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quarta-feira, outubro 20, 2021

O CIAV foi Mesmo "Desmantelado"...


Ontem, quando entrei no CIAV, percebi que o Centro de Interpretação de Almada Velha, voltara a ser o "Salão das Carochas".

Destruiu-se um equipamento moderno ao serviço da história para se ganhar um espaço de multiusos, que com a fruta exposta no chão, mais se assemelhava a um barracão, que a uma infraestrutura cultural (mais uma vitória do PS e de Inês Medeiros)...

Senti-me sobretudo triste, pelos "pontapés" que se tentam dar à história de uma Cidade, que nunca se envergonhou do seu passado. Embora o meu contributo tenha sido pequeno, ajudei a construir algumas das histórias que ali estavam, à procura de um "click" sobre as pessoas, as ruas e as casas, da nossa "Almada Velha".

Talvez até esteja a ser injusto (não uso as redes sociais e não sei se já se falou sobre o que estão a fazer à história social de Almada...), mas estranho o silêncio das pessoas que tiveram um papel importante na sua edificação. E estranho ainda mais o silêncio de António Matos, vereador da Cultura de Almada durante mais de três décadas, cujo papel foi, com toda a certeza, de uma importância fundamental para a criação do CIAV.

(Fotografia de Luís Eme - Almada) 


quarta-feira, fevereiro 19, 2020

«Saem os amigos dos outros, entram os amigos destes.»

Finalmente consegui que alguém me esclarecesse a "má prática comum" em todos os partidos e em todos os governos (locais e nacionais), de alterar tudo o que existe e se faz (mesmo o bem feito...), e que tantos milhões dá de prejuízo ao país e a todos nós...

A melhor maneira de controlarem as coisas e de fazerem o que mais lhes interessa (o bem público como sabemos nunca é uma das suas primeiras prioridades), é virarem tudo de pernas para o ar e iniciarem novos processos de governação.

Só com novos processos de governação é possível criarem-se novos departamentos, novas chefias, novas assessorarias e oferecer boas oportunidades de negócio aos "amigos e familiares".

Ou seja, como muito bem me disse, alguém que conhece os partidos, por dentro e por fora: «Saem os amigos dos outros, entram os amigos destes.»

Só me posso queixar da minha ingenuidade, porque nunca tinha olhado para esta questão desta maneira.

E isto explica muita coisa que se tem passado em Almada nos últimos dois anos...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quarta-feira, abril 17, 2019

Aprender a Dizer Não...


É quase uma verdade "la paliciana", a palavra sim, ser sempre muito mais agradável, e fácil de dizer, que a palavra não.

Durante anos e anos, quase que só "pratiquei a palavra sim", tantos nos meios associativos como nos meios literários locais.

Isso acontecia por gosto (e vaidade claro...), por amizade (é sempre difícil dizermos não a um amigo...) e também por dever (estarmos bastante ligados ao meio e sentirmos que devemos transmitir aos outros as nossas inquietações e os nossos conhecimentos...).

Depois começamos a perceber que estamos a aparecer vezes demais... "ensaiamos o primeiro não", com a desculpa da "agenda" (mesmo que ela esteja quase vazia de compromissos do género...). Achamos que não devemos voltar a escrever o prefácio de um livro do mesmo autor, mesmo que seja de um amigo, para não nos repetirmos (o "não" nem sempre é bem aceite, as pessoas acham que a recusa se deve à sua qualidade - nestes casos, a falta dela...).

O mais curioso, é que quando nos habituarmos a usar a palavra "não", sentimos-nos muito mais livres...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, abril 10, 2019

A Diferença entre Gente Conhecida e Desconhecida...


Agora que ando a fazer a primeira pesquisa sobre pessoas, para duplicar aquele que foi o meu primeiro livro sobre história de Almada, a diferença que existe entre retratar "conhecidos" e "desconhecidos" torna-se mais visível (nesse final dos anos 1990, as pessoas que biografei eram quase todos desconhecidos e gente que já tinha partido... ou seja, os "ajustes de contas" que tive de travar foi com os familiares).

Agora não. Uma boa parte da gente nova que quero biografar, são conhecidos, alguns mesmo amigos. Mesmo que os vivos já sejam poucos, sinto que há uma responsabilidade maior. O conhecimento é sempre assim, oferece-nos mais saber, mas também mais dúvidas, mais incertezas...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, setembro 14, 2018

Mais Vale Tarde que Nunca...

Depois de anos de "abandono", os autarcas da junta de Freguesia "acordaram" e andam por aí, a tapar buracos nas ruas e nos passeios.

O mais curioso, é a "auto-publicidade" que fazem, deixando em cada obra a "marca pessoal".

É caso para dizer: «É de político!»

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, agosto 24, 2018

Nunca Fiando...

A praia da fotografia que acompanhava o texto anterior é um lugar especial no Ginjal, pelas piores razões.

Ainda há não muito tempo era normal passarmos por lá e descobrirmos um fio de água suja (dos esgotos de algum lugar...). Não foi por acaso que baptizaram aquele espaço balnear como a "praia do cagalhão"...

Ou seja, temos aqui mais um caso que acaba por ser inibidor, na questão dos banhos...

(Fotografia de Luís Eme - 2016) 

quarta-feira, agosto 22, 2018

Não há Placas de Proibição...

Como deixei de responder a comentários aqui no "Casario", acho por bem, fazer uma pequena nota (com uma fotografia tirada ontem ao fim da tarde...).

Não não é proibido tomar banho nas praias do Ginjal. As pessoas não o devem fazer por duas coisas, por terem a sensação de que não são "praias" (normalmente não há pessoas deitadas ao sol nem chapéus e toalhas), e também por que as correntes do Tejo são perigosas. Alguém mais aventureiro, distraído, poderá ser levado com facilidade alguns metros para o meio do rio, sem se aperceber...

Mas aparentemente as praias continuam nossas.

(Fotografia de Luís Eme)