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segunda-feira, setembro 07, 2026

Cinquenta edições enchem-nos de história (e também de muitas estórias)...


Não fui. Não escrevi nada.

Não é que me tenha passado ao lado, mas não liguei tanto quando devia ao "número redondo".

O ano passado passei por lá (não visitava a Quinta da Atalaia há mais de uma década...), porque quis descobrir diferenças e também ver se encontrava um ou outro amigo, daqueles que vão antes e vêm depois (o que não aconteceu...).

Mas é impossível passar ao lado desta festa de massas, que entre outras coisas, é a pioneira dos festivais musicais, e sempre com preços em conta.

Passei por Loures, pelo Alto da Ajuda e talvez por um ou outro sítio, antes de aparecer esse achado, que foi a Quinta da Atalaia.  Sei que visitei a "Festa do Avante!" umas duas dezenas de vezes (mais ano menos ano...), com amigos, com namoradas e também com a família.

Sei que é um abuso dizer que "não há festa como esta", mas que é um marco histórico, em muitos sentidos, não devem existir grandes dúvidas. Até na cada vez mais ausente, solidariedade humana, que ainda vive dentro de todos aqueles que continuam a passar parte das suas férias a "construir a Festa".

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


domingo, março 22, 2026

Quando as conversas nos fazem pensar e mudar (para melhor)...


Uma das coisas que mais gosto das conversas é quando sinto que me enriquecem e ajudam a pensar melhor.

Foi mais ou menos isso que aconteceu ontem, na sede da SCALA, depois da inauguração da minha exposição de fotografia, "Ginjal: memórias que cabem dentro de retratos".

Continuámos à beira Tejo e começámos uma boa conversa sobre o "Ginjal: memória e futuro", animada por Henrique Mota, Teresa Ribeiro e Carla Carvalho, aberta a todos os presentes.

Embora tivesse escrito no texto que publiquei ontem, que tinha sido uma boa decisão "terraplanar" todo aquele espaço, à medida que ia ouvindo outras opinião e olhando para as fotografias que saltavam das paredes, percebi que tinha sido uma estupidez não ter deixado pelo menos duas ou três paredes de pé, para servirem de inspiração aos vários "grafiteiros" que passavam pelo Ginjal.

Ainda fui capaz de pensar melhor e perceber que se podia ter mantido a entrada e a passagem do Corredor do Luís dos Galos" (e da Júlia...)... Mas para isso acontecer, era preciso que as pessoas encarregadas de deitar tudo abaixo, gostassem de "museus a céu aberto"... Onde também poderia ter "sobrevivido" um painel dos azulejos azuis e brancos da bonita fachada da casa da Júlia (e claro do Henrique, da Carla e da restante família)...

Mas isto são quase palavras de um "sonhador"...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, fevereiro 13, 2026

Mau tempo no cais...


Num mês povoado de desgraças, de Norte a Sul, devido aos ventos tempestivos e às cheias, passei pelo Ginjal e encontrei um paredão mais esburacado e umas árvores a quererem ficar na praia das Lavadeiras...


Fiquei a pensar que foi muito boa ideia o que fizeram entre Abril e Maio, deitando abaixo os armazéns e restos de habitações que se mantinham de pé.

Se não o tivessem feito, tinha acontecido agora mais uma desgraça, provavelmente com várias vítimas...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


quarta-feira, dezembro 24, 2025

Sei que é pedir muito, mas...


No Natal normalmente fazem-se pedidos.

Mesmo sem andar na escola primária, sem ter de escrever ao Pai Natal a pedir-lhe um presente, gostava que Almada se tornasse diferente.

Que a apatia de quem nos governa (tanto no Município como na Junta), se transformasse em algo mais funcional e positivo para todos nós, que finalmente as duas senhoras percebessem que foram eleitas para transformar o nosso Concelho num lugar mais aprazível para vivermos.

Se se preocupassem mais com a higiene urbana e com o mau estado dos passeios e estradas da cidade, já não era muito mau (mesmo que seja muito "poucachinho"). 

