terça-feira, dezembro 14, 2021

Saudades da Outra Almada, mais Culta e Associativa...


Sei que na política se usam muitos nomes para nos "indrominar". Deve ser também por isso que gosto pouco destes governantes da minha Cidade, que se dizem socialistas, talvez por não conhecerem o verdadeiro significado de socialismo.

Apesar de ter assistido a vários erros e a outros tantos tiros nos pés, por parte da CDU, sinto falta da outra Almada, que podem chamar de "comunista", até com algum desdém. 

Do que eu não tenho qualquer dúvida, é que a outra Almada era uma Terra mais Culta, mais Solidária e mais Associativa.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, dezembro 10, 2021

A Arte de Rosarlette Meirelles


Almada já tem muitas marcas da arte de Rosarlette Meirelles.


O seu último mural na Boca do Vento é uma das coisas mais admiráveis que têm sido pintadas nas paredes da nossa Cidade.


Desta vez fez com as crianças migrantes ficassem mais próximas do nosso olhar e da nossa consciência.


Era bom que todos os almadenses (e porque não todos europeus?) passassem pela Boca do Vento...


Embora seja possível, que muitos dos que passam por lá, tenham perdido o hábito de olhar para o mundo que os cerca...

Aqui fica registado o meu aplauso e o meu agradecimento à Rosarlette.

(Fotografias de Luís Eme - Almada)


terça-feira, novembro 30, 2021

O "Casamento" entre Rotundas e Semáforos Raramente é Feliz

Na Praça Gil Vicente, em Almada  (depois da Praça da Renovação...), as pessoas que se acham muito entendidas em trânsito e têm o poder de alterar as coisas, resolveram mudar, a espaços, esta rotunda. Como de costume, fizeram algumas mudanças positivas e outros tantos disparates.

O maior de todos foi a colocação de mais semáforos ao longo de toda a rotunda. Se com a passagem do Metro (que tem sempre a prioridade...), já se instalava a confusão, imaginem agora com semáforos para peões e para carros, que irão parar ainda mais o trânsito nesta Praça. Até porque a única alternativa que os peões têm para passarem com o sinal verde, é carregarem no respectivo botão, obrigando o trânsito a paragens desnecessárias (no meu ponto de vista, claro...). Ou seja, ontem era mais simples e fácil circular que hoje, para toda a gente, na Praça Gil Vicente. Às vezes estas mudanças prendem-se com acidentes, mas neste lugar, por ser uma zona onde normalmente se circula a pouca velocidade, está longe de ser um lugar perigoso para peões.

Outra alteração que não "lembra ao careca" foi a mudança de local da paragem dos autocarros, do lado do café "Repuxo". Consegue ser também pior para os utentes dos transportes públicos e para os automobilistas.

Embora não seja um entendido na matéria, sempre pensei que a criação de rotundas tinha como objectivo ajudar o trânsito a fluir... Mas como todos sabemos, "quem manda pode". 

Felizmente, como ainda não mandam nas nossas palavras, vamos tendo o direito de expressar a nossa opinião.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


domingo, novembro 28, 2021

As "Antigas Profissões e Ofícios, Almada - Seixal" de Manuel Lima


Já devia ter escrito algumas palavras sobre o último livro do professor Manuel Lima, um grande estudioso de tudo o que tenha a ver com as áreas em que se formou e ensinou (a botânica, a geologia e a zoologia) e também com a história local dos dois Concelhos a que está ligado de forma afectiva e também profissional, Almada e Seixal.

Manuel Lima ao longo das 376 páginas da obra  "Antigas Profissões e Ofícios, Almada-Seixal", retrata mais de oitenta profissões e ofícios - acompanhadas de belíssimas imagens, num excelente trabalho gráfico - cuja maioria está em desuso, especialmente nos centros urbanos. 

Além da componente histórica que nos é oferecida, o autor teve ainda o cuidado de falar com vários artesãos que ainda exercem estas profissões (ou exerceram...), que nos dão o seu testemunho e também algumas explicações técnicas e didácticas sobre as suas actividades, enriquecendo o livro. 

Trata-se de um excelente repositório histórico, que deve merecer uma atenção especial dos jovens por desconhecerem a existência de uma grande parte destas profissões e ofícios, que acabaram por ser vítimas do grande desenvolvimento industrial e tecnológico dos últimos 30 anos, que alterou completamente o mundo laboral, pois muito do trabalho que era feito pelo homem passou a ser feito por máquinas.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, novembro 12, 2021

Vitor Cid no Museu da Cidade


O Museu da Cidade inaugura amanhã à tarde duas exposições de fotografia, com bastante interesse para a cidade e para todos aqueles que gostam da arte das imagens. Falo de "Leslie Howard, um inglês em Almada" e "Vitor Cid, uma Introdução".

Tenho um particular interesse pelos retratos do Vitor, por saber que tínhamos alguns pontos em comum, na forma como olhávamos para a fotografia. E por isso tenho a certeza de que vou gostar de ver "Vitor Cid, Uma Introdução".

E não posso deixar de referir, que se trata de uma boa homenagem de Almada a um excelente fotógrafo almadense, que nos deixou demasiado cedo.

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


quarta-feira, novembro 10, 2021

Uma Escolha Completamente Desadequada


Hoje, ao acompanhar um familiar ao principal centro de vacinação de Almada, no antigo Mercado das Torcatas, senti o quanto esta escolha é completamente desadequada. E por mais que uma razão. 

