Nasceu como um espaço de opinião, informação e divulgação de tudo aquilo que vivia ou sobrevivia nas proximidades do Ginjal e do Tejo, mas foi alargando os horizontes...
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domingo, abril 05, 2020
sexta-feira, setembro 28, 2018
O Portugal Manso...
As povos são que são. Nós portugueses, somos seguramente, pouco dados a aventuras e sobressaltos. E tenho muita dificuldade em culpar o Salazar por isso.
Normalmente gostamos do conforto, preferimos sempre não sermos incomodados. Acreditamos que há sempre alguém que faz barulho e luta por nós na rua.
Gritamos muito, mas é em casa e nos cafés, no convívio com os amigos. E agora também fazemos "revoluções" nas redes sociais.
Quando chega a hora de agir, tentamos sempre escapar. Somos capazes de inventar mil desculpas para não termos de fazer alguma coisa, para não lutarmos pela mudança.
Embora tenha falado na primeira pessoa do plural, felizmente não faço parte do Portugal destes portugueses.
Talvez a culpa seja do "sangue gitano", que ainda corria nas veias do meu pai...
(Fotografia de Luís Eme)
quinta-feira, setembro 28, 2017
Os "Excelentíssimos Estupores"
Este poema foi escrito a pensar nos políticos nacionais, mesmo assim houve um "estupor" local que se sentiu identificado nestas palavras. É também por isso que não votarei nele, no dia 1 de Outubro...
Volto a frisar que esta escolha é dedicada sobretudo aos políticos "farsantes" que estão a ver o chão a fugir-lhes dos pés, como o caso do senhor que em tempos saía da cartola dos mágicos, que tenta por todos os meios, manter-se à tona de água... Mas parece que está mesmo condenado, pois não acredito que ao fim do dia de domingo, alguém lhe lance alguma bóia de "salvação". Não vale tudo, nem mesmo arranjar "trampezinhos" com o olho no cigano...
Excelentíssimos Estupores
A sanha do poder
torna-os sedutores
Além das
gravatas de todas as cores,
Distribuem
rebuçados de vários sabores
Canetas beijos e
sorrisos encantadores,
Porque no final
querem sair vencedores.
A vitória
floresce a troca de favores
Quase que
parecem mercadores
Nos muitos jogos
de bastidores
Em que são
autênticos doutores
No seu notável
papel de impostores.
Denunciados
pelos comentadores
Fixam o sorriso
amarelo nos televisores
Agarram a cartilha
dos ditadores
E deixam cair a
máscara de fingidores
Os
excelentíssimos estupores.
Luís [Alves] Milheiro
sábado, abril 29, 2017
O Ginjal e o Passa Palavra, Cada Vez mais Internacional...
O melhor guia turístico do Ginjal continua a ser o "passa-palavra", de todos aqueles que o descobrem e ficam maravilhados com o rústico das ruinas, a beleza do Tejo, a calmia das esplanadas do "Ponto Final" e do "Atira-te ao Rio", e claro, da nossa gastronomia.
Ao fim da tarde é quando o Cais fica mais movimentado, a caminho do agora coração do Ginjal, onde se ouve falar italiano, francês, inglês, espanhol... e a espaços o nosso português.
(Fotografia de Luís Eme)
sábado, março 25, 2017
A Vitória dos Chupistas e dos Oportunistas...
Continuo convencido que uma sociedade como esta em que vivemos, que se alimenta preferencialmente do compadrio, da mediocridade, da esperteza, e até da injustiça, acabará, mais tarde ou mais cedo, por ficar atolhada na porcaria que vai deixando atrás de si.
Só que até isso acontecer, muita gente será prejudicada, ferida na sua dignidade, confundida pelos valores que acha certos, e pelos outros, que vigoram...