Era bom que o agora parceiro da coligação "lhes abrisse os olhos", mas provavelmente estou a pedir muito...

A culpa é do Natal. É uma data dada a exageros...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


segunda-feira, abril 21, 2025

As Portas que Fecham o Ginjal...


O Ginjal está "interdito".


Estas são as "portas" e as "paredes" que fecham o Cais a todos aqueles que gostam de caminhar e conversar com o Tejo...

Pelo habitual ritmo das obras oficiais na Margem Sul, esta "proibição" promete ser por muito tempo.

(Fotografias de Luís Eme - Ginjal)


sexta-feira, dezembro 20, 2024

Um Natal com cada vez mais dificuldades, em esconder debaixo do tapete as "misérias humanas"...


Não sei se lhe chame uma coisa curiosa, até porque pode ser mais comum do que aquilo que eu possa imaginar.

À medida que os anos vão passando,  tenho cada vez menos paciência para o Natal.

Sei que em parte isso deve-se a este mundo que nos rodeia, ter cada vez menos ares natalícios (as luzes e as montras não contam...). Gaza, Beirute, Damasco ou Kiev, são os maiores exemplos...

Por outro lado, como tenho os filhos já adultos (ainda não há netos...), perdeu-se um pouco o encanto e a sua alegria contagiante (mesmo que passageira...) em receber presentes...

Tenho vários defeitos, mas a hipocrisia, o cinismo e a inveja, não estão no "pacote" (e ainda bem, são das coisas mais miseráveis e vulgares dos seres humanos...). E esta época trás todas essas coisas - em "tamanho xl" - para as casas, para as ruas, para as igrejas e sobretudo para as lojas.

E se há coisa que nós vamos perdendo com os anos, é a paciência para fazermos fretes.

Claro que isto não tem nada a ver, por exemplo, com a reunião natalícias das famílias. Numa época em que este núcleo especial tem sido tão desvalorizado, é bom que as pessoas que se encontrem, nem que seja, na tal "uma vez por ano"...

É com gosto que janto a 24 com a minha sogra, passo ceia com os meus cunhados e mais família (onde até costuma aparecer o "pai natal"...). Ou almoço a 25 com a minha mãe e o meu irmão...

Mas não consigo suportar este regresso ao passado, ao tempo dos "coitadinhos", com os ricos a voltarem a "escolher" o seu pobrezinho, para a sua ceia (voltou-se a isto, com mais visibilidade, porque os ricos estão mais ricos e os pobres mais pobres...) ou a ver o presidente da república a servir refeições aos sem abrigo (ele bem podia fazer com que o natal para esta gente não fosse apenas um dia. Até lhe dou a ideia de, quando sair do cargo, fomentar estes encontros, mensalmente...).

(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha)


sexta-feira, fevereiro 23, 2024

"Reservado", o destino mais popular em Almada...


Provavelmente sou eu que tenho azar, mas sempre que decido utilizar os transportes públicos, fico na paragem a ver passar autocarros (e "metros" também...).

Normalmente ando a pé na Cidade. Mas quando tenho de me deslocar para qualquer freguesia do Concelho vou de carro. Isso acontece porque os transportes de Almada sofrem do mesmo mal, há uns vinte ou trinta anos, normalmente vêm em carreirinha (dois ou três seguidos), depois de durante largos minutos não passar um único autocarro pelas paragens.

A última vez que tentei, foi ontem de manhã. Fiquei "pendurado" na paragem do "canecão", mais de vinte minutos, onde passam 15 autocarros para vários destinos. E enquanto esperava passaram seis autocarros cujo destino era "Reservado", na direcção da Cova da Piedade. Curiosamente, ou talvez não, passarem também três "Reservado" na direcção contrária (para Cacilhas...). Ainda não eram 11.30 horas, mas há sempre a possibilidade dos motoristas da "Carris Metropolitana" almoçarem cedo...

