quinta-feira, janeiro 28, 2016

Bela Viagem pelo Ginjal, Porta a Porta

Todos aqueles que assistiram ontem à viagem proporcionada pelo Luís Bayó Veiga, "Ginjal de porta em porta", com o apoio de João Valente e Henrique Carvalho, em Cacilhas (sede da ARPIFC) ficaram deliciados pelo estudo pormenorizado feito, número a número, desde o um ao setenta e três, ou seja, do "Farol" ao "Ponto Final", dois bons restaurantes que não só resistem a  o tempo no Ginjal, como são um dos seus melhores cartões de visita no campo da gastronomia.

Eu que sei bastante sobre o Ginjal, fiquei a saber ainda mais coisas sobre este lugar único no nosso Concelho, graças ao Luís.

Foi uma bela viagem povoada de pessoas, de profissões e de empresas, que durante muitos anos deram vida a esta "rua marginal" do Tejo e de Cacilhas...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, janeiro 26, 2016

O Ginjal de Porta a Porta

Luís Bayó Veiga irá apresentar amanhã um dos trabalhos de investigação que tem realizado sobre o Ginjal, "O Giinjal de porta a porta - Histórias, escritos e memórias", na sede da ARPIFC (Associação de Reformados de Cacilhas), próximo do Centro de Turismo (antigo Quartel dos Bombeiros de Cacilhas), às 16 horas.

O Luís contará ainda com o apoio de Henrique Carvalho e João Valente que viveram quase a vida toda no Ginjal.

sábado, janeiro 23, 2016

As Gentes da Minha Terra (4)


Abrantes Raposo sempre gostou de livros. O facto de ter nascido num lar humilde e ver-se obrigado a trabalhar logo que fez o exame da quarta classe, fez com que abraçasse, assim que lhe foi possível, uma profissão que lhe oferecesse a proximidade com os livros e a possibilidade de os afagar e tornar ainda mais bonitos.

Mas ser encadernador não lhe chegava.

Foi por isso que se deixou levar pelo gosto da leitura e das palavras e escreveu primeiros versos, que ficaram na gaveta algum tempo. Até ser descoberto por alguns amigos, que não só o incentivaram, como lhe deram a ajuda necessária para publicar a sua poesia.

A sua profissão e a "alma de coleccionador" proporcionaram-lhe a passagem de muitos documentos importantes pelas mãos. Foi tirando apontamentos e aos poucos foi-se interessando pela história local, tornando-se também historiador, quase sem dar por isso. E hoje tem uma obra importante sobre, Cacilhas, a Freguesia onde reside há mais de 50 anos.

Abrantes Raposo  que fez hoje 82 anos, surge nesta fotografia, em primeiro plano, com um dos seus livros na mão, com os seus três amigos que continuam a fazer parte da "Tertúlia do Repuxo", onde reinam os livros e a amizade, que já tem mais de duas décadas.

quinta-feira, janeiro 21, 2016

As Gentes da Minha Terra (3)

Todos aqueles que estão ligados à Arte de Talma em Almada conhecem de certeza, pelo menos de nome, Francisco Gonçalves, um dos grande actores  da Incrível Almadense e do teatro amador português. 

O Chico, como é conhecido pelos amigos, fez hoje a bonita idade de 86 anos. Para trás ficam mais de setenta anos dedicados aos palcos. Estreou-se na sua Incrível com apenas 15 anos, na peça, "O Gaiato de Lisboa", em Dezembro de 1945, e nunca mais parou. Fez  um pouco de tudo, entre dramas, comédias, revistas, cégadas e operetas, muitas vezes como protagonista, devido ao seu enorme talento,  outras com pequenos papéis, mas sempre com brilho. Eu sou daqueles que sentem que a sua simples aparição enche o palco. Nem precisa sequer de falar, para percebermos que estamos na presença de alguém que nasceu para ser Actor.

Mas ainda mais importante que todo este seu talento, são as suas qualidades humanas, que fazem com que o Chico seja uma das pessoas mais integras e tolerantes que conheço. 

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, janeiro 19, 2016

Ciclo "Escritores - Memórias Vivas de Almada"

O Ciclo "Escritores - Memórias Vivas de Almada" começa amanhã às 18 horas na Sala Pablo Neruda do Fórum Romeu Correia e terá como principal convidado Fernando Barão (na foto).

Estas sessões serão divididas em três partes. A primeira será dedicada a Fernando Barão, com a divulgação da sua biografia e obra (com relevo para a obra escolhida). A segunda parte contará com a presença de mais três escritores almadenses, Fernando Fitas, Miguel Almeida e Vitor Fernandes, que farão a leitura de excertos das suas obras. Na terceira parte haverá diálogo entre o público e os quatro escritores convidados.

