos e alguns vultos que admira.

A sua apresentação realiza-se amanhã, às 21 horas, na sede da Incrível Almadense.  E é, sem qualquer dúvida o lugar certo, pois o João foi um pouco de tudo na Incrível, até Presidente da sua Direcção, mais que uma vez, colectividade da qual é Sócio de Mérito.

sábado, dezembro 14, 2013

A Biblioteca da Incrível e os Amigos


A apresentação do livrinho, "A Biblioteca da Incrível Almadense - pequeno esboço histórico", correu bem, graças ao ambiente familiar que se conseguiu criar em volta da nossa Incrível, da biblioteca e dos livros... 

A Ana foi a escolha certa como apresentadora, pela sua qualidade humana e também pelo seu amor aos livros. 

Como tinha previsto foi um lançamento mais informal que o costume, permitindo que se trocassem palavras com mais facilidade e autenticidade entre todos.

Além do livro e da biblioteca, também falámos nos fundadores da Incrível, que com a oferta de mais meios para se investigar dos nossos dias (há mais documentos e arquivos à nossa disposição...), poderá possibilitar a chegada a bom porto, em relação a alguns nomes que andam no ar há alguns anos e a outros desconhecidos.

quarta-feira, dezembro 11, 2013

A História da Biblioteca da Incrível


No próximo sábado será apresentado um pequeno opúsculo da minha autoria, na qual conto um pouco da história da Biblioteca da Incrível Almadense, a mais antiga do Concelho de Almada, fundada a 4 de Outubro de 1931.

Ana Rodrigues, professora e bibliotecária, será a apresentadora da obra, porque um livrinho destes tinha de ser apresentado por alguém que ama os livros...

O lançamento decorrerá na Sala de Reuniões da Incrível Almadense (edifício da Sede, 2º andar, rua Capitão Leitão, nº 3), às 16 horas.

Será também uma boa oportunidade para revisitarem a biblioteca e o espaço museológico da Colectividade mais antiga de Almada, que festejou em Outubro 165 anos de vida.

domingo, dezembro 08, 2013

Os Gatos nas Ruas de Almada


Na minha infância, passada numa cidade provinciana, era habitual cruzar-me com cães na rua, uns com donos, outros nem por isso. Normalmente não eram perigosos, era mais comum fugirem à nossa aproximação que assustarem-nos.

Hoje reparo que nas ruas de Almada existem sobretudo gatos. Um animal que na minha infância era caseiro e familiar, com o tempo tornou-se um bicho de rua. 

Grande parte são alimentados pela vizinhança. Todos os dias vejo uma ou outra senhora a deixarem-lhes água e alimentos junto a um contentor do lixo. Estão de tal forma afeiçoadas a eles, que lhes falam como se eles lhes "pertencessem". 

Mais inteligentes que os cães, raramente lambem às mãos de quem os alimenta ou têm atitudes de animais vadios. Preferem manter alguma distância, sem provocar qualquer animosidade...

Não sei se se trata de um "fenómeno" apenas de Almada, sei sim que é no mínimo estranho, ver por aí  nas ruas tantos gatos sem dono.

O óleo é de Alex Carter.

sexta-feira, novembro 29, 2013

À Descoberta de João Mangualde Boquinhas


Graças à biblioteca da Incrível Almadense tenho descoberto alguns autores que apenas conhecia de nome.

Um deles é o almadense, João Mangualde Boquinhas, que escreveu "Cardos em Flor", um livro de contos, no ano em que nasci.

Há nas suas páginas alguns resquícios do neorealismo, que não deixam de ter alguma beleza.

Escolhi o diálogo de uma das personagens do contos, O Homem sem Mãos" (Albano Maneta), que nos fala do Inverno:

«Vem aí o Inverno! O Inverno é um cão danado que não tem coração! Vem aí o inverno com as suas noites medonhas de frio, noites de tosse sem fim, de tosse que me rasga o peito. Sinto medo só de me lembrar dessas noites... Felizmente para ti não sabes bem o que é o inverno. Tens bons cobertores de papa, como eu também já tive... tens boas mantas de lá... agora eu... Estou a tolher-me com reumatismo!»