O espaço é pequeno, pelo menos quando comparado com o anterior, que ficava no interior do Pavilhão Municipal. Como é circular também dificulta a distribuição ordenada das pessoas, assim como a sua chamada e deslocação para os postos de vacinação. Mas tem ainda outro aspecto muito negativo, pelo menos para esta época do ano: devido à sua construção em pedra e também ao facto de ser muito aberto, é frio e desagradável, agora que estamos a chegar ao Inverno.

O tamanho reduzido do espaço faz com que se formem filas consideráveis no exterior, pouco recomendáveis para pessoas com mais de oitenta anos, cuja mobilidade reduzida, não os devia obrigar a terem de passar tanto tempo de pé.

Não faço ideia quem escolheu este local,  se foi o Município ou a Direcção Geral de Saúde. Mas isso nem o mais importante. Importante é "emendarem a mão" e escolherem um espaço mais acolhedor e funcional, para quem precisa de ser vacinado e também para os profissionais destacados para esta missão. Eles acabam por ser as maiores vítimas desta má escolha, que não lhes permite realizar o seu trabalho de uma forma mais eficiente e confortável para todos.

E claro que não é preciso nenhum almirante para resolver esta questão. Basta apenas alguma inteligência e bom senso... 

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


segunda-feira, novembro 01, 2021

Uma Procissão Mais Leve...


A procissão da Nossa Senhora do Bom Sucesso, que se realiza em Cacilhas desde o terramoto de 1755, no primeiro dia de Novembro, saiu à rua, mas numa versão mais leve, ou seja com muito menos andores (só houve espaço para dois, a Santa e a sua imagem bordada...), com o acompanhamento musical da fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas.

Foi esta a opção da paróquia, porque a pandemia ainda anda por aí, como se vê pelo número crescente de infecções diárias. 

O facto do Largo de Cacilhas continuar em obras (prometem fazer concorrência às de Santa Engrácia...), também não ajudou muito a que as pessoas circulassem com maior segurança e à vontade...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


quarta-feira, outubro 27, 2021

25.ª Edição da Mostra de Teatro de Almada


A "Mostra de Teatro de Almada" está quase a começar. E é já a sua 25.ª edição.

Com toda a certeza que neste quarto de século foram revelados excelentes actores, encenadores e também muitos técnicos, uns que continuaram ligados ao mundo do espectáculo, profissionalmente, outros nem por isso.

Todos sabemos que os "trabalhadores da Cultura" foram dos que mais sentiram a pandemia, porque as razões do coração nem sempre combinam bem com as da razão. Mas a Arte sempre se alimentou sobretudo do amor e do talento, nunca quis ser racional. 

É também por isso que a "Mostra" é sempre bem vinda, ainda por cima volta a contar com o público, que também é parte integrante do espectáculo.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quarta-feira, outubro 20, 2021

O CIAV foi Mesmo "Desmantelado"...


Ontem, quando entrei no CIAV, percebi que o Centro de Interpretação de Almada Velha, voltara a ser o "Salão das Carochas".

Destruiu-se um equipamento moderno ao serviço da história para se ganhar um espaço de multiusos, que com a fruta exposta no chão, mais se assemelhava a um barracão, que a uma infraestrutura cultural (mais uma vitória do PS e de Inês Medeiros)...

Senti-me sobretudo triste, pelos "pontapés" que se tentam dar à história de uma Cidade, que nunca se envergonhou do seu passado. Embora o meu contributo tenha sido pequeno, ajudei a construir algumas das histórias que ali estavam, à procura de um "click" sobre as pessoas, as ruas e as casas, da nossa "Almada Velha".

Talvez até esteja a ser injusto (não uso as redes sociais e não sei se já se falou sobre o que estão a fazer à história social de Almada...), mas estranho o silêncio das pessoas que tiveram um papel importante na sua edificação. E estranho ainda mais o silêncio de António Matos, vereador da Cultura de Almada durante mais de três décadas, cujo papel foi, com toda a certeza, de uma importância fundamental para a criação do CIAV.

(Fotografia de Luís Eme - Almada) 


terça-feira, outubro 19, 2021

Sentir Vergonha Alheia...


O tratamento dado às coisas da cultura continua a indignar-me e a fazer com que sinta "vergonha alheia", por parte da equipa que gere o Município. Não consigo perceber a facilidade com que se continuam a "destruir" alguns espaços culturais de Almada, que o PS herdou da CDU.

Já falei por aqui mais que uma vez da vergonhosa "destruição" do Museu da Música Filarmónica (segundo as últimas informações que recebi é agora o "abrigo" de uma companhia teatral do Concelho...). 

Agora foi a vez do CIAV...

Há muito que o Centro de Interpretação de Almada Velha (CIAV) está fechado (antigo "Salão das Carochas"...), mas nunca pensei que o forte investimento tecnológico sobre a história de Almada, feito pelo Município, fosse também para "deitar fora". 

Cada vez tenho menos dúvidas de que os Socialistas têm mesmo pavor às inovações culturais feitas pela CDU em Almada...

Como a minha companheira é associada da "Fruta Feia", fiquei a saber que este mercado de fruta semanal, que antes funcionava no Mercado do Pragal, vai passar a funcionar a partir de hoje no CIAV (Centro de Interpretação de Almada Velha). 

Como conheço o interior do espaço, estou expectante em saber como é que é possível transformá-lo num "centro de distribuição de fruta"...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sábado, outubro 09, 2021

A Indomável Resistência da Incrível


Um dos aspectos que mais foi salientado nos discursos da Sessão Solene da Incrível, foi a excelente actuação da sua Banda Filarmónica, com todos os intervenientes a darem um destaque especial (e merecido) ao facto de uma boa parte dos músicos serem jovens adolescentes ou no começo da idade adulta. 

