quarta-feira, julho 21, 2021

Almada é Igual ao País...


Escrevi o texto seguinte no meu "Largo":

«Embora existam muitos apelos para fazermos férias cá dentro, esta altura está longe de ser a melhor, por estarmos a menos de seis meses das eleições autárquicas.

Para não fugir à regra, os políticos viram as terras que governam de "pernas para o ar", fazendo melhorias - mais para "encher o olho" que para beneficiar as populações -, tornando a passagem pelo centro de muitas cidades e vilas, um pesadelo.

Eles apenas estão preocupados com a reeleição, apostando cada vez com a memória mais curta das pessoas (como se fosse possível esquecer três anos e meio de "adormecimento"...), publicitando as inaugurações e os benefícios recentes, como se fossem as "melhores obras do mundo"...»

Num concelho como o de Almada, com tantas carências ao nível social, como na habitação por exemplo (ainda existem "bairros de lata" na Trafaria e Costa de Caparica...), acho as obras que se estão a realizar no Largo de Cacilhas um desperdício de dinheiro. Não passa de uma obra eleitoralista, das tais para "encher o olho"...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


segunda-feira, julho 19, 2021

As Sondagens "Xoxialistas"...


Há já algum tempo que estranho as sondagens "vitoriosas" de António Costa, com tantos casos, casinhos e sinais de incompetência de alguns ministros e ministérios.

Mas depois de ler no "Expresso" o que a jornalista Rosa Pedroso Lima escreveu: «Com 68% dos inquiridos a considerar 'boa' ou ' muito boa' a prestação da autarca, Inês de Medeiros passou o teste do seu primeiro mandato - ajudada por 66% de respostas positivas sobre o combate à pandemia. Mas em áreas específicas de intervenção, a média de classificação atribuída não foi além dos 5,6 pontos, numa escala de 1 a 10 - prejudicada pela pior avaliação no acesso à habitação, ou áreas dos impostos e taxas municipais e do combate à corrupção. Bastará?», Fiquei esclarecido.

Como não conheço uma única pessoa que faça uma avaliação positiva do mandato da presidente do Município de Almada, até percebo o "empate técnico" entre Inês Medeiros e Maria das Dores Meira, que "atiça guerra PS/PCP", porque as "sondagens xoxialistas", valem o valem...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, julho 16, 2021

Alexandre Castanheira e "Uma Certa Vanguarda"


A leitura da peça de teatro, "Uma Certa Vanguarda", da autoria de Alexandre Castanheira, uma grande figura da cultura almadense (que já nos deixou), fez com que "entrasse" de novo no mundo do associativismo. 

Não foi difícil de imaginar as reuniões de direcção que inspiraram o autor. Embora já não assistisse à cultura machista, que continuou a resistir depois de Abril, com muitos homens de esquerda, que só eram progressistas fora de casa... Gostei deste retrato, real, assim como da luta das mulheres destes associativistas, que também queriam (e muito bem) participar na "revolução social e cultural" que ainda continuou bem viva bastantes anos depois de Abril.

E claro, recordou-me o professor Alexandre, o poeta e o bom companheiro de muitas jornadas culturais na nossa cidade, que me ensinou tanto, sem se aperceber...


terça-feira, junho 29, 2021

A Ciclovia Mais "Famosa" do País...


O concelho de Almada tem hoje a ciclovia mais "famosa" do país, pelos piores motivos, claro.

Na Sobreda de Caparica - como podem ver pela fotografia - foi construída há poucos meses uma ciclovia, com dezenas de obstáculos ao longo do seu percurso. Os postes de electricidade, de telefones, assim como alguns sinais de trânsito e algumas caixas metálicas, mantiveram-se, nos mesmos sitios, talvez para dar mais emoção aos passeios de bicicleta...

Espero que os autarcas responsáveis pela execução da obra (paga com o nosso dinheiro) estejam orgulhosos pelo belo exemplo que deram ao país, de como cuidam do nosso bem estar e da nossa segurança.

(Fotografia de Luís Eme - Sobreda)


quarta-feira, junho 23, 2021

"O Nosso Parque da Paz - o pulmão da cidade"


Hoje de manhã passei pela Junta de Freguesia do Feijó e Laranjeiro, para ver a exposição de aguarelas de Carlos Canhão, "O Nosso Parque da Paz - o pulmão da cidade".