Albano fala deste Inverno, seco e gelado, tão mau para quem vive com mais dificuldades, que sente o mesmo que ele...

Infelizmente este sentimento negativo em relação ao Inverno voltou à actualidade, pois começa-se a perder o controle da gente que vive sem casa, nas grandes cidades.

segunda-feira, novembro 25, 2013

Sempre a Costa, do Nosso Descontentamento...


Esta capa de mais um folheto turístico, dos anos cinquenta do século passado, do Concelho de Almada, escolheu para capa a Costa de Caparica.

Na época, esta praia enorme, tinha todas as potencialidades para se tornar um dos grandes casos de sucesso turístico do país.

Mas a proximidade de Lisboa, os seus muitos quilómetros de praias, fizeram com que acabasse por ser uma "praia de massas", quase sem lhe darem tempo de se embelezar...

Por outro lado o Município de Almada nunca se revelou muito preocupado com o que estava a acontecer, com o que lhe estavam a fazer, especialmente nos anos oitenta e noventa, em que podia ter tido um papel decisivo no seu ordenamento e na procura de um equilibrio, que nunca aconteceu...

Nem mesmo com a "Polis", que não passou de mais um fracasso e de um desperdício de dinheiro.

quinta-feira, novembro 21, 2013

Almada, "O Miradoiro do Sul"


Durante anos e anos, Almada ficou popularizada sobretudo como um dos melhores miradouros da Capital. 

Estranho é que a própria Câmara Municipal de Almada (Comissão Municipal de Turismo) tenha publicitado a Vila desta forma (penso que em 1948, número que aparece junto à tipografia), num folheto de grande qualidade gráfica, com bonitas imagens do Concelho...

sábado, novembro 16, 2013

O Árabe que Quis "Comprar" a Trafaria


O Tejo continua a fazer "milagres" todos os dias.

Um dos futuros donos de um império petrolifero das arábias passou por Lisboa e ficou encantado com muito do que viu. Numa viagem que fez de iate, entre o Sado e o Tejo, cruzando o Cabo Espichel, já dentro do "rio da minha Aldeia", pediu para visitar a Terra que tinha muitos barcos pequenos ancorados (Trafaria...). 

Fizeram-lhe a vontade e o homem, temporariamente sem turbante, ficou maravilhado com aquele lugar. Não tanto com o que viu, mas sim com o que pensou: a possibilidade de fazer algo diferente, mais bonito e moderno.

Uma das primeiras coisas que quis saber, foi se havia alguma possibilidade de arrancar dali as torres circulares, que lhe explicaram que eram depósitos de cereais. Disseram-lhe que não e ainda acrescentaram a história dos "contentores"...

Soltou apenas duas palavras: «que pena.»

Nota: esta pequena história não passa de ficção. Mas é pena ver a Trafaria, irremediavelmente perdida, e provavelmente ainda mais abandonada, uma vez que deixou de ser Freguesia...

quarta-feira, novembro 06, 2013

Arte e Criatividade


Uma das exposições que mais gosto de ver na Oficina de Cultura de Almada, é a mostra dos trabalhos do concurso "Arte e Criatividade", aberto a pessoas com deficiência.

Além da cor e do sentido estético, gosto sobretudo da alegria e da originalidade, sempre presentes.

Esteve patente ao público apenas no fim de semana e na segunda-feira. O seu tempo devia ser mais prolongado, igual ao das outras exposições artísticas.

domingo, novembro 03, 2013

E a Procissão Mudou de Dia...


Com as alterações nos feriados, decretadas por este governo, em nome da "produtividade", o histórico primeiro de Novembro, em que também se comemora o Milagre da Nossa Senhora do Bom Sucesso, em Cacilhas, que segundo reza a lenda acalmou as águas do Tejo em 1755, que durante vários minutos invadiu e destruiu tudo o que lhe surgiu pela frente, foi festejado hoje, com a habitual procissão.

Embora não tenha assistido a manifestações de desagrado, mesmo por parte dos frequentadores dos templos católicos, não deixa de ser estranho que uma procissão histórica se torne "móvel"...