E isto acontece numa Sociedade Filarmónica que comemorou 173 anos de idade!

Provavelmente a mensagem mais importante que se poderia reter, é que ter muita idade no mundo associativismo não é sinónimo de velhice.

Por outro lado, não há melhor marca na história da Incrível que a sua indomável resistência. Só assim se percebe, que depois de uma paragem forçada devido à pandemia, a banda surja com grande brilho e glória, para satisfação de todos os Incríveis, com toda esta juventude, que é sempre motivo de esperança para o futuro.

E claro, é muito bonito inaltecer os jovens músicos que tocaram no palco, tal como o seu maestro, mas é ainda mais importante não esquecer os seus dirigentes, e sobretudo apoiar o seu trabalho. 

Se há lugar onde se deve apoiar o mérito, é no Associativismo. É bom que, de uma vez por todas, se distribuam "canas de pesca" em vez de "caixas de peixe" pelas Colectividades, que se façam protocolos que dignifiquem ao mesmo tempo o Movimento Associativo e o Poder Local.

 Teremos todos a ganhar com esta mudança de paradigma.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, outubro 01, 2021

173 Anos ao Serviço da Cultura e do Recreio em Almada


A Sociedade Filarmónica Incrível Almadense, uma das colectividades mais antigas do país e a "Mãe" de todas as que nasceram depois de 1 de Outubro de 1848, em Almada, faz hoje 173 anos de vida.

Pode, e deve dizer-se, que tem sido uma vida cheia de Cultura e Recreio. 

Nenhuma outra colectividade de Almada contribuiu tanto como a Incrível para o crescimento e desenvolvimento sociocultural de Almada e dos Almadenses.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


terça-feira, setembro 28, 2021

Almada é a Terra do Futuro...


Depois de quatro anos quase "cheios de nada", são no mínimo curiosas as palavras da presidente da Câmara, depois de ter sido reeleita:

«Almada é uma terra extraordinária. Nós tínhamos dito há quatro anos que Almada pode. E Almada fez muito durante os quatro anos e pode fazer mais. Tínhamos dito que Almada tinha de reencontrar a sua centralidade na Área Matropolitana de Lisboa [AML] e, de facto, hoje Almada é a terra do futuro da AML.»

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sábado, setembro 25, 2021

A História de Almada foi Construída através da Resistência e do Amor pela Liberdade


Não sei o que irá acontecer no final do dia de amanhã, em Almada. Acho que ninguém sabe. Sei apenas que quem vencer as eleições locais, ganhará com poucos votos de diferença. 

Isso podia fazer com que existisse alguma possibilidade de entendimento entre os dois principais partidos, mas a prática governativa socialista dos últimos quatro anos, diz-me que não existe qualquer possibilidade de entendimento entre o PS e o PCP, porque, entre outras coisas, têm ideias muito diferentes sobre o que querem para o presente e futuro do Concelho. 

Mesmo que me incomodem alguns hábitos antigos, de meia dúzia de pessoas que continua a gostar de decidir pelos outros (o que foi publicado no blogue "Almadalmada" é elucidativo...) sei muito bem em quem vou votar. 

Como associativista e activista cultural não posso apoiar quem prejudicou deliberamente o associativismo e a cultura local, fazendo demasiadas "pontes" entre Almada e Lisboa, tentando ignorar a existência de uma cultura local, como se fosse possível fazer de cada almadense um "alfacinha"...

Passados quase quatro anos, continuo sem perceber o encerramento de várias instituições museológicas no Concelho.  O Museu da Música Filarmónica é o caso mais estranho. Fechou as portas para não ser mais nada. Trata-se de uma infraestrutura recente, que tinha apenas um funcionário e que procurava fazer eco do passado musical e associativo de Almada, homenageando uma das suas grandes figuras, em particular. Isto ainda me faz mais confusão porque a presidente da Autarquia, como filha de um maestro, devia no mínimo ter mais respeito pela música instrumental de cariz popular e pelos músicos filarmónicos (a verdadeira escola musical do nosso país...).

Em relação ao associativismo, já escrevi demasiadas vezes sobre ele e sobre a "perseguição" de que foi vítima. Bastava uma associação ter nos seus corpos gerentes uma pessoa ligada ao PCP, para ser logo apelidada de "comunista" pela coligação PS/ PSD e receber menos apoio do que devia. Na minha prática associativa de 25 anos, nunca ninguém me perguntou qual o meu partido ou em quem votava. Posso acrescentar, como exemplo, que os valores colectivos de uma colectividade como é a Incrível Almadense (já são praticamente 173 anos de vida...) suplantam toda e qualquer minudência partidária.

Felizmente tenho memória e orgulho-me na ganga dos fatos de macaco dos operários, que são a essência da história de Almada, construída através da resistência e do amor pela liberdade.

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


quarta-feira, setembro 22, 2021

O que Foi que Correu Mal?


Não acredito que seja intencional, ter várias obras por inaugurar, antes do acto eleitoral do próximo domingo.

Provavelmente esta gestão camarária nem sequer têm competência para estabelecer prazos em obras, de modo a que elas estejam prontas antes das eleições, para "mostrar trabalho"...

O mais gritante de toda esta transformação do Concelho de Almada em estaleiro de obras, tem sido Cacilhas. Pelo meu registo fotográfico, começaram a "desventrar" o Largo de Cacilhas (oficialmente Alex Dinis) desde Abril. Ou seja, em seis meses não conseguiram concluir os trabalhos, que aos olhos do cidadão comum, não fazem nenhuma "boa revolução" neste espaço, muito menos qualquer mudança extraordinária. 

