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segunda-feira, junho 13, 2011

Não Digas Nada



Não digas nada!
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender —
Tudo metade
De sentir e de ver...
Não digas nada
Deixa esquecer

Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada...
Mas ali fui feliz
Não digas nada.


Fernando Pessoa


(foto minha, do Ginjal)

domingo, novembro 07, 2010

Na Hora Matutina

Tenho andado ocupado a organizar um pequeno "espólio" de papeis que me veio parar às mãos, onde tenho encontrado algumas coisas saborosas, como este recorte do suplemento "Letras e Artes" do desaparecido "Diário Popular, onde se mistura um bonito desenho de Celeste Costa (que não faço ideia quem seja, mas desenha muito bem...), com algumas palavras de Álvaro de Campos do poema "Saudades de Lisboa", da sua "Poesia".

sexta-feira, junho 13, 2008

Olá Fernando, Poeta e Pessoa

Este meu poema é a minha homenagem a Fernando Pessoa, na passagem do 120º aniversário do nascimento (o desenho é do André Carrilho):


Pessoa,


Tantos retratos inacabados
nas profundezas de um copo vazio,
na procura incessante de um rosto certo.
Tanto podias ser Alberto,
Bernardo, Ricardo, Álvaro
ou outro sujeito qualquer,
nunca Fernando!
Porquê, Pessoa?