Será também inaugurada uma exposição alusiva à obra literária dos quatro principais convidados deste ciclo (Fernando Barão, Luís Alves Milheiro, Alexandre Castanheira e Alexandre M. Flores).

Este ciclo é promovido pelas professoras Ângela Mota, Edite Condeixa e Edite Prada, do Grupo de Leitores "Livros das Nossas Vidas", da Biblioteca Municipal de Almada.

(Fotografia de Vitor Soeiro)

sábado, janeiro 16, 2016

As Gentes da Minha Terra (2)


O cacilhense Carlos Durão, além de ser um bom amigo, tem tido um papel bastante importante na pesquisa histórica que tenho feito sobre Cacilhas.

O facto do Carlos estar desde sempre ligado a Cacilhas e ser descendente de duas famílias importantes da Localidade Ribeirinha - a família Pinto Gonçalves ligada ao comércio (possuíram um dos mais importantes armazéns do distrito de Setúbal) e a família Durão (donos de uma das empresas que faziam a ligação entre Cacilhas e a Capital. com embarcações de carga e de passageiros) -, faz com que seja uma das pessoas que possui um conhecimento mais profundo e credível sobre os lugares  e as pessoas do nosso Concelho. Quando tenho alguma dúvida sobre algum trabalho que estou a realizar recorro à sua "memória de elefante" e normalmente fico sempre a saber mais qualquer coisa, para além daquilo que queria saber.

Felizmente também tive o grato prazer de ser seu companheiro no importante Movimento Associativo Almadense, que além de nos enriquecer culturalmente também tem a virtude de estreitar as relações humanas e esbater as diferenças sociais que existem entre nós. E se aprendi com a sua já longa experiência de vida, especialmente nos momentos mais conturbados, onde se revelou um autêntico "farol"...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, janeiro 15, 2016

A Tragédia Optimista


Ontem fui ao teatro ver a "Tragédia Optimista", representada pela Companhia de Teatro de Almada.

Gostei da cenografia e de ver tanta gente em palco, numa boa encenação de Rodrigo Francisco.

Ainda dentro da sala comecei a questionar a escolha da peça, que aborda os tempos conturbados que se passaram na União Soviética, após a revolução bolchevique de Outubro de 1917.

Lembrei-me da nossa Primeira República e de como se poderia ter montado um belo espectáculo do mesmo género e grandeza, com tantos motivos de interesse cénicos, desde os monárquicos, aos religiosos, sem esquecer os anarquistas - que têm um destaque especial nesta peça -, todos eles contra os republicanos...

De certeza que diria muito mais aos portugueses.

E também continuo a não perceber porque razão se escolhem quase sempre autores estrangeiros nos nossos palcos, em detrimento dos dramaturgos portugueses. Será apenas por causa dos direitos de autor?

domingo, janeiro 10, 2016

Os Amigos de Almada na Oficina de Cultura

Foi inaugurada ontem a Exposição Comemorativa do 21.º aniversário da Associação Amigos da Cidade de Almada, na Oficina de Cultura.

Esta exposição é sempre uma boa oportunidade para encontrarmos gente amiga e confraternizarmos.

Olhando para a exposição, a AACA este ano convidou o Centro de Arqueologia de Almada, divulgando o seu papel na defesa do património e história local, numa boa prova de companheirismo e de reconhecimento. Em termos artísticos mostra as bonitas embarcações criadas pelo Luís Serra, a pintura de Carlos Teixeira e também divulga biografias (algumas extraídas no meu livro, "Almada e a Resistência Antifascista") e factos históricos sobre a nossa Cidade.

A exposição poderá ser visitada até ao dia 24 de Janeiro, no horário normal de funcionamento da Oficina.

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, janeiro 07, 2016

Quando o Tejo se Transforma em Mar

Nestes dias de chuva e vento o Tejo fica com ondas e quase que se transforma num Mar.

Embora possa ser agradável para os olhos, quem não morre de amores por esta agitação das águas do rio, não esconde o receio durante a travessia, mesmo que os cacilheiros  demonstrem diariamente que são embarcações seguras e estáveis.