Tenho conversas intermináveis com alguns amigos sobre este "mundo", cada vez mais de pernas para o ar. É por isso que acrescento que só fiquei indignado com o político holandês que diz que gastamos o nosso dinheiro em vinho e mulheres, por não apontar o dedo aos seus colegas políticos do sul, porque são eles que ganham dinheiro suficiente para beber vinhos caros e seduzir mulheres com preço, e nunca o seu povo.
Apesar de ter sido infeliz e injusto, compreendo-o perfeitamente. Não podemos andar a viver eternamente acima das nossas possibilidades, a gastar o que não temos. E para ser rigoroso, também sei que é quase impossível os países com mais dificuldades conseguirem estabilizar ou crescerem com dívidas tão elevadas. A renegociação das dívidas é fundamental.
As conversas são mesmo como as cerejas, onde eu já vou... e o que queria era falar da realidade associativa almadense, que acaba por ir um pouco ao encontro das palavras do "holandês"...
Eu por exemplo, tenho muito orgulho de pertencer a duas colectividades almadenses que continuam a sua caminhada, com grande dignidade, sem nunca terem estado reféns de qualquer poder, político ou económico, ao longo das suas histórias - uma longa de 168 anos outra mais curta de apenas 23 anos.
E ao contrário do Carlos, nem fico demasiado incomodado por serem muitas vezes penalizadas por fazerem uma gestão cuidadosa, por conseguirem promover a cultura sem grandes custos, ao mesmo tempo que apresentam as suas contas aos seus associados, sem dívidas.
Digo isto porque normalmente quem gasta mais do que tem, acaba por sair beneficiado em relação a quem cumpre, com os apoios dados pelas autarquias, com a velha desculpa de que é preciso evitar a todo o custo a possível "falência"... E o mais grave, é que não se vê ninguém ser chamado à responsabilidade, mesmo pelos associados, como responsável por gestões danosas.
É por isso que por muito que se fale em justiça, igualdade de oportunidades e etcétra, na sociedade actual os "chupistas" e os oportunistas acabam sempre a ganhar...
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domingo, julho 10, 2016
Um Patriotismo Calculista
Notei que nos últimos dias da semana finda se multiplicaram as bandeiras penduradas nas janelas nas ruas de Almada.
Talvez muito boa gente só tenha acreditado que era possível ganhar, depois da passagem à final...
Até porque Fernando Santos é muito pior "vendedor de banha da cobra" que Scolari.
E claro que Portugal pode ganhar. Os jogadores e o treinador já se percebeu que querem ser Campeões Europeus. Se o árbitro conseguir fazer uma arbitragem normal também tornará tudo mais fácil...
Não sei se os franceses também têm bandeiras nas janelas, sei apenas que se acham muito bons. Ou seja o seu excesso de confiança também acaba por jogar a nosso favor. Esperemos que sim.
Sei que no nosso país se passa de besta a bestial e de bestial a besta em segundos, é por isso normal todo o patriotismo calculista que nos cerca... Mas penso que esta passagem por França, tem tudo para correr bem.
(Fotografia de Luís Eme)
sexta-feira, janeiro 15, 2016
A Tragédia Optimista
Ontem fui ao teatro ver a "Tragédia Optimista", representada pela Companhia de Teatro de Almada.
Gostei da cenografia e de ver tanta gente em palco, numa boa encenação de Rodrigo Francisco.
Ainda dentro da sala comecei a questionar a escolha da peça, que aborda os tempos conturbados que se passaram na União Soviética, após a revolução bolchevique de Outubro de 1917.
Lembrei-me da nossa Primeira República e de como se poderia ter montado um belo espectáculo do mesmo género e grandeza, com tantos motivos de interesse cénicos, desde os monárquicos, aos religiosos, sem esquecer os anarquistas - que têm um destaque especial nesta peça -, todos eles contra os republicanos...
De certeza que diria muito mais aos portugueses.
De certeza que diria muito mais aos portugueses.
