domingo, agosto 30, 2026

O "Cais2Cais" no Ginjal


Reparei nos vários cartazes espalhados por Almada, mas só hoje, graças à reportagem do "Público" é que fiquei a saber o que era o "Cais2 Cais".

Fiquei feliz por haver alguém a aproveitar o Ginjal para ganhar alguns cobres e recordar a sua história, para todos os curiosos por este lugar, que se percebe com  alguma facilidade, que já viveu melhores dias...

Boa, Francisca e João.

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


sexta-feira, agosto 28, 2026

O Ginjal e o Romeu Correia...


Só em 1991 e 1992 é que comecei a valorizar mais o Ginjal a conhecer a sua verdadeira história.

Isso só foi possível graças aos passeios e conversas partilhados com Romeu Correia, que continua a ser o grande escritor de Almada. Não tenho dúvidas que foi ele quem melhor definiu o Ginjal, com quatro obras literárias bastante identificativas deste lugar cheio de magia, graças ao Tejo: "Cais do Ginjal" (1989); "Tritão" (1983), "Tanoeiros" (1976); e "Jangada" (1963).

Recordo-me que os nossos passeios por Almada iam do Largo do Tribunal até à Boca do Vento, com uma ou outra paragem na rua Capitão Leitão (parámos mais que uma vez no restaurante "Boa Esperança", que permanece fechado há mais de duas décadas, pela certa...).

Só uma vez é que descemos mesmo até ao Ginjal, onde ele, entre outras coisas, identificou a janela do seu quarto, na casa da avó e das tias. 

Apesar de termos tido uma conversa muito rica em pormenores, sei que a maior parte das coisas que ele me contou foram levadas pelo vento...

Nessa época estava longe de pensar que num futuro próximo iria escrever mais de uma dúzia de livros sobre a história de Almada...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


quarta-feira, agosto 26, 2026

O meu primeiro Ginjal chamava-se apenas Tejo...


Tinha sido convidado para dizer umas coisas sobre o Ginjal.

O encontro acabou por não se realizar por razões a que fui completamente alheio.

Mas nem tudo se perdeu, porque acabou por me fazer viajar no tempo e pensar que, por exemplo, nas primeiras vezes que passeei pelo Ginjal, na minha cabeça estava apenas a passear a beira Tejo, pela sua margem esquerda...

Era um passeio muito mais longo e agradável que os que se podiam fazer na outra margem. Como as pessoas têm a memória curta, não se lembram que além de não se conseguir passear mesmo à beira do rio, graças à existência física de demasiados obstáculos e bastante sujidade...

Há muito quem goste de dizer mal de Manuel Salgado e de António Costa, mas foram eles que devolveram o Tejo aos lisboetas, já no século XXI...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


segunda-feira, agosto 03, 2026

O Adeus a um excelente Músico, um grande Associativista e um bom Amigo


Soube hoje do desaparecimento de Joaquim Brás, um grande Incrível, que tive o grato prazer de conhecer e conviver quase diariamente, quando ambos fizemos parte da direcção da "Catedral do Associativismo Almadense".

Além de dirigente era um excelente músico (saxofonista) e o elemento mais antigo da Banda Filarmónica da SFIA, com mais de cinquenta anos de dedicação à razão da existência da nossa Colectividade. 

Mas o Brás foi sempre mais que isso. Estava sempre disponível para a nossa Incrível, fazendo  um pouco de tudo, fosse na banda, no teatro, na sede ou no salão de festas. 

Além da amizade que ficou, o convívio com o Joaquim (e como outros grandes associativistas Incríveis) foi sobretudo uma grande lição de humanismo e companheirismo, num tempo memorável (para mim),  quando ainda se privilegiavam os valores colectivos, quando o nós estava à frente do eu...

(Fotografia de Luis Eme - Almada - o Joaquim Brás aparece em primeiro plano na fotografia que ilustra este cartaz do Município)