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sexta-feira, outubro 30, 2026

A apresentação de "Uma viagem no tempo com o Padre Felicidade" na USALMA


Na próxima terça-feira, às 16 horas (e não às 14.30 horas que aparecem no cartaz...), vou fazer a apresentação pública em Almada do último livro que escrevi, "Uma Viagem no Tempo com o Padre Felicidade", na USALMA (nas instalações que foram da Cooperativa Almadense, próximo da Casa da Cerca).

Será uma apresentação diferente, graças às professoras Edite Condeixa e Edita Prada (e ao seu grupo de colaboradoras, sempre inexcedíveis na promoção da literatura).

Será uma honra falar sobre este livro, pelas ligações familiares e também pela minha curiosidade sobre o "Caso de Belém", que acabou por ser a grande motivação para este conjunto de 100 crónicas, na comemoração do centenário do Padre Felicidade Alves.


sábado, outubro 10, 2026

Uma "associação" almadense quase a brincar...


Numa altura em que Cuba deve passar pela sua maior crise económica e social, desde a Revolução, devido ao bloqueio, cada vez mais cerrado, norte-americano, dói-me o silêncio que se faz à sua volta.

Cada vez que passo pela rua Capitão Leitão e olho para a varanda onde fica a sede da "Associação de Amizade Portugal Cuba" (com ligações ao PCP), fico a pensar na "inacção" dos seus pretensos amigos de Almada. 

Sinto que é nestas alturas que estas associações se devem fazer ouvir, chamando a atenção para o que se está a passar, e se possível, oferecer algum apoio, alguma solidariedade.

Infelizmente, a varanda fechada da Capitão Leitão e o silêncio ensurdecedor à sua volta, diz muito deste nosso tempo.

Sei que o Partido Comunista é um partido envelhecido e que a esquerda já viveu dias melhores, mas mesmo assim, fico sempre a pensar, que se podia fazer mais alguma coisa pelo povo cubano...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


segunda-feira, outubro 05, 2026

A Incrível Almadense festejou o 178.º aniversário com a sua Sessão Solene


Gostei de voltar ao Salão de Festas da Incrível Almadense, para assistir à sua Sessão Solene, que continua a coincidir, com grande felicidade, com a comemoração da implantação da República. Ainda por cima, fui surpreendido com os rostos de alguns amigos especiais (Carlos Guilherme, Orlando Laranjeiro, Carlos Alberto e Joaquim Brás), que já nos deixaram e fazem parte da história da Incrível, nas telas afixadas nas partes laterais do palco.

A sessão teve início com um belo concerto da nossa Banda Filarmónica, que continua a conjugar da melhor maneira a experiência com a juventude dos seus músicos, que em algumas peças, contaram com a presença de duas belas vozes (uma delas a da Andreia, que gostei de rever e abraçar) que cantaram e encantaram o público que encheu o Salão.

Também foi bom encontrar vários amigos como o Vitor Rosado, um dos grandes associativistas com quem trabalhei, em Almada, e na Incrível.

Pensava estar preparado para aguentar a parte mais chata da cerimónia (os discursos de convidados e de quem gosta de se "fazer de convidado"...), até porque o meu amigo Chico era um dos homenageados pela Colectividade. Só não contava é que alguns partidos políticos aproveitassem este espaço festivo, para fazerem também política partidária. Primeiro foi o PCP a fazer uma intervenção, com várias mensagens para o Município, sobre as dificuldades que associativismo do Concelho enfrenta. Depois apareceu uma senhora da Iniciativa Liberal. E eu desisti.

Abandonei o Salão, ciente de que o aniversário da Incrível era um espaço festivo para muitas coisas, excepto para a política partidária. 

O Associativismo sempre foi, e continua a querer ser, outra coisa...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sábado, setembro 19, 2026

Uma boa ideia, com um traço azul contínuo, na Casa da Cerca...

 

Hoje a Casa da Cerca organiza uma iniciativa que tem tudo a ver com ela, um "Traço Contínuo" (azul) que percorre este bonito lugar e oferece uma série de oportunidades de "desenhar", durante 24 horas.

Quem gosta de arte, ou simplesmente de olhar o Tejo, do alto de um dos melhores miradouros de Almada, pode e deve aparecer...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, agosto 28, 2026

O Ginjal e o Romeu Correia...