Não foi por acaso que escolhi esta fotografia, que tirei hoje, com Jesus de costas.

terça-feira, outubro 29, 2013

O Novo Pelouro do Associativismo


Uma das novidades do novo executivo da CDU, que comanda os destinos de Almada, é a atribuição do pelouro do Associativismo à sexta vereadora eleita, Mara Figueiredo, como foi transmitido publicamente pelo novo presidente da Autarquia, Joaquim Judas, durante a abertura do Festival de Bandas Filarmónicas organizado pela Incrível Almadense.

Aparentemente tem tudo para ser uma boa notícia para as Colectividades Almadenses.

Mas quem já anda por aqui há já alguns anos, tem sempre motivos para desconfiar da "esmola"...

Provavelmente a CDU não estava à espera de eleger o sexto vereador e então na distribuição de pelouros teve de "inventar". Se o "invento" se revelar positivo para o Movimento Associativo, com um tratamento mais igualitário entre todas Colectividades, assim como uma maior atenção para os problemas que existem e que "têm sido varridos" muitas vezes para debaixo do tapete, estaremos todos de parabéns.

Só espero é que na prática não seja usado para o "jogo do empurra", entre vereadores, neste caso entre o vereador da Cultura e do Associativismo, quando for preciso assumir responsabilidades...

quinta-feira, outubro 24, 2013

A "Ilha" do Ginjal


Esta fotografia já é de Outubro, uns dias antes do começo da "estação das chuvas" (parecida com outras que já aqui publiquei).

Apesar do abandono e das costas voltadas pelo poder autárquico para com a margem esquerda do rio, há uma "Ilha" no Ginjal, que desperta não só a curiosidade das pessoas, mas também a paixão pelo sabor diferente de uma refeição ou uma bebida, tomadas a um metro das águas do Tejo...

Pena que a maior parte da gente que passa e fica por ali, seja de outras paragens, de outras nações.

É a prova de que o Ginjal, esquecido por tantos almadenses, está presente em muitos guias internacionais de Portugal...

quinta-feira, outubro 17, 2013

A Cultura Popular e a das Elites em Almada


Embora a CDU continue no poder, há sempre a esperança de que se olhe de outra maneira para a Cultura em Almada.

Uma das coisas que me faz mais confusão, é ver que até aqui tem sido mais fácil dar um milhão de euros para o Festival de Teatro, que uns miseros mil euros para um Festival de Bandas Filarmónicas (os valores são apenas comparativos).

Mesmo sabendo que os jornais e as televisões não escrevem uma linha ou filmam um segundo sobre bandas filarmónicas, há a história e a tradição popular que é preciso preservar.

Posso mesmo dizer que é quase um milagre ainda existirem quatro bandas filarmónicas no concelho de Almada (todas centenárias...), se pensar na despesa que têm em fardamentos e instrumentos musicais (esquecendo o resto...).

Era bom que as coisas mudassem, até porque faz falta música na Cidade para animar os rostos cada vez "depressivos" de todos nós.

terça-feira, outubro 15, 2013

Ainda Não se Sente


Ainda não se sente a falta da Junta de Freguesia em Cacilhas.

Lá virão os dias, em que percebemos que há decisões que serão decididas por outras pessoas, de outras freguesias...

Até porque Cacilhas apenas tem um elemento no grupo de sete do executivo...

Não tenho dúvidas que a população cacilhense perdeu um dos seus "faróis"...

sexta-feira, outubro 11, 2013

O Ressentimento é Horrível...


Nem todos os políticos percebem que tudo tem um tempo, e que é bom sair em alta. Isso acontece porque  se julgam quase sempre melhores do que o que realmente são. 

No rescaldo das eleições autárquicas, percebemos que os chamados "dinossauros" não abandonaram os seus lugares de ânimo leve. Apesar de terem mais de trinta anos de poder, não gostaram de ser "empurrados" e acham que ainda ficaram muitas coisas por fazer...

Percebe-se  nos seus discursos de despedida, cada vez com mais clareza, que se acham mesmo "insubstituiveis".

Ao ouvi-los sinto sobretudo que o ressentimento é uma coisa horrível. E também percebo que sair com dignidade de qualquer cargo, não é para todos, é mesmo só para alguns...

O óleo é de Timos Batinakis.

quarta-feira, outubro 09, 2013

Pescar e Contemplar o Rio


Ontem passei pelo Ginjal e encontrei vários pescadores, espalhados ao longo do paredão, entretidos com o peixe que passa por ali e que nem sempre quer ser "pescado"...