Uma viagem que fazia em 15 minutos de carro, foi percorrida em 60 em transportes públicos...

Com estes modelos de funcionamento, é muito difícil tirar os transportes próprios das estradas...

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)


terça-feira, outubro 24, 2023

O Constante "Pintar por Cima"...


A degradação urbana só não é maior ao longo do Cais do Ginjal, porque há um constante "pintar por cima", nas paredes dos antigos restaurantes, armazéns de vinhos e oficinas de reparação naval, entre outros ofícios. 

Toda esta tinta, além de "embelezar" o Cais,  também tenta disfarçar as "ruínas", com tempos de abandono que variam entre as quatro e cinco décadas... 

Embora o Ginjal apareça sempre mencionado nos folhetos eleitorais, parece não passar disso, um "trunfo" constantemente adiado por quem acaba por ser poder...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

sábado, setembro 30, 2023

O Busto de Romeu Correia nos Jardins do Museu do Teatro


Na manhã de domingo fui ao Museu do Teatro e do Traje, propositadamente para ver o busto de Romeu Correia, da autoria de Francisco Simões, colocado nos seus jardins.

Tudo isto porque um dos meus amigos me disse, com alguma lata: «Aquilo parece-se tudo menos com o Romeu. Pode ser qualquer careca, que não rape o cabelo na totalidade.» Além de sorrir fiquei a pensar que tinha de "ver para crer" (sou muito como S. Tomé)...

E o que encontrei nos jardins foi um busto demasiado grande e um pouco desproporcionado, diga-se de passagem. 

Ao contrário do meu amigo encontrei parecenças com o grande escritor de Almada, mas na minha opinião está longe de ser um trabalho perfeito. 

Mas o que mais me "chocou" foi a Obra de Arte estar colocada na relva, sem qualquer base de apoio. Penso que se tivesse uma base (como todos os outros bustos colocados naquela parte do jardim), ficaria mais "normal"...

Mas é o Romeu que está ali. Sem qualquer dúvida.

Não faço ideia porque razão foi colocado nos jardins deste Museu e não em Almada. Mas isso já são "contas de outro rosário"...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


quarta-feira, julho 12, 2023

Esta indiferença e indolência, em relação ao Poder Local, a cair no exagero...


O comentário de "Alma'Almada" ao último texto que escrevi, deixou-me a pensar.

Ele levanta uma série de questões, pertinentes e reais.

-Será que teremos de considerar Almada um concelho e uma cidade como casos perdidos?
- Saberão estes autarcas para que foram eleitos?
- Pensarão estes autarcas, só por terem sido eleitos, que sabem tudo e estão no procedimento certo?

E depois responde:

Eles sabem tudo... eles sabem tudo...
(E) não querem que os outros pensem, opinem, sugiram, critiquem construtivamente, façam "reparos".
São no fundo os construtores de um autoritarismo democrático para instauração de ditadura democrática porque chegaram ao poder por via do voto dito democrático.
Repudiamos estas atitudes e esta postura.

E eu fiquei a pensar, entre outras coisas, que talvez os almadenses estejam demasiado velhos e cansados para se revoltarem, para olharem à sua volta com olhos de ver (somos uma população cada vez mais envelhecida)... 

Uma boa parte dos jovens que se vêem na Cidade são originários de outros continentes (asiático e sul-americano). Para eles Almada é apenas um ponto de passagem...

E estamos condenados a isto...

Só penso é que este partido que governa Almada e o País, devia mudar de nome. Nem sequer é social democrata, quanto mais socialista.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, julho 07, 2023

A dificuldade cada vez maior em não entrar na "onda pessimista"...


Embora eu por natureza, não seja pessimista, tenho cada vez mais dificuldade em olhar para Almada, com esperança e com uma boa perspectiva de futuro.

E também por isso que escrevo menos aqui no "Casario", não me apetece nada fazer o papel de "profeta da desgraça".