Por outras palavras, é mais de meio ano de transtornos e chatices para os utentes de transportes, que passam diariamente pelo Largo.

Não é difícil de concluir que, terminadas as obras, o Largo continuará a ser sobretudo um ponto de partidas e chegadas de cacilheiros, autocarros e metro de superfície... o lazer fica mais uma vez para depois.

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


terça-feira, setembro 21, 2021

"Guerra" de Cartazes em Almada


Acontecem sempre coisas no mínimo curiosas, durante as campanhas eleitorais.

A CDU achou por bem colocar vários cartazes com projectos para o futuro (mesmo que isso seja coisa para o dia "de são nunca à tarde"...), espalhados por vários pontos do Concelho. O PS replicou, colocando cartazes ao lado, com uma questão: "Só agora?" Falando também dos 40 anos de poder comunista... dizendo que "Almada não quer regressar ao passado".

Só que estes últimos quatro anos socialistas e sociais democratas, deixaram tanto a desejar, que há uma forte possibilidade de os almadenses quererem mesmo voltar ao "passado"...

(Fotografia de Luís Eme - Feijó)


sábado, setembro 18, 2021

A "Almada nas Asas do Sonho" de Orlando


"Almada nas Asas do Sonho" é o título de um bonito poema escrito em 1968 por Orlando Laranjeiro, em Hamburgo. Quase 53 anos depois vai passar a ser também título de livro,  entre outras coisas, porque Almada nunca deixou de estar "nas asas do sonho" deste almadense singular, que nunca gostou de ser reconhecido como poeta ou escritor, apesar de sempre se ter destacado junto dos amigos, pela sua facilidade em rimar e em escrever, palavras bonitas com dedicatória.

Fica feliz é quando lhe chamam Associativista. E foi dos bons, dos que deixou marca e é por isso que continua a ser recordado com emoção, carinho e companheirismo, por todos aqueles que trabalharam com ele. É também por isso que a apresentação deste seu terceiro livro se realiza no Salão de Festas da Incrível Almadense (amanhã, às 16 horas), porque esta foi, e é, a sua grande paixão associativa.

Mas quando alguém publica o terceiro livro, "Almada nas Asas do Sonho - e outros poemas e prosas guardados no baú" (depois de "Almada Terra Coragem" e "Deixem-me Ser quem Sou!"...),  não pode escapar a sina de ser também "escritor".

Mas o que o Orlando é mesmo, é um grande amigo e companheiro. E amanhã lá estarei, na nossa Incrível.


quarta-feira, setembro 15, 2021

A Grandeza Humana de Henrique Mota


Hoje, às 16 horas, será apresentado no Fórum Romeu Correia (Sala Pablo Neruda), o opúsculo, "Henrique Mota, Desportista, Associativista e Escritor (1920-2020)".

Esta obra biográfica, da autoria de Luís Bayó Veiga, embora à primeira vista pareça "curta", devido ao seu número de páginas, é fundamental para todos os que se interessam pela história das gentes de Almada, porque tem aquilo que deve ser mais importante num livro: acrescenta, oferece-nos algo de novo.

Já existia um livro, publicado na comemoração do 90.º aniversário de Henrique Mota ("Henrique Mota, Atleta, Treinador, Dirigente e Escritor Almadense"), mas que apenas se debruça sobre o seu percurso desportivo, associativo e literário. Este opúsculo fala sobretudo sobre a sua vivência familiar e profissional, realçando a grandeza humana de um homem, que mesmo não nascendo em Cacilhas, fez mais pela sua história e pelo seu movimento associativo que a maioria dos cacilhenses.


domingo, setembro 12, 2021

Homenagem a Henrique Mota


Henrique Mota acabou por ser também vítima da pandemia, que não permitiu que ele fosse homenageado no ano do seu Centenário com a dignidade que merecia, na cidade onde cresceu e viveu grande parte da sua vida.

Embora o legado que nos deixou continue a ser pouco divulgado, é de uma importância única na história, no desporto, na cultura e no associativismo almadense.

Estarei lá, no dia 15 de Setembro, a homenagear um grande Amigo.


terça-feira, setembro 07, 2021

A "Perseguição Política" do PS em Almada (2)


Uma das áreas sociais mais prejudicadas durante a actual governação socialista no Concelho de Almada, foi o Associativismo Popular.

Tudo isto porque o PS e o PSD orientaram a sua política de apoios, desde o começo de mandato, seguindo uma premissa errada: a de que todo o "associativismo almadense era comunista".

Ainda me questiono: como é que é possível acontecer tal coisa, quando se caminha para o meio século de democracia no nosso País?

O que é certo, é que isso ficou bem patente na sua prática e também no discurso de alguns dos seus dirigentes. Além de deixarem de apoiar muitas Colectividades, ainda tiveram o cuidado de ver se os subsídios atribuídos (alguns ainda da anterior gerência comunista...) tinham sido empregues nas áreas para os quais tinham sido pedidos. Quando tal não aconteceu foi exigida a sua devolução.

Como as receitas do associativismo são cada vez menores, é normal que as verbas atribuídas pelas autarquias acabem por ser aplicadas onde mais fazem falta (começa logo pela luz, água e rendas...). É preciso alguma sensibilidade social e algum conhecimento de campo, para lidar com estas questões da melhor forma, o que não aconteceu com este executivo. Em alguns casos mais delicados, pedir a restituição de verbas foi a mesma coisa que anunciar o "fecho de portas"...