Reparei que um dos pescadores estava sentado e mais preso á paisagem que à cana de pesca...

terça-feira, outubro 08, 2013

Uma Outra Lisboa


Apesar da crise, Lisboa está diferente, para melhor. Pelo menos a parte histórica e mais agradável, próxima do Tejo.

Lisboa é hoje  uma cidade mais aberta e com mais pontos de interesse, especialmente para quem vem de fora.

Era bom que este exemplo fosse seguido de Norte a Sul, que se apostasse mais a sério no turismo como uma mais valia económica, criando novos empregos, ao mesmo tempo que se pintava o país com cores mais alegres.

O óleo é de Ricardo Paula.

domingo, outubro 06, 2013

A Festa do Orlando, com Teatro, Poesia, Música e Amizade


O lançamento do livro, "Deixem-me Ser Quem Sou!", foi um acto cultural e de amizade de grande significado, para as mais de duzentas pessoas que encheram a plateia e a primeira galeria do Salão de Festas da Incrível Almadense.


Isto só foi possível graças ao autor, Orlando Laranjeiro, cuja autenticidade, capacidade de fazer amigos e amor aos valores colectivos, faz como que seja uma das principais figuras do movimento associativo almadense.


Além destas qualidades pessoais, o Orlando tem um talento único para a poesia e para o teatro, oferecendo-lhe uma musicalidade e vida únicas, como foi possivel apreciar no quadro teatral, "Amigos Completos", sobre as Pazes entre a Incrível e a Academia, tal como nas canções interpretadas pela Luisa Basto, que encerraram a Festa do Orlando e deixaram toda a gente satisfeita por este belo serão, passado entre amigos que viveram tanto, juntos, como se percebe no livro de memórias, "Deixem-se Ser Quem Sou!".

sábado, outubro 05, 2013

A Arruada da Incrível e o Poder do Dinheiro


Todos os anos a banda da Incrível Almadense realiza uma arruada pelas ruas de Almada,  no primeiro sábado de Outubro, mês da comemoração do seu aniversário. Esta "marcha musical" também faz várias paragens para apresentação de cumprimentos junto às sedes das Colectividades vizinhas e amigas, oferecendo música aos seus dirigentes, sócios e a quem passa pelo coração da Cidade.

De uma forma geral as pessoas reagem com satisfação a esta Incrível oferta musical, mesmo os automoblistas que têm de circular em marcha mais lenta ou até de parar.

Este ano houve um pequeno incidente, apareceu a divisão de trânsito da PSP, que embora tenha sido informada  da arruada e do respectivo trajecto (tendo inclusive efectuado três dias antes um telefonema para a Incrível a dizer que este serviço era pago, recebendo como resposta que a Incrível não estava a requisitar nenhum serviço à PSP, mas  sim a informá-la, como fazia todos os anos. E que além disso era uma colectividade centenária que vivia com dificuldades, sem dinheiro para pagar este ou outro serviço policial...), fez-se de novas e começou por perguntar, quem é que era o responsável por aquela "manifestação cultural", pedindo a sua identificação e dados sobre o número de "manifestantes", etc.

Além dos modos pouco amigáveis do agente, foi notória a sua ignorância e a falta de respeito pelo Movimento Associativo e pelas Tradições Almadenses.

Parece que tudo tem um preço nesta era, em que nos querem  "troicar" todas as voltas. Dizemos isto porque nem nos tempos salazarentos foram colocados obstáculos às Arruadas...

quinta-feira, outubro 03, 2013

As Memórias do Orlando


Amanhã, dia 4 de Outubro, é apresentado ao público o livro de memórias, "Deixem-me Ser Quem Sou!", da autoria de Orlando Laranjeiro, uma das grandes referências do movimento associativo almadense.

A sessão de lançamento realiza-se no Salão de Festas da Incrível Almadense, às 21 horas. 

Haverá também teatro, poesia e canções (pela voz de Luísa Basto), cujos textos e poemas são da autoria do Orlando.

