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sexta-feira, outubro 30, 2026

A apresentação de "Uma viagem no tempo com o Padre Felicidade" na USALMA


Na próxima terça-feira, às 16 horas (e não às 14.30 horas que aparecem no cartaz...), vou fazer a apresentação pública em Almada do último livro que escrevi, "Uma Viagem no Tempo com o Padre Felicidade", na USALMA (nas instalações que foram da Cooperativa Almadense, próximo da Casa da Cerca).

Será uma apresentação diferente, graças às professoras Edite Condeixa e Edita Prada (e ao seu grupo de colaboradoras, sempre inexcedíveis na promoção da literatura).

Será uma honra falar sobre este livro, pelas ligações familiares e também pela minha curiosidade sobre o "Caso de Belém", que acabou por ser a grande motivação para este conjunto de 100 crónicas, na comemoração do centenário do Padre Felicidade Alves.


quarta-feira, outubro 28, 2026

Em Cacilhas a tradição continua a ser o que era...


No primeiro dia de Novembro a procissão sai às ruas de Cacilhas, com a Senhora do Bom Sucesso.

É caso para dizer: "Em Cacilhas, a tradição continua a ser o que era..."


domingo, agosto 30, 2026

O "Cais2Cais" no Ginjal


Reparei nos vários cartazes espalhados por Almada, mas só hoje, graças à reportagem do "Público" é que fiquei a saber o que era o "Cais2 Cais".

Fiquei feliz por haver alguém a aproveitar o Ginjal para ganhar alguns cobres e recordar a sua história, para todos os curiosos por este lugar, que se percebe com  alguma facilidade, que já viveu melhores dias...

Boa, Francisca e João.

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


sexta-feira, maio 29, 2026

O novo "Cine-Carochas"...


Comecei a escrever sobre cinema no meu "Largo" e acabei por escrever sobre uma novidade da nossa "terrinha" (parece que vale de alguma coisa ter como presidente uma antiga actriz...).

Transcrevo os três últimos parágrafos:

«Não deixa de ser curioso, que se tenha criado em Almada no último mês um "cine-clube" municipal, no velho Salão das Carochas (esta sala já foi muita coisa e curiosamente foi "sala de cinema" logo depois do 25 de Abril, com a projecção de filmes infanto-juvenis). 

Ainda não me bem informei sobre o assunto, se tem público, embora perceba que o objectivo principal do "Cine-Carochas" é ser um espaço alternativo ao "comércio de filmes", ser uma casa aberta às fitas independentes (talvez as tais dos muitos realizadores portugueses...).

Como de costume não era para escrever nada disto, era para falar de história com cinema. Fica para amanhã...»

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sábado, maio 23, 2026

Boas "Sementes" lançadas em Almada


Fala-se muito (e bem) do Festival de Teatro de Almada, que se realiza no Verão e fala-se pouco do "Sementes" (eu também...), a mostra internacional de artes para o pequeno público, que já vai na sua trigésima primeira edição, organizada pelo Teatro Extremo. 

Tal como o Festival, o "Sementes" não se fica por Almada, viaja também para Loures, Montemor-o-Novo e Palmela, entre 22 de Maio e 7 de Junho.

Espero que tenha a aderência que merece dos jovens almadenses (e arredores...), de todas as idades. 

Gosto particularmente do cartaz desta edição, feito pela Catarina Pé-Curto.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


domingo, maio 17, 2026

Ora aqui está uma boa ideia, esta do regresso das bibliotecas itinerantes...


Não me importa que possa ser considerada uma ideia ultrapassada, esta das "bibliotecas itinerantes", por este tempo que quer dar cada vez menos espaço aos livros de papel.

É uma boa ideia. Ponto final.

O importante é continuarmos na luta, andar por aí à procura de leitores, de todas idades e dizermos que o livro é o "avião" e o "barco" mais em conta que existe à nossa volta. Só ele nos leva de viagem, quando não temos euros na carteira, por este mundo, que parece estar cada vez mais perto.

E o Luís, tenho a certeza que se adequa bem a este papel, de bibliotecário itinerante.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


terça-feira, maio 12, 2026

"É Preciso uma Flor" de Maria Rosa Colaço


De longe a longe, aparece-me nas mãos um livro "desconhecido" de um autor almadense. Neste caso em particular foi de uma autoria, Maria Rosa Colaço. 

Falo de "É Preciso uma Flor", um livro de contos editado em Maio de 1968 (penso que ela nesta altura estava a viver em Moçambique, onde era professora...),

O mais curioso neste livro é ser próximo do neo-realismo e abordar o drama que é ser mulher, num mundo feito à medida dos homens, em praticamente todas as suas histórias...

Drama que permanece actual, por culpa de todos nós. 

É preciso muito mais que uma flor, para que o mundo fique mais igualitário, no género, na cor e na religião...


quinta-feira, abril 23, 2026

A Gente Boa de Abril e de Almada


Foi graças às pessoas de Almada que tive o grato prazer de conhecer, de conviver e de me tornar amigo, que faço quase um "mural" com os seus nomes aqui no "Casario".