Quase que me fica mal dizer que fiquei agradavelmente surpreendido com a beleza de algumas imagens, porque o nosso "Monsanto" é um lugar onde não falta beleza nem motivos inspiradores, e a qualidade artística de Carlos Canhão é reconhecida por todos os almadenses.

Mas o artista não se limitou a pintar, também escreveu. Cada aguarela conta a sua história.... é uma exposição para "ver e ler", sim, está próxima da poesia ilustrada.

Gostei de um outro lado da exposição, o lado da memória, de quem não esquece, de quem é grato à mulher que foi a grande responsável por hoje termos um "pulmão" verde, onde podemos andar, correr, saltar ou simplesmente ficar ali, a descansar e a pensar, que a vida às vezes parece uma coisa boa... sim, foi e é bonita a homenagem a Maria Emília de Sousa, que nenhum almadense deve ter dúvidas que foi uma grande presidente do nosso Município, cuja obra continua bem visível...

E neste tempo estranho, é sempre bom deixar aqui um aplauso à Junta de Freguesia do Feijó e do Laranjeiro e ao seu presidente, Luís Palma, que não se "assustou" com a pandemia e abriu mais uma vez a sua casa à Cultura, para apoiar a exposição e a edição do bonito livro-catálogo, que nos ajudará a rever, sempre que quisermos, a arte do Carlos e a beleza do Parque da Paz.

Para terminar, informo que quem gosta de fotografia, tem também uma outra exposição (em frente), do Ruben e da Sofia, que nos mostram o seu olhar fotográfico - sensível, bonito e original - do nosso Parque (cheio) de Paz.


segunda-feira, junho 07, 2021

O Associativismo Tenta Regressar em Almada (timidamente)


Noto que durante este mês de Junho se irão realizar muitas das Assembleias Gerais que a pandemia e o bom senso cancelaram no Concelho de Almada.

Umas aprovarão os relatórios de contas e os planos de actividades, outras escolherão os novos corpos gerentes (tarefa cada vez mais difícil, porque há muito tempo que ser dirigente associativo deixou de ser um cargo "apetecível"...).

Não sei o que irá acontecer, num futuro próximo, pois a Autarquia, com a "cassete" de que o "associativismo em Almada era comunista", tentou dificultar ao máximo a sua sobrevivência, pois além de cortar subsídios, ainda exigiu a sua devolução (por o dinheiro não ter sido aplicado na "alínea" para o qual tinha sido pedido... esquecida que o pagamento da renda, água e luz, passa à frente de todas as "alíneas").

Gostava que os políticos também fossem penalizados desta maneira, quando desviam verbas, que deviam ser aplicadas na Cultura ou na Educação, para as aplicarem nas várias áreas do tecido urbano, por exemplo. 

Era um "corrupio" de devolução de verbas de Norte a Sul...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


domingo, maio 30, 2021

15 anos e 1812 textos depois...


Foi no dia 30 de Maio de 2006, que publiquei o meu primeiro "post" num blogue criado por mim, este mesmo, o "Casario do Ginjal".

E entretanto já passaram 15 anos... Pelo caminho surgiram outros blogues da minha autoria, porque escrever sempre foi uma coisa fácil, talvez em demasiados registos, mas ninguém é perfeito.

Como gosto, sobretudo de escrever, tenho permanecido fiel aos blogues. Sei que isso também acontece porque dou preferência a este ambiente calmo, menos propenso a mal-entendidos e a confusões (as redes sociais são muito isso...).

E enquanto continuar satisfeito, vou continuar por aqui.

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


segunda-feira, maio 24, 2021

Uma Cidade Quase Sem Identidade...


Nos últimos anos Almada tem vindo a perder a sua identidade, muito pelo desaparecimento da indústria (especialmente a naval) e pela perda de importância do associativismo no dia a dia dos almadenses.

Claro que ainda falo dos tempos antes da gestão socialista, embora a actual presidente da Câmara tenha deixado bem claro, que queria tornar Almada numa "cidade satélite" de Lisboa...

Pode ser muito bom para o "negócio" esta aproximação a Lisboa, mas quando deixamos de ter uma identidade própria, vamos perdendo história e orgulho do que fomos e do que somos...

Mas talvez Almada, Amadora, Seixal, Barreiro ou Loures, continuem condenadas a serem apenas "Cidades-Dormitórios" da Capital... 

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quinta-feira, maio 06, 2021

O Primeiro Fato do Jaiminho...


Uma das coisas que a pandemia nos roubou foi o convívio próximo com os amigos.