Além de participar no lançamento, escrevi o "posfácio" do livro, onde saliento, entre outras coisas, as palavras do autor sobre a importância do associativismo em Almada: «Poucos conseguiram fazer um esboço desta Vila-Cidade (que nos últimos cento e cinquenta anos abraçou a sua verdadeira génese colectivista, sem nunca esconder o orgulho pelas suas raízes operárias) tão apaixonado e autêntico como o Orlando.»

terça-feira, outubro 01, 2013

Incrível Comemora 165 Anos


A Sociedade Filarmónica Incrível Almadense comemora hoje o seu 165º aniversário e fazendo juz à tradição, à meia-noite a Banda Filarmónica tocou o hino da Incrível, enquanto se içava a Bandeira da Colectividade na Sede Social (que ficará hasteada durante todo o mês de Outubro...).

Depois, dirigentes, músicos, sócios e amigos subiram ao primeiro andar da sede, onde cantaram os parabéns à Colectividade mais antiga de Almada e uma das mais antigas do país.

Além dos discursos dos presidentes da Direcção (José Luís Tavares) e da Assembleia Geral (Alfredo Guaparrão dos Santos), também usou da palavra, Fernando Barão, sócio honorário da Incrível e um dos Incríveis mais antigos vivos, quase com noventa anos (é ele que está a discursar na foto)...

segunda-feira, setembro 30, 2013

Os Vencedores Vão-se Reduzindo...


Uma das características mais estúpidas dos políticos é a ausência do ridiculo, é por isso que normalmente conseguem (ou pelo menos tentam...) transformar derrotas em vitórias, fazendo quase em simultâneo vários números de circo: malabarismo, ilusionismo, contorcionismo, e claro, o habitual número de palhaço.

Desta vez não houve corda que esticasse, tanto para o PSD como para o BE.

Infelizmente o Coelho fingiu que não percebeu e aproveitou a noite de derrota, quase para nos ameaçar com mais "austeridade"...

O óleo é de George Bellows.

sexta-feira, setembro 27, 2013

Votar para Quê?


Estou a pensar, seriamente, em não votar no próximo domingo.

Se tal acontecer, será a primeira vez. Espero que os meus avós e meu pai, percebam...

Apesar de reconhecer, que é o único momento, em que podemos decidir alguma coisa, também sei que isto já não é democracia, há já algum tempo.

Não me sinto bem neste país, onde as mesmas forças políticas se perpetuam no poder, durante mais de três décadas. Isso já não é democracia, é outra coisa...

Também não me vejo representado em nenhum dos partidos que concorrem às eleições.

O "caciquismo" tornou-se prática comum da esquerda e da direita. Protejem-se e favorecem-se sempre os mesmos. Sei bem do que falo.

É por isso que acredito que mesmo que se mude para pior, é importante mudar. Abrem-se novas portas, começam-se novos ciclos.

O óleo é de Carlo Carro.

terça-feira, setembro 24, 2013

Uma Nota Curiosa de Romeu


Descobri nas últimas páginas da 1ª edição do livro "Trapo Azul", de 1948, esta preciosidade.

Continua e continuará actual, enquanto os livros forem escritos por homens e mulheres.

Uma das coisas que sempre me fez confusão (claro que hoje já estou habituado...), foi ouvir gente do meio literário, apontar uma gralha na página tal ou uma data que não está bem no capítulo tal. Gente que por norma é incapaz de dar os parabéns ao autor e de dizer que gostou muito do livro por isto ou por aquilo. Ou até de dizer que não ficou agradado por uma ou outra razão. 

Romeu Correia lembra-nos, mais uma vez, que todos somos humanos, com mais ou menos imperfeições...

domingo, setembro 22, 2013

As Margueiras



Ontem foi apresentado publicamente o livro, "As Margueiras - Contributo para a História de Cacilhas", editado pela Associação O Farol e pela Junta de Freguesia de Cacilhas.

É uma obra bonita e com bastante interesse para as gentes cacilhenses, tanto para os que ainda conheceram as Margueiras Nova e Velha, como para aqueles que agora passam a conhecer a história do espaço físico que é hoje ocupado pela Lisnave, pelo Quartel dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas e também por parte do aglomerado urbano da parte esquerda, no começo da avenida 25 de Abril, em Cacilhas.

