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terça-feira, junho 30, 2020

As Mentiras e as Meias-Verdades de um Presidente de Junta

O presidente da União de Juntas da Charneca de Caparica e da Sobreda teve uma intervenção na última Assembleia Municipal, em que não só deturpou a história do Movimento Associativo, como teceu uma série de mentiras e meias-verdades sobre as Colectividades e os Associativistas Almadenses. 

Nós já sabíamos que havia a ideia nas hostes socialistas de que todo o movimento associativo de Almada era comunista. Agora tivemos a confirmação, através da intervenção de um seu militante e dirigente local.

Só que todas as generalizações são perigosas. E neste caso também são ofensivas, pois pelo conhecimento que temos (que é muito maior que o do senhor Pedro Matias...), como historiador e sobretudo como dirigente, não temos dúvidas de mais de 60 % das colectividades do Concelho são dirigidas por pessoas - cujo voluntarismo e sentido ético e democrático, devem ser sempre realçados - que não têm qualquer vínculo à CDU.

Pelo que, quando ele afirma:

«Eu nasci em Almada e conheço muito bem o Movimento Associativo em Almada, melhor que o vereador António Matos, muito melhor. Todos sabemos que a última trincheira da CDU é o Movimento Associativo. Foi capturado por alguns dirigentes da CDU actualmente, que manipulam todas as colectividades e alguns sócios, numa estratégia de conseguir passar a ideia negativa, e errada, daquilo que é o investimento do Município.»

Está a falsear a realidade e a branquear a actuação do Município, que não só não apoia - ou apoia pouco -, como ainda tem pedido a restituição de apoios monetários dados pela gestão anterior a várias colectividades (por este investimento ter sido canalizado para outras áreas).

E depois dirigiu-se ao Presidente da Assembleia Municipal:

«O 25 de Abril ainda não chegou ao Movimento Associativo. As direcções das centenárias sabe onde são feitas? São feitas dentro da sede do PCP. Esta é a verdade. E todos sabem disso! Isto é público! Isto é público!»

É mais uma mentira descarada! Fui vice-presidente cultural da Incrível Almadense - a Colectividade Rainha de Almada - durante dois mandatos (entre 2011 e 2014) e tanto eu como o presidente da direcção e a maioria dos meus companheiros de direcção, não tínhamos qualquer ligação ao Partido Comunista. E a direcção foi feita por nós, sócios da Incrível, na Incrível. E o mesmo se passa com a generalidade das Colectividades do Concelho.

Antes tinha aproveitado o seu  tempo de antena para insultar a inteligência da generalidade dos almadenses, com um falso retrato de Almada:

«Senhora Presidente, Almada é uma cidade-mártir, como Berlim, como Praga. Sabe porquê? Tivemos 48 anos de fascismo, uma ditadura feroz que não nos deixava crescer e a seguir 41 anos de comunismo. 89 anos de tirania! A senhora é a primeira Presidente da Câmara que trouxe a liberdade a esta Terra.»

Almada é sem qualquer dúvida uma Cidade de Abril e uma Cidade de Liberdade (e já o era antes de 1974, no seio das suas Colectividades e continuou a ser até hoje...).

Onde ele conseguiu dizer alguma verdade (com várias mentiras pelo meio...), foi quando falou do papel do vereador António Matos durante a sua passagem de 27 anos pelos pelouros da Cultura, Desporto e Associativismo do Município. O "miserabilismo" crescente do Associativismo Almadense deve-se a vários erros, de quem pensou mais em controlar que, em libertar e ajudar a crescer, sem promover  as condições necessárias para que se fizesse a transição para os novos tempos que se avizinhavam, com apoios concretos ao seu desenvolvimento, sem se limitar a distribuir "esmolas" pelas Colectividades.

Mas uma meia-verdade, misturada com tantas mentiras ditas, é muito pouco, para quem exerce um cargo com estas responsabilidades...

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)

segunda-feira, maio 25, 2020

Fernando Barão: um Amigo e um Verdadeiro Renascentista da Cultura Almadense

Partiu hoje um dos meus melhores amigos de Almada.

Não sei o que dizer... embora tenha escrito muitas coisas sobre Ele, em livros, jornais, boletins e... até aqui no "Casario".

Em 2016 comecei por aqui uma pequena série (nove textos), a que intitulei "As Gentes da Minha Terra". Não foi por acaso que ele foi o primeiro. Embora já tenham passado mais quatro anos, o texto permanece actual e foi escrito no dia que o Fernando fez 92 anos... vou republicá-lo, com pequenas alterações.