Embora tenha feito parte de várias tertúlias ao longo dos anos, nos últimos tempos só era assíduo a uma, a "Tertúlia do Bacalhau com Grão", que ocupava a maior mesa do Restaurante Olivença, às segundas-feiras (que fica na rua com o mesmo nome, em Almada, junto ao mercado).

Um dos amigos que conhecia apenas um pouco mais que de vista, era o Jaime Soares, que todos tratamos por Jaiminho, que fora um dos grandes andebolistas do Almada e também o primeiro presidente da Junta de Freguesia de Almada, pós-Abril e que começou a trabalhar cedo demais no estaleiro Parry & Son, em Cacilhas.

A partir de certa altura o Jaiminho começou a sentar-se ao meu lado e começámos a cultivar uma amizade e um respeito mútuo que perdurará no tempo, por comungarmos dos mesmos princípios e sermos muito frontais na nossa forma de estar e de nos relacionarmos com os outros. Nem mesmo a sua surdez foi um obstáculo para esta boa camaradagem tardia e genuína.

As coisas que eu aprendi sobre a história recente de Almada, com os relatos das vivências do Chico, do Orlando e do Jaiminho, nas conversas bastante animadas no nosso canto da mesa, graças às suas memórias de elefante e ao seu companheirismo.

Estava a arrumar fotografias quando descobri este "post-it", que escolhi para "ilustrar" estas palavras e está patente no Museu Naval de Almada. 

É o testemunho do Jaiminho sobre o "seu primeiro fato", comum à maioria dos jovens operários almadenses...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


domingo, abril 25, 2021

«Abril cumpre-se todos os dias»


Nunca esqueceu a frase curta, e tão simples, mas cheia de simbolismo, do homem que não precisava de usar um cravo, uma vez por ano,  para ser "Gente de Abril".

«Abril cumpre-se todos os dias.»

E continuou: «Abril é defendermos a nossa liberdade e a liberdade dos outros. Abril é gostar de viver em democracia.»

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, abril 16, 2021

A Nossa Fantástica Telma Monteiro


Telma Monteiro sagrou-se hoje pela sexta vez Campeã Europeia de judo,  na sua categoria.

As suas palavras após mais uma grande vitória internacional, dizem tudo:

«É fantástico. É difícil encontrar palavras, foi duro, foi uma preparação muito dura. Magoei-me no ombro quando estava a preparar-me para o Europeu e para o apuramento olímpico. Tinha esta oportunidade de disputar o título em casa, foi extremamente difícil, mas quando acordei de manhã senti que ia fazer história.»

A judoca de Almada, aos 35 anos, conquista a sua 15.ª medalha em campeonatos europeus absolutos (seis de ouro, duas de prata e sete de bronze) e continua a ser uma das nossas maiores esperanças na conquista de uma medalha olímpica no Japão.

(Fotografia de Nuno Veiga da Lusa)


sábado, março 27, 2021

Rua Pedonal "Devolvida" aos Carros...


Durante estes tempos estranhos, há muito poucas pessoas a circularem na Rua Cândido dos Reis (a rua dos restaurantes), que fica no coração de Cacilhas.

Esta fotografia é exemplificativa. Apesar da rua se ter tornado pedonal (uma excelente ideia...), os carros voltaram, mesmo que timidamente (e ainda bem...), a querer dar alguma vida, a um lugar que vivia sobretudo das pessoas.

Das pessoas que passavam para baixo e para cima e das outras, que enchiam as esplanadas, dos cafés e restaurantes...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


quarta-feira, março 24, 2021

Um Tempo, sem Tempo para Despedidas...


Soube pela blogosfera ("Almadalmada") do desaparecimento de Fernando Paiva de Moura,  comerciante local e uma figura desde sempre ligada ao movimento associativo almadense, a 17 de Março.

Com uma Cultura acima da média e um conhecimento profundo da história de Almada e do Movimento Associativo, conversei muitas vezes com o Fernando, para esclarecer algumas dúvidas e também em busca de mais saber (ajudou-me a perceber o funcionamento de algumas bibliotecas do Concelho e a conhecer melhor algumas figuras da história recente de Almada, assim como o movimento anarquista no Concelho...).

Sim, o Fernando manteve sempre uma "costela anarquista", herdada do pai, Joaquim Moura, grande figura local deste movimento, o que fazia com que fosse uma pessoa especial e tivesse um entendimento singular sobre as coisas do mundo que nos rodeavam. Era irmão de Adelino Moura, um grande desportista e associativista almadense, que também já nos deixou.