O que leva esta gente menos afoita com as águas mexidas de Janeiro a aventurar-se, é saber que a travessia faz-se em apenas dez minutos...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, janeiro 04, 2016

A Descoberta do Ginjal no Porto


Hoje quando fazia uma "limpeza" de jornais e revistas descobri uma notícia no mínimo curiosa para o "Casario" sobre um restaurante portuense que se chama "Ginjal" e foi fundado em 1948 (que fechou um ano para reabrir em 2014 com nova gerência). Mas vamos lá transcrever parte da notícia assinada por Manuel Gonçalves da Silva no suplemento "Sete", da revista "Visão" (de 17 de Dezembro):

«As tripas à moda do Porto continuam a ser o seu ex-libris, tendo a qualidade e os ingredientes tradicionais, a que se juntam duas notas peculiares: o toque do vinho do Porto no tempero e a apresentação numa púcara com massa de trigo pincelada com azeite e ervas aromáticas na cobertura. Outro prato emblemático é o bacalhau à Ginjal, que vai ao forno com cebolada e é servido com batata pérola e jardineira de legumes. Também o polvo no forno ou à lagareiro, um e outro com batata a murro e legumes, a posta à moda do Ginjal, excelente naco de coração de alcatra de vitela mirandesa, e o bife da vazia três pimentas, com batata gratin e legumes figuram entre os pratos mais solicitados, por serem bons e bem servidos.»

(Foto de Luís Eme, tirada do interior do restaurante "Atira-te ao Rio" para o Tejo)

sábado, janeiro 02, 2016

As Gentes da Minha Terra (1)

Vou estrear hoje uma nova série aqui no "Casario", que tem como principal objectivo homenagear a boa gente de Almada, a minha terra de adopção.

E não poderia escolher melhor para este começo, que um grande amigo que faz hoje a bonita idade de noventa e dois anos, com uma lucidez e alegria de viver, invejáveis.

Falo de Fernando Barão, um verdadeiro Renascentista da Cultura Almadense. 

É reconhecido com todo o mérito como um dos grandes associativistas de Almada (ajudou a fundar três colectividades, Clube de Campismo do Concelho de Almada, SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada e O Farol, Associação de Cidadania de Cacilhas e presidiu aos destinos da Sociedade Filarmónica  Incrível Almadense e do Ginásio Clube do Sul, foi provedor da Santa Casa da Misericórdia de Almada e também dirigente dos Bombeiros Voluntários da sua Terra, Cacilhas), Mas é muito mais que isso. Além de ser um excelente contador de histórias, tem uma obra literária notável nos campos da história local, da poesia e da ficção. E foi também um apaixonado pela fotografia, tendo sido premíado em vários salões, nos anos cinquenta e sessenta do século passado.

Além destas vertentes, adora música (foi coralista), cinema (que pena teve de não ter conseguido criar um cine-clube em Almada) e todas as Artes.

A par deste currículo impressionante, não podemos deixar de destacar a sua qualidade humana, que suplanta todos estes talentos, pois Fernando Barão sempre fez (e faz) do seu dia a dia um hino à amizade e à fraternidade.

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, dezembro 31, 2015

Um Melhor 2016


Apesar dos presentes envenenados deixados pelos antigos governantes, como foi o BANIF, continuo a esperar que 2016 seja melhor para todos (excepto para os banqueiros...) que 2015.

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, dezembro 23, 2015

Feliz Natal para Todos


Desejo um Feliz Natal a todos aqueles que passam aqui pelo Casario.

segunda-feira, dezembro 21, 2015

Terreiro do Paço Multicolor


No sábado fui passear pela baixa lisboeta natalícia e descobri um movimento nas ruas e nas lojas de outros tempos.

Antes de atravessarmos o rio, no regresso a casa, passámos pelo Terreiro do Paço, para ver as projecções animadas adequadas à época no edifício principal da Praça que também é do Comércio.

É um espectáculo que merece ser visto, numa Lisboa renovada, cada vez mais a pensar no turismo, de dentro e de fora.

quarta-feira, dezembro 16, 2015

A Exposição Anual da Imargem


Amanhã, às 21 horas, será inaugurada na Galeria Municipal de Almada a "Exposição Anual da Imargem", a Associação de Artistas Plásticos mais conceituada do Concelho. 

Além dos trabalhos dos seus associados, há espaço também para a homenagem a António Júlio e Jorge Pé-Curto.

Esta é uma das inaugurações que eu não perco há muitos anos, pela sua qualidade artística e também por ser um local de encontro com vários amigos.

sábado, dezembro 12, 2015

Natal Associativo


A SCALA  a Incrível e a Universidade Sénior Dom Sancho promovem hoje um Espectáculo de Natal, com a participação de várias atracções musicais ligadas às Colectividades do Concelho, no Salão de Festas da Incrível Almadense, às 15.30 horas.