Gostava que no futuro fosse feito um estudo rigoroso sobre as implicações da falta de apoio do Município nas Colectividades Almadenses no seio da população, que nos tempos que antecederam a pandemia, já viviam o seu dia a dia com grandes dificuldades. 

Sem apoios era-lhes praticamente impossível manterem as suas actividades desportivas, recreativas e culturais, nos mesmos moldes a que estavam habituados, para serviram os seus associados e os almadenses em geral.

(Fotografia de Luís Eme - A Incrível Almadense aparece aqui apenas pelo seu simbolismo, por ser a Colectividade-Rainha de Almada, com os seus 172 anos de idade e de história)


domingo, setembro 05, 2021

A "Perseguição Política" do PS em Almada (1)


Não foi por o PS se julgar o "partido mais democrata português", que achei que uma mudança política em Almada, depois de mais de 40 anos de governação comunista no Concelho, poderia ser útil para todos.

Pensava especialmente nos comunistas, que ao longo de quatro décadas de governação foram-se esquecendo do que era "democracia" e pior ainda, da "igualdade e justiça social", presente em todos os seus discursos. A rede de influências que foi sendo montada ao longo dos anos, não só alimentava o "clientelismo" como favorecia (de uma forma cada vez mais "descarada"...) quem tinha "cartão de militante".

Foi por essas razões que estava longe de esperar que o PS nos seus dois primeiros anos de mandato, usasse e abusasse da "perseguição política", com substituições em cargos de chefia (mesmo intermédios, sem peso político...), olhando apenas para o perfil político, ignorando o perfil profissional (houve muitos funcionários competentes substituídos, apenas pela suspeita de serem "comunistas"...) das pessoas.

O mais grave disto tudo, é que muitos dos substitutos vieram de Lisboa, sem terem qualquer contacto ou conhecimento com a realidade local (nem grande vontade de se integrarem ou conhecerem a história recente do Concelho...). O seu "cartão de visita" era pertencerem ao PS (os famosos "boys").

E tal como a presidente, o seu principal objectivo era transformar Almada numa "cidade satélite" de Lisboa (foi afirmado em várias entrevistas pela Edil...).

Claro que não se transforma uma Cidade com identidade própria, numa cópia de outra cidade, pelo menos em quatro anos. A única coisa que se consegue é ir descaracterizando-a, roubando-lhe a sua maior riqueza, a identidade e o orgulho em se ser almadense, devido à sua história e cultura local.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


terça-feira, agosto 31, 2021

"Nuno - 4 + 4 - Matias"


Este cartaz é apenas mais um, dos milhares que estão espalhados pelo país e que de alguma forma explicam porque razão mais de metade das pessoas recenseadas não vão votar.

Este senhor é, há quase quatro anos, vereador do Município de Almada, com os pelouros do ambiente, energia e espaços verdes.

Ou seja, Nuno Matias não aparece aqui por "obra e graça do espírito santo", embora esteja quase a querer dizer que não tem nada a ver com o que se tem passado aqui em termos ambientais (as ruas nunca estiveram tão sujas e os espaços verdes tão abandonados como neste "reino" do PS e PSD...).

Andou quatro anos a ver as "bandas" a passar (mas com a falta de apoio que é dado ao movimento associativo começa a ser difícil vê-las passar...) e agora sim, quer quatro anos para "transformar Almada".

É por causa desta "chico-espertice" que as pessoas viram cada vez mais as costas aos políticos.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

terça-feira, agosto 24, 2021

A Cultura como Bandeira Eleitoral


Ao ver este anúncio eleitoralista da CDU, junto ao antigo edifício da EDP, adquirido pelo Município ainda na anterior gestão (CDU), e completamente "abandonado e esquecido" pelo PS e PSD (a política tem estes absurdos, só que é nosso é que é bom...) nestes quatro anos, fiquei a pensar em várias coisas.

A primeira foi de que Almada não está necessitada de mais instalações culturais, geridas pela sua Câmara Municipal. E ainda menos reféns do habitual "centralismo democrático" da CDU, que só tem um único objectivo: controlar tudo o que se faz de importante na área cultural no Concelho.

Almada precisa de facto de um Centro de Artes, mas para fazer contraponto às várias instalações culturais já existentes (Casa da Cerca, Solar dos Zagalos, Casa Amarela, Oficina da Cultura, Galeria Municipal, Museu da Cidade, Fórum Romeu Correia, Casa da Juventude e Biblioteca José Saramago). Algo que não seja gerido pelo Município, mas sim por uma entidade independente, que seja capaz de fazer uma gestão competente e democrática, servindo os interesses dos almadenses e não de forças políticas, do seu ideário e dos seus militantes.

É por isso que defendo que talvez fosse mais importante para a população, se ali fosse instalada algo que servisse as pessoas do ponto de vista social...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


segunda-feira, agosto 23, 2021

A Hipocrisia (e o desleixo) Visível do Poder Autárquico em Almada


Estas placas e sinais de aviso deviam estar colocados em quase todas as ruas do Concelho, especialmente as das freguesias urbanas (falo sobretudo de Almada, Cacilhas e Cova da Piedade), e não apenas na Praça Gil Vicente.

É uma vergonha o que se tem passado nos últimos quatro anos, em que os buracos que vão aparecendo nas estradas, com as chuvas e o habitual "deixa andar", só quando se tornam "crateras" (e com muitos telefonemas para a União de Juntas), é que são remendados, e mal. 

