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terça-feira, março 10, 2015

Não Sei se nos Outros Países Também é Assim...



Este abandono que nos persegue, cada vez em mais ruas, faz com que me interrogue, se este fenómeno também acontece por essa Europa fora.

Acredito que não. Lembro-me da primeira vez que saí do país, com dezoito anos, e logo de visita à nossa "querida" Alemanha, onde era impossível encontrar um papel no chão... Talvez as coisas já não sejam tanto assim, com a reunificação das duas alemanhas, mas...

Mas não acredito que se abandonem lugares como a Lisnave e se deixem entregues ao vazio do tempo, à pilhagem e ao vandalismo.

domingo, setembro 22, 2013

As Margueiras



Ontem foi apresentado publicamente o livro, "As Margueiras - Contributo para a História de Cacilhas", editado pela Associação O Farol e pela Junta de Freguesia de Cacilhas.

É uma obra bonita e com bastante interesse para as gentes cacilhenses, tanto para os que ainda conheceram as Margueiras Nova e Velha, como para aqueles que agora passam a conhecer a história do espaço físico que é hoje ocupado pela Lisnave, pelo Quartel dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas e também por parte do aglomerado urbano da parte esquerda, no começo da avenida 25 de Abril, em Cacilhas.

A obra coordenada por Henrique Costa Mota (com o apoio de Modesto Viegas e Luís Bayó Veiga) foi apresentada pelo meu amigo Fernando Barão e contou com a colaboração de muita gente ilustre de Cacilhas, alguns já desaparecidos, como foi o caso de outra grande amiga, a Idalina Alves Rebelo, que além  de ter dado o seu testemunho em prosa, também nos ofereceu um bonito poema, que foi lido na sessão de lançamento pela poetisa, Maria Gertrudes Novais (e uma das suas pinturas de Cacilhas na contracapa). 

sexta-feira, setembro 13, 2013

Depois...


«Os trabalhadores da LISNAVE que contactámos, não conseguiram esconder a nostalgia e o desencanto que sentem, por verem os estaleiros completamente abandonados, a caminho da degradação total.

Muitos continuam a pensar que os estaleiros poderiam ter continuado a laborar na Margueira. Não com os serviços de “decapagem” (nocivos para o ambiente e para a saúde), mas apenas como estaleiro de reparação naval. Poderia oferecer trabalho a muita gente necessitada, nestes tempos em que o desemprego tem atingido números impensáveis no nosso País…»

(O texto é meu e a fotografia do João Soeiro)

quinta-feira, setembro 12, 2013

Durante...


«Ultrapassados os percalços normais dos primeiros meses, que surgem em qualquer grande empreendimento, os anos seguintes de laboração revelaram-se de grande sucesso, com o aumento encomendas e também de funcionários. De 1967 até 1974, o número de operários dos estaleiros quase que duplicou.

A LISNAVE era praticamente uma cidade dentro de outra cidade, a funcionar 24 horas por dia, 365 dias por ano…»

(o texto é meu e a fotografia de João Soeiro)

terça-feira, setembro 10, 2013

Antes...


«Antes de se pensar na construção da LISNAVE na Margueira, toda aquela zona fazia parte dos planos do Ginásio Clube do Sul, para a construção do tão sonhado Posto Náutico do Clube de Cacilhas, que nos seus primeiros anos de vida teve uma forte ligação com o Rio.

E até contava com os apoios do Município de Almada e da Administração do Porto de Lisboa, que algum tempo depois acabaram por se “render” ao projecto de um grande estaleiro naval naquele local, ficando o Posto Náutico, adiado, até aos nossos dias…»

A fotografia é do João Soeiro e faz parte do livro, "Lisnave, Uma Viagem no Tempo", tal como o texto transcrito, da minha autoria.