domingo, dezembro 08, 2013

Os Gatos nas Ruas de Almada


Na minha infância, passada numa cidade provinciana, era habitual cruzar-me com cães na rua, uns com donos, outros nem por isso. Normalmente não eram perigosos, era mais comum fugirem à nossa aproximação que assustarem-nos.

Hoje reparo que nas ruas de Almada existem sobretudo gatos. Um animal que na minha infância era caseiro e familiar, com o tempo tornou-se um bicho de rua. 

Grande parte são alimentados pela vizinhança. Todos os dias vejo uma ou outra senhora a deixarem-lhes água e alimentos junto a um contentor do lixo. Estão de tal forma afeiçoadas a eles, que lhes falam como se eles lhes "pertencessem". 

Mais inteligentes que os cães, raramente lambem às mãos de quem os alimenta ou têm atitudes de animais vadios. Preferem manter alguma distância, sem provocar qualquer animosidade...

Não sei se se trata de um "fenómeno" apenas de Almada, sei sim que é no mínimo estranho, ver por aí  nas ruas tantos gatos sem dono.

O óleo é de Alex Carter.

3 comentários:

Rosa dos Ventos disse...

Em Lisboa não vejo, felizmente, animais com ar de não terem dono, nem cães nem gatos mas aqui nesta santa terrinha há muitos cães vadios que depressa são apanhados para o canil municipal.:(
Já os gatos são do género dos que descreves...encostam-se por aqui e por ali e assim se vão alimentando.
Deixo sempre comida no quintal para que na minha ausência possam alimentar-se durante uns dias.
Mas apenas os avisto a saltar muros ou em cima de telhados à espera da melhor ocasião para descerem à terra! :)
Adoro gatos, são uns animais muito especiais!

Abraço

CAP CRÉUS disse...

A tela está muito gira.
Quanto aos cães e gatos, cada vez há mais abandonados. Essa é uma verdade indesmentivel.

Cris Caetano disse...

Que dó... quando tinha o meu Sasha, um cão, apareceu no prédio uma gatinha, eu costumava dar-lhe comida no pátio do prédio e ela vinha toda simpática, um dia apareceu com uma coleira e depois desse dia nunca mais apareceu. Felizmente os gatos da minha rua têm dono e de vez em quando passeiam na rua, são sempre os mesmos.

Beijos