Mas há problemas sérios, que ninguém se preocupa em resolver. O lixo continua a acumular-se junto aos contentores, em muitos lugares da Cidade. Sei que a culpa muitas vezes é das pessoas que nem se dão ao trabalho de abrir o contentos e colocar lá os sacos do lixo. Há zonas verdes que parecem "matagais". Mas o mais grave são os buracos nas estradas. É difícil encontrar uma rua que não tenha um buraco (apesar de não chover, alguns transformam-se em "crateras" obrigando-nos a pequenos desvios, que nos fazem mudar de faixa de rodagem).

Não estou a pensar em criar algo parecido com a "Associação de Cidadãos Automobilizados", que além de ter feito um trabalho extraordinário na divulgação dos grandes problemas que existiam em Lisboa no trânsito e nas ruas (havia coisas completamente absurdas...), até chegou à vereação do Município. Mas esta falta de respeito por todos nós, por parte das Autarquias locais (Câmara e Junta), continua a ultrapassar os limites do razoável.

Por exemplo, o "buraco" que existe próximo do mercado, continua lá (já se pode dizer, meses depois...). A única diferença, foi que tiraram o balde de tinta vazio que lá estava e colocaram uma peça de plástico, usada quando existem obras nas estradas, que o mantém quase escondido...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, julho 22, 2022

Nunca Irei Perceber os "Grevistas" dos Transportes Públicos...


Nunca irei perceber os "grevistas" dos transportes públicos.

A única coisa que costumam conseguir é a falta de solidariedade dos contribuintes - sempre os principais atingidos pelas suas paragens -, que além de se sentirem lesados, até por já terem pago os seus passes, acabam por ter problemas nos seus empregos.

Quando o cais está cheio de cacilheiros e não se vê movimento humano à sua volta, percebe-se que há "plenários" (este nome é tão fascista...) de trabalhadores, mesmo que estejam sentados (como aconteceu...), a fumar uma cigarrada e a contarem histórias uns aos outros, junto ao edifício que lhes deve servir, entre outras coisas, de vestiário, rente ao cais de Cacilhas.

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


segunda-feira, maio 24, 2021

Uma Cidade Quase Sem Identidade...


Nos últimos anos Almada tem vindo a perder a sua identidade, muito pelo desaparecimento da indústria (especialmente a naval) e pela perda de importância do associativismo no dia a dia dos almadenses.

Claro que ainda falo dos tempos antes da gestão socialista, embora a actual presidente da Câmara tenha deixado bem claro, que queria tornar Almada numa "cidade satélite" de Lisboa...

Pode ser muito bom para o "negócio" esta aproximação a Lisboa, mas quando deixamos de ter uma identidade própria, vamos perdendo história e orgulho do que fomos e do que somos...

Mas talvez Almada, Amadora, Seixal, Barreiro ou Loures, continuem condenadas a serem apenas "Cidades-Dormitórios" da Capital... 

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sábado, fevereiro 27, 2021

O Vazio Local Sente-se Mais...


A explicação que encontro para não ter grande vontade de escrever por aqui no "Casario", prende-se com o vazio que sinto em relação a Almada, à cidade onde habito.

É quase um "não existir". A pandemia também é isto...

 (Fotografia de Luís Eme - Almada)


domingo, janeiro 31, 2021

Esta Sensação de "Hibernação"...


Provavelmente esta sensação que tenho de "hibernação" de quem governa a Cidade onde vivo, é sentida numa boa parte das vilas e cidades deste país (as aldeias não contam, há muito que estão entregues a elas próprias...).

Espero que seja apenas isso, uma sensação, e que os governantes almadenses continuem atentos aos vários problemas sociais do Concelho, que se têm agravado com a pandemia.

Não só desejo como acredito que sim, que eles estão atentos aos mais pobres (é bom que algumas cantinas de escolas permaneçam abertas para alimentar os alunos que não podem, nem devem, "passar fome", e que são sempre mais do que imaginamos...), aos pedidos de apoios do hospital, dos centros de saúde, dos bombeiros e de lares e centros de dia de idosos.