É uma boa oportunidade para se ver o que se faz em Almada no campo da chamada Cultura Popular (que ainda existe e resiste, nestes tempos austeros).

A entrada é gratuita.

sexta-feira, dezembro 11, 2015

A Arte sem Concessão


Vou voltar às belas pinturas que foram feitas no começo do Caramujo, porque houve um "mural" que me fez pensar, por dar a sensação que se tratou de uma "encomenda". Nada de inédito no mundo das artes, diga-se de passagem, mas a Arte deveria ser sempre outra coisa...

Além disso, acho que os exemplos escolhidos, da trabalhadora alentejana dos campos e dos operários da Lisnave, embora façam parte da memória de todos nós, estão longe de ser esperança e futuro em Almada. 

E a Arte é presente. O futuro não existe.

Fora estas questões ligadas às palavras, é mais um excelente exemplo de arte pública de rua, apesar dos seus traço reviverem um pouco o "neo-realismo", sem que mal algum venha ao mundo por isso.

domingo, dezembro 06, 2015

A Menina e o Cacilheiro


Hoje esteve um dia quase londrino.

Mas não vou falar disso. Vou sim falar dos excelentes grafites que foram pintados no começo do Caramujo (Cova da Piedade).

Publico aqui a menina que segura o cacilheiro, pela sua beleza e também pelo simbolismo.
Como todos nós já percebemos, a arte de rua pode ser muito mais que uns rabiscos feios, pintados nas paredes...

sexta-feira, dezembro 04, 2015

O Debaixo do Bulcão


Colaboro há já uns anitos no poezine, "Debaixo do Bulcão", dirigido pelo António Vitorino, jornalista e poeta .

Embora tenha uma saída irregular, é uma publicação especial, a mais livre que conheço. Aceita todo o tipo de colaborações sem qualquer condicionalismo.

Foi por isso que colaborei mais uma vez, no número 42, que é apresentado hoje, às 21 horas, na "Oficina Divagar", rua Serpa Pinto, nº 4, 1º andar (na chamada Almada Velha, próximo da Casa da Cerca).

Não vou estar por compromissos familiares, mas espero que a festa seja bonita.

terça-feira, dezembro 01, 2015

Os Candeeiros do Jardim do Castelo


Já escrevi por aqui sobre os dias curtos, que vão durar pelo menos até Janeiro.

Estive a fazer um trabalho de pesquisa até às 17 horas e quando saí para a rua, já estava escuro, também por culpa do céu, que parecia estar atestado de água e a prometer chuva, talvez para amanhã.

Por estar na chamada Almada Velha, acabei por dar um salto ao miradouro do Jardim do Castelo, para olhar o Rio, a Ponte e Lisboa, já com algumas luzes acesas.

Quando voltei costas vi que os candeeiros do Jardim, também se começavam a acender e dar uma atmosfera mais intimista aquele lugar, quase sempre calmo.

Quando já estava no portão da saída para o Castelo, lembrei-me que tinha a máquina na bolsa e disparei...

sexta-feira, novembro 27, 2015

Almada Homenageia o Cante


Amanhã Almada festeja o 1º aniversário do Cante Alentejano, Património da Humanidade, com um colóquio (com vários painéis) e um espectáculo desta música tradicional alentejana, ao cair da noite.

Esta homenagem decorre na Academia Almadense e tem o dedo do meu amigo Eduardo.

quinta-feira, novembro 26, 2015

A Lardosa em Almada


Amanhã vou apresentar o livro, "Imagens da Minha Terra, Lardosa (Castelo Branco)", da autoria do meu amigo Aníbal Sequeira, uma monografia histórica muito bem ilustrada com as suas bonitas fotografias, que já foi apresentada nesta bonita Aldeia da Beira Baixa.

Aníbal fez muito bem em fazer a história da Terra onde nasceu (algo que ainda ninguém tinha tido a coragem para fazer...), focando os seus lugares mais importantes, sem se esquecer das pessoas (tão bem fotografadas...)

A apresentação realiza-se na Biblioteca da Escola Cacilhas-Tejo, Praça Gil Vicente, Cacilhas, às 17 horas.

Estão desde já todos convidados.

Esta é uma das fotografias de Aníbal Sequeira, que está presente no livro, "Teimosia", que escolhi por o burro ser um ex-libris cacilhense e fazer parte da história da Localidade Ribeirinha.

quarta-feira, novembro 25, 2015

segunda-feira, novembro 16, 2015

Estes Dias Cada Vez Mais Pequenos...