A maior parte já não está entre nós. Por serem pessoas de Abril, da Liberdade, do Conhecimento e da Partilha, presto-lhes aqui a minha homenagem, por sempre ter sentido que estavam, e estão, no lado certo da vida, onde o "nós" é sempre mais importante que o "eu".

Alexandre Castanheira; Américo Morgado; Aníbal Sequeira; Arménio Reis; Carlos Alberto Rosado; Carlos Durão;  Carlos Gomes; Carlos Guilherme; Clara Mestre; Diamantino Lourenço; Edite Condeixa; Fernando Barão; Francisco Bastos; Francisco Gonçalves; Gena Sousa; Henrique Mota; Idalina Alves Rebelo; Jaime Soares; Luís Bayó Veiga; Maria Stuart Pereira; Mário Martins; Orlando Laranjeiro; Romeu Correia; Sérgio Malpique; Vitor Rosado.

Escolhi 25, mas poderia ter escolhido 30 ou 40. Foi Abril que ditou este bonito número e a Liberdade que me disse para não ter medo de ser selectivo na amizade e na memória da partilha de saberes...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quarta-feira, abril 08, 2026

O adeus de mais um grande associativista almadense...


Alberto Pereira Ramos deixou-nos ontem. 

Foi um grande associativista e também um importante estudioso deste fenómeno ímpar, que fez escola em Almada desde a segunda metade do século XIX, e tanto contribuiu para o crescimento e progresso do Concelho.

A sua colectividade de eleição foi a Academia Almadense, onde foi dirigente e fez amizade com Romeu Correia.

Embora já nos conhecêssemos foi durante as comemorações do centenário do nascimento do Romeu, que estreitámos relações e passámos a encontrar-nos com alguma frequência num dos cafés da rua Capitão Leitão, partilhando o nosso gosto pelos livros e pela história de Almada.

Percebi que por detrás do associativista estava um homem de uma grande generosidade e companheirismo.

Com a pandemia, foi mais um dos muitos almadenses que ficou retido em casa. E quando as coisas normalizaram, já não voltou a sair com a frequência habitual e as nossas conversas foram interrompidas...

Apesar destes tempos que vivemos serem de "esquecimentos", presto aqui a minha homenagem a um grande Almadense.

(Fotografia de Luís Eme - Alberto oferece o seu testemunho numa das sessões de homenagem a Romeu Correia que se realizaram em Almada em 2017...)


terça-feira, março 17, 2026

"Ginjal: memórias que cabem dentro de retratos"



Esta minha exposição de fotografias do Ginjal, tem duas particularidades, mostra apenas fotografias do século XXI (sim, são todas do "velho novo milénio"...), mas quando ainda existiam as paredes dos velhos armazéns e habitações, que nos acompanhavam de Cacilhas até ao Ponto Final...

Serás inaugurada no próximo sábado, às 16 horas, na sede da SCALA (rua Conde Ferreira, Almada).

Adenda: Depois da inauguração da exposição, haverá uma conversa aberta sobre o "Ginjal: memória e futuro".


segunda-feira, março 09, 2026

A Centenário do Parque Mayer na Incrível Almadense


No próximo sábado, dia 14 de Março, às 15.30 horas, a Incrível Almadense é o palco da apresentação do documentário multimédia de Luís Bayó Veiga e Modesto Viegas, "Parque Mayer, 100 anos de Memórias, Vivências e Glórias (1922-2022)".

Estes dois almadenses têm-nos habituado à apresentação de excelentes trabalhos, cheios de cor e de imagens históricas, bem secundados pela escolha musical como pano de fundo.

Este documentário ainda deverá ser mais rico, pela abrangência da nossa "Broadway Portuguesa", onde se realizaram centenas de revistas memoráveis nas suas salas mais emblemáticas.

E também deverá ser relevada a sua envolvência, com casas de jogos, palcos montados ao ar livre para outros espectáculos (como foram o boxe e a luta livre), divertimentos de feira, e claro, vários restaurantes memoráveis...

Quem aparecer na Incrível, de certeza que dará a tarde por bem passada.


quinta-feira, março 05, 2026

A Festa das Artes da SCALA


No sábado será inaugurada a Festa das Artes da SCALA, na Oficina de Cultura de Almada.

É muito provável que esta seja a minha última participação na Festa das Artes da SCALA, porque a associação cultural mudou muito nos últimos anos e perdeu algumas das características que a tornavam única no panorama associativo almadense...


quinta-feira, novembro 13, 2025

A Incrível Almadense e a história de Almada



É sempre bom conversar sobre a história da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense, que se confunde com a própria história de Almada (a propósito da apresentação da revista "Nova Sintese").

É o que acontecerá na tarde de sábado, na Oficina de Cultura de Almada...



quinta-feira, setembro 25, 2025

Almada: uma cidade que perdeu qualidade de vida e identidade (dois)


Além da notória perda de qualidade de vida nos dois últimos mandatos socialistas, houve também uma tentativa de "afastar" Almada da sua identidade e da sua história, alicerçadas através dos movimentos operários e associativos. 

