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quinta-feira, agosto 24, 2017

Homens e Espelhos Quase Vazios...

Muitos anos depois da primeira eleição, eles continuam a ocupar o espaço que já devia ser há muito de rapazes e raparigas mais novos, mais inteligentes, mais cultos, e sobretudo, mais competentes.

Mas só o lugar de presidente do executivo é que foi limitado... vereadores e afins, podem continuar a caminhar, sorridentes, até à quase "eternidade".

Uma boa parte deles continua a pensar que basta assinar uns papeis que lhes surgem na secretária, impregnados do perfume das funcionárias, escolhidas a dedo. E depois é sorrir muito, dar umas larachas popularuchas aos homens e umas graças charmosas às mulheres, contar umas anedotas nas reuniões dos executivos e pronto, está o dia, o ano, e o mandato, ganho.

Podemos fingir que a culpa é de alguns dos espelhos onde eles se olham diariamente. Mas a questão é muito mais profunda, além de não fazerem "autocrítica" há muito tempo, tornaram-se "lapas" e fingem-se insubstituíveis nas listas dos seus "mais que tudo", por que não conseguem sobreviver sem aquele poder, por mais insignificante que seja, de vereador do lixo da câmara a vogal dos mercados da junta...

(Óleo de Ralph Hedley)

segunda-feira, maio 22, 2017

As Cigarras, as Formigas e as Vespas...

Em contraponto com o que escrevi ontem, achei que também devia acrescentar aqui que o associativismo está longe de ser um "mundo de puros". Tal como a sociedade, também tem  o seu lado de "albergue espanhol", ou seja, as portas estão abertas para todo o tipo de gente, até mesmo para os oportunistas e para todos aqueles que pensam ser mais do que são (a culpa não é apenas dos espelhos mentirosos que têm em casa...), e que julgam encontrar muitas vezes nas colectividades um "palco" à sua medida...

Sei do que falo, e é graças a eles que em breve lhes acenarei com as mãos e deixarei o caminho livre. Talvez alguns ainda vão a tempo de perceber, de uma vez por todas, que a única coisa que costume cair do céu, é alguma chuva, e só de longe a longe, pelo menos neste nosso "paraíso" descoberto há meia dúzia de anos pelo mundo...

É também por isso que cada vez compreendo mais o meu amigo Orlando, que só quer que o deixem ser apenas quem é...

(Felizmente o Associativismo é um mundo livre e podemos sempre escolher e  recordar  as boas companhias, como fiz ontem...)

(Óleo de Paula Rego)

domingo, janeiro 17, 2010

Para Inglês Ver

Todos nós sabemos que a publicidade serve-se de todas as "armas" para vender o que quer que seja.

Não é por isso de estranhar a aposta de um instituto de inglês na figura algarvia que se costuma transvestir de macho latino, afirmando-se mesmo como um dos últimos exemplares (com estatística e tudo)...
O que acho estranho é o "famoso macho" oferecer mais a imagem de "metrossexual" que de macho latino, principalmente no cartaz que publicamos, onde surge com uma camisinha de alças, sem pelinho à mostra...
Ou seja, à vista, consigo vislumbrar muito pouco de "macho latino" e de "comedor de fêmeas". Fica sim um travo a "azedo"...
E pensar que o senhor ficou muito escandalizado quando o Ricardo Araújo Pereira, numa crónica da revista "Visão" colocou em causa a sua masculinidade, ao ponto de dizer que o iria processar...

domingo, maio 27, 2007

Obrigado Bandeira!


Ao ler o Bandeira no "DN", não resisto a reproduzir, mais uma das suas tiras certeiras...
Nunca é demais dizer, que somos um país com excelentes "jornalistas-de-bonecos", capazes de nos oferecerem bonecos, que nem sequer precisam de legendas.
Bandeira, Luís, António, Cid, Rui, Carlos Laranjeira, Martins, entre outros, são de facto, dignos representantes da arte popularizada pelo grande Rafael Bordalo Pinheiro.

Em relação ao conteúdo da tira, parabéns aos "Asas de Portugal"... apesar da concorrência, cada vez mais desleal, de Manuel Pinho, Marques Mendes, Paulo Portas, Mário Lino, Carmona Rodrigues, Correia de Campos, Alberto João Jardim, Santana Lopes, Almeida Santos, (apesar da idade, ainda gosta de fazer umas acrobacias...), entre outros cromos.
Apesar de não se ver um final à vista no célebre "apito dourado", pelo menos este processo tem tido a virtude de fechar o bico a aves da estirpe de Pinto da Costa ou Valentim Loureiro, não lhe permitindo fazer as acrobacias de outros tempos.