Não gosto nada destes dias tão curtos em que ainda antes das 18 horas começa a escurecer.

Nesta altura do ano o Sol quase que não passa pelo Ginjal, fica tudo mais húmido e agreste à beira do Tejo...

segunda-feira, novembro 09, 2015

Três Irmãs Diferentes


O teatro também pode ser a surpresa, a diferença, especialmente quando se escolhe uma peça antiga (ou usada, se quiserem...), que de vez em vez visita os palcos profissionais e amadores.

Foi o que aconteceu na noite de sábado na Sala Experimental do Teatro Azul (acho mais bonito que Joaquim Benite...) com as "Três Irmãs (Making Of)", que tirando o nome das personagens principais (Irina, Olga e Masha) e a referência  a Moscovo, é uma peça que se afasta de Tchecov e vai por outros caminhos, envolvendo-se com a nossa realidade e com os nossos problemas (a realização de um documentário sobre nós...) ao mesmo tempo que criava uma interacção pouco habitual com o público (perguntas ao público, contacto físico como um abraço ou o dar as mãos em corrente, distribuição de chá e bolinhos...).

Foi uma peça divertida e surpreendente, foi teatro. Parabéns ao "Teatrão" de Coimbra, ao encenador Marco António Rodrigues e aos actores Inês Mourão, Isabel Craveiro, João Amorim, João Santos, Margarida Sousa e Rui Raposo.

domingo, novembro 08, 2015

Miguel Oliveira na Ribalta do Motociclismo Mundial


Miguel Oliveira venceu o Grande Prémio de Motociclismo de Valença na sua categoria (moto 3) e sagrou-se vice-campeão do mundo.

É uma proeza extraordinária para o desporto português e almadense.

Para a próxima época Miguel vai competir na categoria de moto 2, e de certeza com sucesso, pois talento é coisa que não falta ao jovem piloto de Almada.

(foto retirada do site "A Bola")

sábado, novembro 07, 2015

Ilusão de Óptica ou de Outra Coisa...


Hoje tenho estado entretido a enviar fotografias para a "lixeira" e a libertar o disco do computador. 

Este é mais um dos problemas do mundo digital, a facilidade do "clique" faz com que se acumulem fotografias, por vezes quase iguais (quando damos por ela temos centenas de fotografias de pouco préstimo...).

Algumas delas têm algumas particularidades (distantes da beleza), como a que aqui publico, em que a Lisnave mudou de lugar e passou para trás dos primeiros prédios da avenida 25 de Abril, em Cacilhas...

domingo, novembro 01, 2015

Dia de Procissão e Devoção em Cacilhas


A Senhora do Bom Sucesso, Santa Padroeira de Cacilhas, cuja devoção remonta ao terramoto de 1 de Novembro de 1755, saiu mais uma vez à rua, na Procissão centenária que percorre as principais artérias da localidade e também visita o Tejo, que desta vez apenas a esperava com um patrulha da Marinha de Guerra, sem a presença de pescadores, sempre tão amigos da Santa (foram eles com as suas vigílias diárias que impediram que os republicanos depois do 5 de Outubro de 1910, destruíssem as imagens da Igreja, como fizeram noutros lugares religiosos do Concelho, como no Seminário de Almada ou na Quinta do Vale de Rosal, na Charneca de Caparica).

sexta-feira, outubro 30, 2015

O Hamlet de Shakespeare, da Sophia e do Luís


Era para escrever sobre o "Hamlet" aqui (peça a que assisti ontem no Teatro Azul), mas quando dei por isso, já tinha começado a escrever no "Largo". Mesmo assim achei que devia escrever algo aqui, no "Casario".

Estava um pouco receoso com o que me esperava: uma peça com a duração de quatro horas e ainda por cima um "clássico" de Shakespeare (faz-me impressão  esta obsessão dos encenadores pela obra do dramaturgo inglês, quando há tanta história interessante para transformar em teatro...).

Mas saí do teatro satisfeito, apesar do adiantar da hora (e a peça começou às 20 horas...), muito graças à interpretação do jovem Hamlet, Guilherme Gomes, e também por ter a oportunidade (provavelmente a derradeira) de aplaudir Luís Miguel Cintra, que só com a sua presença enche qualquer palco, que foi também o encenador da tradução da nossa grande Sophia de Mello Breyner Andresen.

segunda-feira, outubro 26, 2015

As Minhas Queridas Fontes Orais de Almada


Eu sei que cada livro tem sempre mais que uma história. Além de tudo aquilo que se conta, existem sempre inúmeros episódios que se vivem em seu redor. Não há histórias sem pessoas, que acabam por ser protagonistas de muitas conversas das minhas viagens no tempo.