A obra coordenada por Henrique Costa Mota (com o apoio de Modesto Viegas e Luís Bayó Veiga) foi apresentada pelo meu amigo Fernando Barão e contou com a colaboração de muita gente ilustre de Cacilhas, alguns já desaparecidos, como foi o caso de outra grande amiga, a Idalina Alves Rebelo, que além  de ter dado o seu testemunho em prosa, também nos ofereceu um bonito poema, que foi lido na sessão de lançamento pela poetisa, Maria Gertrudes Novais (e uma das suas pinturas de Cacilhas na contracapa). 

sexta-feira, setembro 20, 2013

O Verão Continua no Ginjal


O Verão continua no Ginjal e um pouco por todo o País.

A segunda quinzena de Setembro não costuma ser tão quente, mas o tempo há já algum tempo que não vai em "estações", tentando desvalorizar as chamadas estações amenas, Primavera e Outono. Quase que nos quer colocar só com Verão e Inverno.

Claro que a culpa de todo este "desnorte" é nossa, continuamos a cometer os mesmos erros, ano após ano.

A falta que nos fazem as árvores que são consumidas todos os anos com os incêndios, para o desejado equilíbrio...

sábado, setembro 14, 2013

É Hoje


O lançamento do livro/ catálogo, "Lisnave, Uma Viagem no Tempo" realiza-se hoje, às 17 horas, no auditório da Escola Cacilhas-Tejo.

A apresentação é do escritor almadense, António Neves Policarpo (que ainda ontem à noite apresentou a sua última obra em Almada, a segunda edição do livro, "Memórias da Nossa Terra e da Nossa Gente").

Se puderem apareçam.

sexta-feira, setembro 13, 2013

Depois...


«Os trabalhadores da LISNAVE que contactámos, não conseguiram esconder a nostalgia e o desencanto que sentem, por verem os estaleiros completamente abandonados, a caminho da degradação total.

Muitos continuam a pensar que os estaleiros poderiam ter continuado a laborar na Margueira. Não com os serviços de “decapagem” (nocivos para o ambiente e para a saúde), mas apenas como estaleiro de reparação naval. Poderia oferecer trabalho a muita gente necessitada, nestes tempos em que o desemprego tem atingido números impensáveis no nosso País…»

(O texto é meu e a fotografia do João Soeiro)

quinta-feira, setembro 12, 2013

Durante...


«Ultrapassados os percalços normais dos primeiros meses, que surgem em qualquer grande empreendimento, os anos seguintes de laboração revelaram-se de grande sucesso, com o aumento encomendas e também de funcionários. De 1967 até 1974, o número de operários dos estaleiros quase que duplicou.

A LISNAVE era praticamente uma cidade dentro de outra cidade, a funcionar 24 horas por dia, 365 dias por ano…»

(o texto é meu e a fotografia de João Soeiro)

terça-feira, setembro 10, 2013

Antes...


«Antes de se pensar na construção da LISNAVE na Margueira, toda aquela zona fazia parte dos planos do Ginásio Clube do Sul, para a construção do tão sonhado Posto Náutico do Clube de Cacilhas, que nos seus primeiros anos de vida teve uma forte ligação com o Rio.

E até contava com os apoios do Município de Almada e da Administração do Porto de Lisboa, que algum tempo depois acabaram por se “render” ao projecto de um grande estaleiro naval naquele local, ficando o Posto Náutico, adiado, até aos nossos dias…»

A fotografia é do João Soeiro e faz parte do livro, "Lisnave, Uma Viagem no Tempo", tal como o texto transcrito, da minha autoria.

segunda-feira, setembro 09, 2013

"Lisnave, Uma Viagem no Tempo"


Está é a capa do Livro/ Catálogo, com textos da minha autoria e fotografias de João Soeiro, que será apresentado em Cacilhas, no próximo sábado.

Será tema de conversa durante esta semana aqui no "Casario".

Começo por publicar o texto que escrevi para a contracapa:

«A LISNAVE não foi apenas um empreendimento gigantesco, que rasgou o Tejo, colocou Portugal no “mapa-mundo” da indústria naval e fez crescer todo o Concelho de Almada, particularmente, Cacilhas.