E também continuo a não perceber porque razão se escolhem quase sempre autores estrangeiros nos nossos palcos, em detrimento dos dramaturgos portugueses. Será apenas por causa dos direitos de autor?
quinta-feira, dezembro 31, 2015
Um Melhor 2016
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domingo, novembro 08, 2015
Miguel Oliveira na Ribalta do Motociclismo Mundial
Miguel Oliveira venceu o Grande Prémio de Motociclismo de Valença na sua categoria (moto 3) e sagrou-se vice-campeão do mundo.
É uma proeza extraordinária para o desporto português e almadense.
Para a próxima época Miguel vai competir na categoria de moto 2, e de certeza com sucesso, pois talento é coisa que não falta ao jovem piloto de Almada.
(foto retirada do site "A Bola")
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domingo, julho 05, 2015
A Criatividade e o Cinema
Quando vi este cartaz da "23 ª Edição das Curtas - Vila do Conde" (que decorre de 4 a 12 de Julho), achei-o muito bem conseguido.
O autor é o João Faria, que está de parabéns, assim como os teimosos que continuam apostados em levar o cinema e a cultura a uma mediana cidade portuguesa.
Eu sei que às vezes é mais fácil fazerem-se coisas em pequenos centros urbanos que nas chamadas grandes urbes, mas mesmo assim não deixam de estar de parabéns.
Há já quase 20 anos também fiz o projecto de um Festival de Cinema em Almada, que nunca passou do papel, por várias razões, a principal: falta de apoios concretos. Eu já sabia que lá de cima só costuma cair chuva, de vez em quanto, e uma tarefa que quisesse ter sucesso teria de ser bem alicerçada, em meios humanos e materiais, o que nunca foi possível obter...
Hoje olho para trás e penso que já passou o meu tempo de fazer iniciativas que querem saltar das fronteiras de Almada (até por já ter chatices de sobra...).
sexta-feira, maio 08, 2015
Sei que Nunca vou Perceber...
Não me sinto muito confortável a fazer o papel de "moralista", mas de vez enquanto tem de ser. Tudo isto porque sinto que nunca vou perceber esta maneira de ser portuguesa, de se transformarem sítios abandonados em lixeiras.
Acho que nunca fomos muito bem educados a respeitar o próximo. Primeiro foi o "respeitinho" que diziam ser "muito bonito", depois vieram as "liberdades" que muitos continuam a confundir com "libertinagens"...
Eu sei que posso fingir que não vivo neste país, mas nunca passará disse mesmo, de um fingimento.
Há sempre quem diga que essas coisas se deviam ensinar na escola. Porque há sempre quem tente empurrar os problemas e as responsabilidades para cima dos outros.
Só que não há escola que resista, quando os filhos vêm os pais deitarem o lixo para o chão ou atirarem beatas acesas pela janela...
quinta-feira, fevereiro 19, 2015
sábado, janeiro 31, 2015
O Ginjal é Isto...
Esta fotografia está fresquinha, foi tirada ontem ao fim da tarde.
Uma tarde quase feia, cheia de cinzentos, com um vento capaz de fabricar ondas no Tejo.
Mesmo assim apeteceu-me sair de casa e andar (preciso muito de andar, todos precisamos...). Andar este que se pode confundir com passear, ou até como busca pessoal, aquela procura de pequenos nadas que surgem entre o vazio e a solidão.
Vou quase sempre para o mesmo lugar, não tanto pelo Ginjal (mais que visto e revisto...), mas sim pelo Tejo, que é mesmo um rio imenso, um "mar" de mão cheia...
Os casebres abandonados que vou encontrando aqui e ali (como o dono desta janela), não são mais que uma metáfora deste país...
Muitas vezes penso que a única coisa que ainda não nos abandonou (apesar de tão maltratada) é a natureza.
Não tenho dúvidas que de Norte a Sul somos um país bonito...
quinta-feira, janeiro 29, 2015
Quase um Mês de Poesia no "Casario"...
Provavelmente a poesia ajuda a passar o tempo e a pensar em coisas bem mais felizes que a realidade que nos cerca.
E não me refiro apenas à nacional, porque infelizmente a local não difere muito.