Embora só me tenha integrado nos meios culturais almadenses, nos anos 1990, sinto-me um privilegiado por ter tido o prazer de conhecer tanta gente que me ensinou a amar este Concelho que possui particularidades únicas. 

Se por um lado foi Romeu Correia quem me abriu as janelas e me apresentou a cidade de Almada, por outro, o meu saudoso amigo Henrique Mota fez muito mais que isso. Além de me abrir janelas e portas, caminhou a meu lado, como o verdadeiro companheiro que sempre foi, apesar de me levar quarenta e dois anos de avanço nesta coisa que se chama vida.

Infelizmente uma boa parte deles já partiu...

É difícil ordená-los cronologicamente, mas vou tentar: Romeu Correia, Henrique Mota, Adelino Moura, Arménio Reis, Francisco Bastos, Victor Aparício, Miguel Cantinho, António Calado, Sérgio Malpique,  Hélio Quartin, Idalina Alves Rebelo, Mário Rodrigues, Leonel Guerreiro...

Do  vivos, Fernando Barão é a pessoa por quem senti e sinto mais afinidades nas coisas da Cultura, isso explica que tenhamos feito muitas coisas em conjunto, especialmente da SCALA. Para muitos era o seu "Delfim", mas nós somos mais que isso, somos verdadeiros amigos.

Além do Fernando é bom continuar a contar com a amizade e a "memória" de Carlos Durão, Diamantino Lourenço, Abrantes Raposo, Virgolino Coutinho, Orlando Laranjeiro, Carlos Guilherme, Francisco Gonçalves, Alexandre Castanheira, António Coelho,  Luís Bayó Veiga, Mário Araújo, António Reizinho, Vitor Rosado, Américo Souza, Fernando Moura, Carlos Martins, entre outros amigos.

Sei que sem o seu apoio, amizade e testemunhos, não tinha ido tão longe nesta caminhada já longa pelas ruas da "história de Almada".

O óleo é da Maluda (lá ao longe vê-se o lado de cá...).

sábado, outubro 24, 2015

Homenagem a António Henriques


Hoje, às 15.30 horas, será descerrada uma placa de homenagem a António Henriques, no Salão Nobre da Incrível Almadense.

A placa foi subscrita por cem sócios, que se associaram a esta homenagem, na passagem do Centenário de um dos Incríveis mais ilustres da já história da "Sociedade Velha".

E eu, como um dos principais promotores desta iniciativa, só posso estar bastante feliz, pelo que conseguimos fazer, com meios tão limitados.

quarta-feira, outubro 21, 2015

"António Henriques, o Historiador da Incrível"


O historiador Alexandre M. Flores teve o privilégio de conhecer António Henriques, com quem privou e teve bastantes conversas sobre o associativismo e a história de Almada. É pois uma das pessoas que melhor poderá retratar este grande almadense.

É por isso que quem gosta da história de Almada, não deve perder a sua conferência sobre António Henriques, no próximo sábado, às 16 horas, no Salão de Festas da Incrível.

sábado, outubro 17, 2015

Filatelia e Coleccionismo na Oficina de Cultura em Almada


Foi inaugurada hoje na Oficina de Cultura a  "9.ª Mostra de Filatelia e Coleccionismo" organizada pela secção de Filatelia da ARPCA (Associação de Reformados de Almada).

Passei por lá já ao fim da tarde porque esta é uma daquelas exposições que despertam sempre o interesse de quem gosta de coleccionismo (especialmente de selos e postais).

Um dos aspectos curiosos e não menos importantes, é os organizadores escolherem sempre um tema local (normalmente um monumento...) para ser  a imagem de marca de cada exposição, com direito a selo e tudo.

Este ano o laureado é o Farol de Cacilhas.

Já sabem, se quiserem visitar esta exposição em Almada, podem fazê-lo até ao dia 25 de Outubro.

segunda-feira, outubro 12, 2015

Os 167 Anos da Incrível


A Incrível Almadense está a comemorar o seu 167.º aniversário durante todo o mês de Outubro.

Ontem à tarde teve lugar a Sessão Solene, o momento mais simbólico da comemoração, pela presença das forças vivas de Almada e também por se homenagearem os sócios com 25 e 50 anos de vida associativa na colectividade, com os respectivos diplomas e emblemas de prata e ouro.