Foi muito mais…

Foi o começo de um sonho para milhares de portugueses, que sentiram que era possível “emigrar” sem sair do país.»
                                                

quinta-feira, setembro 05, 2013

A Pesca e os Cacilheiros


Embora se encontrem pescadores durante todo o dia no Ginjal, há tarde à uma afluência maior.

Provavelmente gente que gosta de ficar por ali, a conversar com os peixes e com o Tejo, ao mesmo tempo que assistem à fuga da tarde.

Têm ainda o entretém das barcas que chegam e partem, especialmente os cacilheiros, que oferecem a sua "cor contraste" às águas suaves do "rio da minha aldeia"...

segunda-feira, setembro 02, 2013

O Tejo é Quase um Mar


É uma benção poder olhar o Tejo quase de mil e uma maneiras, com e sem ponte.

Não é por acaso que uma das coisas que mais seduzia os lisboetas, entre os séculos XIX e XX, era vir à Outra Banda olhar a sua cidade...

Ainda hoje é assim.

Não ficamos atrás de Lisboa, na colecção que temos de miradouros...

sábado, agosto 31, 2013

Agosto Está no Fim


Amanhã é Setembro.

Mesmo que o calor continue por cá, mais uns tempos, os dias de férias fogem-nos das mãos.

Por agora estou um pouco farto do calor. 

Sinto saudades dos dias frescos, que me fazem sentir falta do Verão...

Somos um mar de contradições...

terça-feira, agosto 27, 2013

Nunca lhes Seremos Suficientes Gratos


Os Bombeiros Voluntários de Almada comemoraram ontem o seu centenário, ao serviço da população Almadense.

Agosto é o mês em que os "Soldados da Paz" são mais solicitados, devido às centenas de incêndios que destroem as nossas matas, de Norte a Sul.

Combatem de uma forma heróica, quase sempre colocando em risco a própria vida (este ano já faleceram quatro, a defenderem a nossa natureza, tão maltratada por quase todos nós).

Vivam os Bombeiros Voluntários de Almada!

Vivam todos os Soldados da Paz do Mundo Inteiro!

segunda-feira, agosto 19, 2013

O Ginjal, Sempre Fotogénico...


Porque hoje se festeja a fotografia no país e no mundo, deixo aqui uma das esplanadas do Ginjal, repleta de turistas, que se apaixonam com a maior das facilidades do Tejo...

Está fresquinha a fotografia, foi tirada ontem, ao fim da tarde, durante um passeio em família à beira rio...

domingo, agosto 18, 2013

Festa na Praça do Comércio


O espectáculo com projecções multimédia na Praça do Comércio, "Arco de Luz", termina hoje, às 23.30 horas.

Fomos ontem e foi giro, apesar da grande massa de gente em Cacilhas e depois no Cais de Sodré.

Deve ter sido um bom negócio para a "Transtejo", apesar de se estar borrifando para estas iniciativas e para as pessoas que utilizaram este transporte, que esperaram e esperaram nas filas para conseguirem o bilhete de barco.

Poderiam ter colocado mais alguém nas bilheteiras e também organizado travessias especiais de cacilheiro para o evento, mas...

sábado, agosto 10, 2013

Madredeus no Ginjal


O Ginjal sempre foi (e continua a ser) um lugar atractivo para a fotografia.

Um bom exemplo é esta imagem promocional, dos primeiros tempos do grupo musical, "Madredeus" (ainda com o Rodrigo Leão...).

Está aqui o Cais e o Rio, não fosse a sina dos "Madredeus" destes tempos, partir...

Devem ter dado mais que uma volta ao mundo, na divulgação da música portuguesa.

quarta-feira, agosto 07, 2013

Afinal Não Mudou Nada, até as Moscas são as Mesmas...


Foi feita uma remodelação quase "revolucionária", o "defensor" dos pensionistas foi promovido a "vice-rei", mas a fórmula de arranjar dinheiro continua igual: ir ao bolso dos funcionários públicos e pensionistas.

O governo continua igual a si próprio, não passa de uma caricatura do "xerife de Nottingham", que nos habituámos a ver nos filmes do Robin dos Bosques.
Só falta aparecer um "ladrão honesto", como o bom do Robin, para devolver o "saque" ao povo...