«Não poderia escolher melhor para este começo, que um grande amigo, que faz hoje a bonita idade de noventa e dois anos, com uma lucidez e alegria de viver, invejáveis.
Falo de Fernando Barão, um verdadeiro Renascentista da Cultura Almadense.
É reconhecido com todo o mérito como um dos grandes associativistas de Almada (ajudou a fundar três colectividades, Clube de Campismo do Concelho de Almada, SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada e O Farol, Associação de Cidadania de Cacilhas e ocupou o cargo máximo (presidente da Mesa da Assembleia Geral) na Sociedade Filarmónica Incrível Almadense, Ginásio Clube do Sul, Bombeiros Voluntários de Cacilhas, SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada e O Farol, Associação de Cidadania de Cacilhas. Foi provedor da Santa Casa da Misericórdia de Almada durante 12 anos.
Mas mais que os cargos, importante foi o trabalho que desenvolveu. Sempre que havia uma actividade cultural nas suas colectividades de recreio ou de desporto, tinha dedo do Fernando...
E depois temos ainda as suas capacidades pessoais, que o transformaram num excelente contador de histórias (orais e escritas... é autor de mais de uma dezena de livros sobre o Concelho de Almada, de prosa e poesia). Foi um grande apaixonado pela fotografia a preto e branco, tendo sido premiado em vários salões, nos anos cinquenta e sessenta do século passado.
Mas ele gosta de tudo o que é cultura. Adora música (foi coralista...), cinema (que pena teve de nunca ter conseguido ajudar a criar um cine-clube em Almada...), teatro (escreveu vários quadros alegres para peças carnavalescas...) e todas as outras Artes.
A par deste currículo impressionante, não podemos deixar de destacar a sua qualidade humana, que suplanta todos estes talentos, pois Fernando Barão sempre fez (e faz) do seu dia-a-dia um hino à amizade e à fraternidade.»

A Fotografia de Gena Sousa que publico com este texto é uma fotografia especial. Foi tirada no dia do lançamento do livro que fizemos em conjunto sobre Cacilhas ("Cacilhas - A Pesca, a Gastronomia e as Tradições Populares"). O Fernando dá um autógrafo na minha companhia e do meu filho, que já tem 22 anos...

quinta-feira, março 05, 2020

O Dia de Aniversário da SCALA


Hoje é a data oficial da fundação da SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada, criada no ano de 1994, por 15 homens ligados à cultura e ao associativismo Almadense.

Uma boa parte deles foram (e são) bons amigos, aprendi muito com eles, sobre a história de Almada, mas também sobre a natureza humana. E não esqueço que foram eles que me abriram as portas do Associativismo, que era uma marca única da nossa Terra.

Dos que já partiram, não esqueço o Arménio Reis, o Henrique Mota e o Victor Aparício. Dos que ainda cá estão, é bom ainda puder trocar dois dedos de conversa com o Fernando Barão, o Diamantino Lourenço e o Abrantes Raposo.

Apesar da SCALA de hoje já não ser a Sociedade que fundaram, têm todos motivos de sobra para estarem orgulhosos, pelo muito que fizeram pela Cultura Almadense.

(Desenho da autoria de Any Ana, outra grande Amiga que conheci graças à SCALA e que já não está entre nós...) 

terça-feira, janeiro 28, 2020

A Vida Real é Outra Coisa...

Há uns dias estive numa reunião e passado algum tempo verifiquei que algumas pessoas estavam mais preocupadas com o que se passava, dizia e comentava, no "facebook", que com a vida real.

Quase de uma forma automática insurgi-me contra esta "forma de pensar", que, infelizmente, não deve estar distante da "forma de viver".

Fiquei a pensar que devia ser bom para a "saúde mental" destas pessoas se passassem um pouco de menos tempo nesta rede social e  apanhassem mais ar, dando uma ou duas voltas pelas ruas da cidade...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

terça-feira, janeiro 21, 2020

Os 90 Anos do Chico


Francisco Gonçalves, um dos melhores actores amadores de Almada e da nossa Incrível Almadense, festeja hoje o seu nonagésimo aniversário.

Para nós, mais chegados ele é o Chico, mas o mais importante de tudo, é ele ser das melhores pessoas que conheço.

Apesar de ter entrado no clube restrito dos "noventa", continua a conservar no olhar, uma limpidez rara, que não só afasta todas as "nuvens" que nos cercam, como é capaz de descobrir o melhor que existe dentro de cada um de nós.

domingo, dezembro 15, 2019

O Concerto de Natal da Incrível


Ontem foi um dia cheio de música para os Incríveis e para os Almadenses.