Tapetes novos nem vê-los (a segunda fotografia foi tirada a uma centena de metros da dita praça, na rua Comandante António Feio, mas existem dezenas de exemplos iguais nas três localidades citadas...).

Mas o Município ainda fez uma coisa mais engraçada nos últimos tempos (aconteceu na minha rua...), andou a pintar o asfalto com tracejados, zebras e traços contínuos, mas com o cuidado de "fingir" que não via os buracos na via, mantendo-os, como se fossem menos perigosos para os automobilistas que a separação de faixas, teórica (devido aos estacionamentos num dos sentidos).

Mas não deixa de ser curiosa a constatação, de que  foi preciso aparecerem o PS e o PSD no poder, para que umas linhas brancas (algumas só fazem confusão e a uma boa parte delas nem pode ser cumprida devido aos estacionamentos de carros nas vias, se bem que podem ter sido colocadas já a pensar em futuras multas...) passassem a ser mais importantes que o estado (neste caso, mau) das ruas e estradas de Almada.

Nota: Apesar destes sinais já estarem colocados há dias no começo da Praça Gil Vicente, o único sinal de obras são as vedações colocadas nos passeios. E de entrada e saída de viaturas, nem sinal (e ainda bem). 

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


segunda-feira, agosto 16, 2021

Eu Também Escolhia (se fosse verdade)...


Sei que nunca podemos esperar muito dos cartazes de propaganda política, mas esta coisa de se atirar "areia para os olhos" dos eleitores, devia ter limites.

E eu até fui dos que pensava que era possível melhorar muitas coisas na nossa Cidade, mas infelizmente, houve um retrocesso nítido em quase todas as áreas. Não tenho dúvidas que a qualidade de vida dos almadenses piorou. A cidade está mais feia e descuidada, e com os mesmos problemas de sempre, quer no trânsito, na habitação e na higiene urbana.

Mas que é preciso uma grande lata, para colocar um cartaz com estas palavras, senhora Presidente, é...

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)


quarta-feira, agosto 11, 2021

O Copo Meio-Cheio dá Sempre Jeito aos Políticos...


Ao ler a entrevista feita à presidente do nosso Município, Inês de Medeiros ao "semmais", sublinhei algumas das suas palavras, por terem os "pózinhos" muito utilizados pelos políticos, esses mesmo, que são capazes de transformar fantasia em realidade. 

Vou começar pela cultura, por razões óbvias: 

«Houve muito investimento na cultura, a todos os níveis. Aumentámos os apoios regulares às companhias e outras associações e clubes com um critério que lhe permite hoje saber com o que contam.»

Claro que é possível que tenha sido feito mais investimento na cultura. Para isso basta que seja dado mais um milhão para o Festival de Teatro de Almada (é um dado hipotético...), mesmo que algumas associações e clubes de que fala, em vez de receberem apoio, tenham sido convidadas a devolver dinheiro, em nome do tal "critério"...

É por isso que é sempre possível dizer que "aumentámos os apoios regulares às companhias e outras associações e clubes"... O copo meio-cheio deu sempre mais jeito aos políticos que o copo meio-vazio...

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)


quarta-feira, julho 21, 2021

Almada é Igual ao País...


Escrevi o texto seguinte no meu "Largo":

«Embora existam muitos apelos para fazermos férias cá dentro, esta altura está longe de ser a melhor, por estarmos a menos de seis meses das eleições autárquicas.

Para não fugir à regra, os políticos viram as terras que governam de "pernas para o ar", fazendo melhorias - mais para "encher o olho" que para beneficiar as populações -, tornando a passagem pelo centro de muitas cidades e vilas, um pesadelo.

Eles apenas estão preocupados com a reeleição, apostando cada vez com a memória mais curta das pessoas (como se fosse possível esquecer três anos e meio de "adormecimento"...), publicitando as inaugurações e os benefícios recentes, como se fossem as "melhores obras do mundo"...»

Num concelho como o de Almada, com tantas carências ao nível social, como na habitação por exemplo (ainda existem "bairros de lata" na Trafaria e Costa de Caparica...), acho as obras que se estão a realizar no Largo de Cacilhas um desperdício de dinheiro. Não passa de uma obra eleitoralista, das tais para "encher o olho"...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


segunda-feira, julho 19, 2021

As Sondagens "Xoxialistas"...


Há já algum tempo que estranho as sondagens "vitoriosas" de António Costa, com tantos casos, casinhos e sinais de incompetência de alguns ministros e ministérios.

Mas depois de ler no "Expresso" o que a jornalista Rosa Pedroso Lima escreveu: «Com 68% dos inquiridos a considerar 'boa' ou ' muito boa' a prestação da autarca, Inês de Medeiros passou o teste do seu primeiro mandato - ajudada por 66% de respostas positivas sobre o combate à pandemia. Mas em áreas específicas de intervenção, a média de classificação atribuída não foi além dos 5,6 pontos, numa escala de 1 a 10 - prejudicada pela pior avaliação no acesso à habitação, ou áreas dos impostos e taxas municipais e do combate à corrupção. Bastará?», Fiquei esclarecido.

Como não conheço uma única pessoa que faça uma avaliação positiva do mandato da presidente do Município de Almada, até percebo o "empate técnico" entre Inês Medeiros e Maria das Dores Meira, que "atiça guerra PS/PCP", porque as "sondagens xoxialistas", valem o valem...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, julho 16, 2021

Alexandre Castanheira e "Uma Certa Vanguarda"


A leitura da peça de teatro, "Uma Certa Vanguarda", da autoria de Alexandre Castanheira, uma grande figura da cultura almadense (que já nos deixou), fez com que "entrasse" de novo no mundo do associativismo. 