Como não estamos no tempo dos "milagres", penso que este assunto só se resolve quando todos decidirmos sair à rua e paralisar, de uma vez por todas, o país, para que esta gente (do presidente da república aos ministros) perceba que já chega de "bandalheira e roubalheira"!

Esta fotografia é um bom exemplo da mentalidade desta gente, que continua a fingir que os seus pecados se resolvem com uma dúzia de "avé-marias" e "pai-nossos".

terça-feira, agosto 06, 2013

A Barca, Entre as Árvores


São cada vez mais raras as vezes que os "ferrys" navegam no rio.
Fados da crise...

Este encontrei-o, quase casualmente,
entre as árvores do Ginjal...

sábado, agosto 03, 2013

As Memória de Almada do Manuel


Hoje apresentei o livro, "Algumas Memórias de Almada e de Outros Lugares", da autoria de Manuel Alves Pereira, um jovem que tem a bonita idade de 90 anos.

Normalmente estas coisas não são programadas para Agosto, mas aconteceu.

Foi muito bom sentir a alegria do Manuel e dos amigos que estiveram presentes, na sede do Clube Recreativo Piedense, na Cova da Piedade (a obra foi editada pela Junta de Freguesia da Cova da Piedade) para aplaudir este grande almadense, que tinha o sonho de deixar um livro seu para a posteridade. Felizmente conseguiu concretizá-lo.

Apenas mais uma curiosidade, a fotografia da capa do livro é da minha autoria.

segunda-feira, julho 15, 2013

Hoje está Sol


Hoje está Sol, mas nos últimos dias um manto de nuvens tem coberto o astro solar, que tanto nos ilumina...

Mas não foi nada desagradável esta frescura, depois de vários dias com temperaturas acima dos quarenta graus...

Na fotografia surgem os meus filhos, numa das esplanadas ribeirinhas da nossa Margem. 

Foram eles que quiseram dar uma volta até ao Ginjal, na sexta feira...

sábado, julho 13, 2013

«O jardim fecha às 17.30 horas, por isso...»


Ontem fomos a esse sítio agradável, que é a Casa da Cerca.

Depois de visitarmos as exposições perguntei aos meus filhos se queriam ir ao jardim, quando nos descolávamos para lá, a funcionária informou-nos com cara de caso (quase a tentar que guardássemos a visita para outro dia...), que o jardim fechava às 17.30 horas. Olhei o relógio, ainda tínhamos três minutos, tempo mais que suficiente para dizermos olá ao Tejo, que estava coberto por nuvens cinzentas.

Sei que os horários são para cumprir, mas este "funcionalismo público umbiguista" irrita-me. Ainda por cima, porque sei que são muito poucos os visitantes que aparecem nestes lugares.

E há ainda outro pormenor: não é anormal chegar a lugares públicos e encontrá-los fechados, ainda dentro do horário de funcionamento  e ter de virar costas...

Na minha opinião não era necessário tanto zelo e "cara de caso", até porque não iríamos "acampar" no jardim...

quarta-feira, julho 10, 2013

Escrever ao Sabor da Inspiração


Há palavras mais fortes que outras, que usamos ao sabor da inspiração e que muitas vezes têm de ser terceiros a chamarem-nos a atenção, como se fizéssemos mau uso delas ou fossemos injustos.

É então que nos "salta a tampa" e dissemos o que devemos e não devemos.

Depois de ter desabafado, de ter dito que sim, que eram um bando de gente que se servia do trabalho dos outros para ascender a cargos superiores e que muitas vezes nem sequer sabiam estar, ao ponto de deixarem cadeiras vazias, sem sequer justificar a ausência.

Mas ele lá conseguiu que eu apagasse a palavra "demagogia" no texto, em nome de "interesses superiores", neste tempo em que o que falta em coragem e honestidade, sobra em "conversa da treta".

Lembrei-me logo da minha Mãe, boa nestas coisas dos "paninhos quentes" e do meu Pai, claro, demasiado apaixonado pela liberdade para se deixar condicionar...

Nestes casos sei que sou muito mais "Pai", por isso é que às vezes preciso que me coloquem "travões", especialmente quando estão em causa interesses colectivos e não individuais.

O óleo é de David Adickes.