Quando descobrimos várias "ruas" onde mora a desigualdade, mesmo com a governação do partido que levanta mais alto a bandeira da igualdade e da justiça social, está tudo dito...
A única coisa que sei, é que Portugal e os Portugueses mereciam muito mais. E Almada e os Almadenses, também, claro.
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quarta-feira, dezembro 03, 2014
Os Gostos das Pessoas do Teatro
Ao ver este cartaz, lembrei-me do Romeu Correia, dos seus desabafos em relação à preferência dos encenadores portugueses, por autores estrangeiros. Preferência que estava (e deve continuar a estar...) ligada aos direitos de autor.
Os autores portugueses recebem mais de direitos de autor que os estrangeiros, por razões facilmente explicáveis.
Gosto de Hemingway, mas penso que há tanto texto português que nos diz mais que o "Kilimanjaro". É assim...
quinta-feira, julho 03, 2014
Mês do Teatro em Almada
Como é hábito, o mês de Julho é o mês do Teatro em Almada, com a realização de mais uma edição do "Festival de Teatro de Almada" ( a 31 ª edição, é obra...).
Apesar da crise a Companhia de Teatro de Almada não desiste e continua a organizar um dos melhores festivais de teatro europeus e o melhor do nosso país.
A Festa começa amanhã...
quarta-feira, junho 25, 2014
20 Anos Depois...
Quando ontem escrevi sobre o "buzinão", falava de um tempo que tinha acabado, assim com as suas prepotências.
Referia-me ao "Cavaquismo" de tão má memória, que além de nos ter roubado algum humanismo e dignidade, transformou completamente a sociedade portuguesa, com o objectivo claro de nos deixar "reféns" do dinheiro e dos bens materiais. Com os bonitos resultados que se conhecem...
Mas como nem sempre escrevemos com a leveza que devíamos, criamos por vezes alguma confusão.
Claro que hoje vivemos um outro tempo terrível, onde as prepotências são ainda maiores, com um governo que afronta constantemente o Tribunal Constitucional, na tentativa de reduzir a Constituição da República a um mero livro de consulta, para poder governar a seu belo prazer, como se vivêssemos num regime ditatorial, de partido único.
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terça-feira, junho 10, 2014
sexta-feira, abril 04, 2014
A Cana de Pesca e o Peixe Nestes Nossos Dias
O velho ditado chinês, que nos aconselha a dar uma cana de pesca e nunca o peixe, continua a não ser seguido, de uma forma geral.
Acho mesmo que se voltou um pouco a uma das facetas mais miseráveis do salazarismo, a "caridadezinha", que entretinha as senhoras de bem, em que cada uma delas tinha o seu "pobrezinho".
Hoje é um bocado assim. Querem que as pessoas sejam "animais domésticos", prontos a obedecer e até a aceitarem humilhações com o sorriso (e nem vou falar da dona Jonet).
A igreja tem muita culpa neste momento quase obsceno que se vive, pois invariavelmente gosta de dar o exemplo de Jesus, que deu a outra face, que se sacrificou pelo mundo, etc.
Talvez a culpa seja também das pessoas, que preferem que lhes dêm um peixe qualquer, mesmo que já não cheire muito bem, a uma cana de pesca...
domingo, novembro 03, 2013
E a Procissão Mudou de Dia...
Com as alterações nos feriados, decretadas por este governo, em nome da "produtividade", o histórico primeiro de Novembro, em que também se comemora o Milagre da Nossa Senhora do Bom Sucesso, em Cacilhas, que segundo reza a lenda acalmou as águas do Tejo em 1755, que durante vários minutos invadiu e destruiu tudo o que lhe surgiu pela frente, foi festejado hoje, com a habitual procissão.
Embora não tenha assistido a manifestações de desagrado, mesmo por parte dos frequentadores dos templos católicos, não deixa de ser estranho que uma procissão histórica se torne "móvel"...
Não foi por acaso que escolhi esta fotografia, que tirei hoje, com Jesus de costas.
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