Guardo a amizade, a simpatia e a afabilidade com que sempre me tratou.

Infelizmente vivemos tempos sem tempo para despedidas...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


domingo, março 21, 2021

Nosso Farol



Nosso Farol
 
Ante-Âmbolo de nossa infância,
Mirante dos nossos sonhos,
Luz guardiã da esperança
Que embalou nossos anos mais risonhos.
Ex-libris dum lugar harmonioso
Lá no alto, como grande e distinto senhor,
Como um verde mastro
Elevado e orgulhoso
Te mantiveste erecto,
Altivo em teu labor,
De cintilante brilho te revestiste,
Abrindo em tua luz-verde-esmeralda
Os caminhos do rio, que te embalou
E, em ti viveu...
E, um dia sem aviso
Te arrancaram p’la raiz,
E o lugar, que contigo foi feliz
Assim ficou castrado e entristeceu.
A tua formosa luz se apagou,
Murchou p’ra sempre
Vivendo hoje somente
Em nossa saudosa mente...
 

 Anyana

(Poema escrito por uma poetisa natural de Cacilhas, que já não está entre nós. Pensamos que nos anos 1990... antes do regresso simbólico do Farol a Cacilhas)

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)

quinta-feira, março 18, 2021

Mais um "Projecto de Papel" em Almada


Depois das "danças" e "contradanças", de mais de vinte anos, com os projectos urbanísticos da "Cidade da Água" (Lisnave), Ginjal e Almaraz, que ainda não sairam do papel - ao contrário do prometido pela gestão socialista -, surgiu agora o "Innovation District". Projecto que pretende ocupar 400 hectares entre o Monte de Caparica e Porto Brandão, segundo a notícia que li, em "ambiente californiano" (a olhar para o Tejo, como convém...).

Convém recordar que o Ginjal, era mesmo para avançar, neste mandato, até teve quase marcada a sessão do lançamento da "primeira pedra"...

Não deixa de ser curioso, que existam sempre novidades destas antes das eleições. Porque será?

(Fotografia de Luís Eme - Monte de Caparica)


quarta-feira, março 10, 2021

Almada, Terra de Cultura e de Artistas


Eu sei que a Cultura ainda é pior que o futebol, no campo da distribuição dos dividendos: são ainda menos os que ganham muito e muito mais os que ganham pouco.

Quando se vive numa terra como Almada, que sempre se gostou de afirmar pela Cultura (mesmo que muitas vezes fosse uma coisa "postiça", mais política que real), é normal que exista mais gente do que se pensa, a passar mal, a ver o chão a fugir-lhe dos pés nestes tempos pandémicos.

E nesta Cultura, há duas áreas que sobressaem, a música e o teatro. Na Arte de Talma, além de existirem duas companhias profissionais, existe mais de uma dezena de grupos, que vivem entre o amador e "fingimento" que se é profissional. No panorama musical, as bandas de culto quase que se resumem aos UHF (os Da Weasel, ainda estão só a "treinar" para o regresso...), mas existem largas dezenas de músicos, uns profissionais, outros quase e outros ligeiramente mais longe, que se espalham por bandas profissionais, estúdios de gravação e bandas de garagem (ainda existem muitas...). E depois ainda temos aqueles que queriam ser actores e músicos, mas que acabaram por ficar pelo caminho e hoje são apenas técnicos de som, técnicos de luzes (eles gostam mais que se diga luminotécnica e sonoplastia...) ou simples "carregadores de instrumentos". Embora no teatro exista menos espaço para "pessoal de fora" do palco (há muitos grupos em que os actores até vendem bilhetes...).

Ou seja, são muitas as famílias almadenses, com o futuro incerto, para além dos pobres do costume, que habitam os bairros clandestinos e (pouco) sociais. 

Não sei se o Município tem feito alguma coisa por toda esta gente. Acredito que deve ter dado algum apoio, até porque a presidente veio das culturas (das artes cénicas). Mas quem apoia, como sempre, são os pais e avós, que voltam a ser o "amparo" destes jovens de pelo menos duas gerações, que se estendem dos vinte aos cinquenta...

Em alturas como a que estamos a viver, vale menos de nada, ser artista, mesmo numa terra que gosta de se afirmar pela Cultura...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sábado, março 06, 2021

"A Casa da Amizade" e os Meus Amigos Comunistas de Almada em Festa


Hoje é um dia de festa para o PCP e para todos os comunistas. É por isso que presto aqui a minha homenagem a todos os meus amigos comunistas, almadenses, que sempre me trataram como "um deles" (apesar da minhas "heterodoxias"...).

