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segunda-feira, junho 05, 2023

Na tal outra "cidade satélite" em que estão a transformar Almada, o poder socialista tenta banalizar a Cultura e História Local


Na tal outra "cidade satélite" que tem feito parte dos discursos da presidente do Município e que tem como objectivo banalizar (e até "apagar"...) a identidade e a cultura local, acontece isto:

- Fecham-se museus, equipados recentemente, sem que seja dada uma explicação ou uma resposta inteligível aos almadenses (Museu da Música Filarmónica; Centro de Interpretação de Almada Velha);

- Reduzem-se ou cortam-se definitivamente os apoios ao Associativismo Popular (que eles gostam de chamar "comunista"...), para que estes fechem as suas portas ou passem a ter uma existência meramente residual;

- Finge-se que se apoia as Bandas filarmónicas centenárias do Concelho, mas oferecem-se "migalhas" que nem sequer dão para a compra de fardamentos ou para a reparação de instrumentos;

- Assumem-se compromissos no apoio à reedição de obras literárias (como aconteceu com alguns livros esgotados de Romeu Correia) e depois dá-se o dito por não dito e faz-se o contrário;

- Transformam-se as festividades locais (como acontece nestes Santos Populares) em espectáculos com artistas nacionais, roubando espaço ao artistas e ao associativismo local, metendo o dinheiro que lhes é "subtraído" nos bolsos das "vedetas nacionais";  

Infelizmente estes casos não acontecem apenas em Almada, acontecem de Norte a Sul, porque os Governantes locais continuam a gostar de fingir que estão a governar as "suas casas" e não o "territórios de todos".

O que continuo sem perceber, é o silêncio da oposição local (especialmente dos partidos de esquerda), perante tantos atropelos à história e cultura almadense.

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


quarta-feira, junho 24, 2020

Tudo é Diferente...



A nossa vida mudou...

(Nunca pensei que fosse possível, mudar tanto em tão pouco tempo)

Hoje é dia de São João, é dia da Cidade de Almada e feriado municipal. Infelizmente este ano é um feriado diferente, estranho, que faz de Almada e de todas as Terras que festejam habitualmente os Santos Populares, lugares mais silenciosos, frios e pobres...


(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)

quarta-feira, junho 13, 2018

Os Santos Populares em Almada


A Agenda de Almada, além de já ter chegado mais cedo às mãos dos almadenses, tem uma bonita capa (não consegui descobrir o nome do autor...), alusiva aos Santos Populares em Almada.

Gostei de ver a Incrível nos símbolos escolhidos...

sexta-feira, junho 24, 2016

Sardinhas no Ginjal

Os Santos Populares são uma caixinha de surpresas, até fazem surgir sardinhas no Ginjal, e daquelas multicolores...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, junho 24, 2013

A Procissão de S. João Baptista


Embora more em Almada há vinte seis anos, só ontem é que assisti à primeira parte  da procissão de S. João.

Sim, primeira parte. No fim da tarde de 23 de Junho S. João é levado da Igreja de Santiago para a Capela da Ramalha, onde pernoita e fica até ao fim da tarde seguinte, quando se assiste à segunda parte da procissão, com o seu regresso à Igreja de Santiago, no percurso inverso.

É uma procissão de quase duas horas e que exige alguma resistência física, apesar da maior parte dos participantes pertencerem à terceira idade. Parte da Igreja de Santiago, no Jardim do Castelo, percorre a rua Capitão Leitão até ao Cabo da Vila e depois segue na direcção do Pragal, descendo na direcção da Capela da Ramalha, na rotunda junto à estátua de Fernão Mendes Pinto.

Há duas lendas associadas a estes festejos, a primeira relata um caso de amor entre um soldado cristão das tropas do rei D. Afonso Henriques e uma bonita princesa moura, que acabaria por provocar uma batalha entre portugueses e mouros, na Ramalha, que teria contado com a ajuda de S. João, na vitória lusitana.

A segunda lenda fala também de uma batalha, mas já nos tempos de D. Sancho I, ocupado com a reconquista do território e que travou uma batalha contra MIramolim de Marrocos e vence, mais uma vez com as boas graças de S. João.

Associada a esta lenda e à procissão era organizado também um arraial, um desfile de carroças e galeras,  e engalanadas com canas verdes e flores campestres, que transportavam pessoas e merendas, acompanhados por ranchos de folgazões, que se faziam acompanhar por músicos das bandas das colectividades de Almada e animavam a festa. 

Estes festejos pagãos das colheitas realizaram-se até aos anos sessenta do século passado. 

Segundo rezam algumas crónicas, o seu fim estará ligado aos desacatos provocados pelo consumo excessivo de vinho da região, que fazia com que algumas  rivalidades locais viessem ao de cima e a festa acabasse da pior maneira.

sexta-feira, agosto 14, 2009

Quando Almada Crescia...

Não sei se era bem assim, em 1970 tinha apenas oito anos e estava sossegado nas Caldas da Rainha, talvez a brincar...

Pelas minhas contas tinha atravessado o Tejo uma única vez (em Lisboa, já o conhecia de o olhar da ponte de Santarém...), para visitar o Cristo-Rei e passear de Cacilheiro, como qualquer turista que se preze...
Esta notícia quase "publicitária" fez parte da edição quase especial do "Jornal de Almada", de 20 de Junho de 1970, dedicada aos festejos do S. João.
Olhando para os números, há por ali coisas que soam a exagero, mas...

domingo, junho 24, 2007

O São João de Almada

Hoje é feriado em Almada - parece que este ano é comum termos feriados ao domingo... -, comemora-se o dia de São João, o santo padroeiro da Cidade...
Claro que o verdadeiro S. João do nosso país é festejado no Porto, onde o bairrismo e as tradições populares ainda prevalecem...

Em Almada, além de alguns bailaricos espalhados pela cidade, existe ainda o desfile das marchas - copiadas da tradição lisboeta, sem o brilho e a qualidade destas, como é natural, embora ano após ano, se registem melhorias significativas na apresentação das marchas a concurso - e o fogo preso.

Devido às obras do Metro o desfile teve de mudar de sitio e escolheram a Avenida da Lisnave. Com a mudança conseguiram roubar a tranquilidade à minha rua, apenas por algumas horas, felizmente...