No primeiro dia de Novembro a procissão sai às ruas de Cacilhas, com a Senhora do Bom Sucesso.
É caso para dizer: "Em Cacilhas, a tradição continua a ser o que era..."
Nasceu como um espaço de opinião, informação e divulgação de tudo aquilo que vivia ou sobrevivia nas proximidades do Ginjal e do Tejo, mas foi alargando os horizontes...
É caso para dizer: "Em Cacilhas, a tradição continua a ser o que era..."
Pois é, felizmente, os visitantes mais afoitos e necessitados já não precisam de procurar os cantos mais escondidos de Cacilhas para pelo menos "verter águas".
A grande questão é que irá acontecer a todas aquelas "casinhas azuis" quando terminarem as Jornadas da Juventude. Provavelmente, desaparecem...
E lá voltam os cantos a ficarem "perfumados" com o xixi de várias nacionalidades... Nada de estranhar, num País como o nosso e com políticos como os nossos, que gostam sobretudo de impressionar o "Mundo", ou seja quem vem de fora...
(Fotografias de Luís Eme - Cacilhas)
Foi esta a opção da paróquia, porque a pandemia ainda anda por aí, como se vê pelo número crescente de infecções diárias.
O facto do Largo de Cacilhas continuar em obras (prometem fazer concorrência às de Santa Engrácia...), também não ajudou muito a que as pessoas circulassem com maior segurança e à vontade...
(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)
O mundo mudou para pior há dez anos, em todos os campos.
É a palavra que me ocorre, perplexão, pela presença do Município na inauguração do busto que presta homenagem ao cardeal Cerejeira, próximo do monumento ao Cristo Rei de Almada.
Sei que a igreja homenageia quem quer, mas não deixo de considerar ofensivo para o povo de Almada a colocação deste busto, no nosso concelho. A história recente de Almada, povoada de inúmeras jornadas de luta antifascista e de centenas de vitimas deste regime miserável, merecia mais respeito, pelo menos de quem nos governa e se assume como uma força política de esquerda.
É neste mundo que muitas vezes aquilo que julgamos impossível, acontece.
Muito mais pelas piores que pelas melhores razões...
O padre Sezinando Alberto, reitor do Santuário do Cristo Rei aproveitou as festividades para lamentar que em cada mil visitantes que se deslocam ao monumento, só 9 sobem no elevador, até ao cimo da base da escultura.
E eu pergunto: será que ele ainda não percebeu que quatro euros é demasiado dinheiro para uma simples viagem de elevador, para cima e para baixo?
Ontem Cacilhas foi visitada por milhares de pessoas, que quiseram ver e acompanhar em procissão a imagem da Senhora de Fátima (a mesma que tinha visitado a Freguesia, 50 anos antes, quando foi inaugurado o monumento ao Cristo Rei).
Não deixa de ser curioso, que os grandes movimentos de massas que se registam na Localidade Ribeirinha, sejam motivados por festejos religiosos.
Amanhã e depois celebram-se os 50 anos do Santuário a Cristo Rei, em Almada.
Conheço bem a história do monumento, uma inspiração do sinistro Cardeal Cerejeira, que ao visitar o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, pensou logo na realização de uma "cópia" em Portugal...
Eu sei!
Por isso é que nem sequer ousei ter uma atitude crítica, no último "post". Tentei apenas relatar uma história que me contaram.
A Escultura, "O Segredo", é do mestre Lagoa Henriques.
Acho que isso está ligado ao facto de em Portugal se brincar ao Carnaval o ano inteiro.
E são tantos os exemplos...
O sol apareceu e Cacilhas voltou a encher-se de gente, atrás da tradição secular que dá graças ao milagre da Senhora do Bom Sucesso, de 1 de Novembro de 1755, com a procissão religiosa que percorre as ruas da Freguesia.
Os restaurantes e os vendedores ambulantes que assentaram arraiais próximo da Igreja, bem devem ter agradecido à Senhora, apesar da crise...