Só em 1991 e 1992 é que comecei a valorizar mais o Ginjal a conhecer a sua verdadeira história.

Isso só foi possível graças aos passeios e conversas partilhados com Romeu Correia, que continua a ser o grande escritor de Almada. Não tenho dúvidas que foi ele quem melhor definiu o Ginjal, com quatro obras literárias bastante identificativas deste lugar cheio de magia, graças ao Tejo: "Cais do Ginjal" (1989); "Tritão" (1983), "Tanoeiros" (1976); e "Jangada" (1963).

Recordo-me que os nossos passeios por Almada iam do Largo do Tribunal até à Boca do Vento, com uma ou outra paragem na rua Capitão Leitão (parámos mais que uma vez no restaurante "Boa Esperança", que permanece fechado há mais de duas décadas, pela certa...).

Só uma vez é que descemos mesmo até ao Ginjal, onde ele, entre outras coisas, identificou a janela do seu quarto, na casa da avó e das tias. 

Apesar de termos tido uma conversa muito rica em pormenores, sei que a maior parte das coisas que ele me contou foram levadas pelo vento...

Nessa época estava longe de pensar que num futuro próximo iria escrever mais de uma dúzia de livros sobre a história de Almada...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


sábado, junho 20, 2026

Aqui estou eu: Carlos Gomes cidadão almadense noventa anos de idade


Aqui estou eu: Carlos Gomes
cidadão almadense noventa anos de idade
 
 
Conta-se facilmente a minha história
Almada é a minha terra, foi aqui que nasci e cresci
Recordo com emoção as ruas com memória
Lembro-me dos amigos que nunca esqueci
Olho para tudo, com um sentimento de vitória
Sinto-me satisfeito com o bom e o mau que vivi
 
Lutei bastante, por mim e pelos meus,
Umas vezes com sacrifício e peso no coração
Inventei caminhos sem esperar qualquer Deus,
Sei que segui, quase sempre, a força da razão

Dei, mas também recebi, muito, nesta vida
As viagens deram-me mais mundo e conhecimento
 


S
onhei sempre, mas sem parar no tempo
Ilusões, tive algumas, mas nada que soasse a fantasia.
Livre de amarras, andei contra e a favor do vento
Vi e vivi coisas que me deixam com nostalgia mas
Abraço a vida sem soltar qualquer lamento
 
Gratidão foi uma palavra que nunca me abandonou
Ontem, hoje, amanhã, foi, é, bom viver em liberdade
Mas nunca esqueci a importância do dinheiro e o
Empreendorismo foi a forma de olhar para a realidade
Sem ter medo de me sentir um Cidadão Inteiro.
 
 
Luís [Alves] Milheiro

(Fotografias do arquivo de Carlos Gomes)


sexta-feira, maio 29, 2026

O novo "Cine-Carochas"...


Comecei a escrever sobre cinema no meu "Largo" e acabei por escrever sobre uma novidade da nossa "terrinha" (parece que vale de alguma coisa ter como presidente uma antiga actriz...).

Transcrevo os três últimos parágrafos:

«Não deixa de ser curioso, que se tenha criado em Almada no último mês um "cine-clube" municipal, no velho Salão das Carochas (esta sala já foi muita coisa e curiosamente foi "sala de cinema" logo depois do 25 de Abril, com a projecção de filmes infanto-juvenis). 

Ainda não me bem informei sobre o assunto, se tem público, embora perceba que o objectivo principal do "Cine-Carochas" é ser um espaço alternativo ao "comércio de filmes", ser uma casa aberta às fitas independentes (talvez as tais dos muitos realizadores portugueses...).

Como de costume não era para escrever nada disto, era para falar de história com cinema. Fica para amanhã...»

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sábado, maio 23, 2026

Boas "Sementes" lançadas em Almada


Fala-se muito (e bem) do Festival de Teatro de Almada, que se realiza no Verão e fala-se pouco do "Sementes" (eu também...), a mostra internacional de artes para o pequeno público, que já vai na sua trigésima primeira edição, organizada pelo Teatro Extremo. 

Tal como o Festival, o "Sementes" não se fica por Almada, viaja também para Loures, Montemor-o-Novo e Palmela, entre 22 de Maio e 7 de Junho.

Espero que tenha a aderência que merece dos jovens almadenses (e arredores...), de todas as idades. 