Depois da Arruada de manhã, seguiu-se o também tradicional Concerto de Natal, durante a tarde, no Salão de Festas da Colectividade de Almada.


O Concerto teve um atractivo especial, a interpretação musical (e teatral) do conto "Pedro e o Lobo", que contou com a colaboração do Teatro Independente de Loures, que deu vida às personagens da história, narrada pela presidente do Município de Almada, Inês Medeiros, que aceitou o desafio do maestro Jorge Camacho, da Banda da Incrível, para participar nesta festa com música, teatro e natal, do movimento associativo almadense.

(Fotografias de Luís Eme - Almada)

sexta-feira, dezembro 06, 2019

UHF na Academia


A banda de rock/pop mais emblemática de Almada - e uma das mais do País - vai estar na noite de sábado na Academia Almadense.

Apesar da história de que "os santos da casa não fazem milagres", com toda a certeza que os UHF terão uma boa recepção da Cidade e do Concelho a que pertencem e a quem dão música, da boa, há mais de quatro décadas...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quarta-feira, novembro 13, 2019

A Falta de Proximidade entre os Eleitos e a População...

Uma das coisas que mais se tem degradado  no Concelho de Almada, nos últimos anos, é a falta de proximidade entre o Poder Local e as Pessoas.

Esta "revolução silenciosa" começou com a unificação das Juntas de Freguesia (uma das muitas heranças que ficaram do PSD...), que eram um elo de ligação bastante importante nas localidades urbanas, pela atenção que se dava a quase tudo, até às coisas simples, tão importantes no nosso dia a dia. 

Por exemplo, Cacilhas, Almada, Pragal e Cova da Piedade eram quatro e agora são apenas uma...

As coisas também não melhoraram com a mudança de governação, após as eleições autárquicas. O PS (pelo menos o de Almada...) é mais cosmopolita, parece não perceber que as cidades englobam pequenas aldeias dentro de si (ou finge, porque é mais cómodo...), preocupando-se mais com o geral com o particular...

Mas penso que a culpa maior destas "mudanças" continua a ser dos autarcas eleitos, especialmente os que fazem parte das Juntas de Freguesia, que por falta de sensibilidade, por comodismo, entre outras coisas, nunca esbateram as diferenças  (sempre foi mais fácil governar sentado no gabinete...) e foram esquecendo a importância que têm coisas tão simples - que ultrapassam o "bom dia" e boa tarde", que também se usava com mais frequência...- , como são o património vandalizado, as áreas verdes abandonadas ou o lixo nas ruas. Deviam saber, por experiência própria, que o vandalismo, o abandono e o lixo, chama sempre mais vandalismo, mais abandono e mais lixo...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

sexta-feira, novembro 01, 2019

O Pescador na Procissão de Cacilhas

Achei curiosa a presença de um pescador na Procissão de Cacilhas (com as canas aos ombros...), porque o "Milagre de Cacilhas" teve como principal protagonista um pescador (ou catraeiro...), que pegou numa imagem da Virgem Maria e dirigiu-se para as águas que invadiam a localidade, durante o "maremoto" de 1755 (que se seguiu depois do sismo...) e pediu à Virgem, para que acalmasse as águas e pusesse termo aquele "inferno"... 

O que viria a acontecer e fez com que a população de Cacilhas, passasse a realizar anualmente uma Procissão (que se realiza desde o século XVIII), como forma de agradecer este "Milagre".

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas) 

segunda-feira, outubro 21, 2019

Manuel Lima: a Excelência da Ciência para Todos


O professor Manuel Lima apresentou no sábado, em Corroios mais um livro da sua autoria ("À Descoberta dos Fósseis em Portugal"), onde volta a demonstrar a sua grande capacidade intelectual, como pedagogo, escritor e observador, sempre atento a tudo o que está relacionado com as ciências da natureza.

À qualidade literária a que Manuel Lima já nos habituou - com uma linguagem cientifica acessível a todos -, juntam-se as centenas de fotografias que ilustram a obra, também da sua autoria, que é do melhor que já se fez nesta área, no nosso país.

É uma maravilha este "À Descoberta dos Fósseis em Portugal".

sábado, agosto 03, 2019

A "Piscina" do Jardim Está Vazia...

Antes de ir de férias reparei que a fonte junto aos azulejos de Manuel Cargaleiro, num dos Jardins Públicos (que ficava bem com o nome do pintor...) de Almada estava vazia.

Já em Agosto, reparei que se mantinha sem água.