A Banda continua a abrir a sessão, por todas as razões: por ser a essência da fundação da Sociedade Filarmónica e por continuar a ser um dos motivos de maior orgulho da Incrível, muito graças à juventude dos seus músicos.

quinta-feira, outubro 08, 2015

As "Imagens" da Lardosa de Aníbal Sequeira


Será com grande prazer  que me desloco amanhã ao fim da tarde à Lardosa, aldeia da Beira Baixa, para participar na apresentação do livro, "Imagens da Minha Terra, Lardosa (Castelo Branco)", da autoria de Aníbal Sequeira, conhecido nos meios culturais sobretudo como grande fotógrafo amador (premiado a nível internacional).

Desta vez Aníbal vestiu a pele de "historiador" e fez uma monografia sobre a aldeia onde nasceu, ilustrada com as suas magníficas fotografias, que prefaciei com muito agrado, pela amizade que nos liga e pelo valor da obra.

domingo, outubro 04, 2015

O Outono Mostra-se nas Ruas


Este fim de semana acolheu as primeiras chuvas (os pingos de Verão são outra coisa...) e os primeiros sopros daquele vento que gosta de colocar tudo aquilo que pode a voar.

Foi por isso que hoje de manhã a minha rua dava os primeiros sinais da chegada do Outono, para lá do que está estabelecido nos calendários...

Apesar destes sinais, o dia está com uma temperatura amena, pelo menos aqui por Almada. 

E gostei de ver filas de pessoas nos corredores da escola onde votei...

sexta-feira, outubro 02, 2015

Uma Boa Surpresa na Oficina Divagar


Ontem ao fim do dia passei pela Oficina Divagar (rua Serpa Pinto, 4, 1º andar), para ver a exposição, "Centro Cultural de Almada - Para a História de uma Experiência Associativa na Cidade", organizada por António Vitorino (que teve a gentileza de me fazer a visita guiada).

Fiquei agradavelmente surpreendido pela quantidade e qualidade de informação sobre esta Associação, que foi extremamente activa nos anos 1980 e 1990 nos meios culturais almadenses e que tem ficado esquecida quando se fala da história recente do movimento associativo.

E no próximo sábado realiza-se uma "conversa" sobre o CCA, às 21 horas, uma boa oportunidade para falar das culturas de outros tempos na nossa Cidade.

quinta-feira, outubro 01, 2015

Não Faltaram Amigos na Incrível Hoje à Tarde


A inauguração da exposição, "António Henriques, um Homem Incrível", correu muito bem, com a presença de dezenas de amigos, que aproveitaram para visitar, mais uma vez,  os espaços nobres da nossa Colectividade, desta vez embelezados com a criatividade e o gosto de António Henriques em guardar coisas com história. 

Apesar de ter a agenda cheia, o presidente da Câmara de Almada, Joaquim Judas, não quis faltar a esta iniciativa, o que muito honrou a família Incrível.

quarta-feira, setembro 30, 2015

Depois da Biografia a Exposição


Na próxima quinta-feira, dia 1 de Outubro, às 17.30 horas, será inaugurada a exposição, "António Henriques, um Homem Incrível", no edifico da sede social da Incrível Almadense (sala de reuniões do 2º andar, com ligações ao Salão de Festas, Biblioteca e Salão Nobre).

Estou directamente ligado a esta iniciativa com o meu amigo Carlos Guilherme (também fomos os autores da biografia do seu pai e agora é a vez da exposição...).

Apesar da simplicidade desta mostra, ambos sabemos que poderá ser muito importante para a concretização de um "espaço-museológico" na Incrível, a curto prazo.

Para que isso seja possível basta conciliar vontades, o que nem sempre é fácil no mundo dos humanos...

Eu e o Carlos que o digamos.

Se puderem apareçam!

segunda-feira, setembro 28, 2015

Visita Guiada ao Caramujo


No sábado à tarde participei numa visita guiada à antiga zona industrial da Cova da Piedade, que tinha como epicentro o Caramujo, pela sua proximidade com o Tejo, organizada pelo Museu da Cidade e pelo Centro de Arqueologia de Almada.

Aprendi algumas coisas, como acontece sempre nestes passeios. Por exemplo não fazia ideia que o cais que se prolongava ao longo do Caramujo esteve activo até ao final dos anos 1960, princípios dos anos 1970 (começou a ter problemas de assoreamento depois da construção dos Estaleiros da Lisnave...).

Mas o pior de toda aquela história é o seu abandono (aqui também entra a Câmara Municipal de Almada, proprietária dos Silos e de toda a zona envolvente). 

Provavelmente acabará por ser tudo destruído, depois de anos e anos de pilhagem, só não sabemos em que ano...

