Foi bom regressar ao Ginjal...
(Fotografias de Luís Eme - Ginjal)
Nasceu como um espaço de opinião, informação e divulgação de tudo aquilo que vivia ou sobrevivia nas proximidades do Ginjal e do Tejo, mas foi alargando os horizontes...
Foi bom regressar ao Ginjal...
(Fotografias de Luís Eme - Ginjal)
Pois é, felizmente, os visitantes mais afoitos e necessitados já não precisam de procurar os cantos mais escondidos de Cacilhas para pelo menos "verter águas".
A grande questão é que irá acontecer a todas aquelas "casinhas azuis" quando terminarem as Jornadas da Juventude. Provavelmente, desaparecem...
E lá voltam os cantos a ficarem "perfumados" com o xixi de várias nacionalidades... Nada de estranhar, num País como o nosso e com políticos como os nossos, que gostam sobretudo de impressionar o "Mundo", ou seja quem vem de fora...
(Fotografias de Luís Eme - Cacilhas)
Mas não, não é. Quando palavras como abandono, destruição ou desleixo, podem ser usadas para caracterizar muitos dos lugares públicos por onde passo quase diariamente, fica quase tudo dito...
Faz-me no mínimo confusão que as pessoas que habitam em Almada, que pagam os impostos e as contribuições que sustentam o poder autárquico, sejam tão maltratadas pelos políticos locais, com a complacência e o silêncio das oposições.
São muitos os exemplos que poderei dar. Mas vou fixar-me apenas no Largo de Cacilhas, cujas obras de beneficiação se prolongam no tempo (já passaram pelo menos 14 meses...) e nos fazem lembrar a famosa "Santa Engrácia", pois não se vê fim à vista.
Provavelmente os políticos quando mandam fazer este género de obras, que tantos transtornos causam diariamente, devem fugir a sete pés destes lugares. Preferem comer um bom marisco num lugar mais aprazível ao pó que circula no Largo do Alex e imediações. Mas deviam ser eles a utilizar diariamente os transportes públicos, cujas paragens vão saltitando de lugar, assim como os acesso às ruas limítrofes.
Não sei se os comerciantes da restauração beneficiam de algum apoio pecuniário (estranho bastante o seu silêncio, que normalmente tem "preço"...), porque também eles são afetados por toda esta confusão diária, que por mais exótica que possa parecer aos turistas, que estão e volta, pois está longe de ser um bom "cartão de visita".
O pior de tudo, é não se ver qualquer sinal da partida de "Santa Engrácia" de Cacilhas, apesar de estarmos no século XXI.
(Fotografias de Luís Eme - Cacilhas)
Esta fotografia é exemplificativa. Apesar da rua se ter tornado pedonal (uma excelente ideia...), os carros voltaram, mesmo que timidamente (e ainda bem...), a querer dar alguma vida, a um lugar que vivia sobretudo das pessoas.
Das pessoas que passavam para baixo e para cima e das outras, que enchiam as esplanadas, dos cafés e restaurantes...
(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)