Gosto particularmente do cartaz desta edição, feito pela Catarina Pé-Curto.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


domingo, maio 17, 2026

Ora aqui está uma boa ideia, esta do regresso das bibliotecas itinerantes...


Não me importa que possa ser considerada uma ideia ultrapassada, esta das "bibliotecas itinerantes", por este tempo que quer dar cada vez menos espaço aos livros de papel.

É uma boa ideia. Ponto final.

O importante é continuarmos na luta, andar por aí à procura de leitores, de todas idades e dizermos que o livro é o "avião" e o "barco" mais em conta que existe à nossa volta. Só ele nos leva de viagem, quando não temos euros na carteira, por este mundo, que parece estar cada vez mais perto.

E o Luís, tenho a certeza que se adequa bem a este papel, de bibliotecário itinerante.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


terça-feira, maio 12, 2026

"É Preciso uma Flor" de Maria Rosa Colaço


De longe a longe, aparece-me nas mãos um livro "desconhecido" de um autor almadense. Neste caso em particular foi de uma autoria, Maria Rosa Colaço. 

Falo de "É Preciso uma Flor", um livro de contos editado em Maio de 1968 (penso que ela nesta altura estava a viver em Moçambique, onde era professora...),

O mais curioso neste livro é ser próximo do neo-realismo e abordar o drama que é ser mulher, num mundo feito à medida dos homens, em praticamente todas as suas histórias...

Drama que permanece actual, por culpa de todos nós. 

É preciso muito mais que uma flor, para que o mundo fique mais igualitário, no género, na cor e na religião...


quinta-feira, abril 23, 2026

A Gente Boa de Abril e de Almada


Foi graças às pessoas de Almada que tive o grato prazer de conhecer, de conviver e de me tornar amigo, que faço quase um "mural" com os seus nomes aqui no "Casario".

A maior parte já não está entre nós. Por serem pessoas de Abril, da Liberdade, do Conhecimento e da Partilha, presto-lhes aqui a minha homenagem, por sempre ter sentido que estavam, e estão, no lado certo da vida, onde o "nós" é sempre mais importante que o "eu".

Alexandre Castanheira; Américo Morgado; Aníbal Sequeira; Arménio Reis; Carlos Alberto Rosado; Carlos Durão;  Carlos Gomes; Carlos Guilherme; Clara Mestre; Diamantino Lourenço; Edite Condeixa; Fernando Barão; Francisco Bastos; Francisco Gonçalves; Gena Sousa; Henrique Mota; Idalina Alves Rebelo; Jaime Soares; Luís Bayó Veiga; Maria Stuart Pereira; Mário Martins; Orlando Laranjeiro; Romeu Correia; Sérgio Malpique; Vitor Rosado.

Escolhi 25, mas poderia ter escolhido 30 ou 40. Foi Abril que ditou este bonito número e a Liberdade que me disse para não ter medo de ser selectivo na amizade e na memória da partilha de saberes...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sábado, abril 18, 2026

Abril e a Liberdade já estão na rua em Almada


Embora tivesse lido que se iriam colar cartazes feitos por alunos das escolas de Almada, que festejavam Abril, não imaginava que era hoje.

Foi uma boa surpresa, quando me deslocava para a sede da SCALA ver tanta gente na rua da USALMA e  da Casa da Cerca.

Pensei logo em passar por lá, depois de ver a exposição da Alzira, do Hélder e da Gorete. E foi o que fiz...


E foi bom, ver tanto Abril naquele muro longo que gosta de se transformar, de vez em quanto, em galeria de arte a céu aberto.

E é muito bom sentir que Abril tem mais vidas que uma centena de gatos juntos...

(Fotografias de Luís Eme - Almada)


quarta-feira, abril 08, 2026

O adeus de mais um grande associativista almadense...


Alberto Pereira Ramos deixou-nos ontem. 

Foi um grande associativista e também um importante estudioso deste fenómeno ímpar, que fez escola em Almada desde a segunda metade do século XIX, e tanto contribuiu para o crescimento e progresso do Concelho.

A sua colectividade de eleição foi a Academia Almadense, onde foi dirigente e fez amizade com Romeu Correia.

Embora já nos conhecêssemos foi durante as comemorações do centenário do nascimento do Romeu, que estreitámos relações e passámos a encontrar-nos com alguma frequência num dos cafés da rua Capitão Leitão, partilhando o nosso gosto pelos livros e pela história de Almada.