No final da visita guiada realizou-se um colóquio no Museu da Cidade onde se iriam debater questões relativas ao passado, presente e futuro do espaço. Não tinha pensado ir por várias razões. Uma delas é o facto de estar cansado de participar em encontros onde se dizem muitas coisas interessantes para no fim ficar tudo na mesma...

sexta-feira, setembro 25, 2015

Bombeiros de Cacilhas em Festa na "Rua Direita"


Os Bombeiros Voluntários de Cacilhas estão a festejar o seu 125º aniversário na Rua Cândido dos Reis, com uma exposição dos seus carros mais emblemáticos e com mais história.

As viaturas de outros tempos, assim como outro material auxiliar, podem ser visitados até domingo, naquela que foi a Rua Direita de Cacilhas durante muitos anos.

É uma visita que vale a pena.

E parabéns à mais velha colectividade de Cacilhas, que continua a ser um dos orgulhos dos cacilhenses, assim como a todos os seus "Soldados da Paz".

terça-feira, setembro 22, 2015

«O poder chama sempre os oportunistas.»


Ainda a propósito da conversa de ontem, ela acabou por "resvalar" para a actualidade, para as eleições de 4 de Outubro.

Conhecedores da pacatez do nosso amigo resistente comunista (ninguém diz o que está ali, porque ele sempre gostou de usar os louros apenas na comida...), oferecemos-lhe algumas "farpas", com factos da governação comunista da nossa Cidade.

Em algumas coisas deu-nos razão, noutras nem tanto. Para depois nos dizer o que já todos sabíamos:
«Não tenham ilusões, o poder, seja ele qual for, chama sempre os oportunistas.»

E com esta nos calou...

segunda-feira, setembro 21, 2015

«Belos tempos aqueles em que fiz campismo selvagem!»


Falava-se de justiça, do uso e abuso das escutas telefónicas, e claro, da evolução tecnológica nesse campo, que permite ouvir conversas a longa distância, quando um antigo resistente antifascista se saiu com esta:
«Belos tempos aqueles em que fiz campismo selvagem!»

E depois com mais sorrisos e histórias de outras lutas, contou que o campismo foi uma das melhores formas que eles encontraram para lutar contra a PIDE e os seus bufos, quase sempre sem pedalada para os seguirem nas longas caminhadas pelos campos (confessou não se lembrar de ter existido nenhum infiltrado nos grupos campistas de que fez parte, embora pudessem estar alguns presentes...). Ainda acrescentou: «no meio da natureza, nos campos abertos, só os pássaros tinham ouvidos, mas esses tinham mais que fazer que perderem tempo connosco.»

E quando a conversa avançou para as redes sociais, ainda exclamou, entre sorrisos: «Na minha juventude não me lembro de sentir curiosidade por saber coisas da vida, dos outros. Acho que era assim com toda a gente, tirando uma ou outra coscuvilheira, que faziam de jornal da rua.»

Nova risota geral.

A fotografia é da autoria do meu amigo Fernando Barão, também ele campista nesses tempos diferentes...

domingo, setembro 13, 2015

Fim de Tarde no Ginjal


O que vejo?
Dias cada vez mais curtos...
Um céu povoado de nuvens, pelo menos hoje.
Há menos pessoas nas esplanadas.
O areal, esse promete...
Umas coisas acabam, outras começam, e a vida, essa continua.

quarta-feira, setembro 09, 2015

Revisitar Cacilhas Através da Pintura de Carlos Canhão


Esta é uma das obras da exposição, "Junto ao Tejo e Mais Além" (de Carlos Canhão, Maria de Lurdes Couto e a Tânia Franco), que pode (e deve) ser visitada na Oficina de Cultura de Almada, na Praça S. João Baptista, da autoria de Carlos Canhão. 

O pintor almadense pintou a praia da Margueira, com vista para o Largo de Cacilhas e também para a Lapa (que desapareceu com as obras da estrada que liga Cacilhas à Cova da Piedade).

Felizmente através da pintura é possível reconstruir o passado...

terça-feira, setembro 08, 2015

A Praia da Fonte da Pipa


O Sol felizmente ainda continua quente, para satisfação de quem está de férias.

A Margem Sul continua a ser uma atracção para muitos turistas, que talvez queiram fugir da Capital, onde quase se fala mais inglês que português.

Na Margem Sul, olha-se mais e fala-se menos...

Na fotografia as escadas que nos levam para a pequena praia da Fonte da Pipa, logo a seguir ao Ginjal e ao Elevador Panorâmico.