Sei que falo das estradas esburacadas e de outras miudezas, que são mesmo isso, miudezas... quando comparadas com os problemas sociais que se agravaram nos últimos meses, sobretudo nos bairros que alojam as pessoas que sempre viveram com mais dificuldades.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quinta-feira, novembro 12, 2020

Fugir do Tempo e do Futuro...


Este tempo, em que as nossas vidas estão quase suspensas, podia ser um "tempo" virado sobretudo para o planeamento e para o estudo, para que o futuro pudesse ser menos cinzento e mais risonho para todos nós. Era bom ver preocupações acrescidas em relação ao ambiente e à nossa qualidade de vida.

Mas infelizmente são raras as situações em que conseguimos aproveitar as coisas positivas que as negativas nos oferecem... neste país demasiado povoado por governantes que "raramente se enganam"...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, setembro 25, 2020

Coisas Desconcertantes...


Ontem reparei que colocaram umas pintas de tinta na minha outra rua (traseiras). O meu filho comentou que deveriam colocar linhas de separação das duas vias.

Estava certo, hoje lá passou o "camião pintor" a tracejar a estrada. Coisa que nunca tinha sido feita, nos já trinta em alguns anos que moro nesta rua...

Achei estranho e desconcertante por duas razões. A primeira por se tratar de uma rua com pouco movimento rodoviário (o único movimento que tem aumentado é de pessoas e de cães, que aproveitam o pequeno espaço campestre que ainda existe...). A segunda por se tratar de um tapete gasto (este sim a precisar de renovação...), fazendo com este "investimento" pareça fazer pouco sentido.

Mas como diz o outro, "quem manda sabe", mesmo que saiba muito pouco, como se observa diariamente...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)

domingo, julho 26, 2020

O que o Tejo Une e Separa...


Penso que o Tejo é o principal responsável pelo facto das localidades ribeirinhas, próximas da Capital, possuírem uma identidade própria, que também tem sido alicerçada por séculos de história.

Almada, Barreiro, Seixal ou Montijo, por exemplo, são muito diferentes da Amadora, de Odivelas ou de Loures.

Esta "fronteira" natural só começou a ser esbatida nos últimos cem anos, com a melhoria das condições de travessia do rio, com o começo da oferta de carreiras regulares entre as duas margens do rio. 

E a partir de 1966, com a construção da Ponte 25 de Abril (é muito mais bonito que o nome anterior...) que liga Alcântara ao Pragal, tudo ficou mais próximo...

(Fotografia de Luís Eme - Tejo)

sexta-feira, julho 17, 2020

As Portas Fechadas que não Voltam a Abrir...


Vou transcrever aqui para o "Casario", uma parte do texto que escrevi hoje no "Largo". Porque além de ser um retrato social, é também uma reflexão sobre Almada e sobre o Associativismo...

«Muitas das pessoas que agora passam a maior parte do tempo em casa (quase todos nós...), quando puderem voltar a sair para a rua, para voltarem a ter uma vida quase normal, percebem que isso não é possível.
Terras como Almada, com muitas colectividades, quando acordarem deste pesadelo, vão descobrir que uma boa parte delas já passou à história (para satisfação dos governantes actuais, que olham para todas as associações, como se estivessem pintadas de vermelho e tivessem nos seus emblemas foices e martelos...). 
Pois é, continuarão a receber "convites" invisíveis, para voltarem para casa...
É por isso que eu digo, que já apareceram por aqui muitos vírus, mas nenhum tão fascista e anti-social como este...»

Gostaria muito de estar enganado, mas...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

terça-feira, dezembro 31, 2019

Mais um Virar de Página...


A mudança de ano, com mais ou menos foguetório, é apenas um virar de página.

Há sempre lugar para a esperança, para o desejo de que alguma coisa melhore, porque para pior já basta assim...

Pondo de lado os "euromilhões" das nossas vidas, penso que se as pessoas pensassem, mesmo que fosse um bocadinho só, nos outros, muita coisa melhoraria à nossa volta...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)