Infelizmente a pandemia cancelou os nossos almoços na "Casa da Amizade", no Pragal, onde o convívio e o companheirismo eram o mais importante destas jornadas, onde além da boa comida e bebida, não faltava a alegria e a animação com música, poesia e anedotas.

Nesta fotografia é possível ver o Xico e o Orlando a declamarem "O Mar", como só eles sabem...

(Fotografia de Luís Eme - Pragal)


sábado, fevereiro 27, 2021

O Vazio Local Sente-se Mais...


A explicação que encontro para não ter grande vontade de escrever por aqui no "Casario", prende-se com o vazio que sinto em relação a Almada, à cidade onde habito.

É quase um "não existir". A pandemia também é isto...

 (Fotografia de Luís Eme - Almada)


quarta-feira, fevereiro 10, 2021

Uma Cidade Igual a Todas as Outras...


Almada é uma Cidade, igual a tantas outras,  que tenta resistir, que finge estar viva.

A maior parte das pessoas estão fechadas em casa. Algumas, poucas, têm de sair de casa para fazer as compras indispensáveis. Circulam entre a desconfiança e o medo (os "imortais" não contam, que tanto podem ser meia-dúzia de adolescentes ou meia-dúzia de homens de meia-idade, que não sobrevivem sem os copos de todos os dias e inventam "tabernas" onde é possível...).

Almada é apenas uma Cidade igual a todas as outras deste nosso país.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


domingo, janeiro 31, 2021

Esta Sensação de "Hibernação"...


Provavelmente esta sensação que tenho de "hibernação" de quem governa a Cidade onde vivo, é sentida numa boa parte das vilas e cidades deste país (as aldeias não contam, há muito que estão entregues a elas próprias...).

Espero que seja apenas isso, uma sensação, e que os governantes almadenses continuem atentos aos vários problemas sociais do Concelho, que se têm agravado com a pandemia.

Não só desejo como acredito que sim, que eles estão atentos aos mais pobres (é bom que algumas cantinas de escolas permaneçam abertas para alimentar os alunos que não podem, nem devem, "passar fome", e que são sempre mais do que imaginamos...), aos pedidos de apoios do hospital, dos centros de saúde, dos bombeiros e de lares e centros de dia de idosos.

Sei que falo das estradas esburacadas e de outras miudezas, que são mesmo isso, miudezas... quando comparadas com os problemas sociais que se agravaram nos últimos meses, sobretudo nos bairros que alojam as pessoas que sempre viveram com mais dificuldades.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, janeiro 29, 2021

Às Vezes Acontece...


Esta "frase" acabou por ser publicada no "Largo" (por engano) e acabou por ficar.

Como o "Casario" está quase abandonado, ao sabor desta pandemia que nos fecha em casa, tinha pensado usar este quase letreiro, colocada à entrada do "Castelo" (nunca gostei de lhe chamar castelo, embora tenha muralhas, por ser feito de cimento, para mim os castelos são feitos de pedra...) por aqui.

No "Largo" disse que esta frase soava tanto a "estado novo", embora governantes como o Costa ou o Marcelo fossem capazes de colocar frases iguais, aqui e ali, para nos encherem de "moral"...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sábado, janeiro 23, 2021

Regressar à "Vaca Fria"...


Sei que posso estar a ser injusto e egoísta para os operários que colocam "novos tapetes" de alcatrão nas nossas estradas, mas este confinamento (com muito menos trânsito nas ruas) podia ser aproveitado para dar uma "nova vida" às estradas e aos carros de Almada.

Se já existiam buracos, com a chuva, não só "alargaram" como "afundaram". Há várias ruas que já se podem considerar perigosas, com a da fotografia, que não mostra bem a "cratera", o buraco mais distante (e é difícil desviarmo-nos dela por causa dos carros estacionados...).

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quinta-feira, janeiro 14, 2021

Homenagem a um "Deus" Terreno no Ginjal


O frio não tem sido muito convidativo para passeios rente à margem do Tejo.

Mas hoje apeteceu-me ir pelo Ginjal a fora. E foi bom, porque descobri várias novidades. A maior de todas foi a homenagem que foi feita a Maradona, nas paredes dos velhos armazéns, nas proximidades dos restaurantes...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)