sábado, outubro 24, 2026

Recordar o "Casario do Ginjal" desaparecido e substituído por uma vedação...


Diz-se que as conversas são como as cerejas... e é verdade.

O Ginjal voltou a ser tema de conversa com a Teresa e fez com que eu pensasse em mais coisas, que não melhoraram em nada os passeios a beira do Tejo, de quem gosta de olhar e de sonhar.

Já escrevi por aqui, que se podiam ter aproveitado alguns pontos do Ginjal antigo, para dar alguma graça aos passeios que se fazem rente à margem do rio (a destruição total do "Corredor do Luís dos Galos (e da Júlia)" é um desses casos, assim como a amostra dos azulejos azuis e brancos da casa que antes de ser da família da Júlia, foi a pensão "Bom Gosto").

Mas percebi a opção do construtor, com a cumplicidade do Município, de limitar aquele espaço através de uma rede, para que quem passe por ali se habitue, que o que está para lá da vedação, tem dono...

Mas não deixa de ser triste, que um lugar tão singular, tenha perdido muitas das paredes, que episodicamente se transformavam em "galerias de arte" e agora sejam apenas ruínas e um paredão que nos deixa viajar de mão dada com o Tejo, de Cacilhas ao Jardim do Rio...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


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