Não foi difícil de imaginar as reuniões de direcção que inspiraram o autor. Embora já não assistisse à cultura machista, que continuou a resistir depois de Abril, com muitos homens de esquerda, que só eram progressistas fora de casa... Gostei deste retrato, real, assim como da luta das mulheres destes associativistas, que também queriam (e muito bem) participar na "revolução social e cultural" que ainda continuou bem viva bastantes anos depois de Abril.

E claro, recordou-me o professor Alexandre, o poeta e o bom companheiro de muitas jornadas culturais na nossa cidade, que me ensinou tanto, sem se aperceber...


terça-feira, junho 29, 2021

A Ciclovia Mais "Famosa" do País...


O concelho de Almada tem hoje a ciclovia mais "famosa" do país, pelos piores motivos, claro.

Na Sobreda de Caparica - como podem ver pela fotografia - foi construída há poucos meses uma ciclovia, com dezenas de obstáculos ao longo do seu percurso. Os postes de electricidade, de telefones, assim como alguns sinais de trânsito e algumas caixas metálicas, mantiveram-se, nos mesmos sitios, talvez para dar mais emoção aos passeios de bicicleta...

Espero que os autarcas responsáveis pela execução da obra (paga com o nosso dinheiro) estejam orgulhosos pelo belo exemplo que deram ao país, de como cuidam do nosso bem estar e da nossa segurança.

(Fotografia de Luís Eme - Sobreda)


quarta-feira, junho 23, 2021

"O Nosso Parque da Paz - o pulmão da cidade"


Hoje de manhã passei pela Junta de Freguesia do Feijó e Laranjeiro, para ver a exposição de aguarelas de Carlos Canhão, "O Nosso Parque da Paz - o pulmão da cidade".

Quase que me fica mal dizer que fiquei agradavelmente surpreendido com a beleza de algumas imagens, porque o nosso "Monsanto" é um lugar onde não falta beleza nem motivos inspiradores, e a qualidade artística de Carlos Canhão é reconhecida por todos os almadenses.

Mas o artista não se limitou a pintar, também escreveu. Cada aguarela conta a sua história.... é uma exposição para "ver e ler", sim, está próxima da poesia ilustrada.

Gostei de um outro lado da exposição, o lado da memória, de quem não esquece, de quem é grato à mulher que foi a grande responsável por hoje termos um "pulmão" verde, onde podemos andar, correr, saltar ou simplesmente ficar ali, a descansar e a pensar, que a vida às vezes parece uma coisa boa... sim, foi e é bonita a homenagem a Maria Emília de Sousa, que nenhum almadense deve ter dúvidas que foi uma grande presidente do nosso Município, cuja obra continua bem visível...

E neste tempo estranho, é sempre bom deixar aqui um aplauso à Junta de Freguesia do Feijó e do Laranjeiro e ao seu presidente, Luís Palma, que não se "assustou" com a pandemia e abriu mais uma vez a sua casa à Cultura, para apoiar a exposição e a edição do bonito livro-catálogo, que nos ajudará a rever, sempre que quisermos, a arte do Carlos e a beleza do Parque da Paz.

Para terminar, informo que quem gosta de fotografia, tem também uma outra exposição (em frente), do Ruben e da Sofia, que nos mostram o seu olhar fotográfico - sensível, bonito e original - do nosso Parque (cheio) de Paz.


segunda-feira, junho 07, 2021

O Associativismo Tenta Regressar em Almada (timidamente)


Noto que durante este mês de Junho se irão realizar muitas das Assembleias Gerais que a pandemia e o bom senso cancelaram no Concelho de Almada.

Umas aprovarão os relatórios de contas e os planos de actividades, outras escolherão os novos corpos gerentes (tarefa cada vez mais difícil, porque há muito tempo que ser dirigente associativo deixou de ser um cargo "apetecível"...).

Não sei o que irá acontecer, num futuro próximo, pois a Autarquia, com a "cassete" de que o "associativismo em Almada era comunista", tentou dificultar ao máximo a sua sobrevivência, pois além de cortar subsídios, ainda exigiu a sua devolução (por o dinheiro não ter sido aplicado na "alínea" para o qual tinha sido pedido... esquecida que o pagamento da renda, água e luz, passa à frente de todas as "alíneas").

Gostava que os políticos também fossem penalizados desta maneira, quando desviam verbas, que deviam ser aplicadas na Cultura ou na Educação, para as aplicarem nas várias áreas do tecido urbano, por exemplo. 

Era um "corrupio" de devolução de verbas de Norte a Sul...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


domingo, maio 30, 2021

15 anos e 1812 textos depois...


Foi no dia 30 de Maio de 2006, que publiquei o meu primeiro "post" num blogue criado por mim, este mesmo, o "Casario do Ginjal".

E entretanto já passaram 15 anos... Pelo caminho surgiram outros blogues da minha autoria, porque escrever sempre foi uma coisa fácil, talvez em demasiados registos, mas ninguém é perfeito.

Como gosto, sobretudo de escrever, tenho permanecido fiel aos blogues. Sei que isso também acontece porque dou preferência a este ambiente calmo, menos propenso a mal-entendidos e a confusões (as redes sociais são muito isso...).

E enquanto continuar satisfeito, vou continuar por aqui.

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


segunda-feira, maio 24, 2021

Uma Cidade Quase Sem Identidade...


