domingo, junho 10, 2007

Um Dia Cheio de Adjectivos...


Este dia é cheio de adjectivos ou de variedades, tanto pode ser de Camões, das Comunidades, da Raça ou da Pátria, com o sentido que cada um de nós lhe queira dar.
Claro que a variedade mais comum, é a de ser um simples, mas agradável feriado, por estarmos em Junho - este ano, para mal dos nossos pecados, ficou-se pelo domingo...
É também o dia das comendas, da entrega de medalhas, com e sem mérito, pelo Presidente da República.
Pelo menos já se acabou - há mais de trinta e três -, com o ritual pró-defesa da pátria, preenchido com um desfile militar grandioso e pela entrega de medalhas aos heróis da Guerra Colonial. Muitas delas eram entregues a título póstumo, a pais e filhos...
Apesar de tudo, prefiro que este seja o Dia das Comunidades Portuguesas, ou de Camões, pelo seu carácter mais universalista e também por saber que há sempre um português, onde menos se espera...
O "Luís de Camões" é de José Malhoa.

18 comentários:

Maria disse...

Já se acabou com o ritual. Luís, mas eles continuam com as missas... e estão todos lá...
Para mim é o dia de Camões e das Comunidades. Ponto final.

Beijinhos

Ana Patudos disse...

Aproveitando só realmente as partes das comemorações que realmente interessaram...
Para desanuviar, convido-te a passear pelo Paúl dos Patudos
beijos
Ana Paula

Maria P. disse...

Tantos adjectivos que se apagam uns aos outros.

Boa semana*

Debaixo do Bulcão disse...

A propósito do Dia de Camões: ó Luís, tens mais um poema teu no blog Debaixo do Bulcão.

Adivinha qual é!...

(Pronto, está bem, o melhor é mesmo ires lá ver)

Vitorino

Leo disse...

Não esquecendo os apupos que se fizeram sentir no deserto de Setúbal...

Luis Eme disse...

Pois estão Maria, há até quem tenha saudades da "guerra", mesmo que nunca tenha estado debaixo de fogo...

Luis Eme disse...

Acho que não era preciso esta miscelândia de comemorações, Ana Paula... mas...

Luis Eme disse...

É mesmo isso Maria P, são tantas comemorações, que acabam por reduzir o significado deste dia.

Luis Eme disse...

Agradeço a honra, Vitorino.

Luis Eme disse...

Pois é Leo, parece que se fizeram escursões do norte do Tejo, para virem ao "deserto" apupar o jeitoso do primeiro...

Aqui vai o meu: Uhhhhhh!, solidário.

Ida disse...

Tens toda razão, Luís! É isso mesmo, desse jeitinho, onde menos se espera, e põe realidade nessa frase. Mas, por causa mesmo dessa tua frase é que o nome de que mais gosto é "Dia da raça". Raça como uma coisa muito forte e que vai muito além da herança genética. Raça como na frase em jeito de irritação "Ó raça!". Raça como algo que une, e que resta, a contra-gosto de muitos. Raça que ficou estampada, mesmo que nos chamem, e chamam, galegos, portugas, manoel e joaquim. Raça. Desculpa este coment que quase parece um post invandindo espaço alheio. É que adoro ser dessa raça. Beijos.

isabel victor disse...

DIa De CaMões !

Dia de Ser Quem Somos Na diversidade que é ser Vivo Em perpétuo movimento ...

Dia da poesia
Dia da Ocidental Praia lusitana
dia da língua Portuguesa (Esse mar imenso ...)

Dia ... Luís Éme

Luis Eme disse...

Olá Ida.

Fizeste muito bem, dizer da tua justiça.

Eu não gosto muito da palavra raça, por a associar aos movimentos racistas, que defendem a superioridade "ariana".

Provavelmente o problema é meu. Porque raça pode ter outros sentidos, como aquele que lhe dás.

Luis Eme disse...

Gostei da tua diversidade, Isabel.

Nós somos bons nisso, adaptamo-nos a qualquer canto, porque temos facilidade em assimilar a cultura dos lugares onde paramos.

Uma das coisa que faz muita confusão é descobrir, ingleses, alemães e holandeses, que já vivem há trinta anos neste canto e não sabem (nem tentam...) falar português.

Depois vemos ucranianos e moldavos, que em menos de um ano, aprendem a falar a nossa lingua. Não se trata de uma questão de dificuldade mas sim de vontade.

Ida disse...

Exatamente, Isabel e Luís, adaptação é a palavra e tolerância, também, talvez. É claro que talvez os portugueses sejam mais "tolerantes" (que os alemães, ingleses e holandeses) por necessidade, mas não sei. Ouvi uma vez um padre de Malaca contando que, de todos os "conquistadores" europeus que apareceram na Ásia, os portugueses foram os únicos que miscegenaram e, na época, eles eram os reis da cocada preta como se diz no Brasil, ou seja, estavam com a faca e o queijo na mão. Não tinham, portanto, necessidade de ser tolerantes, acho q é da.... raça!!!:))) Desculpa, não resisti!

E me irrita profundamente um estangeiro, qualquer um, que viva mais q uma semana em um lugar que nao o seu e se atreva a não aprender nem mesmo palavras que acompanham os gestos mais cotidianos, como "obrigado" e "por favor". E os que vivem anos e não falam a língua nem para sobrevivência... culpa de quem permite (o povo em torno) que isso seja possível. Vê bem se isso é possível na França, duvido!

Rosa dos Ventos disse...

Somos um Povo que sabe estar...em todo o lado!

Luis Eme disse...

Não acho que sejamos muito tolerantes Ida... sentimos é necessidade de nos adaptarmos às novas realidades.

Talvez tenhas razão da nossa culpa de deixarmos os estrangeiros criarem "ilhas", e de quando lá chegámos, mesmo estando em Portugal, falamos inglês... analisando assim, quase que é patético, mas nós também somos isso...

Luis Eme disse...

Tem dias Rosa...

Temos sim uma grande capacidade de adaptação e também curiosidade em conhecer outras realidades...