Em vez de aproveitar (e respeitar) esta marca almadense, o Munícipio preferiu apostar na transformação de Almada numa "cidade satélite" de Lisboa, provavelmente por ter uma presidente demasiado cosmopolita para governar uma terra, que sempre se orgulhou da sua história e do seu passado de resistência e unidade popular.

Isso explica-se pelo fecho de museus (Museu da Música Filarmónica, do CIAV - Centro de Interpretação de Almada Velha e Museu Naval) e também pelo apoio cada vez mais residual ao Movimento Associativo, o que tem provocado o fechar de portas de várias colectividades, desportivas e recreativas, no Concelho.

Mas há mais exemplos. Um Concelho que possui quatro bandas filarmónicas centenárias, activas, merecia que estas fossem mais acarinhadas e apoiadas, não só pelo seu historial, mas também por terem nas suas escolas de música largas dezenas de jovens. Em vez de se dar espaço para estas bandas locais (assim como os vários grupos corais e de música popular...) se exibirem nas ruas e nos vários palcos da Cidade, aposta-se nos cantores nacionais, tanto nas festividades dos Santos Populares como de Natal.

Posso também falar da diminuição de apoios à edição de obras literárias da história local, onde nem mesmo Romeu Correia é acarinhado como merecia, com a autarquia a "esquecer" os compromissos assumidos para a reedição das suas obras mais emblemáticas.

Foi assim, durante os últimos oito anos...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quarta-feira, julho 16, 2025

Não sei se Almada continua a ser a "Capital do Teatro" (mas com toda a certeza que é uma das...)


Persistência, orgulho, resiliência, alegria, competência, diversidade, e poderia continuar a adjectivar um Festival único... Mas o verdadeiro segredo do sucesso é o trabalho, muito trabalho.

É ele que mantém viva a chama do "Festival de Almada", que já vai na sua 42 edição (sem se assustar com a redução de apoios...).

(Fotografia de Luis Eme - Almada)


terça-feira, junho 17, 2025

Ficamos sempre mais pobres, mesmo sem nos apercebermos...


Embora Almada seja uma cidade grande, é quase uma "aldeia" no campo cultural.

É por isso que quando nos deixam duas pessoas num curto espaço de tempo (uma semana...), ligadas ao mundo dos livros, perguntamos, por onde andámos, que nunca tivemos "tempo" para ter uma simples conversa (ao telefone não conta...) com elas...

Falo de Armindo Reis e Teresa Rita Lopes, professores, escritores e poetas... O homem esguio que gostava de escrever para crianças e a mulher de olhos cor de mar, que viveu sempre apaixonada por Pessoa.

Se com a Teresa Rita só falei, uma vez, ao telefone, com o Armindo, começámo-nos a cumprimentar há menos de um ano, de uma forma simpática, por almoçarmos às segundas no mesmo restaurante e termos um ou outro amigo em comum...

Não foi por nos deixarem que passaram a ser boas pessoas ou melhores escritores. Até porque nos deixaram os seus livros para os revisitarmos... Mas não deixa de ser estranho, que tenhamos vivido na mesma cidade e tenhamos passado a vida a percorrer ruas diferentes...

Nota: texto publicado inicialmente no "Largo da Memória".

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


quinta-feira, junho 12, 2025

A Piscina "artística" de Almada...


Soube da "transformação" das antigas piscinas da Academia Almadense em galeria de arte, pelos jornais.

Fiquei surpreendido pelas notícias que fui lendo e quis ver o que realmente se passava lá para os lados do São Paulo de Almada. 

Foi por isso que esta tarde passei por lá.

Afinal, as piscinas continuam a ser piscinas (muito degradadas, diga-se de passagem...), sem água e com as paredes ocupadas pela obra gráfica de um artista angolano (cartazes simbólicos), sobre as guerras de Angola, com a companhia de música também das áfricas.


Tenho mais coisas a dizer sobre esta temática, com menos arte, diga-se de passagem. 

Fica para amanhã...

(Fotografias de Luís Eme - Almada)


quinta-feira, abril 10, 2025

"Misturas" - cores e olhares

 


Esta é uma exposição de fotografia, quase antológica. Deve ter sido por isso que escrevi estas palavras:

«Sei que cada vez tenho mais dificuldade em escolher fotografias para exposições.
Talvez tire fotografias a mais… E depois fique meio perdido com a diversidade do mundo que nos cerca. Também podem ser as cores. Ou então, é apenas a inconstância do meu olhar…
Esta é capaz de ser a melhor explicação para estas MISTURAS, que são isso mesmo, quase que podiam ser três exposições dentro de uma.
Sei também que podiam ser muitas outras coisas, podiam ficar presas a um tema.
Mas para quê?»

É inaugurada no sábado, em Almada.


domingo, março 09, 2025

Os "bonecos" de Rino Ceronte na Biblioteca


Na sexta feira passei pela Biblioteca Municipal de Almada e pude ver que os livros continuam muito bem acompanhados, com os "bonecos" do Rino Ceronte.


"Bonecos" que retratam muito bem, algumas das grandes figuras da nossa literatura.

O meu aplauso para o Artista e para os Bibliotecários.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)