Sei que é "terrível" para a malta que fazia daquele tanque a sua piscina, neste Verão quente, mas é uma boa medida para a saúde pública. Pois a água, apesar de circular, estava longe de manter as condições de higiene desejadas, muitas vezes via-se com dificuldade o fundo, apesar da fonte ter menos de um metro de profundidade....

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, maio 10, 2019

O Poder Local nunca Olhou o Associativismo Almadense com "Olhos de Ver"...

A minha "coabitação" de 25 anos no Movimento Associativo Almadense, faz com que possa dizer, sem pestanejar, que o Poder Local nunca olhou o Associativismo Popular com "olhos de ver".

No longo reinado da CDU (e do vereador António Matos...) foi sempre mais fácil distribuir "caixas de peixe" que "canas de pesca" (contrariando o velho ditado chinês...) a uma boa parte de Colectividades do Concelho. 

Nunca houve qualquer preocupação em premiar quem trabalhava como devia ser, distante de uma postura associativa subsidiodependente. Ou seja, em vez de terem uma postura coerente e justa, passaram o tempo a "apagar fogos" e a alimentar velhos vícios (como se a "mama da teta da vaca do poder" desse sempre leite...) ao mesmo tempo que faziam concorrência desleal com muitas Colectividades (sem qualquer possibilidade de ombrear no quer que seja, com o poderio de um Município...), substituindo-as na sua função e ligação às comunidades.

Infelizmente o PS consegue fazer ainda pior, neste já mais de ano e meio que leva de mandato (sim, já não há espaço para desculpas...). Por um lado finge-se de "morto", por outro, faz de conta que o Movimento Associativo não existe, desrespeitando o passado e o presente das Colectividades e dos dirigentes voluntários, que apenas se movem pelo amor aos seus clubes.

Estou completamente à vontade para falar, porque as minhas colectividades (Incrível e SCALA) sempre trabalharam para o bem comum sem estar à espera de subsídios. Mas não existem milagres, e quem trabalha em prole da população almadense, tem de ser apoiado. 

Às vezes fico com a sensação que os governantes não percebem (acho que não querem é perceber...) que não estão a gerir o seu próprio dinheiro, mas sim o dinheiro de todos nós. Dinheiro esse que deve reverter para o bem comum de todos os cidadãos do Concelho e não para meros interesses pessoais...

(Fotografia de Luís Eme - que poderia ter como legenda: "basta termos o Cristo-Rei de costas voltadas para Almada"...)

quarta-feira, abril 24, 2019

Albino Moura Partiu na Primavera...


Quando chegámos a casa, na segunda-feira, fomos informados do desaparecimento de Albino Moura, um dos grandes pintores de Almada.

Embora Albino fosse reconhecido sobretudo como o "pintor das gordas" (dentro e fora do país), ele foi muito mais que isso, como facilmente se pode comprovar, se viajarmos no tempo com a sua obra.

Sabíamos que Albino Moura não usava a poesia apenas nas suas telas e no papel, também gostava das palavras...

Foi por isso que escolhemos o seu óleo, "A Mensageira da Primavera", para ilustrar esta pequena homenagem, e também  a quadra da sua autoria, "Primavera:

Cheira a vento, 
o sol cheira a Primavera.
Canta o vento,
sopra a Primavera.

segunda-feira, março 18, 2019

A Falta de Respeito Institucional (e a Incompetência) do Município de Almada para com as Associações Almadenses


Um dos aspectos que mais me surpreenderam pela negativa no "Encontro do Movimento Associativo Almadense" foi o testemunho de três dirigentes, que denunciaram a resposta "mentirosa" dos serviços do Município aos seus pedidos de apoio, feitos através da respectiva Plataforma.

Pelo que percebemos foi enviado para todas as colectividades (ou para a sua maioria...) um ofício com o mesmo teor, informando que a não atribuição dos subsídios pedidos se devia à não entrega de toda a documentação obrigatória (os intervenientes afirmaram que os seus processos estavam completos...) e também ao facto de não terem a sua situação regularizada na Segurança Social e nas Finanças (algo que também foi negado pelos três...). Havia ainda uma alínea que dizia que já tinham pedido um apoio nos últimos três anos, mas um dos dirigentes que falou, referiu que o seu pedido, era o primeiro que a sua Associação fazia ao Município...

Já tínhamos conhecimento da situação, pois uma associação da qual somos associados, também recebeu o mesmo ofício. Mas não fazíamos ideia que a sua cópia tinha sido enviada para a generalidade das Colectividades que tinham pedido apoio, com os mesmos argumentos e pressupostos, errados, ou para sermos ainda mais claros, mentirosos.