Percebi que por detrás do associativista estava um homem de uma grande generosidade e companheirismo.

Com a pandemia, foi mais um dos muitos almadenses que ficou retido em casa. E quando as coisas normalizaram, já não voltou a sair com a frequência habitual e as nossas conversas foram interrompidas...

Apesar destes tempos que vivemos serem de "esquecimentos", presto aqui a minha homenagem a um grande Almadense.

(Fotografia de Luís Eme - Alberto oferece o seu testemunho numa das sessões de homenagem a Romeu Correia que se realizaram em Almada em 2017...)


domingo, março 22, 2026

Quando as conversas nos fazem pensar e mudar (para melhor)...


Uma das coisas que mais gosto das conversas é quando sinto que me enriquecem e ajudam a pensar melhor.

Foi mais ou menos isso que aconteceu ontem, na sede da SCALA, depois da inauguração da minha exposição de fotografia, "Ginjal: memórias que cabem dentro de retratos".

Continuámos à beira Tejo e começámos uma boa conversa sobre o "Ginjal: memória e futuro", animada por Henrique Mota, Teresa Ribeiro e Carla Carvalho, aberta a todos os presentes.

Embora tivesse escrito no texto que publiquei ontem, que tinha sido uma boa decisão "terraplanar" todo aquele espaço, à medida que ia ouvindo outras opinião e olhando para as fotografias que saltavam das paredes, percebi que tinha sido uma estupidez não ter deixado pelo menos duas ou três paredes de pé, para servirem de inspiração aos vários "grafiteiros" que passavam pelo Ginjal.

Ainda fui capaz de pensar melhor e perceber que se podia ter mantido a entrada e a passagem do Corredor do Luís dos Galos" (e da Júlia...)... Mas para isso acontecer, era preciso que as pessoas encarregadas de deitar tudo abaixo, gostassem de "museus a céu aberto"... Onde também poderia ter "sobrevivido" um painel dos azulejos azuis e brancos da bonita fachada da casa da Júlia (e claro do Henrique, da Carla e da restante família)...

Mas isto são quase palavras de um "sonhador"...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sábado, março 21, 2026

"Ginjal: memórias que cabem dentro de retratos (e conversas)


Inauguro hoje em Almada na sede/ galeria da SCALA, uma exposição de fotografia sobre o Ginjal. Escolhi como título, "Ginjal: memórias que cabem dentro de retratos". Por a palavra memória ser um pouco "perigosa", normalmente anda em busca de coisas antigas, saliento o facto de todas as minhas fotografias expostas serem do século XXI.

Mas a palavra memória continua a fazer sentido, pelo menos para mim, porque as trinta imagens (são mais de cinquenta, algumas foram transformadas em "mosaicos"...) que apresento foram tiradas ao longo de todo o século XXI e mostram um Ginjal, ainda com paredes e muita cor, o que já não existe, desde 2025, quando se resolveu terraplanar todo aquele espaço, cada vez mais povoado por habitantes clandestinos, que viviam em situações completamente indignas...

Há um movimento de antigos habitantes e gente que gosta do Ginjal, que tenta defender este espaço, para que ele não seja retirado a pessoas como eu, que tanto prazer têm em passear por ali, de mão dada com o Tejo. É por isso que depois da inauguração da exposição, decorrerá uma conversa, dinamizada por elementos deste movimento, intitulada: "Ginjal: memória e futuro".

Poderá parecer a muito boa gente que  estas conversas não grande fazem sentido, por vivermos num tempo pouco receptivo à defesa de interesses colectivos. Como eu penso exactamente o contrário, acho que esta exposição é mais uma boa oportunidade para dizermos o que não queremos que transformem o Ginjal.

Penso que todos estão de acordo, em não querer que o Ginjal se torne numa espécie de Tróia (onde até as viagens de barco se tornaram quase um luxo...), com a invenção de vários condicionalismos, criados com o objectivo de limitar a passagem pelo Cais a todos aqueles que gostam de passear rente ao rio e conversar com o Tejo.

Como os nossos políticos se distraem com facilidade, é preciso dizer isto aos governantes da nossa Cidade, de uma forma clara.

Nota: Texto publicado inicialmente no"Largo da Memória".

