terça-feira, março 06, 2007

Certezas & Utopias


É notório que estes socialistas, que estão no poder, levam cada vez menos à letra, o significado do nome do partido, o simbolismo do punho fechado e até os estatutos do próprio partido.
Isto não me incomodava muito se eles hoje não se confundissem com o próprio Estado. Estado esse que prefere “navegar” em águas demasiado turvas, onde as mudanças e a confusão são uma constante, por razões que escapam, quase sempre, ao cidadão comum...
Não gosto de gente assim, sempre carregada de meias mentiras nos bolsos, e pior, com intenções pouco claras de reformas, na saúde, educação, justiça e segurança.
A próxima “batalha” de Sócrates, para nos roubar mais espaço, é fundir todas as polícias, deixando-as com um único chefe (desculpem lá mas isto é tão revoltante que me faz lembrar os tempos de Salazar, em que o major Silva Pais, director da PIDE, ia a despacho directamente com o presidente do conselho de ministros...).
A criação de um único cartão de identidade, já me tinha feito pensar numa ideia praticamente utópica, de podermos comprar a nossa liberdade, com o compromisso de não beneficiarmos, do que quer que seja do Estado, e se fosse preciso, até pagarmos uma quota para pudermos circular livremente no país...
Tenho a sensação de que estão a querer roubar-nos a Liberdade de Sermos Quem Quisermos.
Quase que me apetece emigrar, para qualquer país do terceiro mundo, mesmo onde existam ditaduras e ditadores, quase com a certeza, de conseguir olhar para tudo o que me rodeia, com muito mais claridade...
Este desenho de Rui, com Agostinho da Silva e um dos seus gatos, simboliza a liberdade individual de todos nós, através deste grande pensador que nunca teve cartão de contribuinte, apesar de ser obrigatório, num claro desafio ao Estado Português...

10 comentários:

Repórter disse...

Com ditadores e ditaduras, sabemos o que temos.
Com estes "cataventos" ... nunca!!!

Alice C. disse...

Há realmente qualquer coisa de sinistro, nesta ideia de unir as polícias.
Acho bem que elas se fiscalizem umas às outras e que não sejam ums "queridas" umas para as outras.

A separação de poderes existe para alguma coisa. Assim como a unificação.

Porque será que toda esta gente tem hábitos de controleiros, Luís?

Rosa dos Ventos disse...

Ainda bem que limitas a tua crítica aos que estão no poder! :))

Ana Patudos disse...

Fazem falta neste país á beira mar plantado muitos Agostinhos da Silva .
Agora são os funcionários públicos o alvo a abater pelo governo. O que virá a seguir?
bjos
Ana Paula

Luis Eme disse...

Concordo contigo Repórter...

Contra ditadores e ditaduras criamos as nossas próprias defesas, agora contra lobos com pele de cordeiro... é mais complicado.

Luis Eme disse...

Há muitas coisas sinistras nestes socialistas de pacotilha.

Dizes muito bem, Alice, a separação de poderes é um dos sinais democráticos das sociedades.

Em relação à história de controleiros, não sei que dizer. Embora saiba que alguns destes ministros e secretários de estado, passaram pela "escola comunista".

Luis Eme disse...

Pois foi, Rosa, limitei-me aos "poderosos".

Claro que há algum exagero na minha prosa, mas acho que estes "socialistas" estão a passar das marcas.

Luis Eme disse...

Pois fazem Ana, muita falta...

Como dizes muito bem , os funcionários públicos que se cuidem, o emprego de uma vida inteira já era...

Cris Caetano disse...

Desde que o engenheiro Guterres entrou(governou) e saiu - da forma que saiu - do poder, eu deixei de entender o que é ser socialista...
até porque me considerava uma... e continuo sem entender. :(

Luis Eme disse...

Tens razão Cris, a crise "existencialista" do PS começou com Guterres... por muitas razões, como a de ser católico e ser o número um de um partido "orgulhosamente" laico.