Nos últimos anos Almada tem vindo a perder a sua identidade, muito pelo desaparecimento da indústria (especialmente a naval) e pela perda de importância do associativismo no dia a dia dos almadenses.

Claro que ainda falo dos tempos antes da gestão socialista, embora a actual presidente da Câmara tenha deixado bem claro, que queria tornar Almada numa "cidade satélite" de Lisboa...

Pode ser muito bom para o "negócio" esta aproximação a Lisboa, mas quando deixamos de ter uma identidade própria, vamos perdendo história e orgulho do que fomos e do que somos...

Mas talvez Almada, Amadora, Seixal, Barreiro ou Loures, continuem condenadas a serem apenas "Cidades-Dormitórios" da Capital... 

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quinta-feira, maio 06, 2021

O Primeiro Fato do Jaiminho...


Uma das coisas que a pandemia nos roubou foi o convívio próximo com os amigos.

Embora tenha feito parte de várias tertúlias ao longo dos anos, nos últimos tempos só era assíduo a uma, a "Tertúlia do Bacalhau com Grão", que ocupava a maior mesa do Restaurante Olivença, às segundas-feiras (que fica na rua com o mesmo nome, em Almada, junto ao mercado).

Um dos amigos que conhecia apenas um pouco mais que de vista, era o Jaime Soares, que todos tratamos por Jaiminho, que fora um dos grandes andebolistas do Almada e também o primeiro presidente da Junta de Freguesia de Almada, pós-Abril e que começou a trabalhar cedo demais no estaleiro Parry & Son, em Cacilhas.

A partir de certa altura o Jaiminho começou a sentar-se ao meu lado e começámos a cultivar uma amizade e um respeito mútuo que perdurará no tempo, por comungarmos dos mesmos princípios e sermos muito frontais na nossa forma de estar e de nos relacionarmos com os outros. Nem mesmo a sua surdez foi um obstáculo para esta boa camaradagem tardia e genuína.

As coisas que eu aprendi sobre a história recente de Almada, com os relatos das vivências do Chico, do Orlando e do Jaiminho, nas conversas bastante animadas no nosso canto da mesa, graças às suas memórias de elefante e ao seu companheirismo.

Estava a arrumar fotografias quando descobri este "post-it", que escolhi para "ilustrar" estas palavras e está patente no Museu Naval de Almada. 

É o testemunho do Jaiminho sobre o "seu primeiro fato", comum à maioria dos jovens operários almadenses...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


domingo, abril 25, 2021

«Abril cumpre-se todos os dias»


Nunca esqueceu a frase curta, e tão simples, mas cheia de simbolismo, do homem que não precisava de usar um cravo, uma vez por ano,  para ser "Gente de Abril".

«Abril cumpre-se todos os dias.»

E continuou: «Abril é defendermos a nossa liberdade e a liberdade dos outros. Abril é gostar de viver em democracia.»

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, abril 16, 2021

A Nossa Fantástica Telma Monteiro


Telma Monteiro sagrou-se hoje pela sexta vez Campeã Europeia de judo,  na sua categoria.

As suas palavras após mais uma grande vitória internacional, dizem tudo:

«É fantástico. É difícil encontrar palavras, foi duro, foi uma preparação muito dura. Magoei-me no ombro quando estava a preparar-me para o Europeu e para o apuramento olímpico. Tinha esta oportunidade de disputar o título em casa, foi extremamente difícil, mas quando acordei de manhã senti que ia fazer história.»

A judoca de Almada, aos 35 anos, conquista a sua 15.ª medalha em campeonatos europeus absolutos (seis de ouro, duas de prata e sete de bronze) e continua a ser uma das nossas maiores esperanças na conquista de uma medalha olímpica no Japão.

(Fotografia de Nuno Veiga da Lusa)


sábado, março 27, 2021

Rua Pedonal "Devolvida" aos Carros...


Durante estes tempos estranhos, há muito poucas pessoas a circularem na Rua Cândido dos Reis (a rua dos restaurantes), que fica no coração de Cacilhas.

Esta fotografia é exemplificativa. Apesar da rua se ter tornado pedonal (uma excelente ideia...), os carros voltaram, mesmo que timidamente (e ainda bem...), a querer dar alguma vida, a um lugar que vivia sobretudo das pessoas.

Das pessoas que passavam para baixo e para cima e das outras, que enchiam as esplanadas, dos cafés e restaurantes...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


quarta-feira, março 24, 2021

Um Tempo, sem Tempo para Despedidas...


Soube pela blogosfera ("Almadalmada") do desaparecimento de Fernando Paiva de Moura,  comerciante local e uma figura desde sempre ligada ao movimento associativo almadense, a 17 de Março.

Com uma Cultura acima da média e um conhecimento profundo da história de Almada e do Movimento Associativo, conversei muitas vezes com o Fernando, para esclarecer algumas dúvidas e também em busca de mais saber (ajudou-me a perceber o funcionamento de algumas bibliotecas do Concelho e a conhecer melhor algumas figuras da história recente de Almada, assim como o movimento anarquista no Concelho...).

Sim, o Fernando manteve sempre uma "costela anarquista", herdada do pai, Joaquim Moura, grande figura local deste movimento, o que fazia com que fosse uma pessoa especial e tivesse um entendimento singular sobre as coisas do mundo que nos rodeavam. Era irmão de Adelino Moura, um grande desportista e associativista almadense, que também já nos deixou.

Guardo a amizade, a simpatia e a afabilidade com que sempre me tratou.

Infelizmente vivemos tempos sem tempo para despedidas...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)