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


terça-feira, março 17, 2026

"Ginjal: memórias que cabem dentro de retratos"



Esta minha exposição de fotografias do Ginjal, tem duas particularidades, mostra apenas fotografias do século XXI (sim, são todas do "velho novo milénio"...), mas quando ainda existiam as paredes dos velhos armazéns e habitações, que nos acompanhavam de Cacilhas até ao Ponto Final...

Serás inaugurada no próximo sábado, às 16 horas, na sede da SCALA (rua Conde Ferreira, Almada).

Adenda: Depois da inauguração da exposição, haverá uma conversa aberta sobre o "Ginjal: memória e futuro".


quinta-feira, março 05, 2026

A Festa das Artes da SCALA


No sábado será inaugurada a Festa das Artes da SCALA, na Oficina de Cultura de Almada.

É muito provável que esta seja a minha última participação na Festa das Artes da SCALA, porque a associação cultural mudou muito nos últimos anos e perdeu algumas das características que a tornavam única no panorama associativo almadense...


sábado, dezembro 06, 2025

"Quem não tem vergonha, toda a terra é sua"...


Diz-se, e muito bem, que "quem não tem vergonha, toda a terra é sua".

É isso que eu sinto em relação aos autarcas de Almada recém reeleitos.

Como é que esta gente é capaz de concorrer a eleições, depois de ter feito um trabalho sofrível durante oito anos, em coisas tão visíveis como são a higiene urbana ou o cuidado com os arruamentos.

E nem vou falar das coisas mais complicadas de resolver, como é o caso do crescimento dos "bairros de lata", em que a solução continua a ser: "culpar o governo central"...


Mas o que eu quero mesmo falar é desta lixeira a céu aberto (é sempre a mesma, no cimo da rua Emília Pomar, cujos monos por ali permanecem, há mais de uma semana...), sem que a Junta de Freguesia ou o Município, faça o seu trabalho e por onde tenho de passar diariamente. 

Foi para isso que se candidataram, para cuidar da cidade e dos almadenses (ou devia ser, até pelas promessas do costume...).

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


domingo, novembro 09, 2025

Necessidades, oportunismos e "passa culpas"...


Estava a ler a notícia sobre o "passa culpa" entre a Câmara de Almada e o IHRU, tutelado pelo Governo, sobre os bairros clandestinos do Concelho e percebi a mensagem de ambos.

Como de costume, sei que não irão fazer coisa nenhuma, a não ser que aconteça algo de grave, uma morte ou um acidente que coloque os vários poderes em causa. 

Se isso acontecer, a GNR ou a PSP serão enviadas de imeadiato para o local, tal como as máquinas para deitar abaixo algumas das barracas, que entretanto podem começar a ser construídas nas "terras de alguém" (até agora segundo se diz estes bairros estão eregidos em "terra de ninguém")...

Claro que este crescimento dos bairros da Penajóia, Raposo e companhia, deve-se a dois factores, que dificilmente se conseguem separar: os vários oportunismos de quem se habituou a "viver do nada" e dos "rendimentos mínimos" (até há quem já se dedique a "alugar barracas"...) e a necessidade de muitas famílias, que apesar de trabalharem, não conseguem ter dinheiro suficiente para alimentar o agregado familiar e alugar uma casa com condições mínimas de habitabilidade.

(Fotografia de Luís Eme - Feijó)


sexta-feira, outubro 31, 2025

Almada por realizar e ruas por pintar...


O novo tapete de alcatrão que foi colocado, mesmo em frente da escola onde votei, quase na véspera no acto eleitoral, tinha a tentação de ser um "auxiliar de memória" para os almadenses.

Para no dia seguinte, voltar a ficar "tudo na mesma, como a lesma"...

Mesmo assim, eu pergunto: o que é fizeram aos "artistas" que andavam a pintar as estradas esburacadas, em verdadeiras "operações cosméticas"? Agora que eram necessários, é que se têm esquecido de fazer o seu trabalho e "pintar" as passadeiras da Praça Gil Vicente (essas mesmo, as duas mais próximas da Escola Cacilhas-Tejo), bastante movimentadas, por sinal.

Infelizmente, o que não faltam por aí, são condutores que se esquecem de olhar para o sinal e como não existem as "linhas brancas", fingem que não precisam de dar passagem aos peões...

Pois é, parece que afinal, Almada continua por realizar. Apesar dos cartazes que ainda andam espalhados por aí, com uma presidente sorridente, dizerem o contrário...

E entretanto estamos a chegar a Novembro...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)