Em 25 anos que já levo de prática associativa, nunca tinha ouvido algo semelhante. Revela uma falta de respeito, de seriedade e de responsabilidade, sem precedentes, do Município perante as Colectividades Almadenses e os seus dirigentes.

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, janeiro 24, 2019

«Almada não é Lisboa!»

Enquanto cidadão almadense, começo a ficar incomodado,com as mudanças que o Município está a fazer nas suas estruturas, algumas das quais começam a querer perturbar "o coração da cidade", mexendo inclusive com a sua história e as suas tradições.

Não digo isto apenas por algumas das pessoas escolhidas para cargos de responsabilidade, terem vindo da Capital. Embora sejam quase todos "para-quedistas", um termo que Fernando Gil, dirigente histórico da Incrível, gostava de usar quando aparecia gente de fora a querer "trepar paredes" nas colectividades. Ou seja, gente sem qualquer conhecimento ou identificação com Almada.

Ao contrário do que deve pensar a Senhora Presidente da Câmara, Almada não é Lisboa. A sua história é mais popular e menos cosmopolita. As suas gentes são mais simples, mas também mais solidárias. E talvez até tenham mais história e histórias para contar, de um passado operário de resistência, que  muito as orgulha.

É por isso que não aceito o que estão a querer fazer a algumas instituições museológicas municipais, tentando retirar-lhes a identidade, que foram construindo ao longo dos anos, e até a sua vocação etnográfica e antropológica.

O mais curioso, é que na vereação camarária, estão presentes vários almadenses, que ao que tudo indica, são coniventes com o que se está a passar na Cidade.

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, janeiro 21, 2019

Atentado ao Património Cultural Almadense

A Incrível Almadense, está mesmo em risco de ter de sair do prédio onde está instalada a sua sede social, porque os senhorios pedem uma renda de um valor absurdo (850 euros), para um simples andar, num prédio com mais de 120 anos.

O mais curioso de toda a história, é que a Incrível está ali há 118 anos. E o senhorio não gastou um tostão nas várias obras necessárias,  para que o edifício permanecesse habitável (foram milhares e milhares de euros pagos pela Incrível...), pelo menos nos últimos 70 anos.

Poderão fazer uma leitura mais completa no Largo da Memória, onde também escrevi sobre este atentado ao Património Cultural Almadense.

Espero que Almada não fique em silêncio, que as suas forças vivas tomem uma posição, não esqueçam a história e os valores culturais e associativos, que a Incrível Almadense defende há já mais de 170 anos.

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, novembro 02, 2018

Começa Hoje...


A "22.ª Mostra de Teatro de Almada" começa hoje e oferece dezenas de espectáculos aos almadenses, pelos grupos de teatro do Concelho (amadores e profissionais), até ao dia 18 de Novembro.

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, novembro 01, 2018

Dia da Senhora do Milagre


Hoje em Cacilhas é dia de procissão, dia de festa para a Senhora do Bom Sucesso, a padroeira da localidade ribeirinha.

A procissão realiza-se desde o século XVIII e recorda de uma forma simbólica o "milagre" que ocorreu durante o Terramoto de 1755, em que rezam as crónicas que foi um pescador, curiosamente também ele Pedro, que pegou na imagem da Santa e ao ergue-la aos céus e a pedir ajuda divina, foi atendido... as águas que ameaçavam destruir a então Aldeia de pescadores...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, outubro 19, 2018

As Formas e Volumes de António Júlio


Gostei muito de ter passado ontem pela Galeria Municipal de Almada, para ver a exposição "António Júlio, Formas e Volumes" (amanhá é o último dia...).

Os desenhos, as esculturas e as pinturas deste almadense (por adopção), que nos deixou em 2015, mereciam com toda a certeza, mais publicidade e mais público.

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, outubro 13, 2018

Lisnave Volta a ter Vida (por um só dia...)

A organização do "Almada Extreme Sprint" no território da antiga Lisnave teve no mínimo uma virtude, voltou a dar vida a este lugar, completamente abandonado há quase duas décadas.


A entrada livre possibilita ao público ver os carros de corrida a acelerarem pelas estradas largas e livres, mas também o espaço e os armazéns, completamente subaproveitados, e os  vestígios, a caminho da ruína, daquele que foi um dos grandes estaleiros navais europeus...

(Fotografias de Luís Eme - na primeira podem ver-se os carros do piloto almadense, Rui Madeira, que foi campeão do mundo de ralis na sua categoria